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Grandes Sons

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Grandes Sons

Palco NOS Clubbing para 6 de Julho

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 Dia 06 de Julho o Palco NOS Clubbing recebe um cartaz de peso com Jessy Lanza, Batida, Karlon, Niles Mavis, Wack, Rita & O Revólver, Antonio Bastos e Carlos Cardoso. A curadoria esteve a cargo do radialista e director da rádio Oxigénio Carlos Cardoso, garantidamente um dos responsáveis pela entrada de grandes nomes da música no circuito das rádios em Portugal. O alinhamento proposto para o primeiro dia do NOS Alive’17 viaja pelas sonoridades vanguardistas do hip-hop, da soul e da electrónica.

A Nova Música Portuguesa em Destaque na Les Inrocks

 

La nouvelle scène portugaise va enfin exploser en 2017

 

Cette année, elle était à l’honneur du festival Eurosonic, aux Pays-Bas. Présentations d’une génération en pleine émergence.

Le Portugal est la Californie de l’Europe mais c’est sous les flocons de Groningue, au nord des Pays-Bas, qu’on en a eu la preuve une nouvelle fois. Du 11 au 14 janvier, le festival Eurosonic recevait une somme incalculable de jeunes groupes venus de l’Europe entière tout en axant son attention, comme chaque année, sur un pays en particulier. Batida, Best Youth, Marta Ren & The Groovelvets, DJ Firmeza, :Papercutz, First Breath After Coma, Holy Nothing, The Happy Mess, Throes + The Shine, Memória De Peixe, Noiserv, Octa Push et plein d’autres : tous portugais et tous invités à squatter les salles de la ville devant une bonne partie de l’industrie musicale européenne.

“On ne fait pas que du fado !”

Quand on le croise, Ed, moitié de Best Youth, semble prêt à surfer la vague qui arrive. “La musique, au Portugal, n’a jamais connu une période aussi vibrante que maintenant, dit-il. C’est le bon moment pour se rendre compte qu’on ne fait pas que du fado !” Catarina, l’autre moitié du groupe, valide l’idée : “L’émergence de cette scène est assez récente. C’est normal qu’elle mette un peu de temps à se faire remarquer ailleurs qu’au Portugal. Le fado ne sera désormais plus le seul marqueur admis de notre identité musicale.”

C’est en effet la première fois qu’un mouvement massif promet d’identifier une scène pop-rock-electro portugaise et de la propulser, ne serait-ce qu’en partie, sur un marché musical international. A la fois exceptions et précurseurs, des projets comme Buraka Som Sistema et The Legendary Tigerman, qui ont su aller chercher un public hors frontières ces dernières années, trouvent enfin une résonance dans la génération d’après.

La spécificité de cette génération ? “Un multiculturalisme et des esthétiques” réunissant “l’Europe, l’Afrique et l’Amérique dans un tout cohérent”, nous dit Hugo Ferreira, qui gère l’export office WHY Portugal. Bien qu’ouverte artistiquement, cette scène a toutefois un léger prisme. Avec des projet comme Throes + The Shine, Batida ou DJ Firmeza (issu de l’excellent crew Príncipe Discos), il y a effectivement un mélange inédit entre le rock, la techno et certaines sonorités héritées de l’histoire coloniale et migratoire portugaise. Le kuduro, par exemple, s’invite partout. Et c’est souvent génial.

Pas de règles

Mais dans son ensemble, cette nouvelle scène est à l’image des autres scènes ailleurs en Europe : il n’y a pas de règles, pas d’esthétique commune et figée, pas de vrai mouvement d’un genre en soi. De la pop aérienne de Best Youth aux comptines au piano de Noiserv en passant par le post-rock de First Breath After Coma et les ritournelles conceptuelles de Memória De Peixe, il y a des océans entiers à traverser.

Cette diversité a d’ailleurs joué dans le choix d’Eurosonic pour le “focus country” de cette année. “La scène portugaise est riche d’un très grand nombre de talents dans un énorme panel de styles”, observe Robert Meijerink, membre de l’équipe de programmation du festival. Comme tous les autres, il ajoute : “C’était vraiment le bon moment.” Reste à transformer l’essai et installer solidement, à l’inter, ces groupes nés sous le soleil portugais.

NOS Alive, Dia 2: Vitória das tendas na guerra dos palcos

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Circulou-se melhor no segundo dia do Alive. O cabeça de cartaz mais apetecido já passou e agora sobra espaço na área do palco maior, ao invés entre as duas tendas do lado oposto o trânsito é mais intenso. A oferta dos palcos alternativos ao principal é muito mais apetecível, entre descobertas recentes, velhos conhecidos e propostas portuguesas há muitos vencedores a anunciar neste dia dois.

Propor os Marmozets pelas sete e meia com o seu rock nu metal inócuo, incomoda mais os ouvidos do que cativa a atenção de alguém. Chegar às nove da noite e ver os australianos Sheppard a tentarem sair do anonimato só ultrapassado quando tocam o êxito radiofónico «Geronimo» dá direito a comentários interessantes como este que ouvimos ao nosso lado: «Geronimo?! Pá, então vão tocar à Festa do Avante».

Só pelas dez e meia da noite se viu uma plateia reunida com foco digno da grandeza do palco NOS. Infelizmente, os Mumford & Sons são já uma saudade de si próprios. Triunfaram neste mesmo evento em 2012 no auge da popularidade do álbum «Babel». Assumiram uma mudança de rumo apresentada no recente disco «Wilder Mind». 

Só eles parecem contentes com a nova estética, o público mostrou-se indiferente às novas músicas e só celebrou os temas que recordaram a outra passagem dos londrinos por ali. Duvidamos que saiam deste labirinto com grande vitalidade.

Assim, foram os veteranos Prodigy a oferecer um concerto digno do grande espaço do NOS Alive. Nunca falham quando são chamados a incendiar com batidas pesadas, rimas agressivas e temas que marcaram os anos 90 e que sobrevivem até hoje. Keith Flint continua possuído em palco, apesar dos quase 46 anos, Maxim Reality não dá descanso a ninguém e a máquina infernal de sons fortes deixam a plateia, ávida de festa e desafio, saciada. 

Em cinco canções no arranque do concerto foram avistadas várias tochas e outro material pirotécnico no meio dos festivaleiros em danças tribais e descontroladas. Foi a melhor resposta aos hinos «Firestarter» ou «Breathe». O novo disco dos Prodigy foi só um pretexto para uma celebração de libertação de adrenalina que ainda não se tinha visto naquele espaço.

Se os pontos de interesse do Palco NOS foram poucos, a tenda Heineken e NOS Clubbing compensaram ao longo do dia. 

Triunfal passagem de alguns dos mais interessantes projectos musicais que Portugal tem para apresentar actualmente. Todos com discos novos, todos com plateia generosa e conhecedora. Moullinex, em banda, contagiou a tenda com o recente «Elsewhere» devidamente aprovado pela plateia dançante ao som «Take a Chance», single irresistível deste ano.

A Batida de Pedro Coquenão está mais viva do que nunca. Quem passava pelo palco Clubbing ficava contagiado com as sonoridades africanas e juntava-se ao público que festejava as propostas mais recentes de «Dois». Os turistas não percebiam as letras mas adoravam o som e o ambiente.

Ao anoitecer o palco Clubbing recebeu uma enorme enchente para ouvir Capicua. Mesmo em dificuldades físicas, Ana Fernandes não deu tréguas e agarrou a multidão do principio ao fim. Valete apareceu como convidado e apelou para que Capicua não se afaste do hip hop nacional. Reiteramos o pedido. A recepção dos festivaleiros fala por si.

O melhor deste segundo dia estava guardado para Palco Heineken. Algo que é muito recorrente ao longo dos últimos anos no Festival de Algés. Desta vez foram os Future Islands a inscrever o seu nome entre os grandes vencedores na rica galeria que esta tenda já guarda.

Concerto incrível de Samuel Herring que comanda a banda norte americana. Entrega total do vocalista em total harmonia com a multidão que mostrou conhecer a obra dos Future Island. Um grande concerto que teve como ponto alto a passagem por «Seasons», tema que abre o excelente disco «Singles» do ano passado. Uma das actuações que marca esta edição do Alive e que fica a pedir regresso em nome próprio.

O efeito surpresa em James Blake já não é grande porque o londrino já conquistou o seu espaço nas preferências do muito público que o descobriu em passagens anteriores por cá e nos seus dois discos editados em 2011 e 2013. A força da sua tranquilidade quase intimista a impôr-se ao caos sonora que soava lá ao fundo no palco dos Prodigy chegou para conquistar uma vasta plateia que não poupou carinho a Blake. Sem dificuldade, um dos melhores momentos musicais do Alive 2015. Uma confirmação que recomenda nova visita mas num concerto só seu.

Para terminar a longa noite na tenda maior, muita expectativa para rever Róisín Marie Murphy. Será a eterna voz dos Moloko apesar da já longínqua e bem sucedida carreira a solo. Talvez por isso mesmo, o resultado final não tenha sido tão efusivo como se esperava. Os festivaleiros queriam mais canções conhecidas dos discos anteriores e não tanto desfile de «Hairless Toys». Nem uma alterada «Pure Pleasure Seeker» elevou os ânimos. Róisín deu o que queria dar e indiferente às expectativas divertiu-se em palco.
 
Texto: João Gonçalves
 
Foto: Arlindo Camacho
 
in Disco Digital

Vodafone Mexefest, dia 2: Welcome to the Django


Traçámos um trajecto ambicioso para esta segunda noite de Festival e o resultado foi uma maratona recompensadora de boa e variada música em espaços tão diferentes como o terraço do Hotel Avenida, a Igreja de São Luís dos Franceses ou o clássico espaço do Tivoli Forum. Bandas portuguesas em bom plano, algumas revelações, a confirmação de Michael Kiwanuka e a consagração dos Django Django.

Muito do sucesso pessoal na experiência de uma noite do Mexefest passa por um bom trabalho de casa a planear o que se quer ver e na disposição de mobilidade entre o Rossio e o eixo Cinema São Jorge - Tivoli Forum. No factor mobilidade há que elogiar a imensa ajuda que as muitas carrinhas que a organização pôs a circular na Avenida serviram a missão de correr os vários espaços. Recorremos várias vezes a estas boleias.

 

A noite na baixa lisboeta está muito bonita, viva e concorrida. Há luzes de natal a enfeitar a Praça D. Pedro V e o largo da Ginjinha a servirem de cenário a muitas conversas entre festivaleiros que escolheram jantar por ali na zona dos famosos frangos assados e das bifanas dos pequenos tascos característicos. Foi dali que começámos a viagem.

 

A Igreja de São Luís dos Franceses encheu-se para receber Aldina Duarte e Júlio Resende. A fadista ao fim da primeira canção quebra o gelo confessando que mesmo que não tivesse aparecido ninguém cantaria na mesma porque era um sonho de sempre actuar numa Igreja. A voz do fado acompanhada com piano resulta em momentos mágicos naquele espaço sagrado. São estes concertos que fazem do Vodafone Mexefeste um festival tão especial.

 

Ali ao lado na Casa do Alentejo um salão bem composto festejava o rock blues da Nicotine´s Orchestra que trouxe um pouco do bom ambiente do Barreiro Rocks a Lisboa. Ia animado o concerto liderado pelo carismático Nick Nicotine mas tivemos de subir apressadamente a Avenida da Liberdade para ver um dos cabeças de cartaz.

 

Michael Kinawuka regressava a Portugal depois da passagem por Oeiras em Julho, daí não ter estranhado a enchente na sala que tradicionalmente acolhe os principais concertos do Mexefest. Foi um concerto ganho à partida com o público rendido ao disco «Home Again», uma das grandes revelações do ano na área da soul. O músico britânico de 24 anos roda seguramente as canções do álbum e enche a sala com a sua voz quente. Passa por «May this Be Love» de Jimi Hendrix, uma das suas maiores influências, com distinção. A missão é cumprida sem grande esforço e com alguns prolongamentos instrumentais desnecessários.

 

Nova descida para conhecer ao vivo o muito promissor novo projecto de João Branco Kyron (Hipnótica). Os Beautify Junkyards chegaram-nos ao ouvido há uns meses via BBC6 Radio e é em terras britânicas que têm tido maior atenção com a editora independente Fruits de Mer a apostar neles. Apresentaram-se no terraço do Hotel Altis da Avenida num espaço intimista e com uma vista deslumbrante para a Praça dos Restauradores. Confirmaram as excelentes indicações deixadas no EP já conhecido e apesar de não terem uma multidão à espera contaram com a ilustre presença da filha do Presidente da República na plateia.

 

Após esta boa descoberta atravessámos a rua para medirmos a pulsação à recta final do concerto dos Batida na Estação Vodafone FM no Rossio. Festa total, público a mexer contagiado com o ritmo africano bem recortado e ilustrado no palco onde desfilaram vários convidados como Dama Bete em grande forma. O final mais que perfeito com «Alegria» foi irresistível e atrasou a nossa partida para o outro grande acontecimento do Festival.

 

Recorrendo à boleia da carrinha Vodafone rapidamente subimos para o Tivoli ainda com o som de Batida na cabeça. Uma impressionante fila à porta confirmava que ia começar a banda mais esperada da noite. Sala completamente cheia com grande ambiente, tarefa facilitada para o quarteto escocês que aproveitou para arrasar. Os Django Django editaram outro dos grandes discos do ano, por isso 24 horas depois de vermos ali os Alt-J é um privilégio testemunharmos a explosão sonora da banda de Edimburgo ao vivo. Tudo o que o que descobrimos no álbum homónimo é reproduzido em palco. Das batidas orientais ao rock mais básico, as variações rítmicas sucedem-se em poses quase tribais. Só não entendemos esta obsessão tão portuguesa de puxar pelas palmas a tentar acompanhar batidas impossíveis. Como alguém desabafava no Twitter: «demoraram 10 segundos a aparecer a porra das palminhas». Foi uma demonstração de força e talento confirmando que em «Django Django» moram as sugestões musicais mais estimulantes de 2012. Tal como na véspera com os Alt-J, este foi um concerto na hora certa.

 

Recuperados da estrondosa passagem dos Django Django decidimos descer novamente à estação do Rossio para rever os The Very Best. Escolha acertada já que voltámos a encontrar os ritmos africanos à solta. Quentes ao ponto de estarem de t-shirt e até em tronco nú esta junção Londres - Malawi resulta muito bem em concerto e eleva «MTMTMK», o disco editado este ano, a um nível superior. A entrega e simpatia do grupo destacou-se ainda mais com os elogios que deixaram aos Batida.

 

Nova corrida até ao cinema São Jorge para vermos um pouco dos Efterklang de quem ouvimos vários elogios ao longo da noite de um público cada vez mais atento e informado. A sala estava cheia e confirmou-se que os dinamarqueses têm por cá uma interessante legião de fãs. Foi o concerto mais morno que assistimos mas não podemos dizer que tenha sido uma desilusão. Registámos bons momentos instrumentais e canções em crescendo bem conseguidas. A plateia adorou e acabou de pé a celebrar as músicas do colectivo de Copenhaga.

 

A festa continuou no Ritz Club com Moodymann e no Cabaret Maxime com artistas da editora Enchufada.

O conceito do Vodafone Mexeste está mais que aprovado, duas noites em que a baixa lisboeta ganha ainda mais vida com a circulação de cerca de 10 mil pessoas atentas às novidades musicais e que se despedem dos concertos de 2012 da melhor maneira. Balanço muito positivo com as passagens de Alt-Je Django Django a contarem directamente para o topo das listas de melhores concertos do ano.

 

T: João Gonçalves

in Disco Digital

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