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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Dave Matthews e Tim Reynolds Passam Pelos Coliseus de Lisboa e Porto

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 Na próxima primavera os fãs dos Dave Matthews Band terão uma rara oportunidade de testemunhar ao vivo a química especial entre Dave Matthews e Tim Reynolds,  numa digressão que passará pelas mais intimistas salas europeias. Em Portugal, a dupla actuará dia 10 de abril no Coliseu de Lisboa e no dia seguinte, 11 de abril, no Coliseu do Porto.

Durante estes concertos acústicos Matthews e Reynolds irão descortinar a essência de cada música, bem como revelar a sua história. A digressão arranca com duas noites na emblemática sala Londrina Eventim Apollo nos dias 21 e 22 de março. “An Evening with Dave Matthews & Tim Reynolds" passará por 14 cidades, com início no Reino Unido, Irlanda, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Áustria, República Checa, Itália, terminando em Portugal, com dois concertos nos Coliseus.

Os fãs terão acesso a uma pré-venda especial já a partir de amanhã, através do clube de fãs official http://www.warehouse.davematthewsband.com/. A venda geral ao público terá início dia 24 de outubro nos locais habituais e em everythingisnew.pt.

Dave Matthews Band no MEO Arena: Uma fonte que não seca!

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O concerto que os fãs de longa data esperavam desde a primeira visita, mais de duas dezenas de canções, entrega e disponibilidade total da banda, recuperações dos primeiros discos num longa jornada que começou pouco depois das 20h e só acabou para lá da meia noite.

 

A meio dos anos 90 quando nos chegavam os primeiros ecos das canções da Dave Matthews Band parecia que o contacto visual com o grupo seria uma utopia a breve prazo. À medida que aprofundávamos o conhecimento do trabalho dos norte americanos, crescia a vontade de testemunhar um daqueles concertos intensos, de alinhamento imprevisível e sem preocupações com o tempo. O álbum "Crash" de 1996 teve algum impacto por cá mas coisa pouca de alguns ouvidos mais atentos ao que se produzia do outro lado do atlântico. Por isso, o duplo cd gravado ao vivo em Red Rocks editado em 1997 serviu de aproximação aos fãs por cá.

Dez anos depois Dave Matthews e seus companheiros chegavam a Lisboa para um concerto tão emocionante quanto intenso que até teve honras de edição em cd por a banda o considerar especial. Não era tarde para os fãs das primeiras horas cumprirem o seu sonho e a vitalidade da banda levava a sua música cada vez a mais público.

Depois, veio a segundo visita no meio do festival Alive em Algés. Um formato necessariamente mais curto e directo euforicamente recebido. Estava criada uma bela relação entre o público português e uma banda tipicamente norte americana que passa muito pouco tempo na Europa.

 

Faltava uma noite de consagração, um concerto sem amarras nem condicionamentos. Uma visita em que a banda pudesse desfilar os seus clássicos dos primeiros discos, improvisar à vontade nos famosos solos instrumentais que acabam em grandes jams e até experimentasse novas canções.

Essa noite chegou, 11 de Outubro fica para a história do MEO Arena como aquela em a Dave Matthews Band esteve quatro horas em palco, com um intervalo de meia hora pelo meio.

A maratona só foi surpresa para quem não conhece a génese do grupo ou não leu a carta de intenções na apresentação do concerto. A proposta era apresentar dois sets na mesma noite. Se um concerto normal já costuma ser bem alimentado no alinhamento, como vimos em 2007, dois alinhamentos com espaço para momentos mais acústicos e simples, deixava adivinhar uma grande noite.

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Facilmente, podemos identificar os fãs mais dedicados na plateia repleta que nunca cedeu e ainda conseguiu arrancar um épico encore fora de horas com a clássica «Ants Marching»!

Foi para eles, e alguns milhares espalhados pelas bancadas, que a banda se entregou de coração neste arranque da digressão europeia.

A surpresa da noite, para quem observava mais friamente o evento, foi a quantidade de casais e grupos que compraram bilhete inspirados apenas pelas canções mais recentes que chegaram a ter honras de air play nas rádios mais ouvidas. Descobrimos isso à 19ª canção da noite quando a reacção eufórica aos primeiros acordes de «If Only» levou muitas centenas de espectadores a , finalmente, se levantarem de telemóvel em punho para registar aqueles minutos em que foram realmente felizes.

A lenta debandada que fomos observando nos balcões 1 e 2 acusava a falta de identificação de muitos espectadores com a banda que foram ver. Pode parecer estranho que se pague para ver Dave Matthews Band e no concerto em que o grupo mais se aproxima das actuações que nos habituámos a invejar por relatos distantes se veja tanta gente a ir à sua vida, indiferente ao desfile de canções que a maioria absorvia com avidez. Sinais dos tempos de consumo fácil e imediato.

 

Foram 25 canções divididas em duas partes. Começou com «Wharehouse» e a nova «Black and the Blue Bird», passou por « Dancing Nancies», «Crush» e «Satellite», por exemplo. Só este primeiro desfile de 9 canções já dava para saciar grande parte dos presentes.

Mas a expectativa era enorme e só uma segunda parte carregada de mais clássicos podia rebentar com a resistência física dos fieis da plateia.

Foi o que aconteceu, depois do intervalo vieram mais 16 temas que começaram em tom intimista e acústico, só com Dave Matthews ao piano em duas canções. Depois o duo habitual com Tim Reynolds para apresentar «Bartender», muito bem recebida.

Estava dado o mote para o assalto sonoro final. «Seek Up» deu lugar a um silêncio brutalmente interrompido com uma versão fortíssima de «Don't Drink The Water».

Dave Matthews parecia acertar com o resto da banda o alinhamento a seguir a cada intervalo. Foi com enorme agrado que o público registou todas as visitas ao disco de 1994 «Under The Table and Dreaming», assim como a «Before These Crowded Streets» de 1998 e, obviamente, a «Crash».

 

Serviu para todos saírem do MEO Arena saciados? Não. À saída ouvimos lamentos pela falta de «Crash into Me» ou «Two Steps». Pessoal que teria ficado mais uma hora de bom grado, a contrastar com os muitos que não aguentaram a maratona e viraram costas. Um sacrilégio. Nunca saberão o que é a energia no máximo de uma banda de excelência a atacar «What Would You Say».

Foi a noite que faltava da Dave Matthews Band em Portugal.

 

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Dave Matthews Band @ Alive!09 - Set List


(foto: Tânia Gaspar)

Este era o alinhamento previsto para o concerto da Dave Matthews Band na noite de sábado no Alive!09. Mas houve alterações em palco e acabou por ser assim:

Shake Me Like a Monkey *
Ants Marching *
Don’t Drink the Water *
Alligator Pie *
Seven *
Grace Is Gone *
Lying In the Hands of God *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *
Funny The Way It Is *
Spaceman *
Corn Bread *
#41 *
Why I Am *
Crash (Into Me) *
Two Step *

__________________

You Might Die Trying *
Tripping Billies *

__________________

All Along The Watchtower *

Noite Dave Matthews Band em Lisboa


O regresso da Dave Matthews Band a Lisboa é um acontecimento que merece fazer recordar a passagem inesquecível pelo Atlântico. Aqui fica o link da reportagem feita em Maio de 2007:
Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto

Dave Matthews e Stefan Lessard além de terem assinado um grande concerto, fizeram o favor de aceitar autografar capas de cd's:
A Simpatia da Dave Matthews Band

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