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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Os Iron Maiden Estão Vivos Por Cá

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 O novo álbum dos Iron Maiden, «Book of Souls», entrou directamente para o primeiro lugar do top nacional de álbuns. A banda desalojou os D.A.M.A. que cairam para terceiro. Em segundo, uma outra entrada nova para «Sometime Last Night» dos R5. Os Iron Maiden são líderes em Portugal e em territórios importantes como o Reino Unido e a Alemanha. Nos EUA, estreiam-se num inédito quarto lugar.

Iron Maiden na MEO Arena: Aula de história de rock

Regresso arrasador dos ingleses a Portugal. Perante uma sala esgotada desfilaram clássicos atrás de clássicos assinando um concerto perfeito.

Final de tarde ventoso, cinzento, frio e com chuva neste mês de Novembro, perdão, Maio e a romaria nos arredores do MEO Arena não deixava margem para dúvidas: era noite de reunião da tribo metaleira. As roupas pretas, os cabelos compridos, as T-shirts do Eddie e o olhar reprovador de quem está de passagem para o regresso a casa. Era este o ambiente que se vivia. Nas filas para entrar assistimos a vários reencontros, uns emocionados, outros embaraçosos mas sempre dentro da lógica do «pá, já não te via desde o Liceu".

 

Com isto não queremos dizer que os dezoito mil fãs que há muito tempo tinham esgotado a sala eram todos quarentões ou mais velhos. Nada disso. Vimos muitos cabeludos grisalhos, sim, mas em número muito equilibrado com gerações mais recentes com destaque para muitas crianças já entregues à arte do air guitar e do headbangin´ como se viu ao longo da noite.

 

Diga-se que esta tribo, que fora do pavilhão cria desconfiança aos olhares desatentos, é a que forma melhor público, deixando viver o concerto ao máximo. Isto porque o som das guitarras é tão potente que não há cá conversas a meio das canções a incomodar, nem monólogos nos telemóveis ao lado. Até as palmas são batidas com critério e sentido.

 

Isto só é possível num concerto com uma banda que é uma verdadeira instituição na história do rock pesado, heavy metal ou o que lhe queiram chamar. Os Iron Maiden ao vivo representam tudo o que aprendemos e conhecemos do rock das guitarradas nervosas e galopantes. Apresentam-se cientes do peso que têm e justificam a sua importância com um espectáculo arrebatador inspirado no melhor que se viu nos anos 80 mas sem ponta de mofo nem revivalismos bacocos. Está aqui recuperada a famosa digressão de 1988, «Seventh Son Tour: Maiden England», repleta de clássicos que marcaram as quatro décadas de vida da banda em que influenciaram outras tantas gerações de rock mais ou menos pesado.

 

Canções que por si também já tinham ido beber a outros cantos sagrados do rock como Black Sabbath ou Led Zeppelin, tal a imortalidade da voz, bateria e dos muros de guitarras de «Run To The Hills», «Phantom Of The Opera», «Wasted Years», «Seventh Son Of A Seventh Son» ou «Fear Of The Dark». Todos estes clássicos e muitos outros foram interpretados num palco com um cenário personalizado para cada tema. Muitas chamas de fogo, um fundo sempre em formato de capa de vinil , outra imagem de marca da banda, a ilustrar cada canção e o inevitável aparecimento de Eddie The Head, a mascote em vários tamanhos e poses, sempre com jogos de luzes fortes à boa maneira dos anos 80.

Bruce Dickinson e Steve Harris, os dois elementos mais carismáticos, aparentam estar em excelente forma e só são atraiçoados pelo mau som da sala. Começaram com uma pontualidade britânica e durante duas horas desfilaram um alinhamento de sonho que deixou o esgotado MEO Arena a suar. Um encore com «Aces High», «The Evil That Men Do» e  «Running Free» marcou o fim do concerto.

As luzes da sala acenderam-se e a provar que isto é tudo gente de bem está a banda sonora escolhida para a debandada, «Always Look on the Bright Side of Life» dos Monty Python. 

 

Arriscamos que ninguém saíu desiludido deste concerto, até vimos ao nosso lado Tony Carreira e Mickael Carreira a abanarem a cabeça ao som de «The Clairvoyant»!

 Uma aula de história do rock ao vivo e a cores. Memorável.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Sessão única de "Iron Maiden: Flight 666" em Portugal

Bilhetes à venda a partir desde ontem para o documentário, exibido dia 21 em várias cidades portuguesas, sobre a digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008

Uma única sessão, diríamos que do Inferno, para ver em Portugal "Iron Maiden: Flight 666", o documentário de Scott McFayden e Sam Dunn sobre a primeira parte da digressão dos históricos do "heavy metal" em 2008. A data de estreia é mundial e os bilhetes para a sessão única, mas em várias cidades portuguesas, estão à venda a partir de hoje. O preço são uns icónicos 6,66 euros.

No dia 21, "Iron Maiden: Flight 666" passa no Porto (cinemas Marshopping e Parque Nascente), em Lisboa (Vasco da Gama e Alvaláxia), Almada (Almada Fórum), Torres Vedras (Cinema Zon Lusomundo Torres Vedras) e na Figueira da Foz (Foz Plaza). A Zon Lusomundo diz esperar "uma corrida aos ingressos tal como aconteceu em todos os países onde as mesmas exibições já foram anunciadas".

O filme persegue a banda britânica entre Fevereiro e Março do ano passado, quando entraram em digressão para promover o álbum "Somewhere Back In Time". Esta etapa da digressão passou por 13 países e 23 concertos em estádio e arenas esgotados (500 mil fãs) em três continentes - Ásia, Austrália e América. Foram 45 dias e 70 mil quilómetros a bordo do Boeing 757 pintado com o logo da banda e com a sua mascote, Eddie, na cauda, e com o cantor Bruce Dickinson na cabine de pilotagem. O nome do avião? Ed Force One. Lá dentro, além da banda e da sua equipa, 12 toneladas de equipamento (palco incluído).

"Iron Maiden: Flight 666" foi recentemente premiado no festival texano South By Southwest com o galardão 24 Beats Per Second. Em Portugal, passa em Som Surround 5.1 e com mistura do produtor dos Maiden, Kevin ‘Caveman' Shirley. Além de excertos das actuações, o documentário mostra os bastidores da digressão.

Os Iron Maiden estão no activo desde 1975 e lançaram já 14 discos de originais, para além de nove registos ao vivo. Estiveram em Portugal no Verão passado no Super Bock Super Rock e passaram pelo Pavilhão Atlântico em Junho de 2005 para assinalar os 25 anos de carreira.

in ipsilon

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