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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Sérgio Godinho edita “Nação Valente”

sergio godinho.png

 “Nação Valente”, o novo disco de Sérgio Godinho, já está disponível nas lojas e em todas as plataformas digitais. Tratado como um acontecimento na música portuguesa, este é o primeiro álbum de originais do “escritor de canções” em sete anos.

Dez crónicas do nosso dia a dia, uma coleção de canções, todas elas recebidas pelos media com pompa e circunstância, com o valor que lhes é totalmente merecido.

Para ouvir aqui:

Os Melhores Discos do Ano para o NME

The_1975_-_I_Like_It_When_You_Sleep,_for_You_Are_S

 

O New Musical Express já publicou o seu top 50 para 2017.

Aqui ficam os 15 primeiros discos escolholhidos:

 

  1.   The 1975- I Like It When You Sleep For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It
  2.     Kanye West – The Life Of Pablo
  3.     Christine And The Queens – Chaleur Humaine
  4.     Skepta – Konnichiwa
  5.     Kaytranada – 99.9%
  6.     David Bowie – Blackstar
  7.     Diiv – Is The Is Are
  8.     Iggy Pop – Post Pop Depression
  9.     Chance The Rapper – Coloring Book
  10.     Frank Ocean – Blond
  11.     Beyonce – Lemonade
  12.     Sunflower Bean – Human Ceremony
  13.     Angel Olsen – My Woman
  14.     Jamie T – Trick
  15.     Kano – Made In The Manor  

Kanye West - The LIfe of Pablo: Por Nuno Marques

kanye-west-the-life-of-pablo-album-cover_xktyw5.jp

A espera finalmente chegou ao fim, ou será apenas um começo de uma nova era ?

Se recuarmos no percurso de Kanye West percebemos facilmente que em todos os álbuns que criou, em toda a sua musica houve sempre uma evolução substancial relativamente ao álbum anterior. The LIfe of Pablo não foge à regra.

Depois do controverso YEEZUS, para alguns, The LIfe of Pablo surge num momento único e singular da vida de Kanye West . Actualmente não podemos falar de musica quando falamos de Kanye West , pois neste momento e por sua vontade está associado à moda e a toda a cultura que envolve. Estamos perante Da vinci da nossa Era.

Antes de falarmos deste álbum temos de perceber a complexidade do mundo do seu criador. Kanye West  é cantor , produtor , designer e casado com uma das miúdas mais popular do Mundo. Parece pouco mas não é. Há uma subcarga constante dos media, e ele faz por isso. O Seu novo contrato com a adidas fez com que desenvolvesse a sua própria linha de roupa e de ténis e fez também com que o famosos Madison Square garden enchesse para uma apresentação da sua linha de roupa e do seu álbum.

Não me lembro de nenhum artista no mundo que conseguisse algo semelhante , 20 mil pessoas a ver Kanye West a fazer de DJ enquanto se observava YEEZUS SEASON 3 , numa festa que ele apelidou de  « Encontro de Amigos » .

Foi a afirmação do próprio no mundo da moda e a restituição do trono do Rap/Hiphop .

 

Começando pelo artwork do álbum, creio ter sido o pior de todos os tempos mas ele deve ter a sua explicação para tal. A viagem do álbum começa com um estilo bastante gospel, recordando as raízes de Kanye West , ficamos assim benzidos para o que aí vem. São muitas participações, referencias e alguns temas controversos. Sobre as participações queria destacar apenas os 30 segundos de FRANK OCEAN em WOLVES, espero que seja para ficar. Bem vindo de volta Frank Ocean !

Este álbum é a soma de todos os anteriores , por exemplo Feedback, WOLVES ou FADE fazem perceber a transição do antigo álbum YEEZUS para este. Onde este álbum vai buscar muitas referencias é ao "808’s hartbreaker" através o AutoTune ou mesmo a sonoridade de certas musicas . Real Friends 30h ou no more partys in LA mostra-nos provavelmente a verdadeira essência da musica de Kanye West , e como é bom ouvir estes temas neste álbum.

O disco conta ainda com algumas faixas mais POP com a participação de Rihanna e Chris Brown. Nao querendo destacar nenhuma musica em particular, parece me que é um álbum sólido que parece ainda não estar acabado. Não consigo comparar este com nenhum outro pois acho que este álbum resume imenso todo o trabalho que KW tem feito a nível musical, e se deixarmos de lado todo aquele seu carácter e nos concentramos no trabalho artístico que tem desenvolvido , estamos perante Da Vinci dos nossos tempos.

 

Texto de Nuno Marques

«Tracker», Mark Knopfler - 4/5

Markknopflercapa.jpg

Aos 65 anos, o guitarrista faz crescer a discografia junto dos cúmplices de confiança e no leito onde se sente mais confortável. Depois de ter atingido um nível de excelência no anterior «Privateering», inspirado duplo de 2012, Mark Knopfler avança para uma dúzia de canções capazes de sintetizar o melhor que tem para nos dar.

Cada canção conta uma história, todas estão bem escritas, e os arranjos musicais atravessam os habituais quadros de folk, blues e inspirações celtas. As influências de Knopfler estão mais expostas e descaradas do que nunca, sendo que esta é a excelente notícia deste novo disco. A viagem de doze capítulos tem fortes aliciantes para quem tem seguido a carreira do músico. 

Há J.J. Cale em «River Towns», há enorme e excelente dose de Bob Dylan, com quem esteve numa digressão de onde sairam «Lights of Taormina» e «Silver Eagles». Também há saudades dos duetos com Emmylou Harrys, aqui disfarçadas em «Wherever I Go», bonita balada que encerra o disco na companhia de Ruth Moody, que retribui a parelha de Knopfler no seu disco de 2013 «These Wilder Things», que também recomendamos. 

Se tivermos que destacar dois pontos mais altos de «Tracker» vamos directos ao miolo do disco, faixa seis, onde encontramos «Broken Bones», irresistível blues em crescendo. Curiosamente, uma canção onde Mark Knopfler é solitário empreendedor.

Para o fim deixamos o colar de pérolas deste disco. À décima canção aparece «Beryl», um tema que rompe a regra da duração à volta dos cinco minutos de todas as outras músicas. Aqui são pouco mais de três minutos ao melhor estilo dos tempos dos Dire Straits. Logo na entrada faz lembrar «Sultans of Swing». Um piscar de olho aos fãs dos Dire Straits que vão adorar. Novo passo firme na digna carreira a solo de Mark Knopfler.

 

Mark Knopfler «Tracker»

Mercury/Universal 

 

João Gonçalves in Disco Digital

 

Grandes Sons: Melhores Discos Internacionais 2013 - Top 50

DISCO DO ANO

DAFT PUNK - Random Access Memories

 


James Blake - Retrogade

 


Queens of the Stone Age - …Like Clockwork

 


Kanye West - Yeezus

 


Bassekou Kouyate & Ngoniba - Jama Ko

 


Nick Cave & The Bad Seeds - Push The Sky Away

 


Savages - Silence Yourself

 


Disclosure - Settle

 


Omar Souleyman - Wenu Wenu

 


Arcade Fire - Reflektor


David Bowie - The Next Day
Arctic Monkeys - AM
Jagwar Ma – Howlin
AlunaGeorge - Body Music
Haim - Days Are Gone
Rhye - Woman
CHVRCHES - Brand New Machine
Elvis Costello and The Roots - Wise Up Ghost and Other Songs
JON HOPKINS - Immunity
Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

 

E ainda:


Anna Calvi - Eliza
Boards of Canada - Tomorrow's Harvest
Bombino - Nomad
Charles Bradley – Victim of Love
DANIEL AVERY - Drone Logic
Deerhunter – Monomania
Earl Sweatshirt – Doris
FACTORY FLOOR - Factory Floor
Foxygen - We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic
Frightened Rabbit – Pedestrian Verse
Gregory Porter - Liquid Spirit
Janelle Monáe - The Electric Lady

John Grant - Pale Green Ghosts
Johnny Marr - The Messenger
Kelela - Cut 4 Me
Kurt Vile - Wakin on a Pretty Daze
London Grammar - If You Wait
Lorde - Pure Heroine
Mikal Cronin – MCII
Parquet Courts – Light Up Gold
Paul McCartney - New
Phosphorescent - Muchacho
Pusha T - My Name Is My Name
Quadron - Avalanche
Rokia Traoré - Beautiful Africa
Tamikrest - Chatma
Tegan and Sara - Heartthrob
The 1975 - The 1975
The National - Trouble Will Find Me
Unknown Mortal Orchestra - II

«Privateering», Mark Knopfler


Aos 63 anos Mark Knopfler edita o seu sétimo disco a solo e passa a ter mais em nome próprio do que com os Dire Straits; sete contra seis. Para assinalar esse marco, Knopfler não fez a coisa por menos e regista aquele que é, sem dúvida, o melhor capítulo da sua obra a solo.

 

Como nada é por acaso há evidentes razões para ter chegado a este novo álbum de forma triunfante. Privateering é o resultado da soma dos seus seis discos anteriores e respectivas digressões onde navegou pelos ambientes americanos da country e blues alternando com o imaginário de contos e baladas celtas. Knofler criou uma permanente ligação de tradições anglo-americanas e foi ficando com os músicos que melhor se encaixavam nas suas ideias. O resultado é este bonito e arriscado formato de duplo álbum com dez canções de cada lado.

 

À partida parece um exagero de canções mas depois de uma primeira audição fica a clara ideia que é necessário dissecar muito bem esta vintena. Isto porque o alinhamento alterna ambientes mais festivos com introspecção. Há blues a sério em «Hot or What», há baladas surpreendentes como a excelente «Radio City Serenade», com um piano a fazer milagres e até há uma ramificação de «Money for Nothing» em «Corned Beef City» a selar o reencontro com Guy Fletcher (Dire Straits) que veio para ficar desde o anterior disco e além dos teclados também se ocupou da co-produção.

 

Resta dizer que a toda esta boa forma não é alheia a companhia de Bob Dylan com quem andou em digressão no ano passado. Estivemos na última noite dessa digressão em Londres e foi lá que ouvimos pela primeira vez «Privateering» (onde se fala em vinho da Madeira) e «Haul Away», dois dos melhores momentos deste disco, e que podiam ser tocados com Dylan sem grande esforço. Agora ambos editam bons discos novos na mesma semana e vão repetir a digressão em conjunto nos Estados Unidos da América. Não pode ser só coincidência a boa forma dos dois velhos amigos.

Para terminar sentenciamos aqui que se o mundo fosse um lugar perfeito todas as rádios passavam «I Used To Could». Várias vezes ao dia.

 

in Disco Digital

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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