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Grandes Sons

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Grandes Sons

Mark Knopfler no EDPcooljazz - Ainda Há Alquimia

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Casa cheia no Estádio Municipal de Oeiras para o regresso de Mark Knopfler a Portugal em mais uma etapa do Festival EDPCoolJazz. Apesar de trazer um disco novo, o concerto foi bem distribuído pelos discos mais recentes a solo, ficando a segunda metade reservada para passagens gloriosas por alguns dos maiores hinos dos Dire Straits.

 

Depois de ter passado por Alvalade e Faro com os Dire Straits, Knopfler já visitou o Porto, Cascais, duas vezes o Pavilhão Atlântico e duas vezes o Campo Pequeno. O regresso foi em Oeiras onde deu o seu concerto em nome próprio com alinhamento mais equilibrado e bem conseguido. Visivelmente bem disposto, muito comunicativo e seguro que as escolhas musicais para esta digressão não desiludem nem fãs nem nostálgicos ocasionais.

 

Apesar de ter editado um novo disco recentemente, Mark já assinou mais discos a solo do que com os Dire Straits, o concerto não é focado em temas novos. A primeira metade da noite é dedicada a três canções de cada um dos seus dois últimos álbuns.

«Broken Bones» de «Tracker» abre da melhor maneira o alinhamento que segue com três músicas do penúltimo disco, o duplo «Privateering». «Corned Beef City», «Privateering» e «Hill Farmer's Blues». Uma sequência que mostra a excelência dos músicos que acompanham Mark, uma viagem por sons tão próximos do blues, folk e country como dos ambientes celtas pontuados por flautas ou gaitas de foles e violinos. Depois, volta a «Tracker» para tocar «Skydiver», onde mostrou empenho em ter a plateia a cantar consigo. Nunca tínhamos visto Knopfler tão orgulhoso de uma composição nova como esta noite. «Laughs and Jokes and Drinks and Smokes» fechou a viagem pelos dois registos mais recentes. Pelo meio não passou despercebida uma visita ao baú, uma maravilhosa recuperação instrumental de «Father and Son» recuperada da banda sonora de Cal de 1984.

 

Tempo para deliciar os fãs com arranque imediato para «Romeo and Juliet» e a sua guitarra prateada a luzir. Sem pausas e já com a guitarra vermelha e branca a terminar esta primeira passagem pelos Dire Straits, ataque ao hino «Sultans of Swing». Telemóveis ao alto, cabeças em baixo e algum air guitar para acompanhar o tema que deve ser um dos grandes responsáveis por Knopfler continuar a encher estádios em 2015.

O acompanhamento vocal do público às notas de saxofone em «Your Latest Trick» comprova o acerto da escolha do tema do célebre disco «Brothers in Arms».

 

Com o público conquistado, Mark Knopfler partia para as últimas três canções antes do encore. Promoveu duas músicas de discos a solo mais antigos que há muito pediam para figurar entre os grandes clássicos do guitarrista. «Postcards From Paraguay», do disco «Shangri-La»,  tem como introdução lenta a apresentação individual da banda. Em crescendo arranca para uma festa tropical instrumental própria de uma noite de verão.

Segue-se «Speedway at Nazareth», de «Sailing to Philadelfia», uma cavalgada instrumental poderosa que fica mesmo a pedir a entrada do épico «Telegraph Road», digno de fechar o alinhamento em grande estilo.

 

O encore foi mais um rebuçado para o nostálgicos, «So Far Away» em versão monocórdica e um final instrumental com o grandioso «Going Home: Theme From Local Hero».

 

Não houve «Brothers in Arms», nem «What it Is», presenças habituais em alinhamentos anteriores mas ficámos a ganhar com a interpretação de «Your Latest Trick» e «Telegraph Road» a soarem melhor que nunca. O mesmo já não podemos dizer de «Sultans of Swing» ou «So Far Away», por exemplo, a perderem pedalada com o passar do tempo, embora sempre dignas.

 

A caminho dos 66 anos, MarkKnopfler está impecável em palco e atingiu quase a perfeição na escolha equilibrada de um alinhamento onde se percebe que tem tantos clássicos a solo como aqueles que deixou nosDireStraits. Isto é proeza só ao alcance de alguns.

 (foto: João Salema)

Edpcooljazz anuncia que concerto de Mark Knopfler Esgotou

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Depois dos concertos de Chick Corea & Herbie Hancock e de Caetano & Gil – Dois Amigos, Um Século de Música, é agora a vez de Mark Knopfler ver o seu concerto esgotar. Dos sete concertos que constituem esta 12ª edição do edpcooljazz, três deles registaram um sucesso absoluto e há mais um – o de Lionel Richie – que já tem poucos bilhetes disponíveis.

Novidades do edpcooljazz

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O edpcooljazz anuncia que os bilhetes para Caetano & Gil – Dois Amigos, Um Século de Música acabam de esgotar. Desta forma, tanto o concerto de abertura da 12ª edição do edpcooljazz - Chick Corea & Herbie Hancock – quanto o de encerramento, este que junta os dois ícones da música popular brasileira, vão estar com casa cheia. Tal como já havia sido anunciado, Mark Knopfler também está já nos seus últimos bilhetes mas ainda existem alguns disponíveis.

 

19, 23, 26, 28, 29, 30 e 31 são os sete números mágicos das sete noites imperdíveis de julho que a organização do edpcooljazz preparou para quem gosta de boa música. Pela primeira vez na história do festival três dos concertos realizam-se no estádio do Parque dos Poetas para poderem acolher os inúmeros fãs. São eles Mark Knopfler (28), Lionel Richie (30) e Caetano & Gil (31). Os restantes quatro decorrem no cenário luxuriante dos Jardins do Palácio do Marquês de Pombal, onde vão atuar Chick Corea & Herbie Hancock (19), António Zambujo (23), Lianne La Havas (26) e Melody Gardot (29).

 

Seguem abaixo várias informações úteis para que se possa desfrutar ao máximo do edpcooljazz. Para mais detalhes, aceder a http://www.edpcooljazz.com/info-util.html

«Tracker», Mark Knopfler - 4/5

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Aos 65 anos, o guitarrista faz crescer a discografia junto dos cúmplices de confiança e no leito onde se sente mais confortável. Depois de ter atingido um nível de excelência no anterior «Privateering», inspirado duplo de 2012, Mark Knopfler avança para uma dúzia de canções capazes de sintetizar o melhor que tem para nos dar.

Cada canção conta uma história, todas estão bem escritas, e os arranjos musicais atravessam os habituais quadros de folk, blues e inspirações celtas. As influências de Knopfler estão mais expostas e descaradas do que nunca, sendo que esta é a excelente notícia deste novo disco. A viagem de doze capítulos tem fortes aliciantes para quem tem seguido a carreira do músico. 

Há J.J. Cale em «River Towns», há enorme e excelente dose de Bob Dylan, com quem esteve numa digressão de onde sairam «Lights of Taormina» e «Silver Eagles». Também há saudades dos duetos com Emmylou Harrys, aqui disfarçadas em «Wherever I Go», bonita balada que encerra o disco na companhia de Ruth Moody, que retribui a parelha de Knopfler no seu disco de 2013 «These Wilder Things», que também recomendamos. 

Se tivermos que destacar dois pontos mais altos de «Tracker» vamos directos ao miolo do disco, faixa seis, onde encontramos «Broken Bones», irresistível blues em crescendo. Curiosamente, uma canção onde Mark Knopfler é solitário empreendedor.

Para o fim deixamos o colar de pérolas deste disco. À décima canção aparece «Beryl», um tema que rompe a regra da duração à volta dos cinco minutos de todas as outras músicas. Aqui são pouco mais de três minutos ao melhor estilo dos tempos dos Dire Straits. Logo na entrada faz lembrar «Sultans of Swing». Um piscar de olho aos fãs dos Dire Straits que vão adorar. Novo passo firme na digna carreira a solo de Mark Knopfler.

 

Mark Knopfler «Tracker»

Mercury/Universal 

 

João Gonçalves in Disco Digital

 

Mark Knopfler no edpcooljazz em Julho

Mark Knopfler, líder e ex-guitarrista da lendária banda Dire Straits, vai atuar em Portugal a 28 de julho, no edpcooljazz, no Estádio Municipal de Oeiras/Parque dos Poetas.

 

Esta será a primeira e única oportunidade que os fãs portugueses do músico britânico irão ter para ouvir ao vivo o novo álbum “Tracker”, que será lançado no próximo ano, mas também os grandes clássicos da sua carreira.

 

De hoje até ao dia 02 de outubro a venda será exclusiva no site MarkKnopfler.com do artista. Os bilhetes estarão à venda nos locais habituais a partir do dia 03 de outubro.

 

Knopfler, que está neste momento a ultimar este novo trabalho no seu estúdio de British Grove em Londres, tocará com os 7 elementos da banda que o têm acompanhado nestas últimas décadas: Guy Fletcher (teclados), Richard Bennett (guitarra), Jim Cox (piano), Mike McGoldrick (flauta e flautim), John McCusker (violino e cítara), Glenn Worf (baixo), e Ian Thomas (bateria).

Tracker é o nono álbum a solo do músico, numa sequência que teve início em 1996 com o lançamento do Golden Heart. Este novo trabalho contém também performances de artistas convidados como Ruth Moody, Bruce Molsky, Nigel Hitchcock e Phil Cunningham.

«Privateering», Mark Knopfler


Aos 63 anos Mark Knopfler edita o seu sétimo disco a solo e passa a ter mais em nome próprio do que com os Dire Straits; sete contra seis. Para assinalar esse marco, Knopfler não fez a coisa por menos e regista aquele que é, sem dúvida, o melhor capítulo da sua obra a solo.

 

Como nada é por acaso há evidentes razões para ter chegado a este novo álbum de forma triunfante. Privateering é o resultado da soma dos seus seis discos anteriores e respectivas digressões onde navegou pelos ambientes americanos da country e blues alternando com o imaginário de contos e baladas celtas. Knofler criou uma permanente ligação de tradições anglo-americanas e foi ficando com os músicos que melhor se encaixavam nas suas ideias. O resultado é este bonito e arriscado formato de duplo álbum com dez canções de cada lado.

 

À partida parece um exagero de canções mas depois de uma primeira audição fica a clara ideia que é necessário dissecar muito bem esta vintena. Isto porque o alinhamento alterna ambientes mais festivos com introspecção. Há blues a sério em «Hot or What», há baladas surpreendentes como a excelente «Radio City Serenade», com um piano a fazer milagres e até há uma ramificação de «Money for Nothing» em «Corned Beef City» a selar o reencontro com Guy Fletcher (Dire Straits) que veio para ficar desde o anterior disco e além dos teclados também se ocupou da co-produção.

 

Resta dizer que a toda esta boa forma não é alheia a companhia de Bob Dylan com quem andou em digressão no ano passado. Estivemos na última noite dessa digressão em Londres e foi lá que ouvimos pela primeira vez «Privateering» (onde se fala em vinho da Madeira) e «Haul Away», dois dos melhores momentos deste disco, e que podiam ser tocados com Dylan sem grande esforço. Agora ambos editam bons discos novos na mesma semana e vão repetir a digressão em conjunto nos Estados Unidos da América. Não pode ser só coincidência a boa forma dos dois velhos amigos.

Para terminar sentenciamos aqui que se o mundo fosse um lugar perfeito todas as rádios passavam «I Used To Could». Várias vezes ao dia.

 

in Disco Digital

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Novo álbum de Mark Knopfler em Setembro


O oitavo álbum a solo de Mark Knopfler, «Privateering», vai ser editado a 3 de Setembro.

 

Aquele que é o primeiro disco duplo do ex-Dire Straits, percorre diversos lugares e personagens com o Atlântico a unir inspirações americanas e europeias. São convidados Kim Wilson(harpa), dos Fabulous Thunderbirds, Tim O'Brien(mandolim), a cantora Ruth Moody dos The Wailin' Jennys, Paul Franklin (pedal steele) e Phil Cunningham (acordeão).

O registo traz uma vintena de canções. As gravações decorreram no estúdio British Grove, propriedade de Knopfler.

 

in Disco Digital

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