Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Kendrick Lamar nos MTV Video Music Awards

mtv-vmas-logo-620x360.jpg

 

O momento da noite nos MTV Video Music Awards com Kendrick Lamar:

 

Vencedores:

 

Video of the Year: Kendrick Lamar - Humble

Artist of the Year: Ed Sheeran

Best collaboration: Zayn and Taylor Swift - I Don't Wanna Live Forever

Best New Artist: Khalid

Best Hip Hop: Kendrick Lamar - Humble

Best Dance: Zedd and Alessia Cara - Stay

Best Pop: Fifth Harmony feat. Gucci Mayne - Down

Best Fight Against the System: The Hamilton Mixtape - Immigrants (We Get the Job Done), Alessia Cara - Scars to Your Beautiful, John Legend - Surefire, Logic feat Damian Lemar Hudson - Black Spiderman, Big Sean - Light, Taboo feat. Shailene Woodley - Stand up/ Stand N Rock #NoDapl

Best Direction: Dave Meyers and The Little Homies (for Kendrick Lamar - HUMBLE)

Best Cinematography: Kendrick Lamar - HUMBLE

Best Art Direction: Kendrick Lamar - HUMBLE

Best Choreography: Kanye West - Fade

Song of the Summer: Lil Uzi Vert - XO Tour L1if3

Best Visual Effects: Katy Perry feat. Skip Marley - Chained to the Rhythm

Best Editing: Young Thug - Wyclef Jean

Michael Jackson Video Vanguard Award - Pink

Super Bock Super Rock, Dia 3: (L)Amar Kendrick!

Kendricklamarsbsr2016.jpg

O melhor ficou mesmo guardado para o fim. O terceiro dia do SBSR 2016 marca a diferença entre um dia normal de festival e um acontecimento. O que se viveu no MEO Arena depois da meia-noite não tem par. Uma multidão consagrou Kendrick Lamar como Rei do Parque das Nações e além-Tejo. Foi o culminar de um dia inesquecível cheio de sugestões musicais arriscadas e certeiras. Fica para a história como um dos melhores da longa vida do Super Bock Super Rock.

 

O aparato policial, a apertadíssima revista de segurança à entrada que originou enormes filas a meio de mais uma tarde tórrida à beira Tejo, anunciavam um dia diferente. Sentia-se uma vibração boa no ar, o ambiente era de felicidade, os festivaleiros circulavam com grande movimento entre os vários palcos, os sorrisos constantes e lia-se na mente de todos: era o dia do encontro mais esperado com Kendrick Lamar. 

Anos e anos a tratar a cultura do hip hop de forma sempre diferente, com receio e sem se saber se era algo de nichos, modas ou de massas. Não era preciso mas ontem ficou provado que o movimento não é lateral, não é geográfico, não é de bairro nem de segredos. Podem não ter dado por isso mas hoje a música mais ouvida em stream, Spotify por exemplo, não é rock. É hip hop. Mesmo que as rádios mais ouvidas não se atrevam a passar o que toda uma geração absorve, o hip hop está lá.

A aparição de Kendrick no SBSR teve logo impacto com o público a esgotar os bilhetes deste dia com antecedência. A maior enchente que o pavilhão principal do festival registava à hora marcada para o arranque do concerto não deixava dúvidas. Toda uma geração ancorada estava ali para celebrar, agradecer, participar e acarinhar K-Dot, que aos 29 anos tem o mundo aos seus pés. 

A entrega, a concentração, o compromisso com Kendrick encara este desafio é o esperado. A qualidade superior da banda de suporte formada por guitarra, teclados, bateria e baixo, estão à altura do momento e dão sentido à omnipresente citação de George Clinton que ilustra o cenário: «Look both ways before you cross my mind».

O que eleva este concerto de excelente para o nível histórico é a resposta e entrega popular. Absolutamente impressionante a comunhão entre palco, plateia e bancadas. Cerca de duas dezenas de milhar a debitarem todas as letras do principio ao fim, tudo, mas mesmo tudo, de braços no ar sincronizados com Kendrick. Várias músicas acompanhadas com saltos imparáveis dando a ideia que o chão do MEO Arena era um imenso colchão de molas.

Kendrick está habituado a ser recebido com euforia por esse mundo fora mas até ele estava impressionado com esta festa. Ele que nos parece incrivelmente humano e simples apesar de sentirmos que estamos a viver algo de transcendente. Ele que fez questão de conhecer um dos jovens mais idolatrados do nosso país nos dias de hoje, conviveu com o campeão Renato Sanches que partilhou o momento fotograficamente no seu Instagram.

Lamar quis ouvir o povo chamar pelo seu nome enquanto lhe fazia vénias, ao melhor estilo de um deus dos relvados. Lamar ficou em silêncio com a sua banda para dar voz à loucura de uma geração que vive dias felizes ao sentir que testemunham a mudança de um triste fado de um país que está a mostrar ao mundo a sua força pela via desportiva. O título europeu de hóquei em patins tinha acabado de ser conquistado mas ainda é o cântico que imortaliza o feito de Éder que é cantado perante alguém que é a inspiração sonora e literária de todos ali presentes.

Fica complicado, para não dizer impossível, expressar aqui o quão grandioso foi este concerto de Kendrick Lamar com o seus súbditos. Por arrasto, torna-se muito injusto para todos os músicos que ajudaram a tornar este dia tão especial nos diversos palcos relegá-los para um espaço secundário menor, mas quase todos eles partilham da nossa opinião que o rei foi mesmo Kendrick.

Obrigatório destacar o bom concerto dos Orelha Negra a caminho do terceiro disco e com um desfile pedagógico de ritmos e batidas que constroem o futuro do passado. No mesmo caminho o regresso dos De La Soul a Lisboa também ficou marcado, especialmente, por recordações de temas que mudaram a história do hip hop e que ainda hoje contagiam multidões: «Me Myself and I» acima de todos.

No palco da Antena 3 houve sempre muito público interessado e conhecedor das propostas para este dia. Slow J e Mike El Nite aproveitaram o momento e terão angariado mais fãs para as suas causas. Os Salto e, especialmente, o tributo A Purple Experience, liderado por Moullinex, que juntou nomes como Selma Uamusse, Samuel Úria, Marta Ren, Best Youth ou Da Chick merece repetição numa noite só para ouvirmos as canções de Prince bem tratadas pelos seus contemporâneos nacionais.

Também é de pensar uma nova oportunidade para apresentar excelente ideia de reinterpretação do disco «Psicopátria» de 1986 que marca a carreira dos GNR. Aqui só deu para uma curta visita, a proposta merece um momento só para si sem ser no meio do furacão Lamar.

Já Capicua teve mais povo à sua frente, embora o espectáculo se mantenha praticamente o mesmo que vimos em vários festivais do ano passado, a mensagem é sempre festejada porque não sabe fazer maus concertos e jogava no seu habitat sonoro.

Também Kelela deixou saudades e regresso desejado após a estreia na ZDB.

O SBSR arriscou muito na construção do cartaz à volta da figura maior, Kendrick, e ganhou a aposta. Foi uma autêntica overdose de boa música a encerrar a 22ª edição que ficará marcada por este dia histórico e por um cartaz diversificado que, como raras vezes observámos, jogou em várias frentes e a todas agradou.

 
João Gonçalves para o Disco Digital

Kendrick Lamar no SBSR 2016

kendrick-lamar-i-live-toronto-video-main.jpg

Kendrick Lamar vai actuar no derradeiro dia da 22ª edição do festival Super Bock Super Rock que se realiza a 14, 15 e 16 de Julho no Parque das Nações.

O MC de Compton, que arrebatou dois Grammys em 2014 e lidera a lista de nomeados deste ano para esses mesmos prémios, regressa assim a Portugal depois da memorável actuação no NOS Primavera Sound 2014.

Taylor Swift - Bad Blood ft. Kendrick Lamar

Taylor-Swift-Bad-Blood-2015-Remix-1200x1200.png

«Bad Blood (Remix)» tem a participação de Kendrick Lamar em dois versos. No vídeo participam as actrizes Jessica Alba, Lena Dunham Mariska Hargitay, Ellen Pompeo e Selena Gomez; as modelos Karlie Kloss, Cara Delevingne, Gigi Hadid e Cindy Crawford; e as cantoras Hayley Williams e Ellie Goulding.

O vídeo tem realização de Joseph Kahn. A estreia ocorreu na última madrugada nos prémios da Billboard.

A versão original da canção vem no álbum «1989». 

in Disco Digital

 

 

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D