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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

FMM Sines (última noite): Celebração afro-reggae

 

Chegou ao fim mais uma edição do Festival das Músicas do Mundo de Sines. No último dia começámos depois das 18h com sons da Galiza no Castelo e acabámos já com a luz do sol na praia a dançar com os frenéticos Batida. Pelo meio houve encontros com representantes africanos, jamaicanos e até de Timor-Leste!


Permita-me o leitor que se saia um pouco do formato de reportagem para um relato mais pessoal mas é importante que o faça para se entender um pouco melhor o que é o FMM. Cada espectador leva de Sines o seu próprio festival porque o conceito é diferente do que estamos habituados. Não há um só espaço com vários pontos de acção, há um eixo envolvente que obriga as pessoas a moverem-se encosta abaixo, escadas acima, convivendo com diversas tribos proporcionando também os inevitáveis encontros com caras conhecidas de outras paragens.

 

Só em Sines é possível contactar e tirar fotos com alguns dos maiores artistas mundiais como é o caso de U-Roy ou de alguns membros dos Staff Benda Bilili. Depois há o factor gastronómico a ter em conta, é uma excelente altura para nos entregarmos aos pratos regionais e ao vinho alentejano, isto num ambiente que não se encontra em mais festival nenhum. Apesar das enormes enchentes vividas no Castelo por alturas do fogo de artifício e depois madrugada dentro na avenida da praia nunca se viveram problemas de qualquer espécie entre tanta gente tão diferente. São dias de celebração e paz que se vivem em Sines por estes dias à volta da música, e isso é tão bonito quanto raro.

 

A tudo isto não é alheio o facto da organização ser de uma entrega impressionante a cuidar todos os pormenores e tratar este Festival com um carinho notável. Depois há a música. Como já disse noutras peças o objectivo do FMM não é trazer só nomes sonantes e consagrados. A aposta passa muito pela diversidade de culturas espalhadas pelo globo criando o verdadeiro conceito de músicas do mundo ao evento. Assim temos grupos que entusiasmam mais e outros que valem pela curiosidade de os podermos ver.

No último dia do FMM houve sangue latino no Castelo com Guadi Galego, ex vocalista dos Berrogüetto, a proporcionar um sereno fim de tarde com portas abertas e ao início da noite, já com entradas pagas, Lole Montoya apresentou a sua versão de novo flamengo com o disco «Metáfora», nomeado para um Grammy, na sua estreia por cá.

Entre os dois concertos do Castelo houve emocionante encontro no palco da praia com os Galaxy, representante da música moderna de timorense numa espécie de reggae-metal. Muito saudados pelo público.

Para a recta final da edição 2010 ficaram os nomes maiores. Um encontro entre Cheick Tidiane Seck, teclista maior do Mali e a vocalista Mamani Keita encantaram com a mistura afro-americana conhecida do disco «Sabaly» de 2008 abrindo caminho para um final épico no Castelo de Sines assinado por congoleses.

Formado por músicos de rua paraplégicos,os Staff Benda Bilili arrancaram o grande concerto deste festival. Com a ajuda do sempre imponente fogo de artifício os homens fizeram dançar até as suas cadeiras de rodas, literalmente. Um ritmo contagiante, uma alegria desarmante nos seus rostos e uma música que não se consegue explicar assim. Só sentindo e dançando se entende. Ficam no top de melhores concertos da história do evento. Tal como o lendário U-Roy que depois das 2 da manhã trouxe as boas vibrações e cheiros do reggae a uma avenida completamente à pinha e entregue à celebração rastafari.

Grande concerto até às 4 da matina altura em que se entregou o fecho do festival à família Fazuma, mais propriamente às escolhas sonoras dos Batida que sem dificuldade agarraram a multidão até ao nascer do dia.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

 

in Disco Digital

FMM Sines, penúltima noite: O mundo entre o castelo e praia

(Foto: FMM - Mário Pires)

 

Na penúltima noite, o FMM Sines 2010 viveu mais uma enchente pacífica de espectadores que aceitam o desafio de se deslocarem entre o castelo a praia para descobrirem as várias propostas musicais de pontos tão diferentes como a China, a Guiné ou o deserto do Mali.

 


Este ano, o festival convida a um zigue-zague ao fim da tarde que começa com uma proposta no palco do Castelo às 18h00 deslocando-se depois para a Avenida da praia antes da hora do jantar, regressando para os habituais três concertos no Castelo para começar a noite. Depois os mais resistentes voltam para o palco da praia até aguentarem e pelo que se viu esta madrugada poucos são os que desistem de receber a luz do dia a dançar.

 

No Festival de Sines não se esperam grandes vencedores nem grandes desilusões. O público assume o risco de vir conhecer novos sons das mais diversas origens e entrega-se aos concertos com o mesmo entusiasmo e abertura seja de noite ou de dia, seja entre as muralhas do castelo, seja perto da areia e da brisa do mar. Depois há aqueles artistas que marcam fortemente a sua passagem por Sines e fixam-se na memória dos milhares que aqui se deslocam. Entre estes artistas está o guitarrista Kimi Djabaté que fascinou com a apresentação do seu disco «Karam» colocando a Guiné-Bissau no mapa dos países em destaque no FMM.

Também a francesa Dorothée surpreendeu positivamente no palco da praia com uma leitura muito subjectiva do legado folk norte-americano bem patente no seu disco, editado este ano, «Music Maelström».

 

Dos Tinariwen não se pode falar em surpresa porque já são sobejamente conhecidos neste universo tão próprio a que se costuma chamar de Músicas do Mundo. Um regresso a Portugal após vários concertos entusiasmantes em vários locais de Lisboa como o CCB, Cinema São Jorge, Clube Lua, ou mesmo a uma passagem pelo Festival Sudoeste, os tuaregues vieram, finalmente, ao seu espaço natural de actuação como é este FMM. Trouxeram vozes femininas, desfilaram canções que já se podem considerar sucessos devido ao significativo número de vendas dos seus discos e cumpriram. Não excederam as expectativas mas cumpriram.

 

Era grande a curiosidade para receber Sa Dingding, nome maior da música asiática contemporânea, que prometia juntar as raízes chinesas à música electrónica. Visualmente exótica e muito colorida, Dingding foi mostrou uma voz poderosa e cumpriu a tal junção com o som mais electrónico mas torna-se algo agressivo aquele timbre para os nossos ouvidos ocidentais. Valeu a experiência.

 

Para fechar a noite, ou se preferirem para receber o novo dia, tivemos na praia um quarteto brasileiro residente em Nova Iorque com o sugestivo nome Forro in the Dark. Fizeram jus ao nome e deram batida forró a uma multidão que encheu por completo a avenida e a praia. A banda sonora para um imaginário Roque Santeiro de 2010 serviu na perfeição o propósito da urbe dançar sem parar.

 

Pelas 4 da madrugada o Bailarico Sofisticado entrou em acção ao som de um discurso falhado do nosso Primeiro Ministro que rapidamente deu lugar ao ritmo alucinante habitualmente visitado pelo colectivo que esta madrugada contou com um reforço de peso, a DJ Selecta Alice que não facilitou em nada e contribui fortemente para uma festança que aconteceu até o céu clarear.

Os resistentes da avenida pediam mais mas tudo acabou pelas 6 da manhã.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

 

in Disco Digital

FMM Sines: Último Dia - Programa

Guadi GalegoO último dia do FMM 2010 começa no Castelo, às 18h00, com Guadi Galego. Autora de “Benzón”, vencedor do prémio de disco folk do ano nos prémios Opinión da Música, em 2009, a antiga cantora dos Berrogüetto, grupo de referência da folk europeia, é a grande voz galega da nova geração.

GalaxyNa praia, o concerto das 19h30 é especial. Mistura de ritmos tradicionais do povo Fataluku, clássicos da resistência, reggae, rap, funk e rock, Galaxy é o grupo mais importante da música moderna timorense e faz a sua estreia portuguesa e europeia em Sines, com o alto patrocínio da Presidência e do governo de Timor-Leste.

Lole MontoyaUma das maiores “cantaoras” da história do flamenco, par de Manuel Molina no duo mítico Lole y Manuel e no arranque do movimento Novo Flamenco, Lole Montoya apresenta no FMM o seu projecto a solo, no Castelo, a partir das 21h30. “Metáfora”, o seu disco mais recente, nomeado para um Grammy latino, é a base do alinhamento. Estreia em Portugal.

Cheick Tidiane Check feat. Mamani KeitaÀs 23h00, o maliano Cheick Tidiane Seck, o maior teclista da música africana, além de um excelente cantor e guitarrista, junta-se a Mamani Keita, uma das melhores vozes do seu país, numa fusão entre as raízes mandingas e a música afro-americana, do jazz à música soul e ao hip-hop. O disco “Sabaly” (2008) é o ponto de partida do espectáculo.

Staff Benda BililiÀs 00h30, o Castelo recebe, mais do que um concerto, um acontecimento. Formado por músicos de rua paraplégicos, o grupo congolês Staff Benda Bilili, Prémio Womex 2009, é uma das grandes revelações da música africana da última década. Considerado o grupo do ano pela revista Songlines, apresentam em Sines as canções de “Très Très Fort”, o melhor disco editado em 2009 na opinião das publicações de referência fRoots e Mojo. Estreia nacional.

U-RoyA apoteose de Staff Benda Bilili prolonga-se no palco da praia. Depois de ter acolhido nomes como Black Uhuru feat. Sly & Robbie, The Skatalites e Lee ‘Scratch’ Perry, o FMM prossegue a sua história ilustrada do reggae, às 02h30, com U-Roy, o expoente máximo do “toasting”, o estilo artístico de DJing que o colocou entre os grandes da música da Jamaica.

BatidaAinda na praia, às 4h00, o projecto luso-angolano Batida, nascido no seio da Radio Fazuma, leva a dança até ao sol nascer. O milagre mais recente da produção afro-lusitana, Batida traz para o século XXI a melhor música angolana dos anos 60 e 70 e proporciona o encerramento perfeito para o 12.º Festival Músicas do Mundo.

FMM Sines - Dia 3: Programa

No dia em que (finalmente) chego a Sines é este o programa das festas:

 

Kimi Djabaté (c) Rita CarmoSexta-feira, dia 30, a música começa com Kimi Djabaté, às 18h00, no Castelo. Um dos artistas emergentes do circuito das músicas do mundo, o cantor e guitarrista guineense sobe ao palco com o disco “Karam” na mão para demonstrar por que está a conseguir colocar a Guiné-Bissau na 1.ª divisão do panorama competitivo da música de tradição mandinga.

The Rodeo (c) Ludivine BoizardResponsável por “Music Maelström”, um dos discos surpresa de 2010, a jovem artista francesa Dorothée (que tem no anagrama The Rodeo o seu nome artístico) apresenta, às 19h30, no palco da praia, uma reinterpretação muito pessoal da grande tradição musical norte-americana.

BarbezÀs 21h30, no Castelo, o guitarrista nova-iorquino Dan Kaufman e a sua banda Barbez, formada em 1997 por músicos com um percurso no jazz, no rock e na música clássica, oferecem um espectáculo com música de ambientes nocturnos que busca inspiração em referências tão diferentes quanto Kurt Weill, Black Sabbath e Godspeed You! Black Emperor.

Sa DingdingConsiderada a melhor artista asiática nos prémios da BBC Radio 3 em 2008, Sa Dingding é uma das vozes mais importantes da música chinesa contemporânea com raízes na tradição. O álbum que a traz ao FMM, “Harmony” (2009), centra-se na relação entre os homens e a natureza e junta as raízes chinesas com a música electrónica. A descobrir a partir das 23h00.

Tinariwen (c) Thomas DornOs tuaregues malianos Tinariwen hipnotizam o Castelo às 00h30. Superando Bob Dylan, Animal Collective e Grizzly Bear, entre outros, para conquistar o prémio da revista Uncut para melhor disco de 2009, “Imidiwan”, a mais genial banda do deserto do Sahara faz a síntese entre as músicas da África Ocidental e do Magrebe, o rock e os blues.

Forro in the DarkA noite continua às 02h30, na praia, com mais uma estreia nacional. Formado por quatro músicos brasileiros a viver em Nova Iorque, o grupo Forro in the Dark abriu os horizontes do forró nordestino, cruzando-o com o dub, o indie rock, o funk e outras músicas para produzir um som que já é um fenómeno global. O disco “Light a Candle” (2009) é o prato forte.

Bailarico SofisticadoÀs 04h00, o palco da praia encerra com o trio de DJ’s português Bailarico Sofisticado, conhecido pelos seus “sets” eclécticos, onde as músicas do mundo dialogam sem complexos com outras vertentes da música popular, numa presença que é já habitual nas noites de dança do FMM. A DJ Selecta Alice é sua convidada em 2010.

FMM Sines - Dia 2: Programa

34 PuñaladasNa quinta-feira, 29 de Julho, o concerto vespertino do Castelo (18h30) traz-nos tango. O quinteto argentino 34 Puñaladas regressa a Sines para apresentar “Bombay Bs.As.” (2009), um dos discos do género mais aclamados dos últimos anos.

Wimme (c) Maarit KytöharjuA seguir, com o sol ainda a pôr-se no horizonte, o público desce à praia para ouvir o finlandês Wimme. Revelação dos “charts” europeus de música do mundo em 2010, com o disco “Mun”, o “joiker” Wimme Saari e o seu grupo transportam para o palco da Av. Vasco da Gama o poder xamânico do canto do povo Sami, num concerto marcado para as 20h00. Estreia nacional.

Yasmin LevyA segunda noite de música no Castelo arranca às 22h00 com uma grande diva das músicas do mundo. Considerada uma das melhores cantoras do Médio Oriente, a israelita Yasmin Levy promove o encontro entre a música de tradição judaico-espanhola e o flamenco. O repertório do seu último disco, “Sentir” (2009), estará em evidência.

Ndiale (c) Bill Akwa BétotèÀs 23h30, é a vez de uma aposta do FMM 2010, o projecto de fusão N’Diale, onde o quarteto do violinista Jacky Molard, um dos maiores músicos bretões, se junta ao trio da cantora maliana Founé Diarra num espectáculo acústico de excelência. O disco de estreia, que tem o nome do projecto, foi lançado em Março, e será a base do espectáculo. Mais uma estreia em Portugal.

The Mekons (c) Derrick SantiniÀ 01ho0, sobe ao palco uma banda que marca a música popular dos últimos 35 anos. Grupo de vanguarda do pós-punk e, numa segunda vida, fundadores do movimento alt-country, os britânicos The Mekons são conhecidos pelas suas grandes apresentações ao vivo e este concerto já deverá trazer canções do seu 27.º disco, a lançar nos próximos meses.

Grupo Fantasma (c) Daniel PerlakyComo de costume, a música acaba na praia, às 03h00. Do Texas para o mundo, Grupo Fantasma, a mais subversiva orquestra latina da actualidade, “versão séc. XXI do groove latino” (Boston Globe), faz a festa com a sua mistura explosiva de “latinidad”, jazz, funk e rock psicadélico, bem patente no seu quinto disco “El Existencial”, que editaram em Maio. É a primeira vez que actuam em Portugal.

FMM Sines - Já não há quartos mas ainda há bilhetes

Reportagem da edição de hoje do jornal I

 

Na residencial Carvalho, no centro de Sines, o telefone começou a tocar em Janeiro com pedidos de reservas de quartos para o fim de Julho. "Tem sido uma doidice desde há uns tempos para cá", conta Irene Lança, de 83 anos, responsável pela residencial. "Logo de manhã o telefone começa a tocar e não pára. Mal me consigo vestir. Todos querem um quarto para os dias da loucura."

Desde o Verão de 1999 que a cidade, famosa por ter sido o berço de Vasco da Gama, esquece o navegador por uns dias para acolher o Festival Músicas do Mundo (FMM). Na residencial Carvalho, perto do palco principal do festival (no castelo de Sines), os 30 quartos disponíveis esgotaram em pouco tempo. "No ano passado, alguns hóspedes até me perguntaram se os amigos podiam montar a tenda aqui dentro", recorda Irene. "Ficaram a dormir no terraço e na garagem. Mas há muita gente que fica na rua."

Isso não é problema para quem vai ouvir world music a Sines - no ano passado foram perto de 90 mil pessoas. O festival atrai todo o tipo de fauna, desde executivos que por uma semana trocam o fato por calças às riscas semelhantes às de pijama, a freaks que seguram cães com trelas feitas de corda, vendem cinzeiros de lata e cospem fogo.

Na primeira edição, em 1999, a entrada nos concertos era gratuita (só começou a ser paga dois anos depois) e o festival ainda era o segredo dos habitantes da cidade e de alguns hippies que percorriam a costa alentejana de carrinha. "Nessa edição [com actuações do cantor sírio Abed Azrié e do saxofonista norte-americano Sonny Fortune], a reacção do público foi muito boa e pensámos logo que tínhamos acertado no conceito", diz Carlos Seixas, director artístico e de produção do FMM. "Mas foi a partir de 2001, ano do concerto de Black Uhuru com a dupla jamaicana Sly & Robbie, que o público reconheceu a importância do festival e começou a ganhar confiança na programação."

Muita gente vai ao FMM sem conhecer nenhuma das bandas que irá actuar. Não é difícil. Basta olhar para o cartaz deste ano com nomes como Sa Dingding, Wimme, The Rodeo, Barbez e Novalima. E não, não são nomes de restaurantes exóticos. "Este ano há duas bandas que se estreiam na Europa [os timorenses Galaxy e os norte-americanos Las Rubias del Norte] e outras oito que tocam pela primeira vez em Portugal [como os congoleses paraplégicos Staff Benda Bilili]", explica Carlos.

Durante os quatro dias de festival, de quarta a sábado, haverá 26 concertos: 14 gratuitos no palco da Avenida Vasco da Gama, ao pé da praia com o mesmo nome, e 12 pagos, no castelo - menos oito concertos do que na edição anterior. "O festival foi encurtado em dias, concertos e palcos por causa da crise", explica Carlos. O palco de Porto Covo, onde se realizavam concertos desde 2005, tinha, segundo o director do FMM, "custos de produção muito elevados e a Câmara Municipal de Sines reduziu o orçamento". "Mas qualitativamente isso não afectou nada."

 

 

O FMM Sines arranca oficialmente amanhã e a partir de sexta podem contar com relatos aqui no Grandes Sons tal como já vem sendo tradição nos últimos anos.

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