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Grandes Sons

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Grandes Sons

The xx Night + Day na Torre de Belém: TeXXo Beat

 

Foi um sucesso esta aposta de um dia e noite de música escolhida pelos The XX nos jardins em frente à Torre de Belém. Houve grande adesão popular, bons momentos musicais e um concerto inesquecível que os mentores do evento fizeram questão de oferecer aos muitos fãs.

Este dia 5 de Maio, domingo que assinalava o dia da Mãe, fica marcado pela festa Night & Day que os The XX montaram em Belém. Cheirou a abertura de época de festivais de verão.

 

Desde cedo que o relvado foi invadido por grupos de jovens e graúdos, elas desfilando os calções curtos da moda, eles de t-shirts recuperadas da gaveta após um rigoroso inverno. Sentia-se boa disposição no ar e sede de concertos. Dividindo o recinto ao meio temos para a frente da mesa de som e projectores de luz o espaço da plateia mais concentrada no palco principal e que esteve sempre bem composto, e para trás dessa ilha havia mais movimentação entre as laterais onde estavam os pontos de venda de comida e de cerveja além, claro, do coreto, já conhecido do Festival Alive, onde iam passando os conceituados DJ´s nos intervalos de mudanças no palco principal.

 

O ritmo de desfile de bandas foi sempre intenso e sem quebras. Entre coreto e palco principal nunca houve silêncio.

Falava-se em mais de dez mil pessoas no recinto e o número até deve ter sido mais alto. Muitos estrangeiros presentes, a fazer lembrar o ambiente do Alive do ano passado, algumas caras conhecidas do mundo da televisão e música nacional e muitos fãs.

Musicalmente temos de destacar a passagem de John Talabot que contou com a ajuda de Pional em palco para apresentar o disco «Fin» editado no ano passado e que passou ao lado de muita boa gente. Altura ideal para aconselharmos o seu consumo, tal como se viu hoje em Belém a música do catalão Talabot até faz dançar as pedras da Torre. Um momento grandioso foi a presença dos dois XX, Jamie e Romy, para recriarem ao vivo a Blinded Remix que Talabot e Pional fizeram para «Chained». Mágico.

 

Os Chromatics voltaram a deixar excelentes impressões em palco tal como aconteceu no ano passado em Paredes de Coura. Os norte-americanos da editora Italians Do It Better continuam a fazer render o excelente álbum «Kill For Love» muito apreciado pela plateia como se provou na recepção entusiástica a cada tema. O final de actuação com a versão de «Hey My My (Into The Black)» de Neil Young é absolutamente arrebatador.

 

Mais cedo os portugueses PAUS fizeram por justificar o generoso convite dos The XX e retribuíram em palco com grande desempenho a simpatia que os ingleses transmitiram numa mensagem que a banda de Joaquim Albergaria partilhou com o mundo via facebook. 

Mount Kimbie talvez tenha sido o nome mais discreto durante a maratona de concertos no palco principal . O duo britânico até tem trunfos fortes no disco de 2010 «Crooks and Lovers» e está em vias de editar novo disco pela prestigiada Warp mas não deixou grandes marcar neste dia.

Via-se que a festa era dos XX, além da aparição no concerto de Talabot, houve espaço para Jamie XX passar uns discos no coreto agitando os fãs. Claro que o ponto alto era o concerto dos The XX. Ficámos até com a ideia que houve muitas pessoas a chegarem em cima da hora da subida ao palco dos actores principais deste dia. Não que isso tenha evitado as enormes filas que se formaram para todas as bancas de comida e cerveja. Ninguém pareceu incomodado com as longas esperas, parecia até que já havia saudades destes rituais próprios de Festivais de verão.

O melhor elogio que nos ocorre dizer sobre a actuação dos The XX é esta: se todo este evento tivesse sido reduzido apenas ao concerto deles já teria valido muito a pena ter acontecido.

 

Os The XX conseguiram em pouco mais de uma hora encher-nos a alma, os olhos e a mente de boa música e um ambiente único devido à excelente combinação entre fumos e jogos de luzes. Por vezes criava-se um tecto de cor e névoa por cima de nós ao som dos temas dos dois discos editados e assimilados por uma considerável legião de fãs que reconhece cada canção aos primeiros sinais e cantam todas as músicas do principio ao fim. De «Try» a «Angels» não houve momentos maus. A cumplicidade do trio em palco é enorme, a postura de Romy e Jamie mais na frente do palco é equilibrada e a simplicidade com que interpretam as suas músicas é encantadora.

 

Por momentos olhamos para fora do recinto e anotamos que se tudo fosse tão positivo dali para fora como estava a ser ali dentro, tínhamos a Torre de Belém devidamente iluminada para ser o destaque da noite. Mas não, nem iluminada e nem uns projectores a apontarem-se uns X´s, como alguém ao nosso lado sugeriu. É uma visão simbólica, no jardim ocupado por artistas que sabem passar a sua mensagem há uma celebração festiva da música, dali para fora é a escuridão. A escuridão em que o povo cada vez se sente mais perdido e por isso anseia por dias de festa como o de hoje. Após o memorável concerto dos organizadores, que não se cansaram de elogiar Lisboa e os seus fãs, ainda houve como brinde uma actuação de DJ dos senhor James Murphy. Uma honra, um luxo ter um nome destes a fechar um domingo especial e que marca o arranque destas festas XX que terão a seguir a versão de Berlim e Londres. A versão lisboeta foi um sucesso.

 

João Gonçalves

Disco Digital

James Murphy traz showcase da DFA a Portugal


James Murphy anunciou no programa de rádio de Tim Sweeney o regresso a Portugal.

O patrão da DFA e líder dos agora extintos LCD Soundsystem vai trazer o showcase de comemoração do décimo aniversário da editora, repetindo o formato em que se apresentou no último Super Bock Super Rock: o de DJ.

Por revelar está a data do regresso a Portugal. Pode ouvir a entrevista e um set de três horas de Murphy aqui.

 

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