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Grandes Sons

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Grandes Sons

Aloe Blacc na Aula Magna: Soul com alma


POR: Marco Moutinho


Na Aula Magna, com sala esgotada respirou-se a excelência e solidez do melhor R&B evocativo da Motown. Em tempo de crise, o melhor antídoto!

Aloe Blacc criou «Good Things» no ano passado, um álbum soul que nos transportou para a era analógica! Um álbum quente, humano e sedutor, com Blacc a fazer lembrar um mashup de voz e presença algures entre Otis Redding e James Brown.

 

Maya Jupiter, australiana, de origens mexicanas e turcas, fez a primeira parte do concerto arrancando com um belo aquecimento para a banda, a mesma de Aloe Blacc (produtor do seu albúm), com uma presença cool. Maya, que se apresentou num português abrasileirado, debitou hip-hop, salsa, R&B, reggae e até samba. Ela que viria a reentrar em palco, no encore, para cantar «Rico» com Aloe Blacc.

No passado foi assim: concertos com entradas explosivas, warm ups cheios de groove, funk e muita energia. Na Aula Magna foi igual, e para melhorar tudo isto, Blacc entrou a matar com «Hey Brother», delírio à primeira vista, com promessas de uma noite bem animada, em que foram celebrados monstros da soul e do funk como Al Green, Marvin Gaye e James Brown. Blacc, qual cronner, dançou como se não tivesse grama de peso no seu corpo mostrando sensualidade e muita soul, cantando e fazendo falsetes deliciosos e arrepiantes, que deleitaram o público. «Loving You is Killing Me» fez levantar das cadeiras o público.

 

«Miss Fortune» foi uma infusão de blaxploitation, «Femme Fatale» original dos Velvet Underground foi romantismo doce e vendável, envergonhando qualquer Britney Spears que estivesse na sala. «You Make me Smile» deu brilho à banda com a fluidez e pujança de uns Parliamente- Funkadelic (de onde saiu aquele baterista eléctrico?). Blacc lembrou a importância de sorrir, qual yoga do riso, em tempos de crise e, a fazer lembrar alguns cultos, sugeriu que todos se abraçassem: missão conseguida.

A crise não foi esquecida e «I Need a Dollar» foi o que «Brother Can You Spare A Dim» de Al Johnson foi no tempo da grande repressão, lembrando que o dinheiro, apesar de tudo, não pode comprar a felicidade, mas que um concerto pode, e muito bem, animar uma plateia fazendo-a saltar das cadeiras e dançar. Se Aloe Blacc fosse o político de «Politician», o melhor PEC ou pacote do FMI contra a crise apenas teria dois ingredientes: amor e paz.

 

Blacc é carismático, pulsa soul por todos os poros, e a sua versão de «Billie Jean», de Michael Jackson, já no encore, foi melodia e beleza no seu expoente máximo. O Verão ainda não chegou mas as boas coisas que nos trouxe Aloe Blacc aqueceram o corpo e alma dos presentes como poucos o saberão fazer. Queremos concertos assim, esgotados, poucos dólares no bolso, alegria a rodos e mestres como Aloe Blacc a dirigir-nos!

 

marcomoutinho.musica@gmail.com

 

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