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Grandes Sons

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Grandes Sons

Arcade Fire - “Reflektor Tapes” nas lojas a 27 de janeiro

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“The Reflektor Tapes” e “Live At Earls Court” também estarão disponíveis em formato digital a partir de 17 de fevereiro.

A 17 de fevereiro o documentário “The Reflektor Tapes”, realizado por Khalil Joseph, e o concerto “Live At Earls Court”, serão lançados em formato digital, sendo que ambos os lançamentos também serão editados em DVD e Blu-ray já a 27 de janeiro.

The Reflektor Tapes” é um documentário visualmente estonteante e hipnótico sobre o processo criativo do álbum “Reflektor”, de 2013. O documentário foi realizado por Khalil Joseph, que também realizou o filme “Lemonade”, de Beyoncé, além de ser responsável por telediscos de artistas como Kendrick LamarFKA Twigs ou Flying Lotus e de já ter sido premiado no Sundance Film Festival.

The Reflektor Tapes” estreou mundialmente em 2015 no Toronto International Film Festival. O filme reúne imagens das sessões de gravação do aclamado disco dos Arcade Fire, atuações ao vivo e registos da estadia do grupo no Haiti, país com o qual têm uma relação já duradoura.

O documentário é acompanhado de “Live At Earls Court”, registo do concerto que a banda deu a 6 de junho de 2014 no Earls Court, em Londres, onde não faltaram canções como “Reflektor”, “No Cars Go”, “Rebellion (Lies)”, “Neighbourhood #3 (Power Out)”,The Suburbs”, “Wake Up”, “Afterlife”, “Ready to Start”, entre muitas outras. O concerto integrou a digressão de “Reflektor” e serve de complemento perfeito ao filme que agora é editado.

The Reflektor Tapes” e “Live At Earls Court” são lançamentos imprescindíveis a todos os fãs dos Arcade Fire, captando não só o processo criativo que envolveu este importante e desafiante álbum, mas também a magia que se vive em palco sempre que banda atua ao vivo. Imperdível.

 

NOS Alive, dia 3: Apoteose é isto

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Quando começava a cair o sentimento de despedida, foram lançadas as datas para 2017: a partir de 6 de Julho a festa repete-se. Para o final ficou guardado um concerto apoteótico dos Arcade Fire a mostrarem de que fibra tem de ser feita uma actuação no imponente Palco NOS.

Aos primeiros minutos do dia 10 de Julho, comentava-se que só havia uma maneira de acabar com as discussões em torno da eficácia de um concerto de cabeça de cartaz do Palco NOS. Essa maneira era assistir ao que os Arcade Fire nos dão em hora e meia. Marcam a diferença e não deixam espaço a mais discussões porque dão, literalmente, tudo. Um alinhamento incrivelmente certeiro que mais parece uma antologia, lançado do imenso palco para gáudio da multidão que reage com um misto de gratidão e veneração a uma colecção de canções que já fazem parte da banda sonora das nossas vidas. A energia em palco, a troca de instrumentos e, acima de tudo, os sorrisos genuínos trocados entre eles e partilhados com a plateia, fazem deste regresso dos Arcade Fire mais um capítulo de celebração e cimentam a adoração entre banda e público. 

Win Butler não precisava de colocar o cachecol de Portugal aos ombros para ser mais popular mas colocou; Regina não precisava de nos olhar de forma tão doce e rendida para ser mais adorável mas olhou. Só podemos desejar que a felicidade continue a abençoar a ligação deste casal canadiano por muitos e bons anos. As visitas a Portugal sucedem-se e nunca lhes vimos um concerto abaixo de bom.

Depois da uma da manhã, os M83 ficaram encarregues de fechar o palco maior do Alive. Fizeram-no em formato de banda sólida debitando sempre electrónica dançável que ajudava os mais resistentes a queimarem os últimos cartuxos e os mais cansados a abandonar o espaço ainda abanando a cabeça com um sorriso. O êxito «Midnight City» foi o último momento de grande comunhão no Passeio Marítimo de Algés - esperemos que as alegrias vindas de França não tenham acabado aqui.


Para trás ficaram passagens dignas dos norte americanos Band of Horses e de Agir que fez a alegria dos miúdos que já frequentam festivais. A revelação do dia foi a actuação ao fim da tarde dos espanhóis Vetusta Morla. Desconfiámos quando sentimos uma pequena invasão de T-shirts e bandeiras de Espanha a caminho do palco principal, para depois confirmarmos que a banda madrilena goza de enorme prestigio entre público e critica. Ao ouvirmos «La Deriva» ficamos esclarecidos do potencial rock dos Vetusta Morla. Uma revelação que pede regresso breve em nome próprio.

Pelos outros palcos podemos destacar mais propostas nacionais sempre em destaque no Palco NOS Clubbing. Isaura e Mirror People confirmam-se como certezas na música portuguesa.

Mas foi no espaço Heineken, a tenda maior, que se viveu o concerto mais glorioso e inesquecível deste último dia. Ouvir Calexico, num fim de tarde quente, na sua maior força com todos os instrumentistas em palco é algo que não tem preço. Os sons das cumbias e mariachis de Tucson,  Arizona, ali bem perto da fronteira com o México a denunciarem toda a riqueza sonora que os sopros e as guitarras transformam facilmente numa banda sonora do imaginário de «Breaking Bad», a série de televisão. Joey Burns e John Convertino podiam ter convocado a sua turma para um apenas mais um concerto de festival mas preferiram assinar a melhor passagem por Portugal (já os vimos cinco vezes por cá ) com um alinhamento irresistível que contemplou uma versão incrível de «Alone Again Or» dos Love (do EP «Convict Pool» de 2004) e terminou com a passagem por «Crystal Frontier», uma das melhores canções de sempre! Ficam com mérito na história deste Alive.
 
João Gonçalves para o Disco Digital

Rock In Rio, Dia 4: Arcade on fire

Ao quarto dia o Rock in Rio mudou de figurino musical e voltou-se para o alternativo. Desafiou um público pouco dado aos ares do Parque da Bela Vista e arriscou apresentar nomes que não costumam arrastar multidões da dimensão que o Festival pretende. Resultado: foi o dia de menor afluência ao recinto e muitos fãs de Arcade Fire «contrariados» num espaço que não apreciam. Para a história fica a grande revelação em palco chamada Lorde e novo bom concerto dos canadianos em Portugal.

 

Vale a pena voltar atrás no tempo para falarmos deste penúltimo dia de Rock in Rio. Quando foi anunciado o cabeça de cartaz para esta noite as reacções não se fizeram esperar nas redes sociais. A organização resolveu desafiar um publico que desdenha o conceito do festival e mostrar argumentos de peso aos outros grandes festivais locais que, com certeza, fariam as delicias dos seus frequentadores anunciando uns Arcade Fire.

 

O dilema estava instalado na comunidade de gosto musical mais alternativo, chamemos-lhe assim. Por outro lado os Arcade Fire já há muito que romperam as fronteiras do território indie dos tempos de «Funeral» editado em 2004. Não sendo propriamente uma banda mainstream já chegam a um público muito diversificado e a fama de darem excelentes concertos nunca foi defraudada nas anteriores passagens por cá, do Minho ao Meco sairam sempre com mais devotos.

 

A história desta passagem dos Arcade Fire por Lisboa começa na véspera com Win Butler a juntar o seu nome à lista de famosos que nas últimas semanas tem colocado Lisboa em estado graça aos olhos do mundo. O vocalista foi encontrado na noite lisboeta e rapidamente foi adoptado por um grupo de noctívagos que o levaram a meter discos no Incógnito, conhecida discoteca lisboeta. A empatia com os amigos locais foi tão grande que Butler convidou-os para a festa na Bela Vista com passes de backstage que deu direito a entrarem em palco desfilando com as cabeçudas figuras da banda, além de terem entrado em acção com uma introdução portuguesa feita por um dos companheiros da noite anterior. 

 

De tarde falámos com Pedro Alves, foi ele que teve a honra de anunciar a banda, que nos contou que só um acaso louco como este de acabar a conviver com uma das suas bandas preferidas o faria ir parar ao Rock in Rio onde nunca tinha estado tal como o grupo de amigos e amigas que estavam com ele a ver Wild Beasts. Não terão saído do recinto com má impressão do evento já que viram os Arcade Fire em grande forma.

A organização fala em 47 mil pessoas mas pareceram-nos menos. Nunca se circulou tão à vontade no parque e não foi nada complicado arranjar um bom local para ver os concertos no palco mundo. 

 

Entrámos no mês de Junho com os Arcade Fire a provarem todos os créditos que fazem deles uma das melhores bandas em palco. Actualmente é dificil dizer o nome de uma banda mais empolgante para ver ao vivo, obviamente tirando os grupos de nível lendário como os Rolling Stones. 

Os canadianos conquistaram o seu espaço com actuações energéticas onde mais de uma dezena de músicos se diverte entretendo o público, trocam de instrumentos, saltam de posição e vão construindo a cada disco que editam alinhamentos cada vez mais ricos e consistentes. Vão em crescendo sem nunca mostrarem fraquezas e ao mesmo tempo aparentam não ter muito mais ambições do que ser isto mesmo que vimos no Rock in Rio. Querem ser uma banda que garante um tempo bem passado a quem arrisca (o verbo desta vez faz mais sentido que nunca) ir vê-los, não querem ser a maior banda do mundo, com os melhores concertos de sempre. Não nos parece que queiram subir muito mais na escala. 

Claro que assinaram um dos melhores concertos desta edição do festival e adaptaram-se tão bem ao espaço como tinham feito em todas as passagens anteriores por Portugal. Não terão tido todos os seus devotos portugueses na plateia mas o público recebeu-os de braços abertos e gargantas afinadas, nem uma tocha acesa faltou! O alinhamento foi equilibrado revisitando «Funeral», «Neon Bible», «The Suburbs» até ao recente duplo álbum «Reflektor», tocaram 21 canções terminando em apoteose com «Wake Up». Ao som de «Here Comes The Nigh Time» houve os tais cabeçudos em palco, um deles era Lorde a quem também «roubaram» um pouco de «Royals» no arranque de «Normal Person».

 

Falemos agora de Lorde. Ella Marija Lani Yelich-O'Connor tem 17 anos, vem da Nova Zelândia e surpreendeu o mundo com o single «Royals». David Bowie viu nela um futuro brilhante, nas entregas de prémios mais famosos do mundo da música tem sido atracção e deixa-nos a todos na dúvida. Será só uma fugaz passagem pela fama, haverá vida além de «Royals». Pois as dúvidas foram dissipadas no Parque da Bela Vista. Lorde arrancou para um concerto surpreendentemente seguro e convincente. Defende «Pure Heroin» com garra, impõe a sua lei e arrebata toda a plateia para a sua causa. Uma das maiores revelações do Rock in Rio. O regresso ao nosso país não deve tardar.

 

Também os ingleses Wild Beasts aproveitaram da melhor maneira a convocatória e corresponderam com um belo concerto à maior enchente que vimos na zona do palco Vodafone. 

Antes já os portugueses Capitão Fausto tinham convencido uma plateia bem composta de que são um dos valores seguros da nossa música e provaram que este é um grande ano para eles. Disco bem recebido e concerto à altura. Estão bem lançados.

 

Um dos momentos mais aguardados desta 10ª edição do Rock in Rio envolvia músicos portugueses no palco principal a homenagearem António Variações. Começou muito bem com Gisela João a provar que é enorme em qualquer parte do mundo até na imensadão do palco mundo. «Quero é Viver», «Anjinho da Guarda» e «Adeus Que Me vou Embora», com a ajuda dos Linda Martini, foram os melhores momentos. Depois o factor surpresa nunca se deu bem com o factor emocional e as versões apresentadas pelos Linda Martini e Deolinda nunca chegaram a arrepiar. Mas foram interpretações interessantes quando comparadas com a chega ao palco de Rui Pregal da Cunha que chamou a si todo o protagonismo de uma projecto colectivo que pedia mais discrição e melhor voz. O Herói do Mar entusiasmou-se mas «Dar E Receber» ou «Erva Daninha» não mereciam ser mal tratadas daquela maneira. Ficou a boa intenção e os bons momentos de Gisela João e também Ana Bacalhau que se sentiu à vontade e cumpriu bem a sua parte em «O Corpo é que Paga» ou «É para amanhã».

 

Nest penúltimo dia ainda aconteceu uma estreia, Ed Sheeran tinha uma pequena legião de fãs nas primeiras filas que acolheram um cantor demasiado nervoso para tão grande cenário. Mostrou os seus singles radiofónicos, fez as delicias das jovens admiradores e não deixou marca no festival.

 

in Disco Digital

João Gonçalves

 

 

 

 

 

 

 

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