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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Primavera Sound: A Noite do Regresso dos Pulp

Photograph: Jordi Vidal/Redferns

 

Texto de Tiago Romeu

 

É complicado falar de um concerto quando este, mais que uma sessão de música ao vivo, se transforma num acontecimento para lá da fruição estética ou do encantamento com a técnica interpretativa. Ontem foi um dia estranho na cidade, moderno, complicado e tenso, algo dividido entre a normalidade, o amanhecer de brutalidade na principal praça do centro e a psicose cada vez mais generalizada e cada vez mais frequente antes de uma final que envolva o FC Barcelona.  Um dia que precisava de dezenas de milhares de pessoas a dançar descontroladas o Disco 2000 ao lado do mar, enquanto que na tal praça do centro, outras tantas fechavam o dia resistente e se despedia, com uma ironia cruel e no outro lado do mundo, o pregador da revolução não transmitida pela televisão, Gil Scott-Heron. You will not be able to stay home, brother, e foi um pouco por aí que aconteceu o dia de ontem. Voltemos à madrugada e ao final desse dia, ao concerto mais esperado do segundo dia de concertos do Primavera Sound no Fórum de Barcelona.

 

A interpelação projectada na língua local, “lembras-te da primeira vez”, depois os neons azuis e roxos, um véu retro iluminado a cobrir o palco que cai no arranque de Do You Remember the First Time a lançar o tal acontecimento transcendente. Mais do que 9 anos de ausência dos cenários, foram algo, mais de 40 mil pessoas a tentar ajustar ao presente uma série de hinos de varias gerações que cresceram.  As mesmas pessoas a quem, depois de Pink Glove e de uma voluptuosa Pencil Skirt , Jarvis Cocker perguntou o que andaram a fazer este anos todos. “Something changed”, pois. Já desenvolto da gravata e do blazer negro, um Cocker maduro, dialogante, de barba impecável e trejeitos intactos, pergunta novamente ao público, “vols ballar amb mi”, queres dançar comigo no seu catalão de Sheffield, antes do Disco 2000. E nao só queríamos como precisávamos. E nesse ponto, embalou uma sequência que nos fez esquecer que até aí o concerto não tinha tido pontos baixos: Babies, Sorted for E’s and Wizz, F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E., I Spy – coreografada com uma câmara quase microscópica iluminada e apontada por Jarvis Cocker à sua própria cara – e uma descida ao público para descobrir e apadrinhar um casal de Bolton que se pediu em casamento nesse mesmo momento, perante espanto geral.

 

Logicamente, depois do compromisso matrimonial, uma tremenda versão de Underwear e o aviso geral de que a vida, já o sabíamos, é hardcore. This is Hardcore, com baile no alto de um estrado e em clima de consagração grandiosa.  Seguiram-se os dois temas finais antes da despedida, num concerto que acabou várias vezes antes de acabar à pressa. A grande apoteose, de despedida, de celebração geracional, do hino da passagem à idade adulta, foi transformada num elogio aos que, de manhã, haviam sofrido na pele essa brutal força da ordem. “Já sei que nao é correcto alguém vir de fora, ignorando muitos temas, dar a opinião sobre o que aconteceu, mas quando a polícia ataca gente pacífica, algo está errado. É a essa gente que quero dedicar o próximo tema”. Gente normal, no fundo, e nova explosão colectiva, talvez a maior, com Common People. O final, à pressa, disciplina de festival, e após apresentação de um grupo de músicos em grandíssima forma, com Razzmatazz. Uma canção personalizada, oferecida ao público local mas provavelmente não a escolha mais potente para um concerto que não acabou por si, foi acabado. Terá sido esse o único senão, ínfimo para tão grande noite e para um dia que precisava de acabar com um concerto destes, nalgum ponto da cidade.

 

Tiago Romeu em Barcelona


Alinhamento

 

Do You Remember the First Time? Pink Glove Pencil Skirt Something Changed Disco 2000 Babies Sorted For E's & Wizz F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E I Spy Underwear This Is Hardcore Sunrise Bar Italia Common People

Encore: Razzmatazz

Super Bock em Stock, dia 1: Stock da Liberdade

T: Marco Moutinho F: Duarte Pinto Coelho


Às vezes as coisas belas têm que ser vistas de forma curta e concentrada. Foi o que aconteceu com Zola Jesus, claramente vencedora da primeira noite do Super Bock em Stock, que ressuscitou a Avenida da Liberdade.


As escolhas feitas do programa, o mais ambicioso e equilibrado, ditaram que os concertos de Kele Okereke e B Fachada com Sérgio Godinho, por exemplo, não tenham sido vistos. Adam Kesher foi cancelado devido a problemas no voo que o deveria trazer a terras lusas. A melhor recepção ao festival, inspirado no festival norte-americano interactivo South By Southwest, foi feita com a corporação Kumpania Algazarra que animou o autocarro Vodafone.

Hoje é a vez dos Youthless cumprirem a mesma função.

 

A noite começou quente e pouco frequentada com o concerto de Jorge Palma, na estação de metro do Marquês de Pombal. Um bom inicio de cerveja na mão, com «Voo Nocturno» pelo festival.

Seguiu-se o one-violino-show Owen Pallett, num Tivoli cheio. O instrumentista apresentou-se imaculado, tal como no passado concerto no Teatro Maria Matos. Pallett, mais uma vez, mostrou todo o seu virtuosismo no violino, teclado e pedais com uma performance tipo pêndulo, onde através dos seus movimentos as extremidades oscilavam entre instrumentos e efeitos para criar loops-polifónicos, fortes e orquestrais. Concerto refinado, pastoral, sob o pretexto do novo EP «Don`t Stop». Com este concerto levantou-se a pela primeira vez questão de, muitos concertos da noite de arranque do festival terem a sua duração encurtada.

 

Bússola (programa) na mão e passagem para o outro lado da Liberdade rumo à sala 2 do São Jorge para ver os dinamarqueses Lars and The Hands of Light. Concerto curto de pop orelhuda, que nos remete para os anos 60, proporcionado pelos irmãos Lars e Line Vognstrup. «The Looking Glass», álbum editado neste ano, é um indie-pop alegre, semelhante a uns Dandy Warhols, com arranjos electrónicos suavizados por componentes acústicas. Mesmo com problemas de som, assumiram a tarefa de divertir o público e objectivo foi concretizado! Conseguiram uma boa recepção por parte do público, principalmente no single «Me Me Me».

 

Um dos pontos fortes deste tipo de festival é catapultar bandas desconhecidas pela maioria do público para salas maiores - exemplo disso mesmo foram os Walkmen que actuaram no primeiro Super Bock em Stock.

Seguiu-se o capuchinho-preto da electro-pop atmosférica, a diminuta menina dramática Nika Danilova, isto é Zola Jesus. Drama, muito drama, nas suas expressões em palco, com uma entrada fantástica com uma túnica a tapar o rosto, micro adensando ainda mais a floresta operática. Compreendendo melhor o concerto de Zola Jesus teria sido interessante que houvesse uma tela a projectar o filme obscuro «The Visitor», de 1979, titulo original, em italiano, «Stridulum» e nome do seu EP de relativo sucesso. Uma verdadeira viagem, sob efeitos de LSD, onde cada gesto tinha expressão selvagem, revolta e amor-próprio; muita intensidade para um ser aparentemente tão frágil. Zola remete-nos às performances de uma Siouxsie Sioux ou Kate Bush, acompanhada por um sintetizador negro e cheio de classicismo. Percebe-se a sua formação em ópera na voz e nos movimentos teatrais em temas como «Sea Talk» e «Night», cantando que não tem medo, que está doente, que não tem dinheiro e que tem orgulho em ser sempre ela mesma ao apontar e subir às colunas, ou mesmo entrando plateia adentro, com orgulho e fascínio. Muita, muita intensidade para tanta fragilidade aparente. Monstruosa performance só atenuada pela pouca qualidade de som!

 

A noite terminou, no estacionamento da estação de metro do Marquês de Pombal, com os maníaco-irreverentes Wavves. Já se esperava uma actuação enérgica, tendo em conta a prestação no ano passado na Galeria Zé dos Bois, agora, acompanhados por um som mais furioso e mau de garagem, deram uma matriz ainda mais grunge ao concerto. Letras difíceis de decifrar com Nathan Williams ao volante de uma máquina que debita adrenalina a cada tema. Lembrando com saudade Jay Reatard, os Wavves evoluem a cada álbum e são capazes de destruir tudo. Em «King of the Beach» levaram o público da frente à histeria, com pontapés, murros e muito suor, qual Wrestlmania.

 

marcomoutinho.musica@gmail.com

in Disco Digital

Primal Scream @ Razzmatazz, Barcelona

(foto: underscore-web)

 

Quando saiu a notícia de uma tour dos Primal Scream a interpretar ao vivo o Screamadelica, com um número reduzido de datas em 2010 nalguns países da Europa e posteriormente acrescentadas algumas mais sobretudo no Reino Unido e na Austrália, imaginei exactamente isso: uma reprodução em directo, com versões mais longas, digressivas, dos temas da obra prima.

Por isso, o que aconteceu no sábado à noite num Razzmatazz nao esgotado mas repleto e rendido desde o primeiro momento, sem ter sido completamente inesperado, foi bastante surpreendente.

 

Quem, como eu, não tinha a mínima ideia do que acontecera em Madrid na noite anterior, uma actuação que começou quinze minutos antes da hora - e quem no defunto e fugaz festival de Arcos de Valdevez viu Mani anunciar o cancelamento do concerto do grupo, sabe como isto é insólito - nao esperava, em vez de um concerto, ver dois. E ambos excelentes por sinal.

Dois conjuntos de canções, portanto. O primeiro, um set de 8 canções a percorrer alguns dos principais êxitos e, de passagem, praticamente toda a sua discografia original pós Screamadelica, abrindo com o portentoso “Accelerator”, seguido de “Country Girl”.

 

À terceira música, às primeiras notas de “Jailbird”, a sala explodia numa celebração que acabaria, ao fim de uns 40 minutos, com um “Rocks” cantado em uníssono e em diálogo com um frágil mas enérgico Bobby Gillespie. Depois, viria um intervalo de 15 minutos que em realidade durou quase 20 anos, o tempo de voltar ao disco de 1991. “Movin’ on up”, o gospel, a voz feminina, os teclados de Martin Duffy, Mani entusiasmado e ainda mais cómodo do que no rock da primeira parte, mas sobretudo excelentes interpretações, demoradas e recreadas, de depressão como em “I’m coming down”, quase hipnose como em “Slip inside this house” ou o intimismo de “Shine like stars”.

 

O final apoteótico, com a sequência de “Higher than the sun”, talvez o momento mais alto da noite para mim, “Loaded” e um “Come together” novamente a uma voz com o público, como um hino, confirmou essa noite como absolutamente memorável.

 

À conversa, já na rua - houve, para mim, mais que um reencontro nessa noite - ficou um leve desconsolo pela ausência de outros temas (como "Kowalski", incansavelmente pedido ao meu lado) mas também a certeza que, perante uma actuação tao rotunda  aquele final, dificilmente poderia ter sido de outra forma que não aquela. Talvez a surpresa tenha sido essa: uma noite triunfal para lá da transposição para o palco de um disco intocável.

 

 

Novo relato de Tiago Romeu (já tinha partilhado connosco o concerto de Afrocubism) em Barcelona a assistir a um concerto muito especial de Primal Scream que fica aqui retratado com um enorme agradecimento. E uma pontinha de inveja.

Afro-Cubism @ L'Auditori Moderna (Barcelona)

 

Sala grande do Auditori de Barcelona a sensivelmente três quartos da sua capacidade, quase cheio portanto para recebê-los, no âmbito do Festival de Jazz de Barcelona.

Como explicar, portanto, o concerto de ontem de Afrocubism? Talvez confirmando um indício que já nos dá o próprio disco, e que de resto foi a base do reportório ao vivo ao longo da pouco mais de hora e meia que durou: Afrocubism nao é fusão de coisa nenhuma, nem o concerto foi o de um grupo de músicas malianos a tocar música maliana junto a um grupo de cubanos a tocar música cubana.

É outra coisa. Aliás, é o mesmo de sempre, é uma mesma música desde o princípio dos tempos e parece é que a distinção entre os estilos de cada um dos lados do Atlântico foi posterior.

 

Dito de outra forma, parece que tanto uns como outros tocam o mesmo - criam o mesmo - mas que se calhar ao Grupo Pátria e a Elíades Ochoa sempre lhes faltou o balafón de Lassana Diabaté ou o n’goni de Bassekou Kouyaté, por sinal as duas maiores figuras solistas do concerto de ontem. Ou que a Toumani lhe completou um pouco mais a viola de Elíades, reencontrada em momentos como o diálogo do extraordinário "Guantanamera" ou a cançao final do concerto “Voy a vivir a la luna”, antes da longuíssima ovação de pé e do contundente encore com “Benséma” e “Para los pinares se va Montoro”.

 

Essa união, essa mesma música original que é mais do que a junção de reportórios tradicionais malianos e cubanos, viu-se no concerto como uma cerimónia de celebração. Viu-se na entrada de mãos dadas entre Toumani e Elíades, na introdução do concerto pelo maestro cubano dizendo que não há barreiras linguísticas quando todos falam o mesmo idioma universal, a música, ou a sua confissão, antes do final, que se queria instalar na lua e que Toumani, quando soube da ideia, disse que iria com ele junto com os demais malianos. Mas sobretudo viu-se no decano (mas em excelente forma) Kassé Mady Diabaté acabar a cantar Benséma entre dois percussionistas do Grupo Pátria, no diálogo entre os bongos e as congas de Jorge Maturell e o tambor de Baba Sissoko ou na solene recepção geral ao solo de kora num dos poucos momentos em que Toumani Diabaté saíu da sombra, da retaguarda na qual esteve durante todo o concerto.

 

No final, enquanto aplaudíamos e dezenas ainda dançavam quase em cima do palco, eles abraçavam-se, saudavam-se entre eles e prometeram regressar aqui, voltar a estar com a “família”. As palavras até são do Elíades Ochoa, nao sao minhas.

 

 

Agradeço ao Tiago Romeu, amigo do Twitter e residente em Barcelona, a partilha da sua experiência numa noite passada com o projecto Afro-Cubism que andou por Espanha mas ninguém por cá se lembrou de os trazer até Portugal.

Bruce Springsteen no Madison Square Garden: Crónica de Dário Dinis

O único patrão a quem dou ouvidos




Era o que se lia numa das muitas t-shirts que enchiam o Madison Square Garden na noite do passado dia 7 de Novembro de 2009. E para muita gente, eu incluído, era perfeito que assim pudesse ser.

2009 está a ser o meu ano Springsteen. Surgiu disco novo e eu praticamente completei a discografia do senhor. Acompanho-o desde que ouvi uma fabulosa interpretação da Trapped, original de Jimmy Cliff, numa cassete do projecto “USA for Africa”, em meados dos anos 80. Nessa versão Bruce Springsteen deu à canção um tom arrastado e arrepiante mas em que nada adivinhava a explosão que surgia no refrão. Era e deve continuar a ser a melhor coisa que está nessa cassete. A partir daí, começou a minha devoção ao Boss, tentando sempre acompanhar tudo o que fazia, coisa que nem sempre foi fácil, principalmente no princípio dos anos 90, quando lançou alguns discos mais fracos.

No entanto, faltava vê-lo ao vivo, onde as suas actuações surgiam em relatos alheios como míticas e lendárias. Oportunidade essa que ainda não tinha surgido... até agora! E que melhor espaço que o Madison Square Garden em plena Nova Iorque? E foi assim que no dia 7 de Novembro me dirigi pelas seis da tarde para o já referido edifício, entre a sétima avenida e a 33ª rua, para finalmente ver um dos meus heróis ao vivo.

As portas abriram às seis e meia da tarde e apesar de no bilhete vir anunciado o início do espectáculo para as sete e trinta, só às 20h35m, é que as luzes se apagariam para dar início ao concerto. Até lá, houve tempo mais que suficiente para fazer um estudo sociológico detalhado sobre os comportamentos dentro da sala, coisa que fui fazendo levemente até porque havia cerveja de garrafa para me entreter até ao inicio do concerto. Cerveja e muito mais, sumos, águas, pipocas, algodão doce, amendoins, um autêntico mercado ambulante.
A sala, à medida que se aproximava da hora, ia enchendo na sua grande maioria com quarentões e cinquentões. Será importante mencionar também a grande quantidade de espanhóis presentes, facilmente identificáveis pela bandeira do seu país que ostentavam numerosamente.

Chegada a hora, as luzes apagam-se e para minha surpresa, TODA A GENTE, sem excepção, se levanta para saudar o patrão. E ele não se faz rogado, começa logo a abrir com uma enorme Thundercrack, apresentada como um outtake. De seguida, toca a Seeds e logo depois a primeira canção facilmente reconhecida pelo público: Prove it all Night. Após esta música acontece o primeiro momento alto da noite com a Hungry Heart a ser cantada pelo público como já é norma desde que a canção foi editada, mas com a diferença que é entre o público que também se encontra Bruce Springsteen em perfeito crowd surfing, conseguindo assim atravessar um terço da sala até ao palco. Não é para todos!

Pouco depois, vieram as primeiras palavras ao público e com elas a grande surpresa da noite: iam tocar pela primeira vez o disco “The wild, the innocent and the e-street shuffle” (de 1973) na íntegra ao vivo. E é com o afinar da voz e o levantar da batuta, literalmente, que o Boss dá inicio a uma excelente revisitação a um dos seus melhores discos, contanto para tal com uma secção de cordas, uma de sopros e praticamente todos os músicos envolvidos na gravação do disco. E assim se passou uma hora em que percorreu todos as canções do referido disco, com destaque para Kitty’s Back, Rosalita, (durante as quais vi cinquentões a dançar como se estivessem a combater moinhos feitos verdadeiros Dom Quixotes), e para uma sublime New York Serenade capaz de levar o autor destas letras às lágrimas.

Depois de uma hora a tocar um dos seus melhores discos, quando já ninguém pensava que havia alguma coisa capaz de superar o que tinha acabado de acontecer, temos ainda umas extraordinárias Waiting on a Sunny Day, com a participação de uma criança da audiência, uma Raise your Hands capaz de colocar o Madison Square Garden inteiro com as mãos no ar, uma Rising terrivelmente emocionante e uma Born to Run apocalíptica, terminando assim o concerto.

No entanto nem o Boss nem a banda chegam a sair do palco, fazem apenas uma pausa para agradecer à boca do mesmo e o encore começa logo de seguida. Wrecking Ball é o novo tema escrito a propósito da demolição do estádio dos Giants e é o Boss de volta às grandes canções. É o tema perfeito para iniciar a festa que se anuncia no encore. Segue-se uma Bobby Jean cantada pelo mundo inteiro e uma American Land com um Springsteen a vestir a pele de um Shane Macgowan mas ainda mais Shane que o próprio Shane e que faz o público sair das bancadas e procurar espaço para dançar. Para continuar a dança, não poderia faltar Dancing in The Dark, com o patrão a dançar com uma rapariga da assistência, tal como sempre se viu nos vídeos e que não ficava bem se aqui faltasse. Por último, o grande Elvis Costello sobe ao palco para cantar com Springsteen, uma versão estendida, e muito bem estendida, do clássico do soul, Higher and Higher de Jackie Wilson.
Final perfeito!

Não foi o alinhamento desejado, mas o alinhamento com que eu sonhava era impossível de concretizar. Ainda assim, foi um concerto no seu todo perfeito, uma verdadeira celebração feita por uma das maiores e mais coerentes estrelas rock de sempre, que com 60 anos vive cada minuto como se fosse o último. E neste caso foram 180 minutos. Mais uma vez, não é para todos! 10/10!


Crónica escrita pelo amigo Dário Dinis e que eu publico aqui com o maior prazer. E um bocadinho de inveja.

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