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Grandes Sons

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Grandes Sons

Super Bock Super Bock 2015, Dia 3: Florence e o Fim do Mundo em Sutiã

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A grande enchente estava mesmo guardada para o fim, Florence Welch teve direito a casa cheia e perante tanto calor humano tirou a blusa. Mais um dia de grande afirmação para a música lusófona com triunfos em vários palcos de um festival que ficará marcado pelo histórico encontro de Franz Ferdinand e Sparks. Unknown Mortal Orchestra, Crystal Fighters e Palma Violets também levam e deixam excelentes recordações do SBSR que está para durar à beira Tejo nos próximos anos.

 

O sábado serviu para encher o recinto bem mais cedo do que nos outros dias. Ouvimos muitos festivaleiros confessar que era este o único dia que tinham escolhido para viver o SBSR. Todos os palcos estiveram sempre bem compostos de público e a ansiedade ia aumentando com o chegar da noite. Não restavam dúvidas que a grande maioria estava ali para ver ou rever Florence Welch. Enquanto não chegava a hora, foram muitos os que filmavam e tiravam fotos do tal espectáculo aquático em que dois mergulhadores se elevam com jactos de água. De noite tem outro encanto devido aos fatos fluorescentes e jogos de luzes. Citamos uma boa descrição que apanhámos ao nosso lado: Aquamatrix sobre segways aquáticos inspirados no McFly com uma guitarra de leds da feira da luz.

 

Muitos pontos de interesse musical neste último dia de festival. Comecemos pelos lusófonos.

Márcia no Palco EDP aproveitou para encantar muito público abrigado na sombra da famosa pala. As surpreendentes visitas de Criolo e Samuel Úria ficaram na memória mas nem era preciso mais ninguém para cair nas graças da plateia, bastava aquela interpretação para «Insatisfação», talvez a melhor cantiga portuguesa de 2015. Magnífico.

 

Márcia foi o concerto certo no lugar certo no tempo certo, e o mesmo se pode dizer dos D´Alva um pouco mais tarde na zona oposta. No Palco Antena 3 virado para a escadaria do MEO Arena ainda com a luz do dia, muito público dançou ao som de «#Batequebate» e dos habituais improvisos pop que até as Spice Girls recuperaram. Bem hajam por isso.

Antes por ali passaram os Thunder & Co com os sons refrescantes e dançantes do álbum «Nociceptor», bem recebidos por um público que mostrou estar bem familiarizado com o contagiante single «O.N.O.»

Coube aos We Trust encerrar o Palco da Antena3. Tarefa facilitada pelo reconhecimento popular das canções  «We Are The Ones» ou «The Future». Missão bem cumprida da rádio pública nesta divulgação de música nacional. 

 

Em português, com sotaque do Brasil, continuamos. Além da aparição de Criolo com Márcia, e depois em nome próprio já depois da meia noite na Sala Tejo, houve espaço para o reencontro de Rodrigo Amarante com os seus fãs locais. O ex- Los Hermanos soube contornar o incómodo de um espaço demasiado gigantesco do MEO Arena para as centenas de fãs que o queriam ouvir e ofereceu um bonito concerto com natural destaque para as canções de «Cavalo».

 

Mais tarde, no Palco EDP, a Banda do Mar confirmou a vitalidade dos temas do seu disco em espaço aberto. Todas bem recebidas mas nenhuma bateu a eufórica recepção de «Anna Julia», sucesso recuperado, precisamente, aos Los Hermanos.

 

Naquele palco os sons lusófonos foram interrompidos por duas propostas vindas de outras paragens. O rock dos ingleses Palma Violets já não nos soa tão urgente como em 2013 mas serve para agitar os mais nervosos. Avistámos dois elementos da banda completamente rendidos mais tarde no concerto dos FFS.

 

Entre o norte da América e a Nova Zelândia pode estar um porto de abrigo no Parque das Nações para os Unknown MortalOrchestra. Uma das bandas mais aguardadas do festival não desiludiu e correspondeu com um concerto intenso que passou pelo marcante disco de estreia, pelo seguinte «II» e, obviamente, pelo recente «Multi-Love». O grupo de Ruban Nielson saiu de Lisboa ainda com mais fãs do que quando chegou. Um dos grandes concertos do festival. 

 

Na sala maior do evento houve surpresa para muitos desprevenidos que não conheciam a loucura saudável dos londrinos Crystal Fighters que montaram a sua festa não deixando ninguém indiferente.

 

É verdade que a reunião histórica dos Sparks com Franz Ferdinand atraía muitos curiosos ao MEO Arena mas a enchente que já verificava no arranque dos FFS tinha mais a ver com o fecho da noite do que com aquele momento.

Aproveitaram muito bem os músicos das duas bandas para oferecerem um cativante concerto que convenceu nos temas originais, despertou interesse à plateia menos conhecedora nas passagens pelas músicas de Sparks e levou à loucura o pavilhão a cada recuperação do repertório dos Franz Ferdinand. «Take me Out» mostrava que a plateia não estava ali para facilitar e queria tudo o que tinha direito. FFS será um dos carimbos de qualidade deste SBSR 2015 que fica para mais tarde recordar. 

 

O regresso de Florence Welch revelou-se perfeitamente justificado na maior sala de concertos de Lisboa. Ela que começou tímida num palco secundário do Alive, passou com força pela pequena Aula Magna e agora tem quase duas dezenas de milhares de fãs aos seus pés. Da lesão recente, um pé partido, nem sinal. Florence pulou, correu, desceu à plateia, atirou-se para o chão, e cantou como só ela é capaz percorrendo os seus três discos. 

Foram dezassete canções que mal deram tréguas a uma plateia rendida desde os primeiros acordes de «What the Water Gave Me». Passagens por versões de Calvin Harris e Patti Smith, com um cheirinho de «People Have The Power», e um desfile de todas as suas músicas emblemáticas a fazerem-nos lembrar que cada disco de Florence and The Machine está repleto de singles.

Uma excelente banda em palco, uma entrega total à frente de um cenário de lantejoulas movidas a ventoinhas escondidas, e uma recepção só digna dos grande nomes mundiais da pop. Escolha acertada para encerrar em beleza o SBSR e que motivou de tal maneira a cantora que esta apelou para que o público tirasse a roupa para a abanar por cima das cabeças. Aliás, Florence acabou a dar o exemplo antes de sair para o encore, e correu em sutiã no corredor no meio da plateia para júbilo dos fãs. 

 

O Super Rock Super Bock volta de 14 a 16 de Julho de 2016 no mesmo local.
 
 
João Gonçalves
in disco digital

SBSR 2015 - Horários Dia 3

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Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Florence and the Machine
23h20 - 00h30 - FFS (Franz Ferdinand & Sparks)
21h50 - 22h50 - Crystal Fighters
20h20 - 21h20 - Rodrigo Amarante

Palco EDP
22h50 - 00h00 - Banda do Mar
21h20 - 22h20 - Unknown Mortal Orchestra
19h50 - 20h50 - Palma Violets
18h40 - 19h30 - Márcia
17h30 - 18h20 - Modernos
16h30 - 17h10 - Captain Boy (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h10 - 04h40 - Djeff Afrozila
02h00 - 03h10 - Throes + The Shine
00h30 - 01h40 - Criolo

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - We Trust
20h35 - 21h35 - D'Alva
19h15 - 20h05 - Thunder & Co

Florence Welch com os Rolling Stones

A segunda noite dos Rolling Stones na O2 Arena de Londres contou, como se previa, com as participações de Florence e Eric Clapton.

 

Além destes, os ex-Stones Bill Wyman e Mick Taylor voltaram a subir ao palco. Florence cantou «Gimme Shelter» e beijou toda a banda ao abandonar o palco mas quem abriu o espectáculo foi novamente Johnny Depp com um depoimento em vídeo, seguido de testemunhos de Pete Townshend e Iggy Pop.

Clapton tocou guitarra em «Champagne And Reefe» mas antes já os Stones tinham passado por «I Wanna Be Your Man» dos Beatles. Alinhamento:

 

Get Off My Cloud
I Wanna Be Your Man
This Could Be The Last Time
Paint It Black
Gimme Shelter
Lady Jane
Champagne And Reefer
Live With Me
Miss You
One More Shot
Doom And Gloom
Honky Tonk Woman
Before They Make Me Run
Happy
Midnight Rambler
Start Me Up
Tumbling Dice
Brown Sugar
Sympathy For The Devil
You Can't Always Get What You Want
Satisfaction

 

in Disco Digital

Florence and the Machine na Aula Magna: Estreia Convincente

Noite de consagração para Florence and the Machine e o seu disco de estreia «Lungs» que foi acolhido em euforia por uma esgotada e entusiasmada Aula Magna.

Para quem não viu nem ouviu e só tem o disco «Lungs» como referência, dizemos que as canções interpretadas ao vivo ganham vida própria num palco totalmente dominado por Florence e devidamente decorado com os elementos que caracterizam a capa do álbum.

Recordemos que Florence e a sua máquina já tinham uma aura especial mesmo antes de o conhecermos por cá devido ao empurrão da sempre activa imprensa inglesa, nomeadamente a BBC, que elevou a banda a um importante estatuto no início do ano passado. Depois Florence e companheiros aproveitaram bem e lançaram um belo disco que só não foi campeão de vendas porque teve de lutar contra o fantasma de Michael Jackson nos tops.

Na digressão de apresentação do aclamado «Lungs», as performances de Florence rapidamente começaram a ser elogiadas e os vídeos no You Tube fizeram o resto. Lisboa testemunhou a excelente forma em que a banda termina a sua digressão europeia, e a alegria e motivação com que continuam a apresentar a meia dúzia de canções de um álbum totalmente assimilado por uma atenta e devota plateia.

Florence juntou-se ao restrito número de artistas que conseguem virar a pacata sala da Cidade Universitária de pernas para o ar. Qualquer concerto na Aula Magna que meta invasão da plateia aos lugares doutorais é concerto ganho; ver aqueles zelosos seguranças de cabeça perdida perante o entusiasmo dos fãs tem qualquer coisa de épico. Florence desafiou e a plateia não hesitou. Enchente das grandes bem na frente do palco ainda não se tinha esgotado a primeira metade do concerto.

Teatral, expansiva, expressiva, à vontade nos ritmos mais acelerados ou calmos, dominando na perfeição os seus bonitos agudos e acompanhada na perfeição por uma sempre elegante harpa, Florence soou sincera nos elogios e agradecimentos aos seus fãs portugueses e abriu uma grande porta para regressos futuros. Uma bela estreia por terras portuguesas.

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