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Grandes Sons

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Vodafone Mexefest, dia 1: Agora pelos Restauradores

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 A primeira noite da 7ª edição do festival da Avenida da Liberdade fica marcada pela lotação esgotada e pela confirmação das boas prestações de St. Vincent e Tune-Yards na sala maior do evento. Outras boas surpresas aconteceram num Mexefest agora mais centralizado na zona dos Restauradores.

 

Desde 2008 que a Avenida da Liberdade já não passa sem a azáfama de duas noites aquecidas por uma multidão em busca do concerto perfeito ou da descoberta de uma banda que apaixone à primeira vista. 

 

Há mudanças que saltam à vista em relação às últimas edições. Desde logo a deslocação do centro das operações, troca de pulseiras e acreditações, para o Coliseu dos Recreios. É nessa zona que passa a bater mais forte o coração do Vodafone Mexefest já que os concertos sucedem-se a grande ritmo no Palácio da Foz, Starbucks, Estação do Rossio, Garagem da EPAL, Ateneu, Sociedade de Geografia de Lisboa, Igreja de São Luís dos Franceses e Casa do Alentejo. Isto veio isolar o Cinema São Jorge, que fica bem mais acima da Avenida, e que até aqui tinha sido o centro das atenções. O facto de não haver concertos no Teatro Tivoli quebrou a rotina pedestre e encurtou distâncias à maioria que optou por andar na zona dos Restauradores para onde também se deslocou o estúdio móvel da Vodafone FM. 

 

Assim fica explicada a nossa mais difícil opção no auge da oferta de cartaz, centrámos atenções em nomes que ainda não tínhamos visto ao vivo em detrimento dos promissores concertos de Capicua e Clã, de quem já falámos tantas vezes noutras alturas.

 

Os concertos de Sara Paço, Ana Cláudia e JJ tiveram como principal atracção o espaços onde decorreram. É um sacrilégio ir ao Mexefest e não entrar na belíssima sala da Sociedade de Geografia de Lisboa onde Ana Cláudia cantava o bonito e melancólico álbum «De Outono». Atravessa-se a Avenida e há oportunidade de entrar na majestosa Sala dos Espelhos do Palácio da Foz onde outra voz feminina encantava com canções de um disco de estreia, Sara Paço a apresentar «Waking Up The Drums». Acto contínuo e regresso para o lado do Coliseu para uma visita à pequena Igreja São Luís dos Franceses onde havia mais gente à espera de entrar do que lá dentro. Espaço religiosamente cheio e silencioso para ver os suecos JJ, duas letras que reacendiam discussões futebolistas da semana europeia entre quem esperava para entrar. Som electrónico com voz melodiosa que encantou a plateia que teimava em não circular para desespero dos que ficaram de fora da igreja.

 

É uma sugestão que deixamos a todos que ainda não visitaram nenhum destes espaços, comecem a noite por aqui porque não é todos os dias que se pode apreciar tamanha beleza.

 

Depois, olhos postos nos horários traçando um plano que permitisse ver os nomes mais promissores da noite. Rápida procura pela nova Sala SBSR Garagem Epal que fica bem perto do Coliseu, na praceta em frente ao famoso restaurante Solar dos Presuntos. Sala pequena mas com a vantagem de se puder ver e ouvir cá de fora do passeio ao pé da porta. Lá dentro, rock com sangue na guelra das óptimas Deers a confirmarem em palco todas as boas indicações que o badalado disco «Demo» tem causado na imprensa internacional. No fim as madrilenas queriam mais e o público não arredava pé. Se não voltarem em breve será um pecado. 

 

Aproveitando o balanço avançamos já que foi neste mesmo espaço que vimos outro bom concerto, os australianos King Gizzard and The Lizard Wizard confirmam que em Melbourne respira-se rock psicadélico inspirador que lhes dá tanta energia para editar discos, quatro em dois anos, como para os defender convictamente em palco. Excelente estreia da Sala EPAL no roteiro da Avenida.

 

Havia a intenção de ver um pouco de Pharoahe Monch no Ateneu e Shura na Casa do Alentejo. Começámos por aqui (Shura) e fomos surpreendidos por uma sala cheia e rendida aos dois singles conhecidos deAleksandra Denton. A verdade é que a loura londrina agarrou a plateia com a sua voz melódica bem encaixada em batidas electrónicas. Só saímos porque ainda queríamos ver Kindness na Estação Vodafone FM. Pharoahe Monch fica para outra altura e de Kindness também não ficou muito para contar devido à enchente na Estação e ao começo do nome maior da noite, St. Vicent.

 

Isto leva-nos para o Coliseu dos Recreios e temos de voltar atrás no tempo para contar que às 22h00 já ali tínhamos visto uma excelente actuação dos Tune-Yards superiormente liderados pela irreverente Merrill Garbus. Ritmo, percussão, ukelele, loops, batidas e canções dos três discos já conhecidos trouxeram um colorido especial à maior sala do evento que esteve praticamente cheia e rendida à proposta sonora da norte americana. 

 

Depois, outra norte americana tomou conta do Coliseu: Anne Erin Clark, que chegou a ter encontro marcado com o público português naquela mesma sala e no Coliseu do Porto para uma, muito promissora, apresentação com David Byrne e que ficou tristemente cancelado. St Vincent veio agora com a sua banda apresentar o disco editado este ano e que já figura entre os melhores do ano nas listas já publicadas. Confirmou a boa prestação em palco, que já tínhamos testemunhado há dois anos no Meco, com muita conversa pelo meio e revisitando ou seus discos mais antigos. Sem deslumbrar, cumpriu o seu papel de maior atracção desta primeira noite.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

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