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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

BB King - The Thrill is Gone

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A obra de BB King é tão universal e gigantesca que é impossível que qualquer ser humano que não seja surdo não se cruze com a sua música mais cedo ou mais tarde.

No meu caso foi mais cedo. Quando era miúdo achava piada ao rock do Rui Veloso e fixei uma citação dele numa entrevista que ouvi na televisão. Rui Veloso devia-se do Chico Fininho e mostra veneração a um tal de BB King.

Pedi ao meu avô para ouvir algo desse senhor. O som da guitarra, a voz e o blues, tudo me apanhou desprevenido. Precisava de mais doses daquelas. Estávamos apresentados.

Anos mais tarde, no auge da minha obsessão pelo Alchemy dos Dire Straits, apanhei uma entrevista de Mark Knopfler que respondeu assim à pergunta sobre ídolos: JJ Cale e BB King.

Como se não bastasse, em 1989, ao ouvir o grandioso Rattle and Hum dos U2, deparo-me com When Love Comes to Town! Estava aberto o caminho para iniciar a descoberta a sério da obra do King já na era do CD.

Se os Blues fazem parte da minha vida muito devo a BB King. Bom tema de conversa já neste século quando passei a frequentar o Bar Catacumbas no Bairro Alto, mítico espaço onde aprendi quase tudo sobre jazz e blues. Onde fiz amigos que respiram jazz e blues, onde vi jam sessions e concertos de gente que se tornou da família.

 

Em 1998 vi BB King na Praça Sony em plena Expo de Lisboa. Concerto hipnotizante, sentia-se a história da lenda à beira Tejo. Lembro-me de pensar que BB já estava velhote mas que continuava a saber mostrar porque é que não gostava de cantar e tocar ao mesmo tempo. Por isso inventou o diálogo com a sua Lucille, a guitarra, para dar sentido à sua vida.

Não foi uma morte inesperada, não é um momento chocante. É só mais um momento de tributo e respeito a um nome incontornável da música. A sua obra vai ser eterna e daqui a 40 anos vão continuar a aparecer putos fascinados com os primeiros acordes de qualquer canção de BB King.

«Tracker», Mark Knopfler - 4/5

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Aos 65 anos, o guitarrista faz crescer a discografia junto dos cúmplices de confiança e no leito onde se sente mais confortável. Depois de ter atingido um nível de excelência no anterior «Privateering», inspirado duplo de 2012, Mark Knopfler avança para uma dúzia de canções capazes de sintetizar o melhor que tem para nos dar.

Cada canção conta uma história, todas estão bem escritas, e os arranjos musicais atravessam os habituais quadros de folk, blues e inspirações celtas. As influências de Knopfler estão mais expostas e descaradas do que nunca, sendo que esta é a excelente notícia deste novo disco. A viagem de doze capítulos tem fortes aliciantes para quem tem seguido a carreira do músico. 

Há J.J. Cale em «River Towns», há enorme e excelente dose de Bob Dylan, com quem esteve numa digressão de onde sairam «Lights of Taormina» e «Silver Eagles». Também há saudades dos duetos com Emmylou Harrys, aqui disfarçadas em «Wherever I Go», bonita balada que encerra o disco na companhia de Ruth Moody, que retribui a parelha de Knopfler no seu disco de 2013 «These Wilder Things», que também recomendamos. 

Se tivermos que destacar dois pontos mais altos de «Tracker» vamos directos ao miolo do disco, faixa seis, onde encontramos «Broken Bones», irresistível blues em crescendo. Curiosamente, uma canção onde Mark Knopfler é solitário empreendedor.

Para o fim deixamos o colar de pérolas deste disco. À décima canção aparece «Beryl», um tema que rompe a regra da duração à volta dos cinco minutos de todas as outras músicas. Aqui são pouco mais de três minutos ao melhor estilo dos tempos dos Dire Straits. Logo na entrada faz lembrar «Sultans of Swing». Um piscar de olho aos fãs dos Dire Straits que vão adorar. Novo passo firme na digna carreira a solo de Mark Knopfler.

 

Mark Knopfler «Tracker»

Mercury/Universal 

 

João Gonçalves in Disco Digital

 

Os Blues dos Nobody's Bizness a Partir de Hoje no Casino de Lisboa. Entrada Livre

Os Nobody's Bizness apelam aos amigos da capital: "vamos levar o nosso burrinho em versão trio até ao Arena Lounge do Casino de Lisboa em 5 concertos. O primeiro é já hoje e o último é dia 8 de Dezembro. Sempre a partir das 22h mas no domingo é em horário familiar, a partir das 18h.

Venham desejar-nos Boas Festas e, para quem anda ainda a pensar no que oferecer neste Natal, levem um "Donkey" para casa. Garantimos música e beijos agradecidos! "

A entrada é livre, não há desculpas para não ir ouvir os blues dos Nobody's Bizness.

 

Paul McCartney 'Early Days' (Exclusive Behind-The-Scenes Jamming - Full Version)

 

Paul McCartney publicou no youtube o out-take das gravações do seu novo videoclipe, Early Days. São cenas de uma jam session com grandes bluesmen como Roy Gaines, Al Williams, Dale Atkins, Henree Harris, Motown Maurice e Lil Poochie, além do actor Johnny Depp.
Esperem… Johnny Depp? Explica aí, Paul:

“I happened to ring Johnny Depp…I said, ‘Come along and we’ll sit around and jam with these blues guys.’ He said, ‘Yeah, OK, count me in, man.’ I knew it was an offer he couldn’t refuse.”

 

Bernardo Sassetti e os Blues de Martin Scorsese

Amanhã na Culturgest:

 

A componente do Hootenanny que tem contado com imagens e palavras terá este ano expressão inteiramente nova: Bernardo Sassetti comentará (ao microfone – e ao piano) trechos por ele seleccionados da interessantíssima série The Blues de Martin Scorsese
Mais do que apenas um concerto, procurou-se realizar um percurso por aspectos do jazz que especialmente têm interessado o pianista português: as raízes africanas, o diálogo do jazz com outras culturas, a constante presença dos blues e a determinante “invenção” afro-americana das notas blue resultantes do encontro entre as escalas pentatónica africana e diatónica europeia algures pelos séculos XVIII-XIX nos campos de algodão de colheita escrava.
A recuperação por Scorsese e os outros realizadores que convidou de sons e imagens históricos proporcionará a Bernardo Sassetti um invulgar e seguramente muito interessante diálogo em palavras e música.

 

Grande Auditório
21h30 · Duração: 1h20
M12 · 5 Euros (preço único)

B.B. King em Trás-Os-Montes!

B.B. King vai dar um concerto gratuito em Sabrosa (a 21 quilómetros de Vila Real) no dia 29 de Maio.

A actuação marcada para as 22h00, é uma iniciativa da Rota do Vinho do Porto. O mais recente álbum do guitarrista, «One Kinda Favor», data de 2008.

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