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Grandes Sons

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Experiência interactiva dos Sigur Rós com a Tate Modern

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A experiência parte de vídeos interactivos e dá a conhecer música nova dos islandeses. «States of Matter» divide-se em quatro «jornadas visuais»: sólida, líquida, gasosa e aérea que exploram «passado, presente e futuro da Tate Modern, o edifício de Bankside que a acolhe em Londres e a nova extensão».

 
A música foi escrita pelos elementos da banda Orri Páll Dýrason e Georg Hólm. Veja os vídeo:

 

Sigur Rós no Campo Pequeno: Amor próprio

Noite de enchente na Praça de Touros do Campo Pequeno para receber a segunda etapa desta dose dupla de concertos em Portugal que marcam o arranque da nova digressão europeia dos Sigur Rós. Duas horas de revisão de carreira com equipa de músicos reforçada em palco num alinhamento idêntico ao apresentado na véspera no Porto.

Os islandeses Sigur Rós editaram no verão de 1999 aquele que seria o disco que iria marcar a sua popularidade no arranque do século XXI. «Ágætis Byrjun» contém algumas das peças musicais mais bonitas que já se ouviram nos últimos 13 anos. O problema começou quando se percebeu que os rapazes preferiam que ouvíssemos essas músicas em casa enquanto privilegiavam experiências, novos rumos e novas canções nos concertos que iam dando. Na teoria, até é de elogiar o risco mas não podemos negar a frustração de sairmos de um actuação sem ouvirmos os arranjos que nos deliciam nos discos. A juntar a esta atitude, entre o arrojo e a arrogância, temos uma carreira discográfica com mais baixos que altos nunca se sentindo que os Sigur Rós voltaram a tocar na magia envolvente de «Ágætis Byrjun» após 2000. O mais recente disco é a prova declarada que sustenta a nossa opinião.

 

Entre entradas e saídas de elementos, carreiras a solo e até um hiato, a estrelinha da banda foi perdendo o seu brilho. Quando anunciam o regresso à estrada, pensámos que «Valtari» não era grande cartão de visita mas tudo muda quando a banda explica que a ideia é revisitar o que de melhor foram editando nos seus discos com breves passagens sem esquecer o último trago. A esperança renascia.

A passagem dupla por Portugal confirma as boas suspeitas de que a banda de Jón «Jónsi» Þór Birgissonestá empenhada em, finalmente, gostar de si própria e entregar-se a um legado de respeito com uma alargada equipa de músicos em palco que contempla a indispensável secção de cordas assim como uma de sopro. E quando tudo carbura em harmonia crescente o resultado é fabuloso. Felizmente tivemos vários momentos assim, sendo que aquele que nos ficam na memória estão precisamente no tema final do concerto, uma versão poderosa de «Popplagið», que encerra o famoso disco dos parêntesis, que acaba numa impressionante cavalgada sonora em crescendo até ao caos devidamente controlado porJónsi. Antes deste final brilhante tínhamos sido contemplados com uma interpretação igualmente digna do soberbo «Svefn-g-englar» a roçar a perfeição.

 

A hora e meia que tinha ficado para trás foi como uma viagem na montanha russa. Altos e baixos, momentos arrepiantes, outros claramente secantes piorados por espectadores na plateia que aproveitavam para brindar e actualizar a conversa sobre as façanhas do Benfica europeu, ou então por cenários melosos de casais de namorados que quase nos faziam entrar nos seus beijos de tão perto e desequilibrados que estavam da nossa reportagem. O público conseguiu aguentar uma hora sem acompanhar com palminhas mas a partir daí não perdoou e lá vinham as demonstrações de agrado tentando o impossível, ou seja, acompanhar estas canções com palmas. Não por acaso os momentos menos bem conseguidos a arrastar a coisa para o tédio tiveram a ver com a passagem pelo novo disco.

O alinhamento foi em tudo semelhante ao da véspera no Porto, houve quatro novas músicas apresentadas (está-lhes no sangue) e o encore teve só dois temas. Recuperaram-se pérolas como «Nýbatterí» e peças musicais muito boas de «Takk..» ou « ( ) ». Não foi o concerto perfeito que a carreira dosSigur Rós pode facilmente produzir mas foi uma boa noite para recuperarmos algumas das melhores etapas da banda e, talvez o mais importante, vê-los a gostarem de si próprios e do que já criaram.

 

João Gonçalves

para o Disco Digital

Sigur Rós em Concerto em Lisboa e Porto

Após 3 anos de pausa, os Sigur Rós regressam aos palcos e, como não podia deixar de ser, passam por Portugal em 2013: dia 13 de Fevereiro, no Coliseu do Porto e dia 14 de Fevereiro, no Campo Pequeno. Os bilhetes estão à venda na próxima sexta-feira, dia 14 de Setembro, nos locais habituais.

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