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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Duran Duran no Super Rock

No dia 10 de Julho os Duran Duran juntam-se ao cartaz do Festival Super Rock Super Bock que está assim ordenado:

Super Bock Super Rock Lisboa

Dia 9 de Julho
Iron Maiden
Slayer
Avenged Sevenfold
Rose Tattoo
Lauren Harris
Tara Perdida

Dia 10 de Julho
Beck
Mika
Duran Duran
Mesa com Rui Reininho
Digitalism
DJ Tiësto

Super Bock Super Rock Porto:

4 de Julho
Xutos & Pontapés com Orquestra do Hot Club
ZZ Top
Love and Rocktes
David Fonseca
Crowded House
Pete The Zouk (after-hours)

5 de Julho
Jamiroquai
Paolo Nutini
Morcheeba
Jorge Palma
Clã
Brand New Heavis
Sexy Sound System (after-hours)

Festival Super Bock Super Rock, Dia 4: Lusofonia e técnica

Foi preciso esperar pelo último dia da 13ª edição do Super Rock para se viver uma autêntica tarde quente de um verão que teima em não aparecer. Desta vez o calor, e o sol iluminaram as prestações de três projectos lusófonos, com destaque para os Micro Audio Waves, e inspirou os Gossip e os Tv on The Radio a arrancarem belos concertos.

A técnica da força é o estilo do trio Gossip onde Beth Ditto é a figura maior. O trocadilho é tão óbvio quanto irresistivel: foi uma actuação de peso! Miss Beth exibiu vestido azulado, e passeou-se descalça enquanto projectava a sua poderosa voz para um recinto já com alguns milhares admiradores.

Não, não se despiu. Foi expansiva na comunicação com a plateia, disse que queria muito ver os TV on The Radio, desculpou-se pelo cansaço, e por uma arreliadora tosse, e interpretou com alma todos os temas já bem conhecidos dos mais atentos, com destaque para uma bela versão de «Careless Whispers» dos Wham!, e para «Standing In The Way of Control». Esta foi a última canção, altura em Beth pulou do palco para perto da primeira fila onde terminou o concerto. Já os companheiros recolhiam quando pudemos assistir aos seus dotes de alpinista a escalar a plataforma do palco. Isto perante o aplauso em sinal de aprovação geral. Carismática passagem pelo SBSR.

Não era só Ditto que esperava com ansiadade pelos Tv On The Radio, uma plateia bem composta mostrava interesse em ver como os autores de «Return to Cookie Mountain», para muitos o melhor disco do ano passado, defendiam as suas canções ao vivo. Aqui destacou-se a força da técnica da banda de Brooklyn, em especial a genica do vocalista Tunde Adebimpe que manteve o interesse sempre alto na sua actuação até ao auge deste fim de tarde que foi a interpretação do soberbo «Wolf Like Me». Esta passagem só foi mais marcante devido a problemas de som que os prejudicaram, coisa que até aqui tinha sido rara neste palco. De qualquer forma um concerto de saldo positivo.

A honra de abertura deste último dia teria cabido à revelação angolana de hip hop, ala mais r&b, Anselmo Ralph. E só não foi assim porque surpreendemente apareceram em palco por volta das 16h30 os portugueses Gentlemen Strip Club a dar pop condizente com a tarde quente a quem já circulava no recinto.

Por sua vez Anselmo Ralph apresentou-se como revelação do Super Rock realizado em Angola há uns meses e tentou angariar admiradores para a sua causa recorrendo à temática amorosa.

Bem mais interessante foi a curta actuação dos Micro Audio Wave que mostraram a grande qualidade do seu novo trabalho, «Odd Size Baggage». Cláudia Efe, Flak e Carlos Morgado estão no caminho certo para o reconhecimento geral, basta ver a maneira como interpretaram o prometedor single «Down by Flow». Estão em claro crescendo.

Os X-Wife apostaram na apresentação de novos temas a incluir no próximo álbum. Naturalmente a reacção dos poucos festivaleiros no recinto não foi tão entusiástica como nos momentos em que João Vieira e companheiros se atiraram às canções já conhecidas. Uma actuação segura a demonstrar a experiência que os X-Wife já têm deste tipo de eventos.

in Disco Digital

Festival Super Bock Super Rock, dia 4: Negros como a noite

Enérgicos como sempre, os Scissor Sisters foram saudável aquecimento para o grande concerto da quarta – e última - noite do Super Bock Super Rock, da responsabilidade dos Interpol. O término do 13º SBSR deu-se com os Underworld, num tempo extra que teve na electrónica papel principal.

Coube aos Scissor Sisters a sempre excitante missão de fazer a ponte entra a luz do dia e a soturnidade da noite. Quem os viu recentemente, no Coliseu dos Recreios, presenciou no Parque Tejo o mesmo conceito de espectáculo, com menos tempo dedicado às canções mais lentas mas a mesma entrega e dinamismo de sempre. Óptima banda para festival, indiferença é algo que não se passa por aqui: quer em palco quer na reacção do público, ora em comunhão total com a banda ora a tentar imitar as danças de Jake Shears em modo trocista. Não foram tão marcantes como na data recente no Coliseu de Lisboa, mas deixaram claramente a sua marca, e merecem pontos extra por isso.

Grande concerto depois para os também nova-iorquinos Interpol, em modo de antevisão para «Our Love to Admire», terceiro de originais a editar na próxima segunda-feira. Envolvente será, provavelmente, o mais ajustado adjectivo para um espectáculo dos Interpol, tamanho é o grau de ligação entre o repertório da banda e o espírito global do público, do primeiro ao último instantes colado ao palco, às canções e à pose dos quatro norte-americanos.

A tocar presentemente com um teclista convidado, parece evidente que esta nova componente electrónica alargou fortemente os horizontes da banda, muito mais amplos musicalmente nos dias de hoje, mesmo que as novas canções pareçam, em primeira instância, mais difíceis de assimilar. Raramente trocam olhares entre si, mas tocam coesos como pouco. Vestem de negro, quase todos de fato (excepção para o look mais desportivo do vocalista Paulo Banks) e têm um baixista – Carlos D. – com o melhor bigode de todo o festival. Foram enormes no SBSR porque pegaram no melhor do trabalho conhecido em disco, moldaram-no e, sem tempo para pausas, despejaram suor e amor. Coube-nos a nós admirá-los. Grande concerto, nunca é demais repetir.

A noite – e Festival – findou ao som dos Underworld, num raro destaque no cartaz a sonoridades mais electrónicas. Houve, durante este 13º SBSR, pouca margem de manobra para bandas de cariz mais electrónica mas, e no que concerne aos Underworld, esse destaque ficou muitíssimo bem entregue. Mesmo para os que só conheciam o clássico «Born Slippy», o espectáculo dos britânicos assentou que nem uma luva na conclusão de um evento que foi, parece evidente, sucesso total e quase absoluto em matéria de concertos. A última noite acabou por ser a mais nivelada por cima no geral, mesmo que nenhum concerto se tenha equiparado às epifanias protagonizadas por Arcade Fire e LCD Soundsystem. Até para o ano, Super Bock Super Rock.

in Disco Digital por Pedro Figueiredo

SBSR DIA3: LCD Vence Jesus

Na segunda noite do Acto 2 do Super Rock assistiu-se ao triunfo das batidas dos LCD Soundsystem sobre a caricatura depressiva anos 80 dos Jesus & Mary Chain. O confronto não foi suficientemente apelativo para atrair novas, e velhas gerações de fãs de música. Nem a interessante presença dos Maximo Park evitou que esta fosse a noite mais fraca em termos de festivaleiros no recinto. Ficam a perder todos os que não viram a grandiosa actuação da banda de James Murphy.

É já uma tradição no 13º Super Rock, o último concerto da noite é sempre arrebatador. Aos Metallica, e aos Arcade Fire, juntam-se os LCD Soundsystem com um concerto digno de figurar nos primeiros lugares do ranking desta edição. Pairava a incerteza perante o sucesso na transição do excelente «Sound of Silver» para palco. Se dúvidas ainda existiam com o avançar do concerto foram liquidadas logo na fabulosa interpretação de «All My Friends». Os LCD funcionam na perfeição ao vivo, os sons saem-lhes fortes, incisivos e contagiantes. O ritmo leva qualquer corpo a esboçar uma dança, e a voz de James Murphy está à altura do compromisso de apresentar canções como «North American Scum». Um grande concerto algures entre o rock e a música de dança, em que os LCD se confirmam como uma banda sólida de palco.

Foi um encerrar de noite entre pulos, e muita dança, que sucedeu a um dos momentos mais misteriosos deste Super Rock. Antes do triunfo de Murphy, tinham actuado os Jesus & Mary Chain. O objectivo dos irmão Reid e companhia foi cumprido, ou seja ninguém ficou indiferente a esta ressureição. Houve quem detestasse, houve quem adorasse. A verdade é que há motivos para ambos os lados. Para quem cresceu ao som de «Psychocandy», editado há mais de 20 anos, não consegue evitar um sentimento de emoção ao ouvir aquelas músicas. Aliásm o alinhamento escolhido foi feliz e juntou clássicos dos diferentes discos com temas novos que farão parte de um novo disco. Em contraste com a emoção própria de quem os recorda está o duro facto de olharmos para os Jesus & Mary Chain ali à nossa frente e sentirmos que estão feitos uns meninos. Os cortes de cabelo, o som limpo, a atitude passiva, tudo contraste com as nossas memórias de passagens anteriores pelo Pavilhão Carlos Lopes, ou pelo Super Rock de 1995. De qualquer maneira acabaram por dar uma concerto digno já que deram bem a volta a uma entrada em cena desastrada, e depois de um engano com direito a recomeço no clássico «Some Candy Talking». A partir daí melhoraram mas não o suficiente para sairem de Lisboa triunfadores.

Bem energético, e motivado estava o líder dos Maxïmo Park Paul Smith. De regresso ao nosso país, depois de uma passagem pelo Sudoeste, e com álbum novo («A Certain Trigger») na bagagem, defenderam bem o prestígio de serem editados pela selecta Warp, editora mais dada a electrónicas, e exposeram o seu rock pop com grande entrega, e muita comunicação com um público em número reduzido, mas conhecedor e apreciador da sua música. Prometem voltar.

in Disco Digital

Festival Super Bock Super Rock, dia 3: Mundo Cão e CYHSY

Uns Mundo Cão ainda algo verdes em palco abriram o terceiro dia de actividades do 13º Super Bock Super Rock. Horas mais tarde, coube aos Clap Your Hands Say Yeah um dos mais entusiasmantes concertos do dia.

Boa parte do destaque numa actuação dos Mundo Cão centra-se na figura de Pedro Laginha, vocalista e cara de um projecto que tem em «Morfina» single de destaque no airplay radiofónico nacional. A escola Mão Morta tem aqui descendência visível, faltando aos Mundo Cão solidificar uma série de boas ideias e canções em espectáculos mais amplos e conseguidos. Mesmo assim, a verdade é que há por aqui coisas boas que merecem destaque, secção rítmica à cabeça.

Depois dos Linda Martini, os Clap Your Hands Say Yeah (CYHSY) afastaram receios de um concerto menor, parente directo de um segundo de originais longe qualitativamente da estreia de há alguns anos atrás. Liderados pela presença e voz de Alec Ounsworth, os CYHSY pegam em muito bom pedaço da história da música e ajustam-no ao seu tempo com relativa mestria e inventividade. Centrados numa voz única (ame-se ou odeie-se, não é por isso que deixa de ser ave rara), são os teclados e restantes elementos electrónicos que conferem maior profundidade à sonoridade da banda, que tem aí um filão para explorar ainda mais num futuro próximo.

Houve, da parte dos CYHSY, uma inteligentíssima gestão de alinhamento, que centrou boa parte das atenções na estreia ficando o recente segundo tomo relegado a plano menor, com inclusão apenas das canções globalmente (banda incluída) tidas como mais certeiras. Casos, refira-se em adenda, de «Yankee Go Home» ou a excelente ao vivo «Satan Said Dance». CYHSY, ou como os Talking Heads nunca fizeram tanto sentido – excelentes.

in Disco Digital por Pedro Figueiredo

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