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Grandes Sons

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Grandes Sons

Rock In Rio, dia 2: Já levantou poeira

Foto: Rock in Rio
Texto Por: João Gonçalves


Noite de regressos e reencontros no Rock in Rio que despertaram a curiosidade de mais de 80 mil pessoas. O Parque da Bela Vista esteve cheio este sábado muito por culpa de uns Linkin Park que corresponderam às expectativas.

 

Por um dia, o Parque da Bela Vista fez lembrar a saudosa Feira Popular, sendo que além das tradicionais ofertas apresentava nomes de respeito para um fim de noite em beleza. A este apelo quiseram dizer presente mais de 80 mil pessoas, o dobro da véspera, que fizeram um«manguito»à austera Troika e investiram num bilhete para um sábado diferente.

 

A maioria não vem só pela música, esses são os poucos que entram e correm para a frente do palco principal não se importando com mais nada. A maior parte quer conhecer o recinto, ir atrás dos brindes, espreitar todas as zonas, ver e ser visto. Até ao pôr do sol, o ritual a que poucos fogem na zona mais alta do recinto passa por tentar levar para casa umas cristas rosas, uns sofás insufláveis, espreitar com inveja para a tenda VIP, aguardar em filas para brindes, andar na montanha russa e depois na roda gigante, descer a Rock Street, tirar fotos e fazer upload nas redes sociais. Este é o ritual de uma enorme multidão sempre em movimento até ao cair da noite.

 

Muitos aproveitaram e ficaram no palco Sunset onde uma aliança antiga agitava uma plateia rendida aos clássicos de Xutos & Pontapés e Titãs. Zé Pedro afirmou ser esta a verdadeira banda luso-brasileira e a reacção entusiasta do público deu-lhe razão. Os Xutos vão voltar ao recinto no palco principal mas este fim de tarde trouxe certamente um gozo diferente.

 

Um pouco mais abaixo, os portugueses Nobody's Bizness do alto do castiço coreto montado a meio da Street Rock atribuíam um genuíno sentido ao cenário de Nova Orleães. O seu desfile de blues não deixava ninguém indiferente à passagem e o resultado foi uma bonita plateia mutante indiferente aos sons dos outros palcos.

 

Com o cair da noite todas as atenções se viram para o palco principal. Desde logo se percebeu que a plateia era muito jovem com a guerra das T-shirts a ser ganha pelos Linkin Park, embora longe do consenso da véspera à volta dos Metallica. A dúvida estava em perceber se esta geração ainda reconhecia os êxitos de Limp Bizkit e The Offspring. 

 

A banda de Fred Durst teve uma surpreendente e calorosa recepção com o aparecimento de muitos fãs ávidos de recordar canções com mais de 12 anos! É estranho ver Fred Durst aos 41 anos a cantar «My Generation» mas a verdade é que resultou e pelos vistos o nu metal sobrevive. Ou então, acabou de entrar no retropolitano!

 

Os Offspring repetiram a receita de há quatro anos e apostaram tudo durante numa hora de concerto nos seus temas mais conhecidos que parecem ter virado clássicos do rock dos anos 90. A reacção efusiva da plateia a «Self Esteem» ou «Pretty Fly (For a White Guy)» foi impressionante. Os californianos perceberam que podem viver desses rendimentos e assumem o passado para garantir o presente. Teoricamente, vinham apresentar o novo álbum mas ninguém quis saber...

 

Quando os Linkin Park entram em palco percebe-se que são eles a razão daquela multidão que enche o vale em frente ao palco e sobe até lá bem ao fundo onde fica a tenda VIP. Apesar de terem um novo disco quase a sair, basearam o seu alinhamento em temas mais antigos desfilando todos os êxitos que o público queria ouvir. A química entre a banda e os fãs mantém-se intacta e intensa. Dois momentos que marcam este regresso a Portugal; uma breve, mas muito acertada, passagem por «Sabotage» dos Beastie Boys em jeito de tributo a Adam Yauch e a oferta de um cachecol do FC Porto ao vocalista Chester Bennington aquando da sua habitual visita às filas da frente que depois lhe valeu uma monumental assobiadela quando no regresso ao palco o mostrou. Perante este desagrado rapidamente Chester largou o cachecol e voltou à música. Acabaram em grande com «Papercut» e «One Step Closer».

 

A debandada que se verificou após a saída de cena de Mike Shinoda e companheiros não deixava dúvidas quanto aos vencedores da noite. Mesmo porque Billy Corgan fez questão de dar razão a quem virava costas ao recinto antes e durante a actuação dos renovados Smashing Pumpkins.

 

Um dia. Corgan afirmou que nunca iria viver dos rendimentos dos discos antigos da banda. Hoje ouviram-se várias dessas canções e percebe-se que o líder e único elemento original dos Smashing Pumpkins acabou por ceder mas fá-lo de maneira contrariada, desmotivada e em contornos de frete. Quem os viu em Cascais em 1996 não merece esta tortura! Não mereceram fechar a noite como cabeças de cartaz.

 

Fim do primeiro acto do Rock in Rio Lisboa 2012. Ivete Sangalo ainda não chegou mas já se levanta muita poeira no Parque da Bela Vista.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Nobody's Bizness + Bailarico Sofisticado @ Glória

 

Depois da calorosa apresentação do disco «It`s Everybody`s Bizness Now» no passado mês, os NOBODY'S BIZNESS regressam aos palcos, desta feita no (muito) charmoso GLÓRIA LIVE MUSIC CLUB, junto à R. do Alecrim. É o espirito do Mississippi Blues que chega à cidade: harmónica, chapéus, banjos, guitarras eléctricas, a voz rouca de Catman e a encantadora de Petra fazem deste grupo a mais mágica reencarnação dos blues jazz em Portugal. Está-lhes no sangue e para esta noite eles prometem Willie Dixon, Big Bill Broonz ou o lindíssimo «I Want a Little Boy» (Murray Mercher/Billy Moll), bem como os seus próprios originais que quase não se conseguem distinguir dos velhos clássicos pela qualidade que emanam.

 

A seguir ao concerto, o trio maravilha das pistas de dança BAILARICO SOFISTICADO ocupa o palco para nos mostrar que a música de dança também pode vir dos quatro cantos do mundo. Conhecidos por anualmente encerrarem as festividades do FMM de Sines, deixando sempre milhares de pessoas em delírio dançante com os seus ritmos do mundo até de madrugada. No Glória, o colectivo estará até às 04h da manhã e promete pôr todos em delírio.

 

Bilhetes: 10€

«It`s Everybody`s Bizness Now», Nobody`s Bizness



Se o nome da banda não faz soar nenhuma campainha no leitor mas suscita curiosidade, fique desde já a saber que o disco em análise pertence a gente lusitana que ousa mostrar o seu amor pelos blues e pelo jazz.


Para quem frequenta espaços lisboetas como o bar Catacumbas no Bairro Alto, o nome Nobody`s Bizness não é estranho uma vez que a banda já anda a espalhar a sua magia há uma década com inúmeros concertos. Pelo meio, foi editado um álbum ao vivo em 2005 gravado na Capela da Misericórdia em Sines com versões de temas dos seus heróis: Lonnie Chatmon, Robert Johnson ou Willie Dixon. Se tivessem ficado por aí seriam um segredo precioso de um restrito número de fãs sempre prontos a comparecer nos seus concertos.

 

Felizmente arriscaram e foram para estúdio tentar captar em disco toda a energia e emoção trazida dos palcos, o seu habitat natural. O risco de gravar em estúdio clássicos de Willie Dixon, William Broonzy ou o lindíssimo «I Want a Little Boy» (Murray Mercher/Billy Moll), por exemplo, já era elevado mas fazer um disco de doze temas sendo que só metade são versões e a outra metade são composições originais é uma autêntica proeza. O maior elogio que se lhes pode fazer é que quem não dominar o mundo dos blues e for ouvir as doze canções de seguida sem informação adjacente não consegue distinguir os velhos clássicos das canções originais porque estas são muito boas. A aposta é claramente ganha.

 

O segredo dos Nobody`s Bizness está na química perfeita entre a encantadora voz de Petra Pais e a vocalização convincente de Catman que também recorre com mestria à indispensável harmónica. Alternam o papel principal e secundário com equilíbrio e são apoiados pelas guitarras dos irmãos Ferreira que nos obrigam a ouvir várias vezes os mesmos temas com o volume bem alto para descobrirmos e nos deliciarmos com todos os pormenores que saem daquelas cordas de banjo e guitarra eléctrica. Luís Oliveira no baixo e Isaac Achega no bateria pautam todo o ritmo com tanta eficiência quanto discrição.

O álbum chama-se «It`s Everybody`s Bizness Now» e o título não podia ser mais feliz já que é disso mesmo que se trata. O segredo bem guardado destes portugueses a reencarnarem o espírito blues está agora à vista e ao alcance de todos em versão revista e aumentada com as suas canções originais a merecerem atenção e destaque em grande escala.

 

 

Nobody`s Bizness
«It`s Everybody Bizness Now»
Edição de Autor

 

in Disco Digital

 

(podem confirmar tudo o que leram a seguir logo à noite no Maxime com os vossos próprios olhos e ouvidos)

Nobody's Bizness no SAPO: Agora eles são o assunto de toda a gente

Passatempo: Ganhe convites para ver os Nobody's Bizness

 

O Disco Digital tem três convites duplos para o concerto de apresentação do álbum de estreia dos Nobody's Bizness. «It´s Everybody Bizness Now» é estreado no Maxime na próxima quinta-feira, 18 de Novembro.

Para se habilitar a um dos convites, basta enviar um mail para discodigital@mail.telepac.pt com a seguinte frase: «Quero ver Nobody`s Bizness com o DD».

As respostas devem incluir nome e bilhete de identidade.

Só deve participar neste passatempo quem estiver de acordo com os termos definidos.

Para ver os termos de participação no passatempo, clique aqui.

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