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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Rock In Rio, dia 1: Homens de Negro

Foto: Rock in Rio
Texto por: Davide Pinheiro e João Gonçalves

 


O Rock in Rio Lisboa 2012 abriu em tons de negro cumprindo a regra de dedicar um dia à única tribo resistente: a do metal. Os Metallica foram reis incontestados de uma noite sem surpresas.

 

No Parque da Bela Vista, o negro dominante nada tem a ver com as perspectivas que se afiguram para a Grécia e, por ricochete, para Portugal e até Europa: as inúmeras camisolas dos Metallica voltaram a invadir o recinto demonstrando a fidelidade dos adeptos da música pesada. Mas ainda antes da invasão do peso, foi possível observar uma recriação das casas de Nova Orleães onde cada prédio apresenta o seu negócio: da comida de autor até a eventos de venda de perfumes, discos, roupa, chocolates, e até testátuas humanas ao lado de um ilusionista. Nesta rua, um coreto recebeu bandas como os Melech Mechaya que trouxeram cor com ritmos klezmer a provocar rodas de dança na plateia. Bem cedo, a mancha negra a dissipar-se em contraste com o ambiente do palco Sunset.

 

Também a destoar dos tons da estação, o escritor Valter Hugo Mãe (agora maíusculo), surgiu vestido de branco, ao lado dos Mão Morta no primeiro concerto desta edição do evento. Uma alteração no alinhamento do cartaz que apanhou muita gente de surpresa impossibilitada de ver o encontro entre os bracarenses e os «irmãos» Mundo Cão e Governo. Apesar disso, o palco esteve sempre muito concorrido e atingiu o auge quando os alemães Kreator tomaram conta do palco desfilando clássicos da sua discografia e recebendo o convidado Andreas Kisser, guitarrista dos Sepultura.

No palco maior, os Sepultura surpreenderam com a colaboração dos franceses Tambours do Bronx que com as suas brutas batucadas conseguiram dar uma nova vida em palco a canções que têm na sua raíz esta força tribal como é o caso de «Roots Bloody Roots» e até dos clássicos «Refuse/Resist» ou «Territory».

 

Os Mastodon confirmaram a sua pujança em torno do seu mais recente disco e à semelhança do que fizeram há poucos meses no Coliseu de Lisboa focaram-se em temas mais recentes em vez de recuperar o passado. Convenceram o seu público e terão ganho mais uns quantos entre os mais conservadores fãs de Metallica.

 

Seguiu-se outra confirmação mas em sentido contrário. O regresso dos Evanescence foi tão escusado quanto aborrecido. Este metal romântico já não faz sentido mas Amy Lee finge que não se passaram uns bons anos desde a última vez que esteve no festival. Uns bons quilos depois, Amy já não entusiasma ninguém nem com o êxitos de lágrima fácil como «Bring me to Life» que mereceu um esclarecedor comentário de um fã de Metallica : «Ah, eram estes que tocavam isto?!». Pois...

 

O tempo foi castigador para Amy e a sua trupe mas pelos Metallica passa muito suavemente. Em mais uma celebração de rock pesado, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo voltaram a cumprir a sua função e percorreram o famoso «Black Album» sem se encerrarem naquele que foi o disco responsável pela aproximação entre o metal e os refrões.

Canções desse álbum como «Enter Sandman», «Sad But True» e «The Unforgiven» continuam a arrepiar mas, verdadeiramente, o concerto dos Metallica só diferiu de outros em Lisboa pela adrenalina da primeira parte do alinhamento. De resto, revisitou uma carreira de grande fôlego em que o passado é cada vez mais pesado que o presente. 

«Enter Sandman» voltou a motivar fogo-de-artifício; «One» foi guardada para o encore e «Seek and Destroy» encerrou um espectáculo que foi perdendo todos aqueles que dependiam de transportes públicos.

 

Ou seja, no palco principal nenhumas dúvida quanto à eficiência dos Metallica, os responsáveis pela presença de 42 mil pessoas, poucas quanto à prestação dos Mastodon, algumas sobre os Sepultura e muitas quanto ao regresso de Evanescence.

 

P.S. Nota negativa para a ausência de comunicação na alteração dos horários dos concertos de Mão Morta com Pedro Laginha, Mundo Cão e Governo, e Mastodon. Nota muito negativa para o Metropolitano de Lisboa que após não ter prolongado o serviço até às 04h30 voltou a falhar ao encerrar a estação de Chelas antes das 01h30 previstas. Uma questão a resolver urgentemente.


Metallica no Pavilhão Atlântico: Portugallica

 

Regresso triunfante dos Metallica ao nosso país agora em versão indoor com um espectáculo de arromba em que não faltaram os grandes clássicos da banda californiana que se apresentou num palco em formato de ilha no meio de um mar de fãs devotos que esgotaram o Pavilhão Atlântico.

 

Permitam-me que avance a crónica para o fim do concerto com o propósito de sublinhar o espírito de família que os Metallica vivem actualmente. Descanse o leitor que só hoje vai ver o concerto porque este foi um momento que não se repetirá. Faltava uma música para fechar a noite e James Hetfield motivado por uma bandeira perto do palco chama o seu filho. A bandeira tinha uma foto de pai e filho e lembrava que esta era a noite de  aniversário de Castor, o mais novo Hetfield. Mais de 18 mil almas cantaram os parabéns ao puto que ainda foi brindado com uma espécie de espuma em spray que todos os elementos da banda lhe atiraram. Esta é uma imagem que marcará a noite de hoje na memória de todos os que lá estiveram.

 

A seguir veio Seek & Destroy em fecho épico com chuva de bolas pretas gigantes e com as luzes do pavilhão acesas para que se visse bem o gozo que Lars, James, Kirk e Robert ficaram às voltas no palco distribuindo palhetas, jogando à bola, e dizendo as últimas palavras antes da saída de cena.

 

Para trás ficaram quase duas horas de actuação que tentou agradar todos. Temas dos álbuns da década de 80, de «Kill' em All» a  .«.. and Justice for All» para os mais veteranos, os clássicos do "black" álbum (balada incluída) para os convertidos em 91, e temas mais recentes especialmente para a geração "guitar hero" presente em bom número.

 

A empatia entre os Metallica e os fãs portugueses é enorme e já não é supresa para ninguém, desde aquela noite de Alvalade (já lá vão quase duas décadas) que a química se mantém, sendo que este ano atinge o auge devido a formato inovador com que se apresenta o grupo. Primeiro em espaço fechado, nunca tinha acontecido antes, segundo com um palco montado no meio da plateia formando uma ilha onde os Metallica ocupam todos os cantos já que há microfones espalhados por todos os lados e assim temos os músicos sempre em rotação. Nem a bateria escapa!

Os jogos de luzes são irrepreensíveis ao longo da noite com destaque para as quatro plataformas móveis por cima do palco que sobem e descem movendo-se para dentro e para fora em formato de caixão tal como o conhecemos da capa de «Death Magnetic».

 

Os Metallica estão em boa forma, mostram prazer no que fazem, convencem-nos que adoram mesmo o público lisboeta, estão orgulhosos da sua carreira e já não se lembram dos tempos conturbados interna e externamente e têm aqui um porto seguro sempre pronto a recebê-los calorosamente.

 

Entre as muitas bandeiras exibidas à volta do palco, a maioria do nosso país, havia algumas curiosas a marcar a presença de espanhóis, norte americanos, brasileiros e uma dizer Portugallica mostrada bem alto já depois das actuações dos dinamarqueses Volbeat e dos californianos High On Fire, quando se fazia a onda (neste caso uma maré negra devido à indumentária dos presentes) e se cantava pelo glorioso novo campeão nacional de futebol! Portugallica é mesmo a casa de James Hetfield e companhia.

 

in Disco Digital

Metallica, Agora no Atlântico

Os Metallica actuam em Portugal em 2010. O concerto está marcado para 18 de Maio, no Pavilhão Atlântico , em Lisboa.
De acordo com a informação divulgada pela própria banda, os bilhetes estarão à venda a 12 de Dezembro.

actualização
PLATEIA EM PÉ - 42,00 EUROS
BALCÃO 1 - 50,00 EUROS
BALCÃO 2 - 35,00 EUROS


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