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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Sérgio Godinho edita “Nação Valente”

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 “Nação Valente”, o novo disco de Sérgio Godinho, já está disponível nas lojas e em todas as plataformas digitais. Tratado como um acontecimento na música portuguesa, este é o primeiro álbum de originais do “escritor de canções” em sete anos.

Dez crónicas do nosso dia a dia, uma coleção de canções, todas elas recebidas pelos media com pompa e circunstância, com o valor que lhes é totalmente merecido.

Para ouvir aqui:

Sérgio Godinho e Jorge Palma «Juntos» em álbum ao vivo e nos coliseus em 2016

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O CD/DVD é editado em Dezembro. A gravação foi feita nos dias 24 e 25 de Setembro no Theatro Circo de Braga. 
 
«Juntos» vai estar disponível em três formatos. Edição integral com duplo CD e DVD filmado por André Tentúgal; CD simples com 17 canções e digital. 
 
Até ao final do ano, Sérgio Godinho e Jorge Palma sobem ao palco do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e Casa das Artes de Famalicão nos dias 26 e 27 de Novembro. Para 2016, estão confirmados os coliseus.
 
No dia 25 de Fevereiro, actuam no Coliseu dos Recreios e a 4 de Março no Porto.

Super Bock Super Rock, dia 2: Super Blur, Super Benjamin!

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Ao segundo dia do 21º Super Rock Super Bock aconteceu magia à pala de Benjamin Clementine, celebração desmedida e suada com o regresso dos Blur, rock severo com as Savages, reencontro sempre emocionante com dEUS e a consagração de dois nomes incontornáveis da música portuguesa, Sérgio Godinho e Jorge Palma no maior palco do festival.

 

Comecemos por uma sugestão: para quem ainda não entrou no espaço da exposição de fotografias organizado por Rita Carmo numa sala do Pavilhão de Portugal. São 10 minutos bem empregues para ver, descobrir ou relembrar imagens de bandas que passaram por este evento desde 1995, fotos da autoria da organizadora e outros artistas que ilustram uma viagem que nos arrancam sorrisos de nostalgia. A não perder.

 

Neste segundo dia sentimos muito mais movimento no espaço entre o MEO Arena e o Pavilhão de Portugal, sinal que os festivaleiros quiseram mesmo viver as propostas espalhadas pelo recinto. O ambiente continua a ser algo estranho, entre muitas jovens de calções curtos da moda, alguns turistas e gente com ar descontraído de férias, também há muito boa gente com traje de trabalho e que opta por nem mudar de roupa já que o ambiente é urbano.

 

O que mais pode pedir um festival do que um concerto surpreendentemente bom, daqueles que marca todo o evento?

A edição 2015 do SBSR ficará conhecida como aquela que revelou Benjamin Clementine num fim de tarde debaixo da pala à beira Tejo. Neste local já tínhamos apontado a acústica como o maior problema para as bandas que por ali têm passado, até que chegou o londrino Benjamin Sainte-Clementine. Sentado ao piano e acompanhado por um discreto trio, deu voz (e que voz!) e alma às canções de «At Least For Now». Momentos tão épicos de melodias carregadas de sentimento e entrega que só podemos dizer que quem viu jamais esquecerá, quem não viu bem se pode arrepender. Se o Palco EDP foi pensado para um concerto deste envolvimento, então foi uma aposta mais do que ganha. Que momento arrebatador, esta passagem de Benjamin pelo Parque das Nações! A pedir um urgente regresso em nome próprio.

 

Mais tarde, já de noite, outra música vinda de Londres também triunfava no mesmo espaço. Ironicamente, depois da tranquilidade sonora de Clementine ter caído ali na perfeição, o ruído nervoso das Savages também se adequou ao espaço quase fechado do Palco EDP. Jehnny Beth liderou mais uma grande actuação entre nós, ainda com «Silence Yourself» a render. As Savages deram sentido ao conceito Super Rock.

 

Entre a emoção de Benjamin e a agitação das Savages, houve descontracção pop com Adam Bainbridge e o seu alter-ego Kindness muito bem recebido por uma generosa plateia. 

Um dia em cheio para o Palco EDP que terminou com mais um bom concerto, os Bombay Bicycle Club fizeram o pleno de britânicos a triunfar ali bem perto do Casino e do Oceanário.

 

No outro lado do recinto há boas novas para a música portuguesa. O palco da Antena 3 tem estado sempre bem composto de público conhecedor das propostas que por lá passam. Também avistámos muitos músicos a assistirem aos concertos dos seus companheiros de luta, o que proporciona até momentos de colaboração como se viu ontem com Moullinex a subir ao palco dos portuenses Best Youth. Além dos temas do recomendável EP «Highway Moon», houve uma versão bem mexida para «My Moon My Man» de Feist.

Os White Haus abriram a noite no sempre incómodo horário em que ainda não há muito movimento naquela parte do recinto mas cumpriram, enquanto que Teresa Freitas de Sousa aproveitou a excelente recepção que o seu projecto estava a ter e surpreendeu todos com uma fuga do palco até à torre do stand do patrocinador mais próximo para se atirar de uma plataforma alta e cair num gigante colchão insuflado. Um sucesso a passagem de Da Chick.

 

Em português continuamos para falar da mediática reunião de Sérgio Godinho e Jorge Palma no MEO Arena. A expectativa era grande mas as bancadas vazias não ajudaram a criar o ambiente que se pretendia de consagração. Percorrendo o repertório de ambos, conseguiram entusiasmar a espaços a plateia mas não houve o factor surpresa ou improviso que gerasse mais entusiasmo. Foi o que se esperava e isso já é dizer muito destas duas figuras incontornáveis da história da música portuguesa.

 

Antes, no MEO Arena, os The Drums trouxeram-nos o seu rock de Brooklyn já com propostas do recente «Encyclopedia». Pouco fãs na plateia dançaram mas a sala vazia não trouxe grande contágio à actuação que sugeria «Let´s Go Surfing». Não aconteceu mesmo porque o rio Tejo não tem ondas. 

 

Bem mais composto esteve o espaço para receber os belgas mais norte americanos que conhecemos. E já nos conhecemos há duas décadas. Nunca vimos um mau concerto dos dEUS e também não foi desta que tal aconteceu. Um alinhamento que visita a sua discografia desde os primeiros passos e que parece sempre deixar de fora uma outra canção que os fãs não esquecem. Tiveram a plateia menos rendida da sua longa história de passagens por Portugal, a maioria já só queria Damon Albarn.

 

Os Blur chegaram, viram, venceram e já estão a caminho de Espanha. Assinaram sem dificuldade o melhor concerto do festival com uma construção perfeita de alinhamento que equilibrou as músicas do novo «The Magic Whip» com todos os clássicos dos outros sete álbuns.

O palco mais vistoso de todas as visitas a Portugal com adereços que ilustram a capa do mais recente álbum, a entrega habitual de Damon Albarn que visitou várias vezes os fãs das primeiras filas e teve o ponto alto quando levou para o palco o jovem João. Um fã que teve o privilégio de cantar e pular com Damon na contagiante «Parklife».  Ao concerto não faltou nenhum dos grandes hino da Britpop e até deixou a sensação que muita gente ficou saciada bem antes do final do concerto com «Song 2». Depois desse shot pop vimos uma assinalável debandada. 

Os Blur estão em grande forma e dão sentido a esta nova vida de estrada. Curiosamente, o ponto mais alto deste festival não teve mais do que meio pavilhão preenchido.
O título de maior enchente deve ficar mesmo para Sting. 
Florence Welch tem a palavra.
 
Texto: João Gonçalves
Foto: Leonor Fonseca

SBSR 2015 - Horários Dia 2

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Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Blur
23h30 - 00h30 - dEUS
21h50 - 23h00 - Jorge Palma e Sérgio Godinho
20h20 - 21h20 - The Drums

Palco EDP
22h45 - 00h00 - Bombay Bicycle Club
21h15 - 22h15 - Savages
19h45 - 20h45 - Kindness
18h35 - 19h25 - Benjamin Clementine
17h25 - 18h15 - Sinkane
16h25 - 17h05 - Isaura (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Gramatik
01h45 - 03h00 - Stereossauro
00h30 - 01h30 - MGDRV

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - Best Youth
20h45 - 21h45 - Da Chick
19h25 - 20h15 - White Haus

Nova de Sérgio Godinho

 

O sucessor de «Ligação Directa» (2006) tem onze novas canções e parcerias com Bernardo Sassetti, Noiserv, Francisca Cortesão (Minta), o percussionista António Serginho (Foge Foge Bandido) e a Roda de Choro de Lisboa. Godinho volta a ser acompanhado pelos Assessores, além de Hélder Gonçalves e do produtor e director musical Nuno Rafael. As novas canções foram estreadas no ano passado na Culturgest.

Zé Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto no Campo Pequeno: 3 Cantos... Curtos

O grande concerto que reúne três dos mais importantes músicos do nosso país dos últimos 40 anos suscitou interesse à altura da importância do acontecimento e por isso o Campo Pequeno ao segundo dia de apresentação voltou a esgotar.

O problema será meu mas a verdade é que não saí deslumbrado da Praça de Touros lisboeta. Esperava mais emoção, melhor desempenho, e mais celebração.
A ideia é boa mas deu ideia que ao longo de 2h e meia perdeu-se mais do que galvanizou. Não achei o alinhamento de canções escolhidas muito feliz nem me agradou algumas escolhas de interpretação. Houve um pouco de tudo, Zé Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto juntos na frente do palco, acompanhados por uma multidão de instrumentistas e vozes, ou sozinhos, só um deles, apenas dois deles, ou tudo em conjunto como no final do espectáculo se viu.
Ouvir a bela "Rosalinda" cantada sem Fausto em palco não lembra a ninguém. Muito menos a mim que nunca tive a felicidade de ver o ver em concerto.
Algumas das canções acabavam assassinadas por um coro demasiado interventivo, e houve momentos que chegaram a ser aborrecidos.

Valeu a pena? Claro que sim, são nomes maiores da nossa cultura musical, e não só, ali juntos a cantarem músicas arrepiantes como "Charlatão", "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades", "Namoro", ou "O Primeiro Dia".
Não podia faltar a lembrança de Zeca Afonso, mas também aqui a escolha não foi muito feliz. A canção "De Não Saber O Que Se Espera" não empolgou o público.

Foi uma noite boa, não foi uma noite épica.

O Primeiro dos Três Cantos


José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho sobem hoje ao palco em Lisboa.
O espectáculo intitulado "Três Cantos" junta intérpretes e autores cujas carreiras e percurso de vida se cruzam e revelam afinidades, quer musicalmente quer em termos poéticos.
Três dos maiores nomes da história da música portugues que deverão também gravar os concertos para posterior edição em CD e DVD.
Aos concertos de hoje, e amanhã (Lisboa, Campo Pequeno)juntam-se mais dois no Porto 31 de Outubro e 1 de Novembro(Coliseu do Porto).

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