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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Band Of Horses no Alive

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 A 10.ª edição do NOS Alive conta com mais uma confirmação. Os norte-americanos Band Of Horses acabam de confirmar presença dia 09 de julho no Palco NOS. O quinteto oriundo de Seattle actua no mesmo dia dos já anunciados Arcade Fire, M83, Grimes, José González, Paus, Ratatat e Calexico.

Optimus Alive, Dia 3: Reencontros celebrados e outros marcados

(Django Django, foto: optimus alive)

Alucinante sucessão de bons concertos no terceiro e último dia de Optimus Alive. Dos Tribes aos Django Django, o grande concerto da madrugada, passaram-se mais de dez horas entre palcos numa celebração incrível de música ao vivo. Triunfos esperados de Phoenix, Tame Impala, Alt-J e surpresas agradáveis com Jake Bugg e Of Monsters and Men.

O Optimus Alive acabou sem que o sol se dignasse a aparecer um único dia. Em compensação a lista de concertos memoráveis é grande e a reputação do festival em termos internacionais não pára de crescer. Passaram por Algés mais de 15 mil estrangeiros com bilhetes comprados em 45 países diferentes. A organização anunciou que passaram pelo recinto nos três dias cerca de 150 mil pessoas. O sucesso do Optimus Alive passa muito pela grande e diversificada oferta musical ao longo de três palcos por onde passam consagrados e projectos que estão a arrancar e na hora certa de os conhecermos.

 

À falta de um nome realmente consensual para fechar em grande o palco principal, os Kings of Leon não o são porque vivem do sucesso de dois ou três hits já requentados, havia uma ponta final de luxo no palco Heineken para a despedida da versão 2013 do festival. Duas das melhores bandas da actualidade regressavam a Lisboa após a triunfante passagem pelo Teatro Tivoli em Dezembro e com os dois melhores discos editados no ano passado. O culto aumentou muito e o espaço da tenda foi pequeno para tanta devoção.

 

Os Alt-J iniciaram o concerto pouco depois das 22h00 e logo nos primeiros momentos perceberam que estavam perante uma plateia profundamente rendida ao encanto do álbum «An Awesome Wave» decorado na ponta da língua da primeira à última faixa. Ambiente quente, muitas mãos no ar a fazerem o símbolo  e a banda de Leeds completamente babada perante tanto entusiasmo. Um daqueles concertos de harmonia perfeita que nem músicos nem público vão esquecer nunca.

Pouco antes das 02h00 entra o grupo que podia subir ainda mais fasquia alta deixada pelos Alt-J. Os Django Django não hesitaram em entrar com tudo aquilo que faz do seu disco algo de tão original e bom. Rock que vai do blues ao psicadelismo num ápice numa viagem bem orgânica marcada pela percussão e guitarras demoníacas. Um concerto de pressão alta com a banda de Londres a dar tudo sempre nos limites e uma plateia descontrolada de tão saciada que estava em ouvir pérolas como «Life´s a Beach» ou «Hail Bop» ao vivo e em comunhão. Foi um final de sonho para quem queria celebrar rock ao vivo, e neste festival a grande maioria dos ocupantes quer muito, antes de voltar à cruel realidade pós-Alive. Mais que um concerto, um espectáculo para encher a alma durante muito tempo.

Os mais resistentes ainda se entregaram ao potente som algo tribal algo massacrantes dos já habituais Bloody Beetroots. São o novo heavy metal para as gerações mais recentes que se entregam fisicamente ao ritual. Impressionante.

 

Para trás fica a memória de um bonito concerto dos Band of Horses entre os Alt-J e Django Django, um interlúdio perfeito, a loucura retratada numa enorme enchente para festejar a presença dos islandeses Of Monsters and the Men que aproveitaram para se afeiçoar (para sempre?) ao público português - apostamos num regresso em nome próprio. Também digna de nota a passagem do norte americano Twin Shadow que convenceu o povo mas trocou-se um pouco ao agradecer usando a palavra saudade em vez de obrigado e comentando que tocar em Lisboa é muito melhor do que Espanha, algo que os nossos vizinho em grande número no festival não acharam muita piada.

Ainda com a luz do dia os portugueses Brass Wires Orchestra, muito dentro do universo da folk pop festiva dos Of Monsters anda Men, animaram as hostes e celebraram o facto de um dos seus membros ter sido pai na véspera. A última nota para o palco Heineken fica para os Tribes e o seu rock britânico simples e eficaz que fez as delícias de quem gosta dos seus dois discos como é o nosso caso.

 

Voltemos ao palco Optimus para dizer que os franceses Phoenix surpreenderam positivamente com um espectáculo muito bem montado à volta do excelente «Bankrupt!», disco editado este ano, que alimenta bem um alinhamento que vai buscar «If I Ever Feel Better», «Everything is Everything» ou «Liztomania» a nos mais distantes e que facilmente convence o público que não nega um pé de dança. Antes disso, pelas 20h00, os australianos Tame Impala deram o seu último concerto desta digressão europeia e conseguiram romper aquela barreira sónica que se adivinhava complicada para os festivaleiros que não os conheciam. O rock sónico em viagem constante ao psicadelismo dos anos 60 sempre a prometer um formato de canção mais tradicional mas que nunca deixa de improvisar pelo menos óbvio, tudo guiado por Kevin Parker feliz com a recepção do público. Nota positiva. 

 

Mais discreto esteve o miúdo de 19 anos Jake Bugg, um fenómeno em terras britânicas, que tranquilamente impôs o seu folk cativante no fim de tarde de Algés. Não vimos ninguém desaprovar aquelas canções com sabor a clássico a fazer lembrar os primeiros passos de Bob Dylan e até apostamos que Jake terá conquistado ali muitos ouvintes para o seu belíssimo disco de estreia. É merecido, confirmou-se como boa aposta.

Antes os portugueses Linda Martini aproveitaram bem a oportunidade de tocarem no palco principal e podem-se orgulhar de terem tido uma fiel plateia pronta a celebrar tantos os temas mais antigos como «Amor Combate» ou «100 metros Sereia» como o novíssimo «Ratos» do novo disco a sair em Setembro. E, já agora, elogios também para o novo projecto de João Vieira dos X-Wife que com a mescla punk funk deu a conhecer bem os White Haus na tenda Optimus Clubbing.

 

Chegou ao fim a sétima edição do Optimus Alive e é aqui que começa a contagem decrescente para a versão 2014 a 11, 12 e 13 de Julho no sítio do costume. Até para o ano.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

West Of Memphis Com Nomes Fortes na BSO

Este mês sai a banda sonora para o documentário West Of Memphis, que conta diversos factos obscuros sobre o caso que ficou conhecido como “West Memphis Three”.

 

Nomes como Henry Rollins, Nick Cave, Marilyn Manson, Band Of Horses, Eddie Vedder, Bob Dylan e Patti Smith estão por lá e você pode ouvir o trabalho clicando aqui.

Band of Horses na Aula Magna: Cavalos sem corrida

 

Facto positivo é ver uma sala como a Aula Magna cheia numa segunda feira à noite para receber uma banda sem historial de presenças por cá. Mudou o fado do público diminuto para nomes menos badalados justificado com o tempo ou o calendário. O que poderá ter levado tanta gente ontem a ver os Band of Horses? Seguramente o facto de terem canções a rodar nas séries norte americanas acompanhadas na televisão e nos computadores portáteis e também em jogos de consolas como o popular Guitar Hero, duas plataformas onde as bandas sonoras cada vez são mais importantes para chegar ao público. Também há que contar com o destaque que a imprensa britânica tem dado a esta banda que terá despertado a curiosidade de um público mais atento, a nomeação para um Grammy com o último disco e ainda o nome forte da editora que os acolhe, a Sub Pop.

 

A verdade é que a recepção foi apoteótica à boa maneira portuguesa que mostra logo aos músicos que façam o que fizerem a noite já está ganha. Antes do concerto alguém comentava no inevitável Facebook a sua opinião sobre a música dos Band of Horses: «banda indiezinha da treta para indiezinhos da treta!», logo apoiado por outros «amigos». Entre a euforia da plateia e o desdém de quem não ficou convencido com os discos está a real valia destes norte americanos da Carolina do Sul. Tudo se concentra em Ben Bridwell, o vocalista e guitarrista, que se rodeia de mais três guitarras e deixa o travo folk/country para Ryan Monroe nas teclas. A aposta vai para um equilibrado alinhamento que visita alternadamente cada um dos três álbuns editados. Como cenário atrás da banda há uma grande tela que projecta imagens ambientais que mudam de tema para tema e que nos transportam para florestas, rios, campo, litoral e até a nossa Praça do Comércio!

 

Curiosamente este cenário é mesmo o que melhor ilustra a música dos Band of Horses que vai a diferentes tons mas não se consegue fixar num ponto ideal. Promete muito mas nunca chega a cumprir. Quer ser moderna vestindo-se com o chamado folk alternativo mas nunca rompe as amarras do country previsível, quer explodir com guitarras em fúria mas logo a seguir acalma-se pedindo desculpa pelo excesso. Inteligentes a gerir os momentos mais aguardados deixaram para o fim «The Funeral», o mais aguardado e celebrado, «Ode To LRC» que mostram como podiam ser grandes se abdicassem da hora perdida entre temas sonolentos que tinha ficado para trás.

 

O público saiu satisfeito com o encore que ruidosamente arrancou e os Band of Horses saíram deliciados do palco.

Isto é que conta.

 

 

in: Disco Digital

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Band of Horses Estreiam-se em Portugal

Anuncia a Everything is New:

 

Apesar deste ano ainda ter muito para dar, o próximo já promete. Dia 7 de Fevereiro, os norte-americanos Band of Horses fazem a sua estreia ao vivo em Portugal, na Aula Magna.

 

O concerto serve de apresentação ao novo álbum Infinite Arms, editado em Maio deste ano. Os Band of Horses surgiram em Seattle em 2004 e quase de imediato deram que falar com o primeiro EP, Tour EP, editado através da mítica Sub Pop. O EP, que apenas podia ser adquirido nos concertos ou através do site da Sub Pop, esgotou rapidamente. O primeiro longa-duração chegou em 2006.

 

Produzido por Phil Ek (Built to Spill ou Mudhoney, entre outros), Everything All The Time, teve em The Funeral o single de apresentação. No ano seguinte chegou o segundo disco, Cease to Begin, com o single Is There a Ghost a tornar-se no primeiro sucesso da banda, com entrada para o top de vendas de música alternativa nos Estados Unidos. Após três anos de espera, os Band of Horses editaram o terceiro álbum, Infinite Arms. O disco entrou directamente para o sétimo lugar do top norte-americano e catapultou a banda para um novo patamar.

Em 2011 estreiam-se em Portugal com um aguardado concerto, dia 7 de Fevereiro na Aula Magna.

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