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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Sharon Jones & The Dap-Kings | Aula Magna, 23 Novembro

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É já no próximo dia 23 de Novembro, na Aula Magna, que a magnífica Sharon Jones desfilará muitos dos grandes temas do seu reportório mas com grande destaque para o último e quinto disco de originais, “Give the People What They Want”. Hoje, aos 57 anos de idade, é uma das rainhas do r&b, funk, rock e blues, e com o colectivo The Dap-Kings, em disco mas sobretudo ao vivo, oferece uma música incrivelmente cativante e festiva. Um concerto imperdível que contará com uma primeira parte de grande nível.

 

Luca Sapio, músico italiano que acompanha a artista norte-americana na digressão europeia, já partilhou palcos com, entre outros, Paul Weller e Lady, tendo colaborado artisticamente com gigantes como Tony Scott, Trombone Shorty, Eumir Deodato, M. Andrea Morricone ou Don Moye. A sua música inspira-se na soul dos anos 60 e também nas melodias psicadélicas italianas dos 70. Com a sua banda “The Dark Shadows”, vem à Aula Magna apresentar o novo “Everyday is Gonna Be the Day” e preencher uma noite que promete ser inesquecível.

The Straits na Aula Magna: Os outros sultões

O legado dos Dire Straits está muito bem conservado e divulgado por três músicos que fizeram história na banda. Uma Aula Magna esgotada aceitou o repto saudosista.

 

Só pelo nome, The Straits, temia-se o pior, ou seja, mais uma banda de covers dedicada um grupo lendário. A desconfiança deu lugar à curiosidade quando se descobre que afinal estamos perante uma banda a sério com três elementos dos Dire Straits muito bem acompanhados. É certo e sabido que avançar para palco com as canções da discografia dos Dire Straits sem Mark knopfler e John Illsley é um enorme risco. Mas Phil Palmer, Chris White e AlanClark não têm culpa que a dupla atrás referida não se entenda quanto a uma reunião da banda e resolveram avançar sem eles.

 

Em boa hora o fizeram porque os Straits conseguem oferecer uma experiência quase completa a quem tem saudades de um dos grupos mais queridos dos anos 80. Com Alan Clark a assumir o controlo das operações com os seus teclados bem na frente do palco, Phil Palmer mais discreto e Chris White a pautar o ritmo com o seu saxofone, o resto da banda cumpre bem o seu papel com destaque para o baterista que fez hoje o último concerto com os Straitspara se ir juntar a Tom Petty com quem toca há vários anos. O problema seria sempre o vocalista mas este prima pela discrição e cumpre a sua tarefa recorrendo até a guitarras parecidas com as de Mark. Nem a prateada deBrothers in Arms faltou.

O segredo do sucesso deste ajuntamento está na escolha do alinhamento. As músicas mais previsíveis como «Walk of Life», «Romeo & Juliet» ou «Telegraph Road» animam os fãs embora as versões não sejam as mais felizes. Mas a introdução de «Communique», «Two Young Lovers» ou «Portobello Belle» fazem arrepiar os mais conhecedores da discografia da banda. Inesperadas recuperações muito bem conseguidas.

Depois a escolha de temas em que o saxofone de Chris White tenha um papel principal como são o caso de «Your Latest Trick» ou «Tunnel of Love» criam um ambiente apoteótico na plateia.

 

Um concerto que faz sentido, os músicos mostram-se satisfeitos e divertidos com a recepção e o público mostra que gosta de recordar os Dire Straits mesmo que incompletos. As interpretações bem vivas de «Sultans of Swing» e «Money for Nothing» comprovam a validade deste projecto que só esticou a corda quando apresentou um tema original claramente a mais no alinhamento.

 

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

Ryan Adams na Aula Magna: So(lo) e mal acompanhado


A estreia de Ryan Adams em Portugal não foi fácil nem para o americano, nem para os fotógrafos, nem para os espectadores mais inquietos. Entre tiradas de humor e percalços com a harmónica, houve versões para todos gostos em mais de duas horas de concerto para uma sala bem composta mas longe de encher.


Ryan Adams é rapaz activo, tem um passado de que se pode orgulhar com os Whiskeytown, banda da linha da frente do chamado alt. country, e apresenta uma colecção de discos a solo (ou com os The Cardinals) de respeito e que ronda a dezena de edições. Quando um homem destes resolve partir para uma digressão a solo munido apenas de uma guitarra e harmónica sabe que tem um grande universo de canções interessantes para despir e partilhar com os seus fãs num ambiente íntimo.

O conceito chamou muitos interessados mas mostrou-se insuficiente para lotar a Aula Magna. Logo à entrada avisos entregues e afixados no local ameaçavam interrupções de concerto caso não fossem cumpridas as ordens do artista no sentido de proibir o uso de máquinas fotográficas e telemóveis captando imagens, vídeos ou para receber chamadas. Isto na era das fotos no Facebook e dos vídeos no Youtube não deixou de causar estranheza.

 

É importante explicar que a reportagem do Disco Digital foi feita a partir das cadeiras mais altas da sala, que ficam longe do palco, e por isso, gerou uma visão privilegiada sobre a maioria dos espectadores. As dificuldades em acompanhar os monólogos de Ryan Adams foram sentidas já que o músico usou sempre um tom muito baixo.

 

Ryan entrou atrasado e depois de se ter ouvido nas colunas novo aviso sobre a proibição de imagens e vídeos. Começou bem ao som de «Oh My Sweet Carolina» até que recorreu à harmónica e espalhou-se ao comprido assassinando a canção. Culpou o instrumento e percebemos que não ia ser uma noite convencional de perfeitas interpretações.

 

À medida que ia avançando no alinhamento vimos a satisfação dos zelosos seguranças da sala de lanterna em punho muito activos a controlar os gestos da plateia, ao nosso lado um casal aproveitou o embalo das canções quase sussurradas para pôr o sono em dia e só quando Ryan se levantou e tocou/cantou com mais genica vimos o casal a despertar.

 

Também vimos uma inusitada movimentação de espectadores a caminho do bar e da casa de banho no intervalo de cada música e ouviu-se alguma tosse a romper o silêncio instalado na sala de cada vez que Ryan se perdia à procura de pautas, letras e outros adereços.

Sempre à vontade com as suas falhas, o americano usou a ironia e o humor para comunicar com a plateia e até mostrou preocupação com a saúde de quem tossia. Conseguiu sempre arrancar risos nas suas intervenções criando a empatia necessária para poder escolher à vontade o que lhe apetecia tocar, fossem temas muito aguardados como «New York New York», «Strawberry Wine», «Come Pick Me Up», ou recorrendo a canções novas desconhecidas.

 

A nível musical diga-se que o concerto andou por momentos de sonolência e por momentos de génio puro só ao alcance de gente com talento incomum como é o caso de Ryan Adams e esses valem o preço do bilhete. Os momentos de humor também ficam aprovados mas genial mesmo seria Ryan Adams arrancar uma versão de «Summer of 69». A sua ironia não vai tão longe.

 

in Disco Digital

PJ Harvey na Aula Magna: Isto é o desejo

Foto@Eduardo Santiago/SAPO Música

 

Na primeira de duas noites em Lisboa, PJ Harvey defendeu em palco «Let England Shake», o disco que deu o mote para um concerto de tons sombrios e ambiente mais folk que rock.

O resultado foi uma noite mágica e inesquecível.


Ver PJ Harvey ao vivo em 2011 é na prática conhecer pessoalmente o seu disco mais recente. Isto são sempre boas notícias para os seus admiradores; para os que conhecem e gostaram do disco é uma experiência que os pode fazer gostar mais ainda de «Let England Shake». Para os que não chegaram a explorar o álbum, resulta a certeza de o ouvirem muitas vezes.

Longe da imagem de indie rocker de salto alto, PJ Harvey hoje apresenta-se discretamente num canto do palco deixando espaço para os seus companheiros respirarem e serem vistos. Veste-se em tons de negro da cabeça aos pés, vai alternando entre a guitarra e a auto harpa ao longo da noite sem nunca sair da sua posição.

 

A aposta é toda apenas e só na música: não há invenções, não há improvisos, não há retribuição à euforia vinda da plateia sempre que o silêncio entre as músicas se instala no palco. PJ está ali para mostrar as suas novas canções e nada mais. Nós só temos que agradecer uma noite assim em que não são precisos diálogos elogiosos com a plateia ou solos desnecessários. Há um clima de contemplação à artista, justo e natural, e ela responde da melhor maneira que sabe, com a sua voz e canções.

 

Este «Let England Shake» torna-se menos pesado e dramático ao vivo do que em disco. O tema à volta da guerra é suavizado com a visão dos músicos ali à nossa frente, o ambiente sonoro remete-nos mais para a folk britânica do que para o rock dos anos 90 com que PJ Harvey conquistou o mundo. E no entanto é tudo tão coerente, tão fluído que nem damos pelo tempo passar à medida que se avança no alinhamento.

É claro que esta viagem pelo mais recente disco teve desvios e outras paragens. Esse é outro mérito deste concerto que consegue recordar «The Sky Lit Up», «Angelene» e «The River» de 1998, «Pocket Knife» de 2004, «C`mon Billy» do saudoso «To Bring You My Love» ou «Big Exit» de 2000 com alguma naturalidade ao longo da noite sem nunca destoar do ambiente criado pelos mais recentes temas.

 

Foram estas recordações que mais entusiasmaram uma plateia completamente esgotada e sempre no limite de um entusiasmo que PJ Harvey foi sempre contendo até à primeira despedida antes do encore, altura em que, finalmente, se dirigiu aos fãs para agradecer. Além desses agradecimentos também apresentou a sua luxuosa banda onde pontificam Mick Harvey e John Parish, dois figurões, e ainda o baterista Jean-Marc Butty. O público aproveitou para soltar as palmas e gritos coroando o momento com uma estrondosa ovação. Grande regresso de PJ Harvey ao nosso país e ainda ficamos com um disco que ganha nova alma após esta belíssima apresentação.

 

João Gonçalves

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

M. Ward na Aula Magna: Monstro da Folk

(foto: Vanessa Krithinas - Cotonete)


Quando uma figura como M. Ward surge numa das principais salas de Lisboa espera-se casa cheia para venerar o homem que já nos deu álbuns inesquecíveis a solo e bandas como She & Him ou Monsters of Folk. Inexplicavelmente nem meia plateia da Aula Magna esteve ocupada para testemunhar uma grande noite de música.


Uma fugaz passagem por Cascais para abrir um concerto de Norah Jones não conta, por isso esta foi a noite de estreia a valer para M. Ward em Portugal tal como o próprio confirmou.

 

Tivesse uma das excelentes canções que compõem «Hold Time», um dos melhores álbuns de 2009 para não irmos mais atrás, chegado à banda sonora de uma telenovela nacional, servisse de fundo a um anúncio da moda ou caído nas graças de uma qualquer rádio comercial e hoje a Aula Magna teria esgotado a sua lotação.

O facto do californiano Matthew Stephen Ward ser uma das figuras mais respeitadas da chamada indie folk, não só pelos seus discos a solo mas também pelos dois álbuns já editados com Zooey Deschanel sob a designação de She & Him, com muitos elogios por cá, ou ainda pela mediática eleição para ser um dos Monsters of Folk, supergrupo com disco editado em 2009, não foi suficiente para encher a Aula Magna. Felizmente, não desmoralizou o artista.

 

Desprezou os lugares vazios e concentrou o olhar nas primeiras filas bem compostas e ofereceu um grande concerto revisitando a sua discografia ora de pé agarrado à sua guitarra, ora sentado ao piano e por vezes ainda munido com harmónica. Foi soltando as suas canções com aquela voz peculiar que ora parece sussurrar ora é plena de ironia, gerindo os silêncios com mestria criando uma intensidade única nas suas composições. Quando aumenta o ritmo é surpreendido por um ou outro espectador que não resiste a acompanhar com as irritantes palminhas. Felizmente foi noite de vingança de todos os que odeiam palmas parolas sem sentido e venceu o silêncio à volta da música para satisfação até do próprio Ward.

 

Nessas primeiras filas, não por acaso, estava o casal Paulo Furtado e Rita Redshoes. M. Ward será certamente uma influência de homem-tigre e convenceu a menina dos sapatos vermelhos que a esta hora já partilhou no seu mural do Facebook o vídeo de «Story of an Artist» de Daniel Johnston, precisamente um dos temas da noite que Ward interpretou explicando que muitos consideram Johnston um louco e que dedicava a canção aos artistas lisboetas que também passam por loucos. Não podia ter tido melhores ouvintes.

Além das canções dos seus discos a solo houve momentos inesperados como uma versão melosa de «Let`s Dance» de David Bowie, intercalados com obrigados que iam aumentando de intensidade com o avançar da noite e com a crescente reacção do público.

 

Tivéssemos sala cheia e a cumplicidade teria sido maior. Ficaram algumas canções por tocar como a «For Beginners» que abre o seu último álbum mas o que foi apresentado foi muito bom.

 

Quem foi não vai esquecer; perdeu quem não apareceu.

 

in Disco Digital

Aloe Blacc na Aula Magna: Soul com alma


POR: Marco Moutinho


Na Aula Magna, com sala esgotada respirou-se a excelência e solidez do melhor R&B evocativo da Motown. Em tempo de crise, o melhor antídoto!

Aloe Blacc criou «Good Things» no ano passado, um álbum soul que nos transportou para a era analógica! Um álbum quente, humano e sedutor, com Blacc a fazer lembrar um mashup de voz e presença algures entre Otis Redding e James Brown.

 

Maya Jupiter, australiana, de origens mexicanas e turcas, fez a primeira parte do concerto arrancando com um belo aquecimento para a banda, a mesma de Aloe Blacc (produtor do seu albúm), com uma presença cool. Maya, que se apresentou num português abrasileirado, debitou hip-hop, salsa, R&B, reggae e até samba. Ela que viria a reentrar em palco, no encore, para cantar «Rico» com Aloe Blacc.

No passado foi assim: concertos com entradas explosivas, warm ups cheios de groove, funk e muita energia. Na Aula Magna foi igual, e para melhorar tudo isto, Blacc entrou a matar com «Hey Brother», delírio à primeira vista, com promessas de uma noite bem animada, em que foram celebrados monstros da soul e do funk como Al Green, Marvin Gaye e James Brown. Blacc, qual cronner, dançou como se não tivesse grama de peso no seu corpo mostrando sensualidade e muita soul, cantando e fazendo falsetes deliciosos e arrepiantes, que deleitaram o público. «Loving You is Killing Me» fez levantar das cadeiras o público.

 

«Miss Fortune» foi uma infusão de blaxploitation, «Femme Fatale» original dos Velvet Underground foi romantismo doce e vendável, envergonhando qualquer Britney Spears que estivesse na sala. «You Make me Smile» deu brilho à banda com a fluidez e pujança de uns Parliamente- Funkadelic (de onde saiu aquele baterista eléctrico?). Blacc lembrou a importância de sorrir, qual yoga do riso, em tempos de crise e, a fazer lembrar alguns cultos, sugeriu que todos se abraçassem: missão conseguida.

A crise não foi esquecida e «I Need a Dollar» foi o que «Brother Can You Spare A Dim» de Al Johnson foi no tempo da grande repressão, lembrando que o dinheiro, apesar de tudo, não pode comprar a felicidade, mas que um concerto pode, e muito bem, animar uma plateia fazendo-a saltar das cadeiras e dançar. Se Aloe Blacc fosse o político de «Politician», o melhor PEC ou pacote do FMI contra a crise apenas teria dois ingredientes: amor e paz.

 

Blacc é carismático, pulsa soul por todos os poros, e a sua versão de «Billie Jean», de Michael Jackson, já no encore, foi melodia e beleza no seu expoente máximo. O Verão ainda não chegou mas as boas coisas que nos trouxe Aloe Blacc aqueceram o corpo e alma dos presentes como poucos o saberão fazer. Queremos concertos assim, esgotados, poucos dólares no bolso, alegria a rodos e mestres como Aloe Blacc a dirigir-nos!

 

marcomoutinho.musica@gmail.com

 

in Disco Digital

Swans na Aula Magna: Os cisnes negros


por: Marco Moutinho

 


Após 14 anos de pausa, os Swans do «anti-cristo» Michael Gira mostraram-se poderosos e intensos num compêndio de rock extremo.

O concerto dos Swans arrancou com um ruidoso feedback de guitarra que se arrastou por cerca de 15 minutos, e que, apesar de desconfortável para os ouvidos conseguiu ser hipnotizante e fílmico. Entender os Swans é compreender os extremos entre a beleza e o monstruoso, entre som ambiente delicado e riffs arrastados, potentes e hipnotizantes, repetidos em loop constante.

 

O risco de um regresso, quando nada o previa e após o lançamento de «My Father Will Give up a Rope To The Sky», do ano passado, era elevado. Contudo cedo se percebeu neste concerto que o risco seria vencido quando Phil Puleo, baterista, e Thor Harris, percussionista, entraram em palco com uma intensidade avassaladora escoltados por sons de sinos de igrejas por cima do feedback que preenchia toda a Aula Magna. Quando o discípulo do diabo Michael Gira, entra em palco tudo muda, e somos transportados para um apocalipse de serial killers sedentos de almas e ouvidos.

 

Gira liderou furiosamente a banda, pregou aos céus, rezou em voz baixa aos demónios e gritou, pedindo a Jesus para descer à terra e a Deus para se redimir. No concerto as pausas foram aterradoras (é incrível o que o receio do inesperado faz ao ser humano) e após a pausa, o ruído, grave, forte e assustador. «Sex God Sex», foi a ilustração das letras infames de Gira, banhada por uma voz tão despojada quanto visceral. A canção com riffs e efeitos de Norman Westberg, Christoph Hahn e Chris Pravdic, foi tocada num volume elevadíssimo, do qual quase não sairam ilesos os ouvidos dos que acorreram à Aula Magna.

 

Na primeira parte dos Swans, Annie Lewandowsky ou Powerdove apresentou o seu mais recente disco, «Be Mine», mostrando não mais que um projecto de folk melodioso, com letras românticas que falam de saudade e sonhos cor-de-rosa. Escolha nada adequada!

Os Swans foram uma experiência de quase duas ruidosas e poderosas horas, que violaram os ouvidos dos fãs levando-os ao abismo e ao mórbido com Gira no final do concerto a incarnar no movimento dos seus braços as asas de um cisne, negro. Apresentaram-se como uma banda à altura do produzido e esperado, amortizaram a longa espera da sua vinda a Portugal

 

marcomoutinho.musica@gmail.com

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