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Grandes Sons

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Grandes Sons

Super Bock Super Rock, dia 2: Super Blur, Super Benjamin!

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Ao segundo dia do 21º Super Rock Super Bock aconteceu magia à pala de Benjamin Clementine, celebração desmedida e suada com o regresso dos Blur, rock severo com as Savages, reencontro sempre emocionante com dEUS e a consagração de dois nomes incontornáveis da música portuguesa, Sérgio Godinho e Jorge Palma no maior palco do festival.

 

Comecemos por uma sugestão: para quem ainda não entrou no espaço da exposição de fotografias organizado por Rita Carmo numa sala do Pavilhão de Portugal. São 10 minutos bem empregues para ver, descobrir ou relembrar imagens de bandas que passaram por este evento desde 1995, fotos da autoria da organizadora e outros artistas que ilustram uma viagem que nos arrancam sorrisos de nostalgia. A não perder.

 

Neste segundo dia sentimos muito mais movimento no espaço entre o MEO Arena e o Pavilhão de Portugal, sinal que os festivaleiros quiseram mesmo viver as propostas espalhadas pelo recinto. O ambiente continua a ser algo estranho, entre muitas jovens de calções curtos da moda, alguns turistas e gente com ar descontraído de férias, também há muito boa gente com traje de trabalho e que opta por nem mudar de roupa já que o ambiente é urbano.

 

O que mais pode pedir um festival do que um concerto surpreendentemente bom, daqueles que marca todo o evento?

A edição 2015 do SBSR ficará conhecida como aquela que revelou Benjamin Clementine num fim de tarde debaixo da pala à beira Tejo. Neste local já tínhamos apontado a acústica como o maior problema para as bandas que por ali têm passado, até que chegou o londrino Benjamin Sainte-Clementine. Sentado ao piano e acompanhado por um discreto trio, deu voz (e que voz!) e alma às canções de «At Least For Now». Momentos tão épicos de melodias carregadas de sentimento e entrega que só podemos dizer que quem viu jamais esquecerá, quem não viu bem se pode arrepender. Se o Palco EDP foi pensado para um concerto deste envolvimento, então foi uma aposta mais do que ganha. Que momento arrebatador, esta passagem de Benjamin pelo Parque das Nações! A pedir um urgente regresso em nome próprio.

 

Mais tarde, já de noite, outra música vinda de Londres também triunfava no mesmo espaço. Ironicamente, depois da tranquilidade sonora de Clementine ter caído ali na perfeição, o ruído nervoso das Savages também se adequou ao espaço quase fechado do Palco EDP. Jehnny Beth liderou mais uma grande actuação entre nós, ainda com «Silence Yourself» a render. As Savages deram sentido ao conceito Super Rock.

 

Entre a emoção de Benjamin e a agitação das Savages, houve descontracção pop com Adam Bainbridge e o seu alter-ego Kindness muito bem recebido por uma generosa plateia. 

Um dia em cheio para o Palco EDP que terminou com mais um bom concerto, os Bombay Bicycle Club fizeram o pleno de britânicos a triunfar ali bem perto do Casino e do Oceanário.

 

No outro lado do recinto há boas novas para a música portuguesa. O palco da Antena 3 tem estado sempre bem composto de público conhecedor das propostas que por lá passam. Também avistámos muitos músicos a assistirem aos concertos dos seus companheiros de luta, o que proporciona até momentos de colaboração como se viu ontem com Moullinex a subir ao palco dos portuenses Best Youth. Além dos temas do recomendável EP «Highway Moon», houve uma versão bem mexida para «My Moon My Man» de Feist.

Os White Haus abriram a noite no sempre incómodo horário em que ainda não há muito movimento naquela parte do recinto mas cumpriram, enquanto que Teresa Freitas de Sousa aproveitou a excelente recepção que o seu projecto estava a ter e surpreendeu todos com uma fuga do palco até à torre do stand do patrocinador mais próximo para se atirar de uma plataforma alta e cair num gigante colchão insuflado. Um sucesso a passagem de Da Chick.

 

Em português continuamos para falar da mediática reunião de Sérgio Godinho e Jorge Palma no MEO Arena. A expectativa era grande mas as bancadas vazias não ajudaram a criar o ambiente que se pretendia de consagração. Percorrendo o repertório de ambos, conseguiram entusiasmar a espaços a plateia mas não houve o factor surpresa ou improviso que gerasse mais entusiasmo. Foi o que se esperava e isso já é dizer muito destas duas figuras incontornáveis da história da música portuguesa.

 

Antes, no MEO Arena, os The Drums trouxeram-nos o seu rock de Brooklyn já com propostas do recente «Encyclopedia». Pouco fãs na plateia dançaram mas a sala vazia não trouxe grande contágio à actuação que sugeria «Let´s Go Surfing». Não aconteceu mesmo porque o rio Tejo não tem ondas. 

 

Bem mais composto esteve o espaço para receber os belgas mais norte americanos que conhecemos. E já nos conhecemos há duas décadas. Nunca vimos um mau concerto dos dEUS e também não foi desta que tal aconteceu. Um alinhamento que visita a sua discografia desde os primeiros passos e que parece sempre deixar de fora uma outra canção que os fãs não esquecem. Tiveram a plateia menos rendida da sua longa história de passagens por Portugal, a maioria já só queria Damon Albarn.

 

Os Blur chegaram, viram, venceram e já estão a caminho de Espanha. Assinaram sem dificuldade o melhor concerto do festival com uma construção perfeita de alinhamento que equilibrou as músicas do novo «The Magic Whip» com todos os clássicos dos outros sete álbuns.

O palco mais vistoso de todas as visitas a Portugal com adereços que ilustram a capa do mais recente álbum, a entrega habitual de Damon Albarn que visitou várias vezes os fãs das primeiras filas e teve o ponto alto quando levou para o palco o jovem João. Um fã que teve o privilégio de cantar e pular com Damon na contagiante «Parklife».  Ao concerto não faltou nenhum dos grandes hino da Britpop e até deixou a sensação que muita gente ficou saciada bem antes do final do concerto com «Song 2». Depois desse shot pop vimos uma assinalável debandada. 

Os Blur estão em grande forma e dão sentido a esta nova vida de estrada. Curiosamente, o ponto mais alto deste festival não teve mais do que meio pavilhão preenchido.
O título de maior enchente deve ficar mesmo para Sting. 
Florence Welch tem a palavra.
 
Texto: João Gonçalves
Foto: Leonor Fonseca

SBSR 2015 - Horários Dia 2

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Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Blur
23h30 - 00h30 - dEUS
21h50 - 23h00 - Jorge Palma e Sérgio Godinho
20h20 - 21h20 - The Drums

Palco EDP
22h45 - 00h00 - Bombay Bicycle Club
21h15 - 22h15 - Savages
19h45 - 20h45 - Kindness
18h35 - 19h25 - Benjamin Clementine
17h25 - 18h15 - Sinkane
16h25 - 17h05 - Isaura (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Gramatik
01h45 - 03h00 - Stereossauro
00h30 - 01h30 - MGDRV

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - Best Youth
20h45 - 21h45 - Da Chick
19h25 - 20h15 - White Haus

Blur - Trouble in the Message Centre

 

Na última sexta (20), os Blur deram um concerto surpresa e intimista em Londres. Na ocasião, os britânicos desfilaram o novo disco, The Magic Whip, na íntegra para um público de aproximadamente 300 pessoas. O trabalho chega às lojas oficialmente no dia 28 de março.

Entretanto, a parte mais interessante para os fãs foi, certamente, o bis, onde os Blur tocaram a faixa “Trouble in the Message Centre”, do icônico álbum Parklife, que não figurava nos shows do grupo há cerca de 20 anos.

Optimus Primavera Sound, dia 2: Anos 90 Blur medidos

 

Dia histórico no Parque da Cidade da Porto, o Optimus Primavera Sound viveu a madrugada mais intensa e emotiva da sua curta vida com a celebração de vida dos Blur perante a maior enchente que já vimos no recinto. Claro que houve muito mais para contar mas este será para sempre recordado como o dia de Damon Albarn e companheiros no Porto.

 

Neste segundo dia cedo se percebe que a afluência ao recinto ia ser mais concorrida, logo pela zona de restauração é visivel a enchente. Não é demais repetir o já dissemos no primeiro dia, este é o festival com melhor oferta gastronómica que conhecemos.

 

Já com os quatro palcos a carburar a toda a força o circuito pedonal mostra toda a beleza natural do recinto verde, encosta abaixo, encosta acima, ouvimos várias conversas que confirmam a mesma teoria, veio tudo com o objectivo maior de ver os Blur. Sem mais demoras vamos então directos ao assunto.

 

Ao fim da primeira hora e meia do mês Junho Albarn, Coxon, James e Rowntree entram em palco e logo se percebe que só uma catástrofe natural ia evitar que o concerto não fosse um sucesso. Avisados pela má experiência da véspera com o som de Nick Cave & The Bad Seeds em que o vento frequentemente nos levava o som de palco para longe, apostámos em descer a encosta para assistirmos ao concerto bem perto do palco. Opção acertada, ouvimos na perfeição todas as secções de sopros e coros ao contrário de quem ficou mais longe.

Damon Albarn e Graham Coxon parecem estar a desfrutar verdadeiramente deste regresso, sem manifestações exageradas mas com a postura certa de quem sabe a importância que a sua música tem para tantos fãs, os Blur criam um elo de cumplicidade perfeito com a plateia. Para quem esteve atento ao alinhamento da passagem por Barcelona não ficou surpreendido com o desfile de clássicos, mesmo porque não se desviaram uma única música em relação ao que apresentaram na manga catalã do Primavera. «Girls & Boys» no arranque deixou tudo num estado graça que não mais terminou. Uma viagem à britpop dos anos 90 em jeito de consagração de uma carreira e de memórias colectivas festejadas a uma só voz. Damon Albarn despejou garrafas de água sobre as primeiras filas, sorriu, aventurou-se de pé nas grades da plateia, foi simpático com o público português e comandou com estilo as operações. Um dos grandes momentos deste reencontro aconteceu quando a meio do concerto se avistam dois grandes pacotes de leite fielmente reproduzidos a partir do inesquecível videoclip de «Coffe & TV» que era tocado no palco. Genial.

A ternura de «Tender», a alegria de «Country House», a genica de «Park Life», a calma de «The Universal», a recuperação de «Popscene», o encosto a Paul McCartney de «Under the Westway», tudo isto resultou num concerto memorável e previsivelmente ganho. O final frenético de «Song 2» foi, mais uma vez, abrilhantado do lado dos fãs que surpreenderam acendendo uma tocha em tons vermelhos para acompanhar aqueles pouco mais de dois minutos mágicos. Épico.

 

Depois foi a debandada geral. Nesta segunda madrugada como não se sentiu tanto frio como na véspera vimos muita gente a permanecer no recinto, enchendo a zona de restauração e a tenda do Palco Pitchfork para um divertido concerto da dupla Glass Candy. Os beats de Johnny Jewel, também alinha pelos Chromatics, contagiam a dança mas é Ida No quem supreende pela negativa no excesso de excitação traduzido em guinchos e gritos, pela positiva pela maneira descontrolada como se entregou literalmente à plateia deixando-se levar em braços deitada por cima das cabeças do público. Óptimo para recuperar da intensidade emotiva dos Blur.

 

Ainda em Maio, isto é, antes da banda mais esperada da noite houve muito para ver e descobrir.

Neko Case no palco Super Bock ao fim da tarde surpreendeu com um look despreocupado revelando a sua paixão por ... pastéis de nata! Em estreia no nosso país mostrou a força da sua voz em terrenos de folk americana e anunciou a edição de um novo disco para breve que será apresentado em Novembro em Portugal. Reencontro marcado, então.

 

Mais cedo no palco ATP, o mais escondido do Festival, os islandeses Ghostigital tiveram na assistência Damon Albarn que esteve envolvido na produção do disco «Division of Culture & Tourism». 

Também os californianos Local Natives deixaram o que contar no Porto. Soubemos que a banda veio mais cedo para o Porto e pediu dicas a jornalistas locais para passeios gastronómicos. Tiveram sorte e gostaram tanto das visitas às caves de vinho do Porto, das francesinhas e dos cachorrinhos do mítico Gazela na cidade Invicta que chegaram a dedicar um tema aos irmãos Oliveira, sendo um deles profissional da rádio pública que tem acompanhado o evento.

 

Por falar na Antena 3, ontem pelas 21h brindaram os seus ouvintes com um directo do palco Super Bock onde Michael Gira montou o habitual banzé sónico e experimental característico dos Swans. Óptimo retrato sonoro do que podemos encontrar neste festival para o resto do país sentir.

Mais atrás, no palco ATP, os Mão Morta assinam um concerto cheio de nervo e retribuem a enchente com um desfiles de clássicos de tirar as respiração e uma performance de Adolfo Luxúria Canibal a fazer esquecer o cancelamento do veterano Rodriguez.

 

No palco principal os Grizzly Bear encantaram os seus fãs com uma actuação segura e entreteram quem já estava a marcar posição para o concerto mais aguardado.

De regresso ao palco ATP deixar a nota sobre a emocionante passagem do resistente Daniel Johnston que continua a incrível luta em palco contra a sua conhecida doença. Também destaque para os renascidos Meat Puppets que provam ser muito mais do que uma mera bandeira grunge e até surpreendem com uma versão de «Sloop John B». Mas o maior destaque vai para a banda de Steve Albini, uma espécie de grupo residente dos Primaveras, que voltou a repetir a excelente actuação do ano passado. Não há Primavera sem os Shellac, isso é certo.

 

Finalmente, uma palavra para o regresso a Portugal dos Metz após dois concertos em Lisboa e Porto no inicio do ano. Na tenda Pitchfork deram uma , ainda, maior dimensão à agressividade de fuzz e feedbacks destes canadianos que editam pela Sub Pop.

Em contraste completo estiveram umas horas antes os Melody's Echo Chamber com um concerto fofinho, palavras ouvidas ao nosso lado.

 

Para a história fica a passagem dos Blur pelo Optimus Primavera Sound naquele que terá sido o dia mais concorrido dos seus cinco dias de vida.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

 

Blur @ Primavera Sound em Barcelona por Tiago Romeu

Tiago Ferreira Romeu , amigo residente em Barcelona, conta ao Grandes Sons como viveu o encontro com os Blur no Primavera e garante que vamos gostar de os ver no Porto:



É naquele compasso de espera em que as luzes do palco estão apagadas mas os técnicos ainda não começaram a desligar as máquinas, em que há um roadie com o baixo na mão e nao sabes se está a afiná-lo para um segundo encore ou pura e só a começar arrumar para ir embora, em que quem fica à espera tem um ar demasiado crédulo mas quem se apressa a ir embora, parece, por sua vez, demasiado céptico; é naquele compasso de espera, dizia-te, que começas a duvidar. O que é que te arrebatou, o que acabaste de ver ou as tuas próprias memórias desse concerto num passado em que não chegou a acontecer? Ou que, apesar do discorrer de singles e de nenhum disco ter ficado de fora, a escolha de canções e dos momentos não tenha deixado de ser singular ou, para quem não conhecesse os alinhamentos dos anteriores espectáculos, até algo surpreendente? Ou uma banda muito mais esforçada e com alguns momentos de êxtase genuíno, com odes à lua e ao mar – com uma avassaladora "This is a Low" a terminar o alinhamento inicial – a crescer sobre a pose de certa distância cínica cultivada em anos de britpop?

 

Certo, no meio disto tudo, é essa sensação de arrebatamento diante do regresso de um grupo maior. Passados 15 anos desde o último concerto em Espanha e o primeiro concerto em solo europeu em 2013, não estranha que às 1h30 se tivesse dado a maior enchente desta edição do festival. O momento especial começou na meia hora que o antecedeu, com a multidão de milhares em espera a ser brindada com o mini-concerto surpresa dos The Wedding Present. Três canções sorrateiras no varandim da zona vip posicionada no lado direito do palco, com “there’s always something left behind” do refrão de “My favourite dress” e um “enjoy Blur!” a findar a breve actuação e a lançar as estrelas da noite, a escassos metros e 2 minutos de distância.

 

Sobre o concerto, talvez o melhor seja a conclusão que os Blur são uma banda presente que olha para o futuro e não um grupo que se reuniu para celebrar o que foi. O espectáculo mostra um grupo que retomou a carreira no ponto onde a tinha deixado em 2002 e o alinhamento demonstra isso mesmo, com um bloco central de quatro canções de "13", o último disco da banda enquanto banda. “Theme from retro” inaugurou um palco vazio de músicos e adornado com um pano de fundo sob um viaduto e blocos de edifícios difusos ao fundo, quem sabe se da paisagem sob a Westway.

 

O arranque, demolidor, foi com “Girls and Boys”, Albarn e Coxon particularmente eléctricos, excitados, num tom muito físico que prosseguiu para o excelente single perdido dos primórdios, “Popscene”, e a deliciosa “There’s no other way”. Depois, o primeiro confronto com os demónios, as primeiras hesitações numa voz já cansada, quem sabe cortada pelo frio e vento marítimo: “Bettlebum” intenso, a renovada versão de “Out of Time”, agora com Coxon, e o crescendo de "13", com “Trimm trabb”, “Caramel”, “Coffee and TV” e finalmente “Tender”, com o coro gospel composto de 4 cantores em cima do palco e dezenas de milhares abaixo deste a entoar um hino que continuou para lá da canção.

 

Com muitos ainda a entoar “I’m waiting for that feeling”, dispara “Country House” e Albarn baixa ao fosso para empoleirar-se na multidão. Começava uma espécie de terceiro tempo e depois do single de “The Great Escape”, tempo de “Parklife”, com o tema homónimo, jogging e imitação de Phil Daniels por Albarn incluídos, e as extraordinárias “End of a Century” e “This is a low” a fechar o alinhamento inicial com a mesma melancolia grandiosa que fecha o disco (se descontarmos o epílogo que a tenta disfarçar, claro).

 

Para o encore ficou reservada a nova “Under the Westway”, uma belíssima balada com Albarn ao piano, a única incursão a “Modern life is rubbish” com a vibrante “For Tomorrow” e a épica e sumptuosa “The Universal”, sopros e público a despedir o reencontro num encore de futuro, passado e presente. E teria acabado aí, esgotado e redondo, não fosse a última concessão, o último esforço, algo esmorecido, demasiado breve e a pedido, "Song 2". A velha história dos gregos e dos troianos.

 

Naquele momento, dizia-te, o tal do compasso de espera, se calhar o que arrebatou foram todas aquelas coisas e quem sabe ainda outra: a conclusão que mesmo esse travo de acto ligeiramente falhado, de fim imperfeito de concerto é, por mais que custe, tão coerente com esse grupo em constante desequilíbrio, a oscilar entre a dissecação festiva da cultura pop e a cura da ressaca ou das feridas dessa mesma festa. Ontem ficou provado que voltaram de vez e também por isso voltaram em pleno. Vais gostar, agora quando os vires no Porto.


Tiago Ferreira Romeu, o homem de confiança do Grandes Sons a viver em Barcelona.

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