Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

NOS Alive, Dia 2: Vitória das tendas na guerra dos palcos

Arlindocamachonosalive.jpg

Circulou-se melhor no segundo dia do Alive. O cabeça de cartaz mais apetecido já passou e agora sobra espaço na área do palco maior, ao invés entre as duas tendas do lado oposto o trânsito é mais intenso. A oferta dos palcos alternativos ao principal é muito mais apetecível, entre descobertas recentes, velhos conhecidos e propostas portuguesas há muitos vencedores a anunciar neste dia dois.

Propor os Marmozets pelas sete e meia com o seu rock nu metal inócuo, incomoda mais os ouvidos do que cativa a atenção de alguém. Chegar às nove da noite e ver os australianos Sheppard a tentarem sair do anonimato só ultrapassado quando tocam o êxito radiofónico «Geronimo» dá direito a comentários interessantes como este que ouvimos ao nosso lado: «Geronimo?! Pá, então vão tocar à Festa do Avante».

Só pelas dez e meia da noite se viu uma plateia reunida com foco digno da grandeza do palco NOS. Infelizmente, os Mumford & Sons são já uma saudade de si próprios. Triunfaram neste mesmo evento em 2012 no auge da popularidade do álbum «Babel». Assumiram uma mudança de rumo apresentada no recente disco «Wilder Mind». 

Só eles parecem contentes com a nova estética, o público mostrou-se indiferente às novas músicas e só celebrou os temas que recordaram a outra passagem dos londrinos por ali. Duvidamos que saiam deste labirinto com grande vitalidade.

Assim, foram os veteranos Prodigy a oferecer um concerto digno do grande espaço do NOS Alive. Nunca falham quando são chamados a incendiar com batidas pesadas, rimas agressivas e temas que marcaram os anos 90 e que sobrevivem até hoje. Keith Flint continua possuído em palco, apesar dos quase 46 anos, Maxim Reality não dá descanso a ninguém e a máquina infernal de sons fortes deixam a plateia, ávida de festa e desafio, saciada. 

Em cinco canções no arranque do concerto foram avistadas várias tochas e outro material pirotécnico no meio dos festivaleiros em danças tribais e descontroladas. Foi a melhor resposta aos hinos «Firestarter» ou «Breathe». O novo disco dos Prodigy foi só um pretexto para uma celebração de libertação de adrenalina que ainda não se tinha visto naquele espaço.

Se os pontos de interesse do Palco NOS foram poucos, a tenda Heineken e NOS Clubbing compensaram ao longo do dia. 

Triunfal passagem de alguns dos mais interessantes projectos musicais que Portugal tem para apresentar actualmente. Todos com discos novos, todos com plateia generosa e conhecedora. Moullinex, em banda, contagiou a tenda com o recente «Elsewhere» devidamente aprovado pela plateia dançante ao som «Take a Chance», single irresistível deste ano.

A Batida de Pedro Coquenão está mais viva do que nunca. Quem passava pelo palco Clubbing ficava contagiado com as sonoridades africanas e juntava-se ao público que festejava as propostas mais recentes de «Dois». Os turistas não percebiam as letras mas adoravam o som e o ambiente.

Ao anoitecer o palco Clubbing recebeu uma enorme enchente para ouvir Capicua. Mesmo em dificuldades físicas, Ana Fernandes não deu tréguas e agarrou a multidão do principio ao fim. Valete apareceu como convidado e apelou para que Capicua não se afaste do hip hop nacional. Reiteramos o pedido. A recepção dos festivaleiros fala por si.

O melhor deste segundo dia estava guardado para Palco Heineken. Algo que é muito recorrente ao longo dos últimos anos no Festival de Algés. Desta vez foram os Future Islands a inscrever o seu nome entre os grandes vencedores na rica galeria que esta tenda já guarda.

Concerto incrível de Samuel Herring que comanda a banda norte americana. Entrega total do vocalista em total harmonia com a multidão que mostrou conhecer a obra dos Future Island. Um grande concerto que teve como ponto alto a passagem por «Seasons», tema que abre o excelente disco «Singles» do ano passado. Uma das actuações que marca esta edição do Alive e que fica a pedir regresso em nome próprio.

O efeito surpresa em James Blake já não é grande porque o londrino já conquistou o seu espaço nas preferências do muito público que o descobriu em passagens anteriores por cá e nos seus dois discos editados em 2011 e 2013. A força da sua tranquilidade quase intimista a impôr-se ao caos sonora que soava lá ao fundo no palco dos Prodigy chegou para conquistar uma vasta plateia que não poupou carinho a Blake. Sem dificuldade, um dos melhores momentos musicais do Alive 2015. Uma confirmação que recomenda nova visita mas num concerto só seu.

Para terminar a longa noite na tenda maior, muita expectativa para rever Róisín Marie Murphy. Será a eterna voz dos Moloko apesar da já longínqua e bem sucedida carreira a solo. Talvez por isso mesmo, o resultado final não tenha sido tão efusivo como se esperava. Os festivaleiros queriam mais canções conhecidas dos discos anteriores e não tanto desfile de «Hairless Toys». Nem uma alterada «Pure Pleasure Seeker» elevou os ânimos. Róisín deu o que queria dar e indiferente às expectativas divertiu-se em palco.
 
Texto: João Gonçalves
 
Foto: Arlindo Camacho
 
in Disco Digital

Prodigy no Pavilhão Atlântico: Poderosos Prodígios


(Foto: Vanessa Krithinas /cotonete)

Hoje em dia a oferta musical é tão grande, a facilidade no acesso a nova música é tão exagerada, que andamos sempre atrás do novo som que nos vai surpreender e mudar a vida. Uma batida, um acorde, uma banda, a procura nunca acaba. E às vezes tudo o que precisamos para termos um concerto que nos satisfaça na plenitude já está encontrado há muitos anos. Por isso é que o concerto dos Prodigy no Atlântico foi de arromba.

É uma falsa surpresa o facto de o nosso corpo, um minuto depois da entrada dos Prodigy em palco, já esteja a vibrar. Braços no ar, cabeça a abanar, as pernas em movimento s, e a alma a reconhecer toda aquela violência de batidas fortes que saem das colunas. Mais de sete mil pessoas preferiram a liberdade da plateia em pé aos lugares sentados da bancada, por isso a sala apresentava um cenário curioso; plateia esgotada com o palco quase no fundo do Pavilhão e bancadas desertas com excepção para algumas centrais e o topo do balcão 1.

O povo queria dançar, pular, e extravasar, e por isso o espectáculo também passou pela coreografia impressionante de uma enorme mole em agitação continua e furiosa que teve o seu ponto alto em «Smack My Bitch Up», último tema antes do encore, quando Maxim ordenou que todos se baixassem para que quando ele gritasse o nome da canção todos se levantassem ao mesmo tempo criando uma imagem só comparada com os festejos na Luz a um chapéu do Saviola.

Os Prodigy não facilitam e decidiram viver a sua música, e brindar os seus fãs com alinhamentos em formato best of onde encaixam na perfeição as melhores músicas do novo disco. Assim não há descanso para ninguém durante a hora e meia que dura a sessão de saltos, danças, e berraria para acompanhar os refrões de «Firestarter», «Poison», «Voodoo People», «Diesel Power» ou «Out of Space» abençoada por Max Romeo. Tudo clássicos que nunca mais nos largaram desde a década de 90. Vivem connosco mesmo que não nos lembremos deles. Assim que se ouvem as primeiras batidas ressuscitam das entranhas das nossas memórias e incendeiam-nos o corpo em forma de dança selvagem.

É música de dança? Não. É música da boa, daquela que resiste à passagem dos anos e que quando volta a soar continua a provocar a mesma euforia colectiva.

Liam mantém o seu ar provocador, a sua pose desafiante, e a sua dança alucinada que contagia os fãs, Maxim está cada vez mais com pose de líder, mostra quem manda, e comanda toda aquela energia de som e luz que revira o Pavilhão de pernas para o ar.

Excelente prova de vida dos Prodigy, enorme recepção do público lisboeta, num concerto que nos serviu para recordar como são poderosos estes senhores ao vivo.

Na abertura da noite nota positiva para os Enter Shikari que convenceram a sua já numerosa galeria de fãs, e também quem não os conhecia.

Prodigy e Enter Shikari Logo no Atlântico

Os Prodigy estão de regresso a Lisboa para um concerto no Pavilhão Atlântico, esta segunda-feira.
Na primeira parte, os Enter Shikari estreiam-se em Portugal.
Os Prodigy vêm mostrar «Invaders Must Die», editado este ano.
O início dos concertos está marcado para as 21h00.
Os bilhetes variam entre os 30 e os 40 euros.

Prodigy com Enter Shikari no Atlântico

Depois de uma actuação incendiária no Optimus Alive!09, os Prodigy preparam-se agora para pegar fogo ao Pavilhão Atlântico, dia 7 de Dezembro, num concerto único. Para os ajudar, vem uma das mais importantes novas bandas britânicas, os, não menos provocadores, Enter Shikari, naquela que será a sua estreia em Portugal.

Liam Howlett, Keith Flint e Maxim são as três lendas do Rave-Punk que regressaram em grande este ano com o disco “Invaders Must Die”. Temas como “Omen”, “Invaders Must Die” ou “Take Me To The Hospital”, juntaram-se por direito próprio ao lote dos grandes clássicos dos Prodigy, como “Firestarter”, “Poison” e “Smack My Bitch Up”.

Para assegurar a primeira parte do concerto de dia 7 de Dezembro, os Prodigy trazem, pela primeira vez a Portugal, os Enter Shikari, que acabam de editar o segundo álbum “Common Dreads”. À semelhança do primeiro disco, “Take to the Skies”, o novo álbum foi recebido com rasgados elogios por parte da imprensa especializada, que os considera a nova voz da juventude britânica.

PLATEIA EM PÉ * 34,00 EUROS
BALCÃO 1 * 40,00 EUROS
BALCÃO 2 * 30,00 EUROS

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D