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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Festival Sudoeste 4º Dia: Cortes e cópias

O Sudoeste terminou hoje com um lote de bandas que sabe beber nas referências e criar um som seu. Os Cut Copy foram os grandes vencedores da noite.

Vamos ao mais importante. Os Franz Ferdinand não foram consensuais. Começaram em falso, embora a culpa não tenha sido deles, sem PA e som de palco. Voltaram aos camarins e o regresso trouxe cortes no alinhamento, as canções que todos esperavam e inéditos que, para já, não convecem totalmente.

Percebe-se que há um som muito próprio que continua a beber em referências como os Kinks ou os Gang Of Four e que há uma procura inesgotável de novos recursos como a África mãe. No entanto, a soma das partes ainda não é totalmente satisfatória. Valeram as muitas palmas para salvar uma noite que podia ter sido mais feliz.

Uma dezena de minutos antes de entrar em palco, Alex Kapranos era um espectador atento da estreia arrasadora dos Cut Copy. Capazes de transpor um imaginário que é sobretudo electrónico, os australianos contagiaram tudo e todos com uma força simplesmente arrasadora. Por favor, voltem!

Kapranos foi inteligente na maneira como soube afastar-se do espaço maior do recinto onde tocavam os chatíssimos Shout Out Louds, mais imitadores dos Cure do que os Led On são dos Led Zeppelin. Só falta mesmo o vocalista pintar-se de negro e engordar 20 quilos para ser um sósia do ex-carismático Robert Smith.

Não se percebe como é que os Xutos & Pontapés tocam antes dos suecos da campanha de uma famosa operadora que, por acaso, até (não) patrocina o Sudoeste. Eles são aquela máquina que não falha, capaz de incorporar uma «orquestra de metais», bem afinada. Ao contrário de outros, a reinvenção é uma palavra verosímil, aqui.

Muito bem esteve Jamie Lidell, mesmo sofrendo a forte concorrência dos arquiduques que à mesma hora colocavam o povo em delírio com «Michael» ou «Take Me Out». O espectáculo combina a soul clássica do novo álbum «Jim» e o tecno espacial do primeiro «Multiply». A rever noutro espaço.

Da armada portuguesa, Jorge Palma foi o mais fraco. Visivelmente «tocado», mostrou dificuldades em articular palavras com o pensamento e sons com a banda. Mas o povo apreciou. Palma é o bobo da corte e não se apercebe. O povo canta e ri e a caravana continua a passar.

Os Tara Perdida confirmaram que são um dos fenómenos mais fortes ao nível do público jovem. O mosh teve continuação mais tarde com os Vicious 5 embora o vocalista Joaquim Albergaria continue a ter menos piada que Aldo Lima. A grande desilusão foi o concerto em câmara lenta dos Junior Boys. Os Alpha Blondy encheram a tenda reggae.

Os Led On são certamente uma das melhores bandas de covers do mundo. Músicos de primeira água que nos fazem sonhar com os Led Zeppelin quando fechamos os olhos. Robert Plant, não tenhas cuidado não...

in discodigital

Festival Sudoeste 3º Dia: O fado da vitória

Camané, Deolinda e David Fonseca foram os grandes vencedores de uma terceira noite morna que teve no Planeta Sudoeste o hot spot.

Há três anos, os Humanos assinaram um dos concertos mais memoráveis da história de um festival que já leva uns respeitáveis onze anos. Em 2008, a aventura que recriou António Avariações não é mais do que uma recordação passada mas cada um dos elementos que tornou o projecto viável continua em grande força.

Depois do belíssimo espectáculo dos Clã, David Fonseca e Camané mostraram porque são dois figurões da música portuguesa. O primeiro é um velho conhecido do Sudoeste e já conhece a estrada de cor. De tal maneira, que o alinhamento terminou com uma versão de «A Little Respect», dos Erasure, popularizada pelos Silence 4.

Foi ele quem mais pessoas chamou ao recinto. Ele foi o verdadeiro cabeça-de-cartaz de uma noite que teve em Vanessa da Mata e, principalmente, Nitin Sahwney, dois soporíferos. As versões de «Together In Electric In Dreams», dos Human League e de «Video Killed Radio The Star», dos Buggles, foram igualmente tiros certeiros.

À mesma hora, os Deolinda comprovavam que o fenómeno é mesmo para valer. Ana Bacalhau é uma estrela do presente. Ignorá-la é como desconhecer o vinho do Porto. Ela canta, dança, desafia, enfim, uma verdadeira performer capaz de reinventar o fado. O recinto esteve cheio do princípio ao fim.

Depois, foi o genial Camané, nervoso com a estreia em modo fadista no Sudoeste mas sempre seguro do seu repertório. Carlos Bica foi o convidado inesperado que abrilhantou uma actuação com uma alma que conquista tribos variadas. E até houve direito a pedagogia com a explicação de que «no fado não se batem palmas».

Igualmente importantíssima foi a primeira vez dos Pontos Negros a prometer um dos melhores discos nacionais para a colecção Outono/Inverno deste ano. As novas canções são assombrosas com especial destaque para o último tema que só não será single se as Twin Towers de Benfica cairem.

Do resto, pouco rezará a história. Brandi Carlile foi tão inconsequente quanto a sua música deixa escapar. No Kubik, tudo correu sobre rodas tal como era esperado. Tiago Bettencourt não convenceu apesar do imenso público feminino. Richie Spice perdeu o avião e ficou em terra.

in disco digital

Festival Sudoeste 2º Dia: My Chemical Brothers

A morte lenta na segunda noite do Sudoeste só foi interrompida no final do concerto de Goldfrapp. Depois, vieram os Chemical Brothers e o vento mudou...

Definitivamente, a melancolia não se dá bem com festivais. Que o digam os eternos em palcos portugueses Tindersticks, descontextualizados perante um público com fome de farra e pão com chouriço. O efeito da banda de Stuart Staples foi em tudo semelhante ao dos The National, no último Optimus Alive! 08. LSD precisa-se...

Mas vamos ao que interessa. De regresso às comparações, o espectáculo (sim, é mais do que um mero concerto) dos Chemical Brothers produziu os mesmos resultados dos Daft Punk há dois anos. Luz, cor e som em perfeita sintonia. Um alinhamento perfeito. Uma verdadeira discoteca a céu aberto. E o Boom só começa segunda-feira.

Antes, Goldfrapp deu um cheirinho (não literal) do que podia ter sido um regresso auspicioso. E só não o foi porque o arranque sonolento conseguiu afastar pelo menos vinte por cento daqueles que tinham cometido o obséquio de abandonar a tenda para justificar o preço do bilhete do Sudoeste.

Sejamos sinceros, a música é cada vez menos um factor aliciante. Basta percorrer o parque de campismo a qualquer hora do dia para se perceber que esta é a zona onde tudo que se passa. As bandas são apenas um apêndice de toda uma envolvência que tem a praia e a Zambujeira do Mar como cenário principal.

Se Yael Naim deu, provavelmente, o concerto mais fraco da noite, Rita Redshoes pediu meças à concorrência e mostrou-se perfeitamente capaz de tocar mais tarde. As canções são serenas, por vezes lembrando até o oeste...americano, mas há uma noção de espectáculo perfeitamente à altura do que vem lá de fora. A internacionalização está mesmo aí...

No Planeta Sudoeste, os Tetine podem ter tocado para meia dúzia de corajosos mas surpreenderam pelo arrojo. Merecem voltar noutras condições. O mesmo não se pode dizer da praga Cidinho & Doca, dupla que conseguiu transformar o espaço num ambiente de baile de finalistas de favela. Só que desta vez não houve tiros.

A expectativa produzida pela poliglota Nneka não se traduziu completamente devido a problemas de som. Mesmo assim, e com inteligência, a alemã deu a volta ao texto e foi agarrando quem por ali passava, invariavelmente de copo de cerveja na mão. Rosália de Sousa passou praticamente despercebida.

O palco reggae continua cheio. Para quem entra no recinto, pode até parecer que é este o espaço com os maiores artistas. Mas não. Desta vez, Al Borosie foi uma bela surpresa enquanto Beenie Man confirmou créditos. O Kubik comprovou ser uma boa aposta para um público mais específico.

in disco digital

Sudoeste dia 2: Horários

Palco TMN

Dynamics - 03h10 / 04h00
Chemical Brothers - 01h10 / 02h40
Goldfrapp - 23h40 / 00h40
Tindersticks - 22h10 / 23h10
Yael Naim - 21h05 / 21h50
Rita Redshoes - 20h00 / 20h45

Palco Planeta Sudoeste

Cidinho & Doca - 00h50 / 01h50
Nneka - 23h30 / 00h30
Rosalia de Sousa - 22h10 / 23h10
Moinho - 20h50 / 21h50
Tetine - 19h30 / 20h30

Palco Positive Vibes

Zion Train - 02h00 / 04h00
Beenie Man - 00h15 / 01h45
Al Borosie - 22h00 / 23h30
The Most Wanted - 20h45 / 21h30

Kubik

Rui Vargas - 2h30 / 05h
Sue Ellen - 01h30 / 02h30
Magazino - 00h30 / 01h30
Nuno Reis - 23h / 00h30
Mary B - 22h / 23h

Festival Sudoeste, dia 1: O Sudoeste do Mali

A noite que marcou o arranque dos concertos no palco principal do Sudoeste ficou marcada pelas sonoridades da chamada música do mundo com destaque para o Mali de Toumani Diabaté, e Tinariwen. Björk reencontrou-se com o público português aquecendo a fria noite alentejana que não foi suficiente para afastar os muitos milhares de festivaleiros, com destaque para a enorme presença de espanhóis, que se espalharam pelo recinto.

Chegados ao fim da tarde ao local constata-se logo que o recinto foi revisto, e melhorado. O piso com erva bem alta vai disfarçando a tradicional poeira, a organização do espaço bem melhorada com um local para restauração alargado e coberto, e na ponta contrária ao palco principal um triângulo de opções entre a tenda do Planeta Sudoeste- na prática o palco secundário, o palco Positive Vibes sempre cheio de fãs do reggae, e a zona dada às batidas electrónicas transformada numa bonita discoteca ao ar livre. Tudo espaços bem mais preenchidos que a plateia do palco principal.

E no palco maior quem brilhou intensamente foi a islandesa Björk que assinou um dos melhores concertos da época festivaleira. Visualmente muito dinâmico, e colorido, com a cantora em excelente forma bem enquadrada em vistosos jogos de luzes, o concerto ficou marcado pela transformação das suas canções mais emblemáticas com roupagens bem electrónicas bem dançantes como foi o caso de «Army of Me», ou a grande «Hyperballad». Surpresa geral com a aparição do Rei da Kora, como lhe chamou a cantora, Toumani Diabaté, em palco para tocarem «Hope». O concerto terminou com o simbólico «Declare Independence», já no encore, e que já foi dedicado ao Tibete, isto em véspera de arranque dos jogos olímpicos na China. O concerto do Festival até à data.

Toumani Diabaté antes de chegar ao palco principal tinha brilhado com a sua banda no palco Planeta Sudoeste. O mau som, e a inexplicável indiferença do público perante tão ilustre figura, não ajudaram a tornar o concerto inesquecível.
A juventude esteve sempre mais virada para o palco da entrada principal onde se entregavam aos sons e fumos do reggae, e onde brilharam os franceses Dub Inc., assim como para os devaneios electrónicos do espaço Kubik onde Gui Borato levou ao delírio os amantes das batidas dançantes.

Voltando ao palco principal destaque para o regresso dos Tuaregues Tinariwen ao nosso país. Em relação ao concerto de Setembro no CCB o grupo apresentou-se com as vocalistas que dão mais alma à actuação, mas o ambiente frio com que foram recebidos não os fez soar tão encantadores como já os sentimos. Cumpriram a sua tarefa bem melhor que os Balkan Beat Box de quem se esperava um fecho de noite bem animado, mas a repetitiva fórmula sonora acabou por não convencer os resistentes das filas da frente.

Bem recebidos foram os portugueses Clã ao principio da noite, que actuaram depois dos brasileiros Natiruts, e que continuam a mostrar a boa forma que registaram no mais recente disco da banda.
A primeira noite já lá vai, seguem-se mais três de festa no Sudoeste.

BJÖRK de Regresso a Portugal

O que esperar do concerto de logo à noite.

(alinhamento do Melt! Festival, na Alemanha, a 20 de Julho)

Intro - Brennið Þið Vitar
Earth Intruders
Hunter
Pagan Poetry
The Pleasure Is All Mine
Desired Constellation
Vertebrae By Vertebrae
Jóga
Overture
Immature
Army Of Me
Triumph Of A Heart
I Miss You
Cover Me
Wanderlust
Hyperballad
Pluto

encore
Anchor Song
Declare Independence

Björk na ZdB

Björk esteve ontem na ZDB a ver o concerto de Chris Corsano, seu colaborador que participa, por exemplo, em «Völta».

A presença da islandesa foi notada por vários espectadores e confirmada pelo pessoal da ZdB, que ontem recebeu vários concertos antes de fechar para férias. A artista esteve acompanhada pela sua equipa.

Festival Sudoeste - Horários

Foram hoje revelados os horários do Festival Sudoeste que se realiza entre 7 e 10 de Agosto, embora o warm up esteja marcado para quarta-feira, dia 6.

Os ingressos estão à venda nos locais habituais e custam 40 euros (bilhete diário) e 75 (passe de quatro dias, com acesso gratuito a estacionamento e parque de campismo).

Horários completos:

6 de Agosto

Palco Positive Vibes

Bob Sinclar - 01h20 / 03h20
Sexy Sound System - 23h40 / 01h10
DJ Malvado - 22h / 23h30

Kubik

Tiefschwarz - 03h / 05h
Full Metal Funk - 01h / 03h
Pansorbe - 23h / 01h
Tiago Santos - 21h / 23h

7 de Agosto

Palco TMN

Balkan Beat Box - 01h30 / 02h30
Tinariwen - 00h10 / 01h10
Bjork - 22h20 / 23h50
Clã - 20h40 /21h35
Natiruts - 19h45 / 20.30

Palco Planeta Sudoeste

Roberta Sá - 01h20 / 02h35
Arnaldo Antunes - 00h / 01h
José James - 22h40 / 23h40
Tounami Diabaté - 21h20 / 22h20
Roy Paci - 20h05 / 21h
Coldfinger - 19h / 19h45

Palco Positive Vibes

David Rodigan - 01h30 / 04h
Dub Inc. - 23h30 / 01h
Souls of Fire - 22h / 23h
Bambule - 20h45 / 21h30

Kubik

Stereo Addiction - 03h / 05h
Gui Boratto - 01h30 / 03h
Zé Pedro Moura - 00h / 01h30
Hugo Santana - 22h / 00h

8 de Agosto

Palco TMN

Dynamics - 03h10 / 04h
Chemical Brothers - 01h10 / 02h40
Goldfrapp - 23h40 / 00h40
Tindersticks - 22h10 / 23h10
Yael Naim - 21h05 / 21h50
Rita Redshoes - 20h00 / 20h45

Palco Planeta Sudoeste

Cidinho & Doca - 00h50 / 01h50
Nneka - 23h30 / 00h30
Rosalia de Sousa - 22h10 / 23h10
Moinho - 20h50 / 21h50
Tetine - 19h30 / 20h30

Palco Positive Vibes

Zion Train - 02h / 04h
Beenie Man - 00h15 / 01h45
Al Borosie - 22h / 23h30
The Most Wanted - 20h45 / 21h30

Kubik

Rui Vargas - 2h30 / 05h
Sue Ellen - 01h30 / 02h30
Magazino - 00h30 / 01h30
Nuno Reis - 23h / 00h30
Mary B - 22h / 23h

9 de Agosto

Palco TMN

Nitin Sawhney - 01h30 / 03h
Vanessa da Mata - 23h55 / 01h10
David Fonseca - 22h20 / 23h35
Brandi Carlile - 21h10 / 22h
Melee - 20h / 20h50

Palco Planeta Sudoeste

Tiago Bettencourt - 00h50 / 01h50
Camané - 23h30 / 00h30
Deolinda - 22h10 / 23h10
Alexia Bomtempo - 20h50 / 21h50
< Pontos Negros - 19h30 / 20h30

Palco Positive Vibes

BigBadaBoom - 02h / 04h
Richie Spice - 00h15 / 01h45
Ziggi - 22h / 23h30
Chaparro - 20h45 / 21h30

Kubik

DJ Kitten - 03h / 05h
Headman - 01h / 03h
Discotexas - 23h30 / 01h
Glam Slam Dance - 22h / 23h30

10 de Agosto

Palco TMN

Led On - 02h30 / 03h15
Franz Ferdinand - 00h40 / 02h10
Shout Out Louds - 23h20 / 00h20
Xutos e Pontapés - 22h10 / 23h
Jorge Palma - 21h05 / 21h50
Tara Perdida - 20h / 20h45

Palco Planeta Sudoeste

Jamie Lidell - 01h20 / 02h20
Cut Copy - 23h45 / 01h
Junior Boys - 22h10 / 23h25
Vicious Five - 20h50 / 21h50
Fanfarlo - 19h30 / 20h30

Palco Positive Vibes

PowPow Movement - 02h / 04h
Alpha Blondy - 00h15m / 01h45
Luciano - 22h / 23h30
Jah Vai - 20h45 / 21h30

Kubik

Dezperados - 03h / 05h
Booka Shade - 02h / 03h
João Maria - 00h / 02h
José Belo - 22h / 00h

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