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Grandes Sons

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Fat Freddy's Drop no Coliseu dos Recreios: Oceano Pacifico

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Os Fat Freddy's Drop regressaram a Portugal para mostrar o seu mais recente disco, «Bays», e voltaram a encontrar um Coliseu dos Recreios cheio de seguidores entusiastas. O resultado só podia ser positivo: mais de duas horas de harmonia perfeita entre palco e plateia.

A banda neozelandesa soube criar laços afectivos com o público português nos últimos dez anos com passagens marcantes por diferentes palcos. Apresentaram-se em 2006 no Algarve Summer Fest e depois foram voltando para tocarem noutros festivais, como o Sumol Summer Fest, o Sudoeste, tendo atingido as melhores apresentações em nome próprio no Pavilhão da Quinta dos Lombos e, ultimamente, na sala do Coliseu dos Recreios em Lisboa. 

Já tinham encerrado a digressão de «Blackbird» aqui, voltaram a escolher Lisboa para o final desta tour dedicada a «Bays», a maior pelo continente Europeu.


Nenhuma surpresa em vermos o Coliseu cheio pelas 21h00 de uma terça feira invernosa; o público sabe bem do potencial dos Fat Freddy's Drop em palco. Nunca desiludem ao vivo e como conseguem sempre manter o nível elevado nos trabalhos de estúdio, a chama continua sempre bem acesa. O mérito é da banda, conseguem continuar a cativar quem já os viu várias vezes e, ao mesmo tempo, renovam o seu público mantendo a média de idades da plateia bem jovem.

Foram cerca de duas horas e um quarto de concerto com acentuação forte no novo disco, já totalmente absorvido pelos fãs. Temas como «Slings and Arrows», que abriu a noite, ou «10 Feet Tall» foram dos mais celebrados, o que mostra a aprovação popular por «Bays». 

Mais passagens por «Blackbird» do que por «Dr. Boondigga & The Big BW», sempre em alta voltagem. A recuperação do antigo e épico «Based on a True Story» ficou para a recta final e contemplou «This Room», «Wandering Eye» que sucederam a «Roady». Só faltou «Earnie».

Se tivéssemos que escolher uma canção para explicar o que é a celebração de assistir ao vivo a um concerto dos Fat Freddy's Drop, escolhíamos «Shiverman», bem aparecida antes do encore. São mais de dez gloriosos minutos em crescendo instrumental com uma batida hipnotizante. O baixo obriga-nos a bater o pé, a letra é repetitiva e instala-se na mente, sentimos a música a crescer entre todos para um encontro vocal colectivo em que todo o coliseu canta: «Shake that shiverman loose» em repetição até à épica explosão da secção de sopros, com o irreverente Hopepa à cabeça como é habitual.

Continuem a criar discos com o mesmo valor e teremos os Fat Freddy's Drop sempre como uma referência segura nas passagens pelos palcos nacionais. Até à próxima.

 

João Gonçalves

 in Disco Digital

 

Fat Freddy's Drop apresenta novo álbum em Lisboa

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 Os neozelandeses Fat Freddy’s Drop vão passar por Lisboa no próximo dia 12 de abril com a digressão europeia de apresentação do novo álbum de originais “Bays”, que tem data de lançamento agendada para dia 23 de outubro.

“Bays”, sucessor do aclamado "Blackbird", é o quarto disco de estúdio da banda conhecida pelo seu estilo único que funde o dub, reggae, soul e jazz, com uma individualidade inconfundível. 

Esta, que é a maior tournée europeia realizada pela banda, será a primeira aparição pública do grupo no estrangeiro após terem “deitado” abaixo o tecto da Ópera de Sidney, em janeiro deste ano, e de terem esgotado o Alexandra Palace em Londres.

BILHETES JÁ À VENDA NOS LOCAIS HABITUAIS 

Coliseu de Lisboa | 12 de abril de 2016
Plateia em pé/Geral/ Galeria de pé * 27,00 Euros

Fat Freddy´s Drop no Coliseu: O pássaro voou alto

O último concerto desta digressão europeia dos Fat Freddy's Drop foi uma enorme celebração em Lisboa e nem o facto de ter acontecido numa noite de segunda feira impediu casa cheia no Coliseu dos Recreios!

Já vem de longe a empatia entre o público português e esta banda da Nova Zelândia. Nunca os vimos dar um mau concerto e o entusiasmo na plateia parece estar sempre a aumentar à medida que avançam as visitas ao nosso país. O facto de terem conseguido manter sempre a qualidade a cada disco que lançam ajuda muito nesta saudável relação.

 

Esta noite vieram mostrar «Blackbird», álbum editado este ano e que originou uma digressão europeia com salas esgotadas. A última noite aconteceu em Lisboa e apesar de terem seguido o alinhamento já conhecido de outras noites estiveram muito empenhados em proporcionar um excelente concerto. Referiram várias vezes que era o último concerto da digressão, tiraram fotos com a plateia em fundo, chamaram técnicos ao palco agradeceram a todo o staff e , acima de tudo, divertiram-se em palco divertindo os seus fãs com um belo espectáculo.

 

O prato forte foi mesmo o novo disco, já completamente assimilado pelos seguidores da banda que receberam com entusiasmo as primeiras três canções da noite, «Blackbird», «Russia» e «Clean the House». Depois um regresso às origens com a recuperação de «Cay´s Crays» e o excelente «Roady», ambas do primeiro LP «Based on a True Story». A partir daí voltaram ao mais recente disco e por aí ficaram.

 

O segredo do sucesso dos Fat Freddy's Drop em palco está na atitude com que atacam cada tema dando-lhes uma dimensão ainda maior do que acontece em estúdio. A base reggae e dub está lá mas facilmente galopa para um cenário dançável com batidas hipnóticas que colocam o público em transe ao longo de demorados instrumentais que explodem em rituais de pulos com o teclado certo ou a secção poderosa de sopros onde brilha o sempre irreverente Hopepa.  É a mistura certa entre reggae, funk, jazz e techno que faz vibrar uma plateia dedicada à causa dos neozelandeses. Seja com a voz de comando de Joe Dukie, seja com a genica do MC Slave, uma espécie de oitavo elemento da família, seja só com instrumentais, todas as músicas têm um final feliz.

 

Foi a noite ideal para desfazer de vez esse mito urbano que diz que reggae e seus derivados é só para tempo de verão, sol, surf e praia. A noite era de outono e esta feliz mistura derivada de reggae/dub resultou na perfeição. Ainda passaram duas vezes por «Dr Boondigga and the Big BW», disco de 2009 e atingiram o auge com «Ernie» do primeiro LP numa versão irrepreensível.

 

É impensável que uma próxima digressão europeia não passe por cá. 

 

João Gonçalves

in Disco Digital

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