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Grandes Sons

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Grandes Sons

Pharoahe Monch, Stereossauro, Salto e Francis Dale no Vodafone Mexefest

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Pharoahe Monch, Stereossauro, Salto e Francis Dale são os quatro novos representantes da edição de 2014 do Festival.

De Nova Iorque, Pharoahe Monch, um dos mais extraordinários representantes do hip-hop atual. Muitíssimo querido pelos pares (Eminem tem-no como ídolo) dada a riqueza e qualidade intimista e confessional das suas rimas e beats, mantém-se como um precioso tesouro. A solo tem um repertório constituído por quatro obras que lhe garantem um lugar na história do género: Internal Affairs (1999), Desire (2007), W.A.R. (We Are Renegades) (2011) e PTSD: Post Traumatic Stress Disorder (2014). Corrosivo, quase impiedoso, as suas letras – e a forma como as projeta – criam um impacto intenso e muito emocional. Concerto absolutamente imperdível no Vodafone Mexefest. Stereossauro.

É um génio do scratch - foi campeão do mundo com os Beatbombers, projeto que partilha com DJ Ride, e estreia-se com o LP “Bombas em Bombos”. O primeiro avanço, com a colaboração de Gonçalo Santos e de Helena Veludo, chama-se “Hold On”. Ao vivo, com um gira-discos e um sampler, faz e espalha magia. A não perder.

Da Maia, Salto. Formados pelos primos Gui Tomé Ribeiro e Luís Montenegro, ganharam projeção com o brilhante single “Deixar Cair”. A música, e o LP de estreia que a abraçou, tem aquelas qualidades únicas de um clássico pop que faz dançar, orelhudo na dose certa e muito melódico. Em 2014 dão um twist no som apresentando o EP “Beat Oven”, e passam a quatro com a chegada de Tito Romão e Filipe Louro, com quem preparam agora o lançamento do segundo álbum. Num jeito eletrónico, imperando beats e sintetizadores, os Salto confirmam-se esteticamente diversificados. Muitos e bons são os caminhos da banda do norte.

Por último, Francis Dale, um extraordinário cantor que se define como soul alternativo de um ‘Jeff Buckley meets Marvin Gaye’.

As suas músicas vivem da sua voz, da guitarra contida, mas nada secundária, e de ritmos refinados e muito temperados de soul e pop. Francis Dale tem um EP – “Lost In Finite” – que o apresenta na perfeição. As canções do autor são belíssimas e com uma sofisticação que, sem contradição, sabem inspirar-se no passado para serem incrivelmente atuais.

 

Informa-se ainda que, por questões pessoais, os The Fresh & Onlys tiveram que cancelar a digressão europeia prevista para os meses de Novembro e Dezembro, e que incluía passagem pelo Vodafone Mexefest.

Vodafone Mexefest, dia 1: (Re)mexer no rock e na dança

 

João Gonçalves


A imagem mudou, o patrocinador é outro, mas o essencial mantém-se; diversas salas, muitos concertos e animação noite dentro garantida.

Já se sabe que este é um festival de contornos muito particulares em que convém fazer trabalho de casa, estabelecendo uma agenda de maneira a tentar assistir ao maior número de concertos possível. As escolhas são sempre subjectivas e a meio do caminho há sempre desvios de última hora influenciados por caras conhecidas que sugerem algo diferente. Assim sendo convidamos o leitor a conhecer a nossa caminhada nesta primeira noite do Vodafone Mexefest.

 

A primeira nota vai para o facto de a crise se sentir mais nas árvores do que nas salas, isto é, os bilhetes do festival esgotaram e por isso é natural que todos os recintos apresentem uma taxa de ocupação alta. Nos trajectos a pé Avenida fora sente-se a falta das famosas iluminações de natal que este ano não existem. Era pior se fosse ao contrário, convenhamos.

 

A prioridade é sempre ir atrás dos artistas mais em voga, estreantes ou já conhecidos de créditos firmados. O bónus deste evento é que nos leva até espaços que são autênticos tesouros escondidos da capital. Este ano o acesso à sala da Sociedade de Geografia de Lisboa quase que dá vontade de dizer que vale o bilhete! Foi por aqui que começámos para acompanhar o concerto de Josh T.Pearson. O espaço é esmagadoramente belo e carregado de história. Uma plateia sentada olha em contemplação para a figura única de Pearson de pé com a sua guitarra, longa barba, pálido e a desfilar canções escritas no distante Texas com a mesma segurança com que comenta as constantes movimentações de público no fim de cada música, sendo que uma boa parte acompanhou toda a actuação. Foram momentos que acreditamos que vão ser falados e recordados com orgulho por quem tanto esperou por este concerto que terá de figurar como um dos mais emblemáticos da edição do Mexefest.

 

Ali perto, na Igreja de S.Luís dos Franceses Luísa Sobral tinha convencido o público que encheu o espaço acreditando nos muitos comentários que ouvimos no rescaldo. Mais abaixo Eleanor Friedberger encantava com as suas canções pós Fiery Furnaces na Casa do Alentejo mas a nossa aposta foi para uma subida ao frio até ao Tivoli para ver o casal de Montreal, Canadá, Handsome Furs. E em boa altura o fizemos pois a fama de actuações mexidas e contagiantes é de todo merecida. A sala cheia com os espectadores todos de pé ignorando as cadeiras são prova da boa energia que sai de músicas como «What About Us».

 

Convencidos com a genida dos Handsome Furs tentámos espreitar os portugueses You Can´t Win, Charlie Brown mas a entrada para o elevador do Restaurante Terraço Hotel Tivoli estava tão concorrida que optámos por atravessar a Avenida e perceber como estão actualmente os S.C.U.M. na sala 2 do cinema São Jorge. Os londrinos já tinham conquistado a generosa plateia quando lá chegámos e pareceu-nos que o recente «Again into Eyes» editado pela Mute Records tem aqui alguns fãs. Quem não conhecia ficou a ganhar um nome para investigar. Mais uma passagem positiva.

 

Tempo para descermos até ao mítico Maxime. Os Macacos do Chinês a apresentarem o seu novo disco, segundo na carreira, são um excelente pretexto para regressarmos a uma das salas mais encantadoras da capital e que agora está fechada no resto do ano. Como em todos os recintos por onde passámos havia casa cheia e não havia quem não estivesse a gostar numa plateia onde vimos gente ilustre como Sam The Kid: Lúcia Moniz subiu ao palco para um dueto com muito potencial chamado acertadamente de «Qual é o Mal?». Aprovado o regresso dos Macacos nova subida até ao Tivoli para ver se era desta que os Junior Boys nos convenciam completamente em palco. Boa atmosfera, tudo muito entregue à dança e alinhamento seguro justificaram a convocatória e asseguraram a segunda vitória canadiana naquele espaço, hoje mais dançável que nunca.

 

Curta corrida pela ponte aérea que este ano faz a ligação Tivoli - São Jorge e uma visita à principal sala de cinema para sentir o pulso aos Fanfarlo. Dificilmente o espaço podia ser melhor escolhido para os ingleses apresentarem as suas canções que não raramente vão parar a alinhamentos de bandas sonoras para cinema como é o conhecido caso de «Comets» e «Luna» no filme português «Um Funeral à Chuva». Uma plateia conhecedora arrancou com entusiasmo um encore, com mais entusiasmo até que a própria banda que pareceu nunca atingir um patamar superior na actuação.

 

Para fechar a noite havia que descer novamente até ao Maxime. Como é hábito nestes fins de noite acumula-se muita gente para entrar o que atrasa o acesso ao concerto. Neste caso os Spank Rock podem dizer que tiveram sempre lotação esgotada tal era a entrega do público. Os americanos sabem como alimentar a plateia com um rap por cima de electrónicas fortes em tons mais agressivos que contagiam facilmente o ambiente. Concerto explosivo a complicar a vida de quem queria ir entrando pois eram muito poucos os que saiam do Maxime.

 

O Disco Digital optou por sair mas concentrado numa missão maior; ver os Paus a defender ao vivo um dos melhores discos editados este ano por cá. O mesmo problema de acesso, sendo que agora as entradas eram para as escadas do metro dos Restauradores já que o concerto aconteceu no patamar onde estão os torniquetes para passes e bilhetes. Com calma lá conseguimos ir para a estação de metro e testemunhar a grande enchente que fez questão de aprovar o projecto. Joaquim Albergaria ainda ironizou dizendo que esta era a primeira data de uma digressão por estações de Metro mas todos sabemos que esta excepção só acontece de ano a ano. Esperiência ganha, venceu o som que agitou um público que só queria dançar não se importando com o facto de ninguém cá mais atrás conseguir ver a banda em palco.

Grande dose de rock para fechar em beleza esta primeira parte de um festival sempre a mexer.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Bon Iver e James Blake no Vodafone Mexe Fest

Bon Iver, James Blake, SCUM e Oh Land são as primeiras confirmações, segundo o Festivais de Verão,  no cartaz do Vodafone Mexe Fest, a decorrer a 2 e 3 de dezembro nas salas da Avenida da Liberdade, em Lisboa.

O Vodafone Mexe Fest vem substituir o Super Bock em Stock, mantendo o mesmo formato do evento.

 

Aqui fica a apresentação oficial do evento;

 

De palco em palco, a música mexe em Lisboa… E também no Porto. É segundo esta máxima que são reveladas as mais recentes novidades sobre o Vodafone Mexefest, o festival de inverno da capital, que se realizará também no Porto, nos dias 2 e 3 de Março.

Procurando agradar a um público exigente e sempre atento às novas tendências e ao que de melhor se faz na música, tanto internacional como portuguesa, a organização avança com as primeiras confirmações para este festival que se realizará já daqui a menos de dois meses. Assim, teremos a oportunidade de ver nos dias 2 e 3 de Dezembro, em Lisboa, James Blake, Bebe, Junior Boys, Toro y Moi, Handsome Furs, Lindstrøm, Spank Rock, Oh Land, Josh T Pearson, When Saints Go Machine, Beat Connection, Eleanor Friedberger e S.C.U.M.. Todavia, o cartaz não descura a música portuguesa, apostando em nomes como PAUS, doismileoito, Old Jerusalem, You Can’t Win Charlie Brown, We Trust, Aquaparque e Capitão Fausto.

A promessa de novos palcos também se cumpre. Os já habituais Cinema São Jorge (salas I e II), Teatro Tivoli, Cabaret Maxime e Restaurante Terraço do Hotel Tivoli mantêm-se. Todavia a organização promove a descentralização do festival: a Rua das Portas de Santo Antão e os Restauradores aproximam a área de influência do Mexefest ao coração de Lisboa, fomentando a mobilidade do público para um eixo com espaços mais diversificados. A Estação de Metro dos Restauradores / Sala Super Bock Super Rock, a Sociedade de Geografia da Lisboa e a Casa do Alentejo juntam-se aos novos espaços, anunciados na sua totalidade brevemente. Aparecerão também de novo este ano as shuttles Vodafone, sempre com música dentro, assegurando as deslocações entre cada uma das salas.

Algumas das novas apostas centram-se sobretudo na crescente utilização de novas tecnologias. Disponibilizar-se-á uma aplicação para os smartphones, que facilitará a escolha dos concertos permitindo o acesso ao cartaz, lotação das salas, conteúdos dos artistas, localização de amigos no terreno, consulta dos comentários sobre os diferentes concertos, partilha de fotografias do público e realidade aumentada em todo o espaço do festival. Para clientes Vodafone, o bilhete poderá ser adquirido através do telemóvel.

À semelhança do ano passado, o público poderá comprar um passe único com troca obrigatória por pulseira, que dará acesso a todos os concertos em todas as salas, sempre tendo em conta a lotação de cada uma. Os preços manter-se-ão nos 40€!

Quanto ao cartaz de Março a realizar na cidade do Porto, a organização promete notícias em breve, desde o cartaz aos vários espaços. Mais informações em www.vodafonemexefest.com e em www.facebook.com/vodafonemexefest.

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