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Grandes Sons

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Grandes Sons

Festival Sudoeste (Dia 4): SudoQualquerCoisa

É possível juntar num só dia fado, reggae, indie folk, rock, música ligeira italiana orquestrada, pop e música de dança? Sim, e o último dia do Sudoeste mostrou como.

 

Se alguém quiser encontrar uma linha musical que caracterize o Sudoeste vai enfrentar uma missão impossível. Aliás, descontando o espaço destinado ao reggae tudo foi possível nos outros dois palcos. Comecemos pelo Planeta Sudoeste onde Beirut foi um vencedor absoluto recebido por um mar de fãs suficiente para encher duas tendas iguais aquela. Depois de dois concertos cancelados, Zach Condon deve ter ficado surpreendido com a histeria que a sua actuação provocou. Um grande número de espanhóis na plateia ajudou à festa. O regresso parece garantido.

Antes, houve espaço para a música nacional com Tiago Bettencourt & Mantha a repetirem a abertura de palco que tinham feito no Meco e Carminho a suceder com segurança a Mariza e Camané que em anos anteriores já tinham trazido o fado ao Sudoeste. A noite abriu com o concerto de Martina Topley-Bird vestida e pintada em tons vermelhos acompanhada por um corajoso baterista, guitarrista, mascarado de fato ninja desafiando um sufocante calor que se sentia no local. O concerto foi o que já conhecíamos das primeiras partes dos Massive Attack a quem se iria juntar mais tarde no palco principal.

 

Os Massive Attack que repetiram a actuação recente no Campo Pequeno, embora hoje tenham deixado de fora alguns clássicos e singles do novo disco. Também os Air não inovaram nada ao recriarem o ambiente que descrevemos aqui há alguns meses quando passaram pelo Coliseu de Lisboa. No entanto, ambos foram eficazes e foram bem acolhidos por uma plateia que foi crescendo à medida que a noite avançava.

 

Para agitar verdadeiramente o palco principal foi preciso fazer regressar Mike Patton com um dos seus delirantes projectos. Há um ano, os Faith no More foram o nome principal deste festival; hoje o seu vocalista veio trazer originalidade enchendo o palco com violinistas da Orquestra do Algarve e muitos outros músicos propondo uma viagem ao passado da música ligeira italiana dos anos 50 e 60. Uma excentricidade que se explica pelo facto de Patton ter vivido uns bons anos maquele país. Claro que o seu registo crooner muitas vezes descambou em devaneios gritantes com a ajuda de um megafone como é seu timbre. Um dos bons concertos da edição 2010 do Sudoeste.

 

Partindo do slogan do certame, podemos dizer que a tribo do palco reggae veio claramente para viver, tal a sua fidelidade ao espaço. Na última noite, os devotos à música rastafari foram brindados com um grande concerto dos clássicos Steel Pulse e, principalmente, com uma fabulosa actuação de Wailers que ofereceram o que de mais próximo podemos ter ao vivo de hinos como «Jamming», «Exodus», «No Woman No Cry», «One Love» e outros recebidos pela maior multidão ali vista desde que existe este palco.

 

A fechar a edição 2010 do Sudoeste um verdadeiro fenómeno. Afinal não é preciso mais do que um homem em palco com uma pasta de sons e uma mesa de mistura para levar à loucura dezenas de milhares de pessoas a dançarem furiosamente numa mega-discoteca improvisada em solo alentejano. Esse homem chama-se David Getta e é o actual Deus da música de dança que escorre azeite.

 Foi ele quem encerrou o Sudoeste para quem veio ver e viver.

 

in Disco Digital

Festival Sudoeste (Dia 4): Horários

Palco TMN
peixe:avião: 19h45-20h30
Mike Patton's Mondo Cane: 21h15-22h35
Air: 23h05-00h05
Massive Attack: 00h35-02h05
David Guetta: 02h30-03h50

Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa
Martina Topley-Bird: 19h05-19h50
Carminho: 20h10-20h55
Tiago Bettencourt & Mantha: 21h15-22h05
Beirut: 22h25-23h45

Groovebox
Soul Clap (Wolf + Lamb): 00h05-01h35
Hugo Santana: 01h35-03h00
Dyed Soundorom: 03h00-04h30
Johnwaynes Live: 04h30-05h30

Sapo Positive Vibes
B!rd: 20h45-21h45
The Steel Pulse: 22h15-23h45
The Wailers: 00h15-01h45
Pow Pow Movement: 02h00-04h00

Festival Sudoeste (Dia 3): O fungagá da mikakada

(Fotos: Frederico Batista- SAPO)

 


Ao terceiro dia de Sudoeste, o espaço que nos últimos catorze anos consagrou grandes nomes transformou-se num gigantesco parque infantil para receber Mika no palco principal. O trajecto entre os dois palcos secundários tornou-se obrigatório.

O sábado é tradicionalmente uma noite forte deste festival; basta recordar a reunião dos Faith no More há um ano. A de 2010 ficará marcada como o momento em que o Sudoeste se transformou numa Eurodisney com milhares de adolescentes a invadirem o espaço em frente ao palco principal arrastando as respectivas famílias.

Mika é a personagem que explica este fenómeno, ele que chegou a ter concerto marcado há uns anos mas que, por motivos de saúde, foi obrigado a adiar. Entretanto, já se tinha apresentado ao público lisboeta e a avaliar pelo número de fãs que arrastou até à Zambujeira o seu espectáculo está aprovado pelos portugueses. O facto de hoje ter renovado o cenário e o próprio alinhamento valeu-lhe rasgados elogios. Mika monta um espectáculo à parte de tudo o que se costuma ver nestas paragens. É um autêntico cenário de musical Disney com laivos de Tim Burton, muita cor, muita flor, e os seus compinchas de palco a vestirem a pele de personagens deste gigantesco teatro cantado em falsete.

A garotada adorou: entre os graúdos houve quem tivesse esperança que, na recta final, a simulação de Mika a assassinar todos os seus companheiros acabando em suicídio fosse mesmo real. Não foi e o concerto até durou mais uns largos minutos. Foi como se tivessemos recuado até ao primeiro de Junho (Dia da Criança).

 

Quem procurasse propostas alternativas teria que se refugiar na tenda do palco secundário e no espaço reggae porque além de Mika o principal palco oferecia a possibilidade de vermos o que resta das Sugababes. A girl band mereceu um olhar pelo visual atrevido e pelos movimentos sensuais a acompanhar êxitos já fora do prazo como «Round & Round» ou «Freak Like Me». Cinco minutos bastariam porque nem o concerto melhorava nem as pernas das meninas faziam esquecer as de Colbie Caillat que ali desfilou na véspera.

Na tenda do palco secundário houve triunfo absoluto para os Diabo na Cruz com assistência numerosa e entusiasta a vibrar. Uma oportunidade muito bem aproveitada por Jorge Cruz, B Fachada e restante trupe diabólica.

 

Também os Anaquim não desperdiçaram a ocasião agarrando bem o público neste seu regresso ao festival e tal como os NuSoulFamily tinham feito na véspera.

Antes, havia sido o projecto João Só e Abandonados a abrir a noite bem proveitosa para a música nacional.

 

O grande concerto da noite pertenceu, contudo, aos ingleses Friendly Fires que foram acolhidos por uma tenda completamente cheia e bem conhecedora do álbum editado em 2008 e que ainda este ano lhes valeu uma nomeação para os Brit Awards. Ed McFarlane comanda as operações em palco imprimindo um ritmo alucinante sempre bem apoiado na precursão. O auge foi naturalmente atingido com os singles «Kiss of Life» e «Jump in the Pool» que bem poderia ter sido seguido à letra tal era o calor na tenda.

 

Ali ao lado no espaço reggae, os Black Seeds vieram da Nova Zelândia para mostrar a sua mistura com funk, soul e até afrobeat, o que equivale a tudo o que editaram nos cinco discos desde 2001. Proporcionaram grandes momentos musicais surpreendendo a tribo que ali habita mais habituada a sons mais clássicos mas que facilmente se entregou à dança irresistível até para os mais apressados a caminho do palco principal.

 

Mais tarde voltou a ser português o artista que levou ao delírio a tenda do palco secundário. DJ Ride arrasou o espaço lotado com as suas propostas musicais debitadas em desafio sempre bem aceite pelos festivaleiros que queriam distância de Mika. A passagem por «Killing in the Name» dos Rage Against The Machine, na remistura de SebAstian, foi o ponto alto e o escape ao parque infantil montado no outro lado do recinto.

 

O palco principal fechou com os argentinos Bajofondo mas a noite não estava para estrelas argentinas como já se tinha visto pela televisão com as prestações de Saviola e Aimar.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

 

Festival Sudoeste (Dia 3): Horários

Palco TMN
Brett Dennen: 20h30-21h20
Sugababes: 22h00-23h00
Mika: 23h40-01h10
Bajofondo: 01h40-02h40

Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa
João Só e Abandonados: 18h45-19h30
Diabo na Cruz: 19h50-20h35
Anaquim: 20h55-21h40
Friendly Fires: 22h00-23h00

Groovebox

DJ Ride Showcase: 23h30-00h30
Scuba: 00h30-01h30
Soundhack / Soundstream (Smith n Hack) Live: 01h30-03h00
Zé Salvador & Joao Maria: 03h00-05h30

Sapo Positive Vibes
Marrokan: 20h45-21h45
Black Seeds: 22h15-23h45
Midnite: 00h15-01h45
Supersonic: 02h00-04h00

Festival Sudoeste (Dia 2): Rua dos funkeiros

(Fotos: Rita Afonso - SAPO)

Ao segundo dia. o Sudoeste ganhou a vida que o celebrizou nos últimos 14 verões com muito público no recinto, alguns grandes concertos repartidos pelos três palcos e uma noite excepcionalmente amena na Zambujeira do Mar onde só os ecrãs gigantes falharam.


A situação aconteceu por acaso mas serve na perfeição para ajudar os leitores a perceberem o ambiente que se vivem na segunda noite do Sudoeste. Quando se entra no recinto do nosso lado esquerdo encontramos logo o palco da música reggae e toda tribo que ali habita durante as quatro noites do festival. Ali ficámos durante mais tempo graças a um grandioso concerto que os britânicos Zion Train proporcionaram com o seu dub mais distorcido a reunir uma verdadeira multidão de convertidos.

Por nós passavam famílias inteiras com ar de quem vai à discoteca da moda desfilando roupa de marca, não faltando o pullover ao pescoço e um intenso cheiro a diferentes perfumes caros. Nada a ver, portanto, com os festivaleiros acampados com um ar bem menos fresco.

Tínhamos assim um público bem diferente e separado no espaço que, ao cruzar-se, originava engraçados olhares de parte a parte. Mas ninguém saiu insatisfeito do recinto nesta noite.

 

A plateia mais teddy, chamemos-lhe carinhosamente assim, deliciou-se com a simpatia e eficácia em palco de James Morrison que desfilou as suas cantigas formatadas para rádios comerciais durante uma hora e saiu com a sua fama reforçada.

Depois Colbie Caillat conquistou todos os que estavam mais perto do palco e se deixaram encantar pela beleza da loura californiana que se apresentou de curto vestido e botas à cowboy. As canções de pop açucarada assentaram na perfeição à sua imagem e agradaram à plateia. Cortem-lhe o microfone mas não as pernas!

 

Inexplicável só o facto dos ecrãs gigantes ao lado do palco só aproveitarem três quartos do seu espaço para transmitir imagens dos concertos sendo o restante ocupado pela operadora de telemóveis que patrocina o festival. Isto quando estão a funcionar, porque hoje os apagões foram mais que muitos. Para o agrado do público ser total só faltava um regresso em forma de Jamiroquai ao nosso país.

Jay Kay não desiludiu e arrancou um bom concerto com ritmo certo, revisitando clássicos da sua carreira, apoiado numa excelente banda como é seu hábito correspondendo por inteiro às expectativas de quem se deslocou só hoje à Zambujeira.

 

Ainda voltámos ao palco principal mais à frente mas quanto a estes nomes estamos falados, missão cumprida.

Quem se aventurou pelo palco secundário não se arrependeu e descobriu a interessante Ladi6 vinda da distante Nova Zelândia cheia de cheia de ritmos quentes entre a soul, funk e reggae com que converteu logo os poucos presentes.

Tenda cheia tiveram os NuSoulFamily liderados por Virgul (Da Weasel) que facilmente agarraram um público jovem, animado e cheio de vontade de dançar. Vontade essa que aumentou quando Virgul lembrou o falecido António Feio e a sua mensagem de aproveitarmos bem a vida. As muitas garrafas de plástico com as mais variadas cores confirmaram que os mais novos estão a aproveitar o melhor que podem e sabem.

Também a sueca Lykke Li aproveitou da melhor forma este regresso ao nosso país para espalhar mais uma vez a palavra do seu disco «Youth Novels» e lançar já alguns temas do que será o seu sucessor.

 

No entanto, o grande momento da noite foi a aparição de DJ Shadow com o seu novo espectáculo. Dentro de uma bola foi debitando composições dos seus discos e até um tema novo que deixou água na boca. A bola fez parte do cenário pois ganhava vida com projecções de imagens que a transformava em bola de ténis, de basebol, ou de futebol em movimento coordenado com a tela do cenário dando imagens a três dimensões espectaculares.

DJ Shadow por momentos rodou a bola de maneira a ficar com a janela virada para a o público e aproveitou para lembrar que há onze anos esteve no Sudoeste a actuar para trezentas pessoas e que estava contente de regressar numa tenda com tanta gente. Na verdade o espaço foi enchendo ao longo da actuação e o ambiente de euforia instalou-se na passagem por «Organ Donor». Concerto a ter em conta na lista de melhores no final do ano.

 

Voltemos ao palco principal para destacarmos duas bandas portuguesas. Os Expensive Soul que abriram a noite com grande determinação conseguindo agitar a já bem composta plateia com um concerto muito bem conseguido.

A fechar a noite outro concerto que vai marcar o Sudoeste 2010, os Orelha Negra levaram para o palco toda a magia do seu excelente disco de estreia arrancando um concerto que não se limitou a passar pelas músicas editadas. Surpreenderam com temas novos misturando com passagens de clássicos de dança como «Can`t Touch This». Estiveram perfeitamente à altura de um fecho de noite e assinaram um inesquecível concerto.

 

in Disco Digital

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Festival Sudoeste (Dia 2): Horários

Palco TMN
Expensive Soul: 19h45-20h35
James Morrison: 21h10-22h10
Colbie Caillat: 22h40-23h40
Jamiroquai: 00h10-01h40
Orelha Negra: 02h10-03h10


Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa
Emmy Curl: 19h40-20h20
Ladi6: 20h40-21h25
NuSoulFamily: 21h45-22h30
Lykke Li: 22h50-23h50

Groovebox
DJ Shadow Live: 00h20-01h20
Guillaume & The Coutu Dumonts Live: 01h20-02h35
Petre Inspirescu: 02h35-04h15
Magazino: 04h15-05h30

Sapo Positive Vibes
Human Chalice: 20h45-21h45
Zion Train: 22h15-23h45
Jah Cure: 00h15-01h45
Herb-a-lize it: 02h00-04h00



Festival Sudoeste (Dia 1): Armada sem groove

 

 

(fotos: Frederico Batista, SAPO)


A 14ª edição do Festival Sudoeste arrancou a meio gás tanto nos palcos como no restante recinto, com uma taxa de ocupação reduzida e pouca concentração de público para ver os concertos.


Os dois nomes fortes do cartaz da primeira noite a sério do Sudoeste 2010 desiludiram por razões diferentes. Os Flaming Lips conservam o seu conceito psicadélico de concerto envolvendo a sua música com um espalhafatoso aparato em palco que envolve muitos balões para o público, confetis, e Wayne Coyne dentro de uma bola transparente a rolar sobre a plateia. Tudo o que fazia sentido há uma década hoje soa a requentado chegando a dar pena ver o vocalista a pedir até à exaustão para o público aderir à sua festa. Sem êxito; os festivaleiros receberam os Flaming Lips com indiferença.

 

No outro lado do recinto, sons também saídos do final da década de 90 mas da área de dança faziam recordar a excelência do duplo álbum de remisturas da famosa dupla Kruder & Dorfmeister que apostou na primeira parte da sua actuação em recuperar algumas das faixas mais emblemáticas. Sem ponta de improviso nem emoção, tal e qual como se tivessem colocado o disco a tocar. Foi sem esforço que abandonámos a Groove Box, que na prática é o after hours do Planeta Sudoeste. O regresso ao palco principal para ver M.I.A. tornou-se obrigatório.

 

Apesar de muito prometer, o concerto de M.I.A. foi uma desilusão maior que o seu mais recente disco. É muito aparato, muito barulho, muita movimentação, muito raio laser para quase nada. Batidas fortes mas pouco empolgantes com som exageradamente alto e M.I.A. a gritar por cima conseguindo poucas vezes uma articulação feliz que ficasse perto de um formato aceitável de canção. Se nos primeiros minutos foram muitos os festivaleiros que rumaram para perto do palco curiosos com tanto alvoroço também rapidamente se assistiu a uma debandada à medida que a paciência  se esgotava para tanto barulho. M.I.A. em concerto é um enorme equívoco e portanto a aposta forte desta primeira noite de Sudoeste saiu furada.

 

Justiça seja feita ao espaço do reggae que mantém sempre os mesmos entusiastas e a qualidade em palco raramente diminui. Por lá passaram os clássicos Israel Vibration e o muito celebrado Richie Campbell. Ali não há enganos.

Também com nota positiva fica a passagem dos The Very Best que apresentaram o seu disco disco «Warm Heart of Africa» editado no ano passado com um actuação que entusiasmou a tenda do palco secundário.

 

A terminar a noite no palco principal mais uma actuação que não deixa saudades a ninguém. Os Groove Armada apresentaram-se em versão de banda rock com uma vocalista irrequieta mas só por breves instantes soaram ao que se conhece deles em disco. Um fraco arranque de Sudoeste que até domingo só poderá melhorar.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

Festival SW Dia 1: Horários

Palco TMN

Maria Gadú: 20h00-20h50

Bomba Estéreo: 21h15-22h05

The Flaming Lips: 22h35-23h50

M.I.A: 00h20-01h50

Groove Armada: 02h30-04h05

 

Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa

Márcio Local: 19h45-20h30

Rye Rye: 20h50-21h35

The Very Best: 21h55-22h55

Groovebox Kruder & Dorfmeister Live: 23h45-01h00

Social Disco Club: 01h00-02h00

Hot Natured (Jamie Jones & Lee Foss): 02h00-03h30

Rui Vargas & André Cascais: 03h30-05h30

 

Sapo Positive Vibes

Richie Campbell: 20h45-21h45

Tarrus Riley: 22h15-23h45

Israel Vibration: 00h15-01h45

Lyre Le Temps: 02h00-04h00

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