Ainda há bilhetes disponiveis, regulares pela Ticketline Portugal e respectivas lojas aderentes e bilhetes personalizados através de: reservas@freemusic.pt, no Cine Incrível, na Glam-O-Rama Rock Shop e na Carbono Amadora!
Regresso triunfante dos Mão Morta aos palcos com um concerto em Lisboa que marcou o arranque da digressão nacional Pelux in Motion no Dia Mundial da Música.
Um ano e meio após a edição de «Pesadelo em Peluche», os Mão Morta regressaram à vida de palcos com o álbum citado bem digerido. É uma mistura de celebração e agitação provocadora quando se escutam os clássicos da discografia da banda. Aqui podem pensar que isso já é tudo o que se sabe dos concertos de Mão Morta. Ok, é verdade mas o contexto social que vivemos torna tudo isto muito mais intenso.
Estamos numa noite de Outubro e é verão, estamos a pagar para ver um concerto e mais do que nunca fazemos contas à vida, temos um emprego (os que têm a felicidade de ter) e não sabemos até quando, assistimos à queda de uma economia que nos arrasta mas ainda nem sabemos bem para onde nem com que consequências. Estamos verdadeiramente num quadro negro em que nos sobra pouca coisa que dê prazer. É aqui que o festejo do Dia Mundial da Música ganha um novo sentido; se vamos ouvir música então que seja daquela que mexe connosco, nos faz torcer o pescoço, levantar os braços, agitar as ancas, gritar em fúria e libertar energias acumuladas.
A aposta certa para tudo isto só pode ser a música dos Mão Morta que sempre esteve por aí, que sempre andou connosco ao longo das últimas época mas que nunca como hoje nos serve tanto à medida.
Adolfo sabe que tudo isto é verdade e, por isso, contribui para que a experiência seja levada ao máximo. «Façam alguma coisa por vocês porque o tempo não espera por vós». E o povo faz, entrega-se de corpo e alma ao alinhamento que mistura canções mais recentes com outras sagradas. Também há provocações do vocalista em forma de elogios a Paris na introdução do tema com o mesmo nome mas o que vale mesmo uma noite com os Mão Morta é ver como Adolfo se entrega à interpretação de «Destilo Ódio» gritando em loop como que reagindo à pasmaceira com que fora da sala se consomem caipirinhas em esplanadas infestadas de perfumes caros desprezando a negritude dos tempos que correm.
A excelente forma que a banda apresenta teve como resultado dois regressos «forçados» por um público motivado que não se contentou com uma ponta final intensa ao som de «Tetas da alienação» e «Vamos Fugir». Tudo acabou com «Charles Manson» em final épico. Não querendo desvendar os pormenores que os leitores poderão descobrir numa sala perto de si por esse país fora sempre digo que vale a pena esperar pela recta final quando Adolfo toma conta da dança de uma bela dançaria serpenteante. Momento magnifico a descobrir.
Quando mais nos faziam falta os Mão Morta não falham e mostram que podemos contar com eles para agitar e reagir. Ainda bem.
PS: depois de «Charles Manson» ainda houve «Anarquista Duval»
Peluches fofinhos num cenário de horror. É o que promete a nova digressão dos Mão Morta, "Pelux In Motion", que vai percorrer um pouco de todo o país entre o dia 1 de Outubro e 4 de Novembro.
O grupo liderado pelo carismático Adolfo Luxúria Canibal tem planos para apresentar um espectáculo controverso e negro, desprovido de efeitos. E quem quiser saber mais tem várias datas à escolha.
Aqui ficam:
1 de Outubro - Lisboa - Sala TMN ao vivo (antigo armazém F)
6 de Outubro - Coimbra - Teatro académico Gil Vicente
15 de Outubro - Castelo Branco - CineTeatro Avenida
20 de Outubro - Faro - Teatro das Figuras
21 de Outubro - Portalegre - CAE
29 de Outubro - Famalicão - Casa das Artes
31 de Outubro - Viana de Castelo - Teatro Sá Miranda
4 de Novembro - Ílhavo - Centro Cultural
As entradas para este espectáculo variam entre os 10 e os 12 euros, e são vendidas nas bilheteiras das próprias salas, com excepção da data de Lisboa, à venda na ticketline por 15 euros (17 no próprio dia).
A confirmação da presença dos The Cult e os 18 concertos de bandas em estreia em Portugal são os grandes destaques do cartaz da 18.ª edição do Festival de Paredes de Coura apresentado ontem.
"Somos o festival que mais estreias fez em Portugal e esta edição não vai ser excepção, com 18 estreias de bandas em Portugal, o que é fantástico para uma terrinha do interior, esquecida durante o ano", frisou hoje João Carvalho, da Ritmos, responsável pela organização do evento, que decorre entre 28 e 31 de Julho.
Com o cartaz já completamente fechado, José Barreiras, responsável pela programação do 18.º Festival de Paredes de Coura, destacou "claramente" a confirmação dos The Cult, bem como a das bandas portuguesas Mão Morta e as Vozes da Raiva.
Os lendários Cult sobem ao palco principal do Festival de Paredes de Coura dia 29. Responsável por êxitos como "Go West", "Rain" ou "Fire Woman", a banda liderada por Ian Astbury revisitará os principais temas que marcaram o percurso de duas gerações.
Outro grande destaque da programação desta edição é o regresso do palco Iberosounds, depois de dois anos de ausência, que tem como convidados os Lost Park e Nouvelle Cuisine (dia 29), os Madame Godard e Boat Beam (dia 30) e os Triangulo de Amor Bizarro e Samuel Úria (dia 31).
"A venda antecipada de bilhetes leva-nos a crer que esta edição vai manter as 20 mil pessoas diárias, o que mostra a saúde do festival", comentou João Carvalho, enquanto José Barreiras preferiu destacar a importância do certame como "vento aglutinador de todo o noroeste peninsular".
Peter Hook, Klaxons, The Specials, The Prodigy, The Dandy Warhols, Gallows, We Have Band, White Lies, Enter Shikari, Best Coast, Vivian Girls, The Tallest Man on Earth, Caribou, Eli "Paperboy" Reed, Jamie T, Los Campesinos!, Memory Tapes, Plan B, The Courteeners e Cosmo Jarvis são os restantes nomes que completam o cartaz do Festival de Paredes de Coura
Os bracarenses Mão Morta, sem dúvida uma das mais importantes bandas portuguesas, estreiam-se no Optimus Alive!10, em ano de comemoração de 25 anos de carreira. Com o novo álbum, "Pesadelo em Peluche", editado dia 19 de Abril, os Mão Morta comprovaram que continuam tão sagazes e cortantes como sempre.
A nova música dos Mão Morta pode ser ouvida na página do jornal Expresso:
Assinalando os 25 anos dos Mão Morta, o Expresso e a Universal Music Portugal dão-lhe a oportunidade de receber em exclusivo, ao longo de uma semana, o novo tema "Novelos de Paixão".
A música integra o novo álbum de originais, "Pesadelos em Peluche", que a banda de Adolfo Luxúria Canibal irá lançar 19 de Abril. Clique aqui para fazer o download .
Informa o Cotonete: Os Mão Morta vão apresentar o novo álbum "Pesadelo em Peluche" no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em finais de Abril (dia 28 ou 29) - o título do disco e a data ao vivo na capital foram apurados pelo Cotonete junto de Adolfo Luxúria Canibal, o vocalista da banda minhota.
O concerto lisboeta abre uma digressão nacional que vai tentar privilegiar as capitais de distrito - a seu tempo, tentaremos noticiar mais novidades sobre a agenda dos Mão Morta.
O Cotonete soube, pelas palavras do vocalista bracarense, que o novo álbum, a sair em meados de Abril, vai contar com a colaboração de Fernando Ribeiro (dos Moonspell e dos Hoje) numa das novas canções dos Mão Morta.
«É um álbum que partiu do universo do [J.G.] Ballard [famoso autor de livros de ficção cientifica] mas que não está preso» à sua escrita, refere Canibal que promete um álbum de «canções rock curtas. Depois do "Maldoror" [obra de músicas mais complexas], vamos fazer um regresso às nossas origens rock & roll».
Segundo nos avança Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta têm já prontas 12 músicas, embora ainda não haja um número de faixas definido para "Pesadelo em Peluche".
O novo longo, que será finalizado este mês, vai ser o primeiro álbum de originais a ter o selo da multinacional Universal.
Na próxima semana, vai ser editada a caixa "Mão Morta 1988-1992" que agrupa os primeiros quatro discos do grupo nortenho: "Mão Morta" (de 1988), "Corações Felpudos" (de 1990), "O.D., Rainha do Rock & Crawl" (de 1991) e "Mutantes S.21" (de 1992).
Considerando que os três primeiros discos dos Mão Morta(Mão Morta, 1988; Corações Felpudos, 1990; O.D., Rainha do Rock & Crawl, 1991) estão há muitos anos esgotados no mercado, quer as edições originais em vinil quer as reedições em CD efectuadas em 1998, e que o mesmo acontece com o seu quarto disco (Mutantes S.21, 1992), originalmente editado em vinil e em CD e nunca reeditado, e dada a grande procura que existe pelos mesmos, a Cobra decidiu reeditá-los em CD, numa edição cuidada, respeitando o mais possível quer o conteúdo quer o grafismo das edições originais em vinil, utilizando capas de cartão e inserindo-lhe os desenhos gráficos que constavam das suas folhas interiores.
A reedição é feita numa sóbria e elegante caixa, de edição limitada, com o título Mão Morta 1988-1992, que acomoda os quatro álbuns individualizados e as respectivas capas. Pretende-se assim dar o devido destaque ao que já é considerado como património histórico da música portuguesa e valorizar a sua reedição, conferindo-lhe qualidades de objecto de colecção. Estes discos compõem a primeira fase da já longa carreira dos Mão Morta, a mais acerrimamente underground, desde a pedrada no charco que foi o álbum homónimo e que lhes granjeou o culto que ainda hoje perdura até ao reconhecimento do grande público com Mutantes S.21 e o êxito de Budapeste, construindo os alicerces do nome incontornável que são hoje os Mão Morta na música nacional.