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Grandes Sons

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Grandes Sons

NOS Alive, Dia 2: Sim, foi especial. Mas só no fim.

Radioheadalive2016.jpg

 

Houve oferta musical para todos os gostos e, embora, todos os caminhos fossem dar ao regresso dos Radiohead, foi uma sexta feira com vários concertos marcantes nos diferentes palcos: Father John Misty à cabeça, passando pelas excelentes propostas nacionais e terminando a altas horas da madrugada ao som irresistível dos Hot Chip.

 

Pouco antes das 23h00 chegava o momento mais esperado do dia, do festival e até da temporada festivaleira: os Radiohead subiam ao palco maior do Alive. 

Há algo de muito misterioso entre o efeito que o nome dos Radiohead tem no fenómeno de esgotar este festival com vários meses de antecedência e a causa com observamos a reacção, ou a falta dela, da multidão na primeira metade do concerto. Aparentemente, durante o dia percebe-se que todos estão ali para ver Radiohead mas quando começa o concerto parece que só no espaço imediato em frente ao palco há fãs realmente rendidos ao que a banda propõe tocar. 

Na prática, entre a primeira dezena de canções tocadas estão seis do novo álbum «A Moon Shaped Pool» que são recebidas sem grande entusiasmo. O volume baixo do som também não ajudou mas o que sentimos no meio da plateia é que há desconhecimento sobre a obra recente da banda que motivou aquela enchente. 

 
Também não nos pareceu que a maior parte do público tenha notado a ausência de passagens por «Amnesiac» no alinhamento e apenas sentimos verdadeiro entusiasmo quando foram convocadas canções de «OK Computer» - primeiro encore incluído.

Os Radiohead são uma banda que gozam de uma estranha veneração de um público que parece só gostar de um ou dois álbuns e algumas vinhetas soltas da sua discografia. Quando estes pontos coincidem entre alinhamento e plateia o resultado é épico mas a maior parte do tempo é esquisito ver a entrega da banda não reflectida na maior parte dos assistentes.

Explicado este sentimento ambíguo, é fácil de imaginar a satisfação que se verificou quando Thom Yorke ataca «Paranoid Android», «Nude», «2+2=5» e «There There». Despedem-se em alta e voltam para o desejado derradeiro encore que provoca uma das reacções mais bizarras que assistimos em 10 anos de festival. Aos primeiros acordes de «Creep», centenas de pessoas que já estavam na porta de saída do recinto fizeram marcha atrás e foi ver uma correria incrível para verem e ouvir algo de tão raro. 

O autor destas linhas assistiu ao fenómeno enquanto recordava o ano de 1993 quando viu a mesma música ser celebrada por um mais que lotado Pavilhão do Belenenses na primeira parte de um concerto dos James. «Creep» aconteceu, e será isto que marcará a passagem dos Radiohead pelo Alive em 2016. «Karma Police» até soou melhor que nunca depois disto. 

Reduzir o segundo dia do NOS Alive ao fenómeno Radiohead seria injusto e negligente.No palco NOS, os Tame Impala regressaram e mostraram que mantém intacta a chama psicadélica do seu rock que os une a uma considerável mancha de fãs. Continuam a soar tão intensos como nos discos e nunca melhor nem maiores. Já não é mau. 

Os Foals cresceram bastante desde a última passagem por este festival. Mais conteúdo musical, muito mais experiência de palco e uma ambição enorme em se transformarem uma banda de massas à altura da grandeza da plateia do Alive. Vão no bom caminho mas não nos parece que sejam os próximos Coldplay.

Muito bem soou a proposta pop dançável dos juvenis Years & Years. Depois das 18h00 não se podia pedir nada mais ingénuo e refrescante que as melodias de «King» ou «Desire» do engraçado album «Communion» destes londrinos.

Para contextualizar o segundo dia do Palco NOS Clubbing, explicamos que as escolhas foram de DJ Kamala que convocou algumas das propostas mais interessantes de vários estilos músicais produzidos por cá. Destacamos a excelente forma de Sam The Kid a acompanhar Mundo Segundo e a versão afro do veterano DJ Rocky Marsiano que atraiu festivaleiros de várias origens para uma festa de dança étnica. Mas a grande actuação da noite vai para Da Chick e sua trupe que arrasou no período pós-Radiohead com o cocktail de funk e disco liderado pela irrequieta Teresa Freitas de Sousa. 

Perdemos a conta ao número de visitas ao Palco Heineken que fizemos durante esta segunda etapa. Vimos os Jagwar Ma a confirmarem créditos muito cedo e ficámos convencidos com a postura rock da australiana Courtney Barneet que defende o seu disco «Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit» bem com alto e bom som. Literalmente.

Voltámos pelas 22h00 para assistir ao concerto mais cénico e marcante deste espaço, Father John Misty não defraudou as expectativas. Quando Joshua Tillman passou pelo Alive como baterista dos Fleet Foxes não imaginámos que um dia o veríamos a liderar uma banda com tamanho carisma. Talvez nem ele imaginasse. A verdade é que aconteceu, pose à Nick Cave, intensidade na interpretação e contacto privilegiado com os fãs das primeiras filas. Entrega total no desfile das boas canções de «I Love You, Honeybear». Excelente.

Como já é tradição, o NOS Alive não pode encerrar o dia, neste caso a noite, sem uma festança de arromba. Desta vez coube aos Hot Chip fazer dançar até mais não uma multidão que ia muito além do perímetro da tenda Heineken. Facilmente agitaram o povo sedento de festa. Final perfeito.
 
João Gonçalves para o Disco Digital
 

Foals no NOS Alive

foals.jpg

 

Os Foals são a mais recente confirmação do NOS Alive’16. A banda vai subir ao Palco NOS dia 08 de julho para apresentar pela primeira vez em terras lusas o mais recente longa-duração, “What Went Down”, editado no passado mês de agosto.

Foals no Coliseu dos Recreios: Visita de médico

Os Foals regressaram a Portugal após uma rápida passagem pelo Festival Optimus Alive há dois anos e com um novo estatuto a defender. Não motivaram casa cheia e despacharam a viagem pelos três discos editados em menos de uma hora e vinte minutos! Houve momentos gloriosos e outros nem tanto. Saem com nota positiva mas esperava-se mais.

A banda inglesa liderada por Yannis Philippakis anda a baralhar-nos as voltas desde 2008. Ao fim de três discos editados não é fácil prever o seu rumo nem perceber se são mais eficientes a construir canções épicas como «Spanish Sahara» do segundo disco, se são melhores a criar delirantes sonoridades tão bem representadas no disco de estreia ou se são simplesmente uma banda talhada para assinar hits imediatos como é o caso dos recentes «Inhaler» ou, principalmente, «My Number» só por si responsável pela presença e angariação de novos seguidores, isto acreditando nas conversas que fomos ouvindo nos corredores do Coliseu.

 

Este concerto não serviu para tirar nenhuma destas dúvidas porque o grupo faz mesmo questão de ir a todas e o alinhamento é composto democraticamente por temas dos três discos com a maior fatia a caber a «Holy Fire», naturalmente.

Os Foals funcionam bem em palco, conseguem carregar aquela densidade que se nota em estúdio em algumas canções mas perdem um pouco de força ( era preciso tirar mais daquela bateria ) noutros momentos. O melhor exemplo foi a forma fugaz com que passaram por «My Number», esperávamos mais ao vivo.

 

A sequência «Providence», «Late Night» (inevitável não nos lembrarmos do videoclip), «Milk & BlackSpiders» e a soberba «Spanish Sahara», colocou os Foals num patamar superior convencendo o público que ficou no ponto para receber uma das canções mais badaladas de 2013, «Inhaler». Aqui lembramo-nos de Jane's Addiction e até de Rage Against the Machine guiados pelo falsete irrepreensível de YannisPhilippakis.

 

Um dia depois de terem editado o DVD do concerto no Royal Albert Hall, os Foals passaram por Lisboa com o seu concerto a seguir à risca recentes alinhamentos, cumprindo promessas mas deixando algumas dúvidas no ar. Para onde caminham? Não sabemos mas ficámos com a experiência de um espectáculo onde os momentos interessantes e bons foram superiores às desilusões.

A relativa curta duração do alinhamento também não caiu bem.

 

 João Gonçalves
in Disco Digital

Foals estreiam-se em Portugal no Alive

 

Os indie-rockers britânicos Foals actuam dia 9 de Julho no Palco Super Bock, do festival Optimus Alive, no passeio marítimo de Algés, em Oeiras.

Após editarem um par de singles que os colocaram debaixo do olhar atento de público e crítica, os Foals lançaram o primeiro álbum, "Antidotes", em 2008. O sucesso dos singles, "Ballons", "Cassius" e "Red Socks Pugie", levou o disco até ao terceiro lugar do top britânico. Em Maio do ano passado, a banda britânica editou "Total Life Forever", valeendo-lhes a primeira nomeação para o Mercury Prize Award.

Esta é a primeira vez que os Foals vêm a Portugal.

A banda junta-se assim a A-Trak, Blondie, Coldplay, Foo Fighters, Grinderman, Iggy and The Stooges, Kaiser Chiefs, Mona, Primal Scream Present Screamadelica Live, The Chemical Brothers, Thievery Corporation, Thirty Seconds to Mars, TV On The Radio, White Lies e Xutos e Pontapés.

O festival decorre entre entre 6 e 9 de Julho. Os bilhetes estão já à venda nos locais habituais e custam entre 50 euros (passe de um dia) e 129 euros (para os quatro). O passe de três dias (7, 8 e 9 de Julho, logo sem acesso ao dia em que tocam os Coldplay) custa 99 euros.

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