Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

NOS Alive, Dia 1: Pretérito Perfeito

Pixiesalive.jpg

Arrancou a 10ª edição do festival NOS Alive, agora com relva artificial a alcatifar o recinto, com todos os argumentos que fazem deste festival um sucesso que atrai muitos turistas e esgota a sua lotação. O tão elogiado sol iluminou todos os que vieram a Algés e que já tiveram momentos musicais para não esquecer, os britânicos rendidos aos nomes do Palco NOS e o resto a explorar entre os palcos Heineken e NOS Clubbing nomes mais ou menos conhecidos. Vencedores unânimes; Pixies, The Chemical Brothers, Wolf Alice e Bob Moses.

Fim de tarde em Algés e o recinto revisto, renovado e melhor do NOS Alive já apresentada uma impressionante multidão em movimentos. Claros elogios à relva artificial que agora dá um andamento de luxo no vasto espaço, além de retirar a poeira, muita curiosidade na rua EDP situada à esquerda da entrada principal com calçada portuguesa pintada e fachadas de edifícios conhecidos bem simuladas com destaque para o espaço EDP Cafe a evocar o museu do fado com ar condicionado com o excelente pretexto de ver Marco Rodrigues, Raquel Tavares ou os Dead Combo mais para a noite. A partir da meia noite, o espaço transforma-se em pista de slows; ainda não verificámos se há adesão.

A disposição dos palcos é a do costume. Os horários continuam a ser rigorosamente cumpridos e, portanto, só falta colocar em marcha um plano de exploração das várias propostas do cartaz que pode levar os mais curiosos a cumprir uma longa maratona à beira Tejo entre o fim de tarde e até onde a resistência deixar pela madrugada dentro.

Começamos pelo palco NOS Clubbing que já nos acostumou a trazer todos os anos alguns dos nomes mais entusiasmantes do momento na área electrónica dançável, portugueses em destaque ou mesmo nomes mais consagrados. No dia de estreia o espaço não desiludiu. Após a apresentação de Xinobi, que tem em «1975» uma importante âncora convidativa à dança. A seguir, houve grande aderência ao piso na «Days Gone By» da dupla nova iorquina Bob Moses. Os temas do álbum caíram de forma perfeita no demorado anoitecer de Algés, oferecendo uma banda sonora cool house que uma pequena multidão parecia conhecer de fio a pavio. 

Destaque ainda para as passagens de Branko, da enchente para celebrar o som dos Junior Boys e para a festança montada pelos Throes + The Shine, ali mesmo a fechar a noite.

Enquanto o duo Bob Moses encantava no palco instalado no meio do recinto, os escoceses Biffy Clyro faziam as delicias no Palco NOS de uma legião de fãs britânicos que dão à banda um surpreendente estatuto cimeiro no Reino Unido. Por cá continuam a ter de actuar à luz do dia, longe do protagonismo que gozam na sua região. Já antes, os The 1975 inauguravam o espaço principal para uma plateia maioritariamente inglesa e adolescente. 

Só depois das 21h00, o imponente palco principal recebeu um nome à sua altura. O lendário Robert Plant trouxe o legado dos Led Zeppelin com os The Sensational Space Shifters. Há sensações inevitáveis ao ouvir «The Lemon song» que abre o desfile e «Rock and Roll» que encerra actividades. Pelo meio algumas surpresas como versões de «Babe I'm Gonna Leave You» de Joan Baez e «Fixin' To die» de Bukka White, além de passagens por repertório a solo de Plant. Todas estas lembranças remetem-nos para a ausência de Page e para o desgaste vocal de Plant que acabo por nos trazer de volta à realidade. Soube bem mas não foi fantástico.

Continuando em modo revivalista, os Pixies passaram triunfantes pelo espaço maior do festival. Não há Kim Deal, a entrega já não é espontânea e nervosa como em outros tempos mas apresentam canções que só por si têm a força maior do puro rock que lhes dá a condição única de imortais. Ouvir «Monkey Gone To Heaven», «Gouge Away», «Tame», «Where Is My Mind», «Here Comes Your Man», «Caribou» ou «Debase», pela primeira vez ou não, é uma experiência que justifica a convocatória dos Pixies em 2016. Só a qualidade do som pareceu não querer acompanhar o momento alto de comunhão entre palco e plateia.

Depois da uma da manhã lugar à celebração de um nome maior da música de dança. Já foram impulsionadores do big beat nos anos 90, já se revelaram por bandas sonoras de filmes ou publicidade, de uma maneira ou de outra chegam aos ouvidos do mundo há várias décadas e sempre com a mesma qualidade. Continuam a editar discos com regularidade que sempre acrescentam três ou quatro músicas que se juntam a uma antologia que depois desfilados ao vivo com competência e o aparato certo resultam sempre numa experiência inesquecível. Muito grandes e muito bons os The Chemical Brothers. 

Falta mencionar os destaques do famoso Palco Heineken que tem revelado momentos gloriosos ao longo da última década. Neste primeiro dia ficam na memória as passagens dos Vintage Trouble e sua postura bem rock and roll, do regresso sempre celebrado de John Grant, do excelente concerto dos Wolf Alice, já uma certeza do rock britânico, e do encerramento festivo dos 2 Many DJs madrugada dentro. Na versão Soulwax não convenceram tanto, e os portugueses Sean Riley & The Slowriders mereciam mais calor humano.

 

João Gonçalves para o Disco Digital

Foto: Everything Is New

Bob Moses e Junior Boys Entre as Novas Confirmações do NOS Alive

nos_clubing_7_julho.jpg

 

Junior Boys, Bob Moses, Xinobi, SG Lewis, Throes + The Shine e Branko são os seis nomes avançados pela Everything Is New como as mais recentes confirmações a estarem presentes no próximo NOS Alive.

Todos estarão presentes no Palco NOS Clubbing no primeiro dia do evento, 7 de julho. Os canadianos Junior Boys regressam ao nosso país, onde já deram vários concertos, e vêm apresentar o seu mais recente Big Black Coat. Branko, membro dos Buraka Som Sistema, vai apresentar o seu novo trabalho a solo chamado ATLAS. Xinobi, amigo e companheiro de Moullinex, subirá ao palco para um live set e os Throes + The Shine vão icendiar a plateia com a sua fusão de rock com kuduro, impossível de se assistir quieto.

Também a dupla Bob Moses se apresentará com o seu disco electrónico Days Gone By. Por fim, SG Lewis vem de Reading estrear-se nos nossos palcos. O produtor de 20 anos ficou conhecido com um remix da música “You & I Forever” de Jessie Ware.

Piknic Électronik Lisboa - Hoje a Última Sessão com M.A.N.D.Y. Dj Vibe e Moullinex & Xinobi

11053140_1474584859509175_3122285361724507858_o.jp

 

Carl Craig encerrou o passado domingo com o que melhor sabe fazer: lançar temas para o público dançar - e pedir por muito mais.

O Piknic Électronik em Lisboa é já referenciado como uma das estreias mais proeminentes que Lisboa viu nascer nos (largos) últimos tempos. Os alemães M.A.N.D.Y, e não só, são os senhores que se seguem (e encerram) a primeira edição desta grande «festa dominical».

A derradeira sessão, hoje, promete concluir o primeiro ciclo do Piknic em Portugal de forma memorável: às 13:00 - Brutus; às 16:00 - Moullinex & Xinobi; às 18:00 - Dj Vibe e, a encerrar, às 20:00 - M.A.N.D.Y.

Além dos criteriosos cartazes que têm vindo a ascender as expectativas de famílias e amigos que se reunem todos os domingos na Tapada da Ajuda, também o Petit Piknic aumentou a sua procura por parte de todos os que optam por levar filhos e crianças ao parque mais eletrónico da capital.

Aqui, onde tudo acontece, há um espaço reservado aos mais pequenos que é também desejado pelos adultos. O Petit Piknic é pensado para as crianças, mas tem tudo o que os graúdos gostam: insufláveis, jogos infantis e tradicionais, pinturas faciais, balões, camas elásticas e trampolins, workshops e ateliers. Razões de sobra para ninguém ficar de fora.

A continuidade do Piknic Électronik em Portugal é ainda uma incógnita mas, a avaliar pelo que o frenesim dos «novos fãs» tem conjeturado, arriscamos afirmar que o evento tem tudo para continuar a dar certo por cá.

Assim como a próxima sessão, hoje, que está a superar todas as expectativas sobre a venda de bilhetes e adesões na web e redes sociais, fazendo já antever uma séria possibilidade: a de “bilhetes esgotados”.

M.A.N.D.Y será, só por si, razão mais que suficiente para percorrer os caminhos do parque no último domingo do Piknic, em busca do ambiente de convívio e dança que por lá se tem feito sentir. Ele, que já não nos visitava desde o final do ano passado, regressa agora envolto pelo mistério que encobre o verdadeiro significado por trás do seu acrónimo (um apelido que incorpora os talentos mútuos dos amigos de infância Philipp Jung e Patrick Bodmer) e por uma película de novidades eletrónicas com que já habituou o público português a divertir-se.

Promete um final muito feliz.

Super Bock Super Rock, dia 1: Um inglês em Lisboa e um festival à parte

Stingsbsr.jpg

No vigésimo aniversário, o Super Bock Super Rock regressou à beira Tejo trocando a natureza do Meco pelo betão do Parque das Nações. As queixas de trânsito e pó no recinto deram lugar a irritações na hora de trocar bilhetes por pulseiras. A disposição dos palcos à volta do MEO Arena primeiro estranha-se mas depois é uma questão de habituação, facilitada por uma boa circulação entre o pavilhão de Portugal e o palco da Antena3 do lado da FIL. A multidão concentrou-se para consagrar Sting no MEO Arena; problemas de som atrapalharam SBTRKT e Perfume Genius, e Noel Gallagher foi curto mas bom.

Em suma, o recinto do 21º SBSR pode ser descrito como uma festa à volta do Meo Arena com vista para o rio Tejo e Oceanário. Entrada de frente para ao Centro Comercial Vasco da Gama, tal como acontece em dias de concertos na maior sala de Lisboa, e várias opções a tomar.

À esquerda o palco, e o estúdio, da rádio oficial do evento, Antena3, onde passam alguns dos nomes nacionais do momento. Em frente, o acesso ao pavilhão, sendo que nas traseiras há a entrada para a Sala Tejo onde funciona o Palco Carlsberg, que só entra em acção depois da meia noite e meia.

Rumando para o lado direito após entrada no recinto encontra-se a zona de restauração com esplanadas convidativas ao convívio em noites amenas, animação aquática na baía do Tejo entre o Pavilhão e o Oceanário com vista privilegiada na varanda do Pavilhão de Portugal onde os convidados VIP convivem, e o palco EDP situado debaixo da famosa pala do Pavilhão de Portugal.

Podemos começar por aí. A passagem de Mike Hadreas já não ia apanhar ninguém de surpresa. Primeiro porque até já tinha tocado neste festival na versão Meco, além de ter assinado um dos grandes concertos do último Vodafone Mexefest; depois porque o projecto Perfume Genius já tem uma forte base de fãs que aguardavam com ansiedade pelo reencontro. O concerto não foi tão frio como no Meco mas esteve longe da intensidade mágica do Cinema São Jorge. O som abafado pela pala traiu o resto das expectativas.

O arquitecto Álvaro Siza Vieira nunca deve ter imaginado que num evento fosse tão elogiado pela sombra que dava aos festivaleiros e, ao mesmo tempo, tão criticado pelo boicote sonoro com que a «sua» pala abafa o Palco EDP. 

O problema estendeu-se aos suecos Little Dragon e, mais dramático, à entidade SBTRKT, uma das grandes atracões deste primeiro dia. Aaron Jerome já não tinha sido feliz na passagem pelo Alive no ano anterior e ainda não foi desta que deu a devida qualidade aos temas do excelente álbum «Wonder Where We Land». As esforçadas interpretações de «Hold On», «Wildfire», «New York, New Dorp», mereciam muito melhor sorte acústica. Soube a pouco, espera-se um regresso em nome próprio em sala condizente. É urgente melhorar o som.

No reino da Antena 3 só propostas nacionais e todas bem acolhidas. Duquesa foi vitima do horário madrugador. Nuno Rodrigues, também vocalista dos Glockenwise, esteve bem a representar o muito aconselhável EP homónimo. Mais sorte teve PZ que contou já com um assinalável número de fãs prontos para celebrar a divertida proposta editada no disco «Mensagens da Nave-Mãe» e, principalmente, para cantarem os refrões de sucessos virais como «Neura» e «Cara de Chewbacca». Os músicos em palco de pijama não enganam quanto à vontade de levar a sério a música na brincadeira. Um sucesso.

Muito mais a sério e com proposta bem mais instrumental, os Gala Drop deram o melhor concerto daquele espaço mesmo que o som não tenha sido o melhor para consagrar o monumental «II», do ano passado.

Finalmente, no espaço maior do festival houve sentimentos contraditórios ao longo da noite. O duo alemão Milky Chance terá estranhado a ausência de público para ouvir o single radiofónico «Stolen Dance» bem mais apropriado para danças pela madrugada dentro do que para as 19h00.

Os The Vaccines já estão habituados a recepções discretas. Tinham passado pelo palco EDP do Meco no auge de «What Did You Expect from The Vaccines?», disco de estreia de 2011. Na altura pouco público mas muito entusiasta num local que disfarçava bem a pouca afluência. No MEO Arena não há como disfarçar uns poucos milhares em tão grande plateia, e o entusiasmo também já não é o mesmo. Nem no palco nem na assistência.

Com a sala tão vazia temia-se o pior perto da chegada de Noel Gallagher. Felizmente, o recinto foi-se compondo e o adepto doManchester City teve uma plateia de números razoáveis. Noel e os High Flying Birds deram um concerto competente e convincente em formato bem mais curto do que tem sido habitual na sua digressão. Dos habituais vinte temas só tivemos direito a catorze que obrigaram a cortar canções dos seus dois discos a solo para juntar hinos dos Oasis como aconteceu com a dose dupla «Champagne Supernova» e «Whatever». O suficiente para agarrar os festivaleiros que por ali passavam e atrair os que faziam tempo no exterior. Junte-se «Digsy´s Dinner», «The Masterplan» e o final com «Don't Look Back in Anger», e temos uma passagem triunfante de Gallagher por este SBSR.

Como muitos dos presentes no MEO Arena na recta final do concerto de Noel já estavam a marcar posição para receber Sting, podemos dizer que foi o melhor aperitivo possível. Ainda com as músicas dos Oasis na cabeça a multidão que quase lotou o pavilhão teve direito a tudo o que esperava do agente dos Police. Um alinhamento antológico deliciou a plateia em ambiente familiar que quase nos fazia esquecer que estávamos no meio de um festival de verão. Com um visual a surpreender pela barba hipster e em invejável frescura física, Sting desfilou triunfante todos os seus sucessos que nos levaram às recordações dos anos 80, com tudo o de bom e de mau que isso representa. A aposta foi ganha como se viu pela única enchente da noite mas houve ali muito boa gente que nem quis saber como era o evento SBSR, foi chegar, ver Sting e ir embora. Como se de um concerto só se tratasse. 

Pela noite dentro, a Sala Tejo acolheu os resistentes que quiseram dançar no Palco Carlsberg com uns pouco convincentes Toro y Moi, e os portugueses Mirror People e Xinobi a rasgar a noite.
 
João Gonçalves
in Disco Digital

SBSR 2015 - Horários Dia 1

19299_823571081046805_5410380242964948501_n.jpg

Palco Super Bock  
01h20 - 02h30 - Madeon 
23h00 - 01h00 - Sting 
21h50 - 23h00 - Noel Gallagher's High Flying Birds 
20h25 - 21h25 - The Vaccines 
19h10 - 20h00 - Milky Chance 

Palco EDP  
22h45 - 00h00 - SBTRKT 
21h15 - 22h15 - Little Dragon 
19h45 - 20h45 - Perfume Genius 
18h35 - 19h25 - King Gizzard and the Lizard Wizard 
17h35 - 18h15 - Ostra S.R. (Tradiio) 

Palco Carlsberg  
03h00 - 04h30 - Xinobi 
02h00 - 03h00 - Mirror People 
00h30 - 01h40 - Toro y Moi 

Palco Antena 3  
22h05 - 23h05 - Gala Drop 
20h35 - 21h35 - PZ 
19h15 - 20h05 - Duquesa 

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D