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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Orelha Negra no CCB: Orelhas a arder

POR: Davide Pinheiro - Disco Digital


A Orelha Negra já não é um supergrupo pelo currículo de cada um dos envolvidos; o concerto do CCB confirmou que a exigência tem resposta à altura. O selo de qualidade é garantido mas há questões a rever nas novidades apresentadas.

À partida, meia vitória estava conquistada. Apesar de conquistado o hábito de pagar para ver bandas portuguesas, esgotar uma sala com a dimensão do Centro Cultural de Belém, com apenas um álbum para amostra e um segundo para dar a conhecer, é um triunfo para mais tarde recordar.

 

O crescimento sustentado pela belíssima integração de uma linguagem transversal de música negra numa ideia de espectáculo, em que todas as parcelas são decisivas para o resultado final, encontrou na introdução ao segundo disco da Orelha Negra um nível nunca antes visto.

Se em noites passadas como as do Cinema São Jorge e do Optimus Alive a progressão foi notável, no Centro Cultural de Belém viu-se um espectáculo de exigência suprema em que o jogo de luzes impressionou pela imaginação e coordenação com a banda sonora.

Características que defendem uma personalidade desde cedo encontrada e progressivamente reforçada mas que não deve condicionar a construção das canções. E algumas das novidades que a Orelha Negra tinha guardada não descolam de um formato identificável: uma base essencialmente rítmica casada com samples de vozes negras americanas ou portuguesas.

 

O regime de excepção surgiu a meio com um par de inéditos negros e soturnos, com guitarras de Francisco Rebelo a fazerem lembrar os Dead Combo: uma primeira soberba e uma segunda menos bem conseguida e a necessitar de uma reavaliação em disco.

Em palco, a já conhecida «A Luta» soou mais madura e independente de «Superman», dos Fevers, de onde é retirado um excerto considerável. E o groove de «A Cura» ou «Blessed» aliviou o stress de uma estreia e trouxe outro conforto à missão. A identidade está definida e é seguro antecipar que um novo disco não vai perder o selo de qualidade.

 

davidevasconcelos@gmail.com

CCbeat: Linda Martini e Dead Combo em novo festival no CCB

Linda Martini, Dead Combo e Aurea estão confirmados no cartaz de um novo festival no CCB.

O CCbeat realiza-se entre 19 e 21 de Maio com dois concertos por noite. O preço dos bilhetes varia entre 15 e 18 euros (um dia), 25 e 30 euros (dois dias) e 35 e 40 (passe para todo o festival).

 

Cartaz:

19 de Maio
Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras
Lisbon Underground Music Ensemble

 

20 de Maio
Kaki King
Aurea

 

21 de Maio
Diabo na Cruz
Linda Martini

Megafone 5 no CCB: Aguardela Para Sempre

João Aguardela estará com aquele sorriso discreto ao ver que o seu querido Megafone ganhou corpo e alma e serve de motivo para reunir à sua volta alguma da melhor música portuguesa feita por admiradores, admirados, e amigos.

O João não ia achar grande piada a uma festa de homenagem, como lembraram os Gaiteiros de Lisboa, mas ia adorar a ideia de termos quatro projectos da melhor música que se faz em Portugal a actuarem na mesma noite no palco do CCB e essa seria a melhor maneira de homenagear e recordar Aguardela. O projecto chama-se Megafone 5, dá continuidade aos quatro volumes gravados nos últimos anos, e conseguiu encher a nobre de Belém com músicos, admiradores, jornalistas, amigos e familiares.

A ideia só por si já era merecedora de todos os elogios, o resultado final foi uma emocionante e inesquecível noite de celebração musical. Os Gaiteiros de Lisboa abriram a noite com «Cruel Vento» e seguiram cantando com a sua alma tradicional. Simbolizaram tudo o que o João adorava das raízes da música popular portuguesa e que reflectiu mais no projecto Megafone. Permitam-me que reinvidique a obrigatoriedade de mais concertos dos Gaiteiros na sua cidade. Eles merecem, e nós também.

Depois vieram os OqueStrada com toda a sua musicalidade original a servir de banda sonora à excelente voz de Miranda que exibiu a habitual irreverência e humor que Aguardela tanto usou nos Sitiados. Amigos de longa data fizeram uma homenagem bem alegre e nem a atrapalhação na colaboração do fadista Tony Paiva, o guardião do fado da Madragoa, atrapalhou a passagem fulgurante dos OqueStrada pelo CCB. Desta vez no palco principal depois de algumas Tascas Beat ao ar livre.

Na segunda parte, após um intervalo de vinte minutos, foi a vez do duo Dead Combo. Apenas e só dois intérpretes de cordas em ambiente intimo e com melodias como «A Janela» ou «Quando a Alma não é Pequena» que muito agradavam a João Aguardela pela sua originalidade e identidade que, segundo Tó Trips, ajudou a criar.

Para o fim ficou o aguardado regresso d`A Naifa aos palcos. Começaram os três músicos em palco. Vestidos de preto e com o lugar que o João habitualmente ocupava vazio mas iluminado com uma luz inquietante. Ao segundo tema a surpresa da noite; para tocar baixo apareceu Sandra Baptista. Arrepiante vê-la no lugar do seu companheiro com a mesma pose, o mesmo estilo, só faltou o cigarro. Foram tocadas algumas das canções mais emblemáticas dos três discos d`A Naifa e que esta noite soaram mais fortes que nunca. Além de todas as emoções naturais numa noite destas há um momento verdadeiramente especial e surpreendente, quando a vocalista Mitó revela que afinal as letras do último disco da Naifa, «Uma Inocente Inclinação Para o Mal», não foram escritas pela tal rapariga fã da banda que não queria protagonismo. Versão que foi aceite por todos, até pelos elementos da Naifa. Menos um... O autor das letras foi o João Aguardela que usou o nome da sua avó como heterónimo! Cresce a vontade voltar a ouvir o disco de novo.

Entre cada concerto recordámos o João Aguardela jovem dos tempos do Rock Rendez-Vous, o líder de longos cabelos dos inquietos e contagiantes Sitiados, e o sereno compositor da Linha da Frente e Megafone. Entre imagens, entrevistas, excertos de concertos, relembrou-se um dos mais carismáticos músicos que Portugal teve. A noite terminou com muitos dos músicos e organizadores no palco aclamados de pé. Sandra Baptista agradeceu e chamou os pais de Aguardela ao palco. O pai, emocionado, também agradeceu a todos, e principalmente, à companheira de sempre do João levando a maior parte dos presentes às lágrimas. Lágrimas de saudade pela figura que pairava no cenário do palco. Saudades que nunca vão deixar Aguardela no esquecimento.

Seun Kuti no CCB

Filho do lendário afro-beat Fela Kuti, o nigeriano Seun Kuti herdou do seu pai a música de fusão, entre o jazz, o funk e os ritmos africanos. Dirige a banda Egypt 80 e a suas canções revelam a sua preocupação pelas graves questões políticas e sociais que afectam a África, mas nem por isso perdem a energia e a alegria que caracterizam o afro-beat.

Fundação Ccb

SÁBADO, DIA 29, 21H, GRANDE AUDITÓRIO
PREÇO: 5€

Amanhã no CCB - Etran Finatawa


(os Etran Finatawa na edição 2007 do FMM Sines)


PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Oriundo do Níger, um dos países mais pobres do mundo, o grupo Etran Finatawa é uma formação de tuaregues e wodaabe, dois povos nómadas com culturas e sonoridades muito diferentes que coabitam nesta região africana. A música dos Etran Finatawa (literalmente “as estrelas da tradição”) combina a riqueza de duas linguagens: tradicionalmente, os wodaabe não utilizam instrumentos e centram-se na voz e ritmos que convidam à dança; por sua vez, os tuaregues sempre recorreram a violinos e tambores para animar as suas músicas e danças.
Amanhã à noite a não perder depois das 22h.

Recorde aqui a passagem dos Etran Finatawa pelo FMM Sines, em Porto Covo) em 23 de Julho de 2007.

Terrakota no CCB Fora de Si


Fica o recado dos Terrakota que acutam no CCB de borla no domingo à noite:
Atenção é daqueles concertos que começa á hora certa. Portanto vai mesmo arrancar ás 22 h.
Dentro do contexto da iniciativa, os Terrakota irão tambem levar a cabo 2 oficinas : a primeira de SABAR , no sábado 22 ás 16 h e a segunda de PERCUSSÃO no Domingo ás 17 h .
Apareçam !!! precisamos da vossa força.

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