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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

The Pretenders Regressam a Portugal no EDPCOOLJAZZ

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Chrissie Hynde e a sua banda vão estar em Portugal para este concerto único no EDPCOOLJAZZ e vão fazer desta noite uma das mais marcantes desta 14ª Edição ao proporcionarem ao público do festival alguns dos seus melhores hits como “Back on the Chain Gang” ou “Don’t Get Me Wrong” juntamente com os temas do novo álbum “Alone”, que será uma estreia em palcos nacionais.

Seal no edpcooljazz

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O edpcooljazz confirma Seal na 13ª edição do festival mais cool, a realizar-se durante o mês de julho, nos Jardins Marquês de Pombal e no Parque dos Poetas, Estádio Municipal de Oeiras.

A voz de Seal volta a fazer-se ouvir nos palcos do edpcooljazz, desta vez entoando os melhores êxitos dos seus 25 anos de carreira, com especial destaque para o seu último disco “Seal 7”, editado em finais de 2015.

No dia 20 de julho sobe ao palco do edpcooljazz para um grande concerto no Parque dos Poetas, Estádio Municipal de Oeiras. Seal 7, o seu último álbum, vai estar em destaque neste concerto, bem como outros êxitos da sua carreira que o celebrizaram ao longo destes últimos anos como “Killer”, “Crazy”, “Kiss From a Rose”, “Prayer for the Dying” ou “Color”, entre muitos outros.

Lionel Richie no EDPcooljazz - Rei Lionel, Dos Anos 80 e Além Mar

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(Foto: Miguel Quesada)

 

Uma grande ideia de Glanstonbury até Oeiras, Lionel Richie e a sua banda a desfilarem clássicos atrás de clássicos com prazer e dignidade. Nem faltou um final épico a recuperar a canção das canções de solidariedade, «We Are The World». Que noite, Lionel!

 

Um bem haja ao promotor que se lembrou de levar Lionel Richie ao palco da pirâmide de Glastonbury. O cantor aproveitou a oportunidade para protagonizar uma ressurreição artística que lhe valeu uma recepção eufórica no mítico festival inglês, os vídeos da actuação tornaram-se virais, em especial um em que se via até os seguranças em frente ao palco a entrarem numa coreografia durante «Dancing on the Ceiling»! Os ecos da inesperada consagração foram fortes e até levaram Lionel de volta ao topo de vendas de discos em Inglaterra, já não acontecia há 23 anos.

 

De repente poder ver Lionel Richie entre nós tornou-se uma dádiva improvável. O EDPcooljazz acertou em cheio ao escolhê-lo para a penúltima noite do festival, o povo respondeu ao apelo nostálgico e encheu o Estádio Municipal de Oeiras.

Todas as expectativas, mesmo a mais altas, foram rapidamente ultrapassadas com a presença de um cantor que traz para palco toda a pose de artista tipicamente norte americano. Uma personagem fortíssima própria dos casinos de Las Vegas, sempre bem disposto, sorriso fácil a mostrar que se está a divertir tanto ou mais que nós, comunicação eficaz com a plateia, preocupação em não deixar ninguém sentado, e um desfile sem hesitações dos seus maiores êxitos.

 

Divertido intercalou as canções com um discurso sempre engraçado, andou a namorar um copo que nos pareceu conter vinho rosé. Das primeiras tentativas bebeu mas mostrou-se sempre pouco convencido com o sabor até que chegou o momento em que mandou abaixo um copo cheio de um só fôlego. Antes já tinha dito que era melhor não abusar senão ainda ficava a ver como o amigo Stevie Wonder, recorrendo mesmo à imitação com acordes a condizer e tudo.

Quando recuperou «Endless Love», dueto de 1981 com Diana Ross, anunciou a presença da cantora como grande surpresa da noite. Perante a reacção entusiástica da plateia explicou que convidou mas ela não aceitou por causa do calor. Nem de propósito, numa altura em que chuviscou em Oeiras. A plateia fez convictamente de Diana.

 

Quando pensamos em Lionel Richie pensamos logo em meia dúzia de sucessos à escala planetária. Recordamos o disco de 1983 «Can't Slow Down» ou «Dancing on the Ceiling» de 1986. Recebemos sem resistência «Stuck on You», «Penny Lover», «All Night Long», e , claro, o inevitável «Hello». Lembramo-nos das festas de liceu, dos jogos no ZX Spectrum a ouvir estes e outros temas, da colecção de latas da Pepsi com a cara de Lionel e um desenho diferente para cada uma das faixas de «Can't Slow Down» e sorrimos ao ver o ambiente familiar em todo os estádio.

Gerações que não conseguem esconder a satisfação a cada nova canção recuperada do baú dos Commodores, por exemplo. Ou quando se ouve «Say You Say Me», ou quando toda a gente sente uma vontade incrível de dançar ao som de «Dancing on the Ceiling». Tantas emoções recuperadas em catadupa que chegaram a gerar confusão na cabeça de um espectador mais novo que ao reconhecer «Easy» perguntou à mãe se a música não era dos Faith No More. Por acaso, achamos que Mike Patton aprovaria o arranjo final desta versão ao vivo mais ao jeito tropical dos seus Mr Bungle.

 

Lionel Richie está com 66 anos e na última noite da digressão europeia mostrou uma frescura invejável, é um mestre de cerimónias à antiga e radia uma felicidade contagiante com este ressurgimento. É merecido, as suas canções são intemporais e estão aí para ser descobertas por muitas mais gerações.

Um encontro muito feliz entre o público português e Lionel Richie selado com um final inesquecível. Disse que à boleia da música do seu amigo Michael Jackson, que se ouviu antes e depois do concerto, ia recuperar um tema universal. Atacou «We Are The World» com propósito e nem faltou o blazer branco!

 

Se é para reviver os anos 80 que seja à séria e com noites destas. Longa vida ao Rei Lionel!

Mark Knopfler no EDPcooljazz - Ainda Há Alquimia

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Casa cheia no Estádio Municipal de Oeiras para o regresso de Mark Knopfler a Portugal em mais uma etapa do Festival EDPCoolJazz. Apesar de trazer um disco novo, o concerto foi bem distribuído pelos discos mais recentes a solo, ficando a segunda metade reservada para passagens gloriosas por alguns dos maiores hinos dos Dire Straits.

 

Depois de ter passado por Alvalade e Faro com os Dire Straits, Knopfler já visitou o Porto, Cascais, duas vezes o Pavilhão Atlântico e duas vezes o Campo Pequeno. O regresso foi em Oeiras onde deu o seu concerto em nome próprio com alinhamento mais equilibrado e bem conseguido. Visivelmente bem disposto, muito comunicativo e seguro que as escolhas musicais para esta digressão não desiludem nem fãs nem nostálgicos ocasionais.

 

Apesar de ter editado um novo disco recentemente, Mark já assinou mais discos a solo do que com os Dire Straits, o concerto não é focado em temas novos. A primeira metade da noite é dedicada a três canções de cada um dos seus dois últimos álbuns.

«Broken Bones» de «Tracker» abre da melhor maneira o alinhamento que segue com três músicas do penúltimo disco, o duplo «Privateering». «Corned Beef City», «Privateering» e «Hill Farmer's Blues». Uma sequência que mostra a excelência dos músicos que acompanham Mark, uma viagem por sons tão próximos do blues, folk e country como dos ambientes celtas pontuados por flautas ou gaitas de foles e violinos. Depois, volta a «Tracker» para tocar «Skydiver», onde mostrou empenho em ter a plateia a cantar consigo. Nunca tínhamos visto Knopfler tão orgulhoso de uma composição nova como esta noite. «Laughs and Jokes and Drinks and Smokes» fechou a viagem pelos dois registos mais recentes. Pelo meio não passou despercebida uma visita ao baú, uma maravilhosa recuperação instrumental de «Father and Son» recuperada da banda sonora de Cal de 1984.

 

Tempo para deliciar os fãs com arranque imediato para «Romeo and Juliet» e a sua guitarra prateada a luzir. Sem pausas e já com a guitarra vermelha e branca a terminar esta primeira passagem pelos Dire Straits, ataque ao hino «Sultans of Swing». Telemóveis ao alto, cabeças em baixo e algum air guitar para acompanhar o tema que deve ser um dos grandes responsáveis por Knopfler continuar a encher estádios em 2015.

O acompanhamento vocal do público às notas de saxofone em «Your Latest Trick» comprova o acerto da escolha do tema do célebre disco «Brothers in Arms».

 

Com o público conquistado, Mark Knopfler partia para as últimas três canções antes do encore. Promoveu duas músicas de discos a solo mais antigos que há muito pediam para figurar entre os grandes clássicos do guitarrista. «Postcards From Paraguay», do disco «Shangri-La»,  tem como introdução lenta a apresentação individual da banda. Em crescendo arranca para uma festa tropical instrumental própria de uma noite de verão.

Segue-se «Speedway at Nazareth», de «Sailing to Philadelfia», uma cavalgada instrumental poderosa que fica mesmo a pedir a entrada do épico «Telegraph Road», digno de fechar o alinhamento em grande estilo.

 

O encore foi mais um rebuçado para o nostálgicos, «So Far Away» em versão monocórdica e um final instrumental com o grandioso «Going Home: Theme From Local Hero».

 

Não houve «Brothers in Arms», nem «What it Is», presenças habituais em alinhamentos anteriores mas ficámos a ganhar com a interpretação de «Your Latest Trick» e «Telegraph Road» a soarem melhor que nunca. O mesmo já não podemos dizer de «Sultans of Swing» ou «So Far Away», por exemplo, a perderem pedalada com o passar do tempo, embora sempre dignas.

 

A caminho dos 66 anos, MarkKnopfler está impecável em palco e atingiu quase a perfeição na escolha equilibrada de um alinhamento onde se percebe que tem tantos clássicos a solo como aqueles que deixou nosDireStraits. Isto é proeza só ao alcance de alguns.

 (foto: João Salema)

Edpcooljazz anuncia que concerto de Mark Knopfler Esgotou

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Depois dos concertos de Chick Corea & Herbie Hancock e de Caetano & Gil – Dois Amigos, Um Século de Música, é agora a vez de Mark Knopfler ver o seu concerto esgotar. Dos sete concertos que constituem esta 12ª edição do edpcooljazz, três deles registaram um sucesso absoluto e há mais um – o de Lionel Richie – que já tem poucos bilhetes disponíveis.

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