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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

As Versões de Chris Isaak - Beyond The Sun

 

DISK 1
01 Ring of Fire
02 Trying To Get To You
03 I Forgot To Remember To Forget
04 Great Balls of Fire
05 Can’t Help Falling In Love
06 Dixie Fried
07 How’s The World Treating You
08 It´s Now or Never
09 Miss Pearl
10 Live It Up
11 I Walk The Line
12 So Long I’m Gone
13 She’s Not You
14 My Happiness

DISK 2 (included in Deluxe Edition only)
01 My Baby Left Me
02 Oh, Pretty Woman
03 Doin´ The Best I Can
04 Your True Love
05 Crazy Arms
06 Lovely Loretta
07 Everybody´s In The Mood
08 I´m Gonna Sit Right Down and Cry
09 Love Me
10 Doncha´ Think It´s Time
11 That Lucky Old Sun

Chris Isaak em Cascais: The Chris Isaak Show

 

(Foto: Rui M. Leal/ IOL)


Os 54 anos de Chris Isaak não são mais do que um mero sinal aritmético de identificação. Em Cascais, viu-se um entertainer da velha escola americana consciente da resistência da sua música.


 

O título desta crónica é o nome do programa que o artista apresentou entre 2001 e 2004 na televisão americana. Para quem desconfiava que este era homem de dois ou três êxitos, ficou a prova em como Chris Isaak, além de saber cantar e tocar guitarra, também é um excelente entertainer daqueles que imaginamos dos filmes americanos de Verão passados na California com piadas fáceis mas que funcionam sempre. Agora compreende-se a ligação ao cinema seja por bandas sonoras, seja mesmo como actor. O homem nasceu para ser estrela e aos 54 anos diverte-se como um miúdo com os seus compinchas sempre prontos a alinharem em tudo. Visualmente o sinal está dado, os cinco músicos vestem fatos pretos debruados nas mangas e calcanhares com desenhos de chamas, a contrastar temos Chris Isaak com um dos famosos fatos, este é azul vivo. A noite começa calma com as primeiras músicas e a plateia cerimoniosamente sentada. Foi o tempo dos fotógrafos captarem as melhores imagens e Chris até ajudou indo ao pé deles fazer poses à Elvis.

 

Terminado esse período, arranca o espectáculo com Chris a improvisar um letra para um fado passando rapidamente para «Love me Tender» que cantou numa volta pelo parque! Saiu do palco e foi ter com o público que tinha sido convidado a trocar as cadeiras pelo espaço vazio que havia ali na frente. Depois invadiu a plateia e foi cantando, passeando no corredor entre as cadeiras enquanto se metia com as fãs, indo mesmo atrás de uma que recuou quando o viu aproximar-se. Falou do meio do parque para o palco e manteve sem o tom de«Love me Tender» que foi terminar já junto aos seus divertidos músicos. Quebrava-se o gelo e a partir daí houve um pouco de tudo. Rock, blues, country, gospel e versões mais despidas com os músicos sentados na boca do palco.

 

Num intervalo umas fãs mais inquietas pediam bem alto um tema. Chris admirado e de resposta pronta explicou que não era assim que funcionava porque não estávamos num bar e ele era um artista profissional. Mas descansou-as dizendo que não tinham pressa nenhuma em ir embora porque só tinham avião no dia a seguir ao fim da tarde. Mais à frente partilhou o momento em que conheceu James Brown. Gaguejou entre mil elogios e nervoso estendeu-lhe a mão e como resposta levou um claro, inequívoco, e brilhante: «BAH»! É assim um concerto de Chris Isaak interacção com o público, contagiante boa disposição e depois uma seriedade e entrega total na interpretação das canções. Nem «Wicked Game» escapa a esse profissionalismo como se fosse a primeira vez que a cantava.

 

A parte final do concerto é genial porque Chris Isaak optou por improvisar aceitando mesmo sugestões com «Only the Lonely», atacando a versão de «Pretty Woman» e já com um fato em formato de bola de espelhos convidou algumas fãs a invadirem o palco para dançarem. Ali ficou representado o público desta noite desde uma criança até às mães passando por uma beldade que, obviamente, chamou a atenção de Chris que preferiu envergonhar o segurança de serviço e de costas para o palco: «O homem está a noite toda ali de costas para nós de braços cruzados mas quando subiu esta rapariga virou-se logo!». Desculpemos o segurança porque também não era caso para menos, a moça era vistosa, engraçada e brilhou ao dançar um pouco de blues rodopiando sobre o seu vestido de verão de tal maneira sensual que Chris teve de pedir para ela parar porque não estávamos num bar de Las Vegas e havia crianças no palco. Mais tarde falámos com Rita la Rochezoire, que explicou que tinha acabado o curso de sociologia mas depois confessou que o à vontade em palco vem do facto de ter uma banda, Maxgirls. E também de já aparecer em capas de revistas, acrescentamos nós.

 

Chris Isaak é o clássico one man show, brilha e faz brilhar, troca de papéis com o baterista e exibe um notável ar jovial de rebelde engatatão suportado numa excelente forma física e vocal. Duas horas de delírios californianos clássicos em Cascais que agradou desde os fãs anónimos até aos músicos nacionais avistados na plateia como Miguel Ângelo, Rui Veloso ou David Fonseca. Um concerto memorável.

 

in: Disco Digital

 

 

(vídeo de Margarida Neves de Sousa)

Chris Isaak no CoolJazzFest

Chris Isaak actua dia 05 de julho no Parque Marechal Carmona. Com 10 álbuns editados em 20 anos de carreira, musicalmente procura uma música combinada entre o rock n'roll, o country-western e os blues.
Neste regresso aos palcos nacionais, Isaak irá seguramente interpretar clássicos como "Wicked Game" e "Baby did a bad, bad thing", ou "Mr. Lucky" do seu mais recente disco, bem bom por sinal.

Também Norah Jones e Diana Krall vão estar no Hipódromo Manuel Possolo, respectivamente dias 13 e 25 de julho.

Esta sétima edição mantém a característica de concertos ao ar livre, mas divide-se apenas por Cascais e Mafra, não se realizando qualquer espetáculo em Oeiras.

Em Cascais os concertos realizam-se no Hipódromo e no Parque Marechal Carmona, e em Mafra no Jardim do Cerco, junto ao Convento-Palácio.

O Grande Regresso de Chris Isaak

Chris Isaak anda a publicar discos desde 1985. Todos bons, e muito bons. Basta consultar o Allmusic para se perceber isso.
Mas é um nome ancorado a uma só canção. Um mal que ataca muito bom nome do imaginário pop/rock. Assim de cabeça lembro-me da associação Los Lobos - La Bamba...

No caso de Chris Isaak, para os mais distraídos, ou mais novos, a marca deu-se em 1989 quando o seu "mestre" Roy Orbison o inspirou a fazer o tema Wicked Game que apareceu no filme de David Lynch Wild At Heart.
A canção era tão boa que ganhou vida própria saiu do filme como se uma personagem bizarre lynchiana se tratasse e propagou-se a todos os cantos do mundo fazendo do disco "Heart Shaped World" um grande êxito na carreira de Chris, e até hoje se mantém no éter das rádios comerciais.

Só que Chris Isaak tem toda uma obra além de Wicked Game que merece ser (re)descoberta, e para o provar aqui está o primeiro disco de originais em sete anos recheado de grandes canções.
Mr. Lucky conta com as participações das cantoras Trisha Yearwood, na faixa "Breaking Apart", e Michelle Branch, em "I Lose My Heart", e é um enorme regresso à actividade.

Além do álbum, o cantor estreia hoje no Bio Channel o programa "The Chris Isaak Hour", onde conversa com outros artistas como Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, Glen Campbell, Chicago e Cat Stevens.

Aqui fica Mr. Lucky, um disco ao bom velho estilo de grandes canções.

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