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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

NOS Alive, Dia 3: O triunfo da dança

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Dia de diferentes emoções repartidas pelos palcos do Alive. Houve que gerir horários e correr para conciliar tudo o que merecia ser visto; movimentações que atestam a boa oferta que o último dia do festival tinha para dar. Da luz do dia pelas 18h30, quando os Sleaford Mods arrancaram uma revolução, até depois das 4 da manhã, quando os Chromeo encerraram a festa no palco Heineken, houve muito que contar.

 

Até às nove da noite, o que foi acontecendo no palco NOS não merece grandes comentários. Os HMB fizeram por aproveitar o seu momento «Euromilhões» pisando o maior palco que alguma vez sonharam. Os Counting Crows já levam tantos anos disto que o seu trunfo para animar a malta passou completamente despercebido entre a geração Shazam que mesmo nas filas da frente mostrou total indiferença aos autores de «Mr. Jones». 

 

Felizmente que o Alive é um festival de fortes argumentos na tenda mais longe do palco principal. Um final de tarde grandioso com propostas completamente diferentes.

 

O alucinado duo Sleaford Mods, que captou atenções além do Canal da Mancha com o cativante disco do ano passado «Divide and Exit», tem uma postura única em palco. O acutilante vocalista Andrew Fearn debita rimas em alto ritmo e com um ar sempre desafiador de hooligan prestes partir o pub todo. O homem responsável pela produção de batidas é a figura mais castiça que o Alive viu este ano. Jason Williamson limita-se a carregar no play do seu computador portátil para cada tema, dá dois passos atrás de mão no bolso, boné mitra e, de copo na mão, dança e canta mostrando-se a pessoa mais alheada daquela tenda. Terminaram com Fearn a virar costas zangado como quem vai à procura de Guiness, e Jason no microfone a lamentar o facto de estar num festival tão grande e ninguém lhe ter dado erva. Inesquecível!

 

Antes de anoitecer, novo triunfo esmagador de uma banda portuguesa, concerteza. Os Dead Combo imprimiram mais ritmo rock do que é habitual e foram ovacionados por um espaço a transbordar de festivaleiros rendidos. O final com dedicatória à Grécia, com bandeira ao alto no cenário, e um instrumental inspirado de «Zorba, o Grego», cativou portugueses e estrangeiros. Mais um tiro certeiríssimo dos Dead Combo para inglês, e não só, ver, invejar e divulgar.

 

Pelas nove da noite chegava a altura das grandes decisões e de aumentar o running entre palcos. A presença de Sam Smith obrigava a observação atenta no palco NOS. Ao contrário de outras promoções, a subida de Sam Smith da tenda para o maior palco foi perfeitamente justificada. Diríamos até obrigatória. Tal como os senhores que seguiram no mesmo espaço, diga-se.

O londrino de 23 anos é actualmente um nome maior a nível mundial da música pop. Conquistou o seu espaço merecidamente com o aclamado «In the Lonely Hour» que lhe valeu os principais prémios internacionais da indústria musical. 

Foi com naturalidade que se viu o recinto muito bem composto por fãs conhecedores da obra de Sam Smith. A grande expectativa era saber como estava o cantor após a cirurgia às cordas vocais que teve de fazer há meses. A resposta é arrebatadora, o falsete continua imbatível, aguenta todos os seus sucessos e ainda dá para pedir emprestado «Tears Dry onTheir Own» de Amy Winehouse, por exemplo. Comunicador, simpático e irrepreensível. Aposta segura e ganha.

 

Para quem não suportou o timbre de Sam Smith, a entrega ao pós-rock dos escoceses Mogwai no lado oposto do recinto foi terapia mais do que suficiente para embarcar noutro tipo de viagens mais instrumentais e estimulantes. Houve casa cheia para ambos.

Aproveitando o balanço ficamos com mais escoceses e a proposta de revisitar um álbum que é uma instituição na história do rock. Os irmãos Reid levaram muito a sério a celebração dos vinte anos de «Psychocandy» e arrancaram uma interpretação digna que o grande disco dos Jesus and The Mary Chain merece. Sem rodeios nem invenções e com três bónus além do celebrado álbum. Foi a plateia mais veterana que ali vimos mas também uma das mais reduzidas naquele horário.

 

Indiferentes a veteranias, os festivaleiros concentravam-se na sua grande maioria em frente ao palco NOS para nova aclamação a Chet Faker. O australiano de 27 anos só com um disco editado é um verdadeiro caso de estudo com a incrível popularidade que por cá graceja! Anteriormente já tinha levado um banho de multidão no palco secundário do Alive numa madrugada ainda fresca na memória de todos os que por lá passaram. Recentemente esgotou duas noites no Coliseu dos Recreios e hoje voltou a actuar para uma impressionante legião de fãs. Com a qualidade de concertos como este que apresentou no Alive, adivinha-se que a veneração do público português esteja para durar muito tempo.

 

Sem tempo para descansos nova corrida até ao palco Heineken para ver como Azealia Banks nos ia surpreender desta vez. Bem mais vestida do que na passagem pelo Meco em 2013, a nova iorquina incendiou rapidamente a tenda que registou uma das maiores enchentes do festival. O disco «Broke With Expensive Taste» foi o mote para danças desenfreadas em palco e na plateia. Durante o tema «212» assistimos a uma levantamento de pó pouco habitual naquelas paragens que atesta bem a fúria dançante da multidão. Prova superada e apenas abandonada pelos primeiros sons vindos do outro lado que anunciavam a chegada dos Disclosure.



Uma boa escolha para fechar o palco NOS, os ingleses Disclosure que já tinham ali brilhado no palco mais electrónico no ano de estreia discográfica e que tinham sido escolhidos para encerrar outro festival nacional no Meco, chegam ao palco maior do evento onde se estrearam por cá.

Entre os ecos ainda bem frescos dos temas do disco de estreia «Settle», um marco na história recente do house, e um olhar para o futuro breve com o lançamento de novo álbum em breve, o concerto teve momentos de euforia colectiva e outros de menor contágio. Sempre que os irmãos visitavam «Settle» a resposta dançante da plateia era imediata. Estamos a falar de um disco em que, quase, todos os temas são potenciais singles tão fortes que chegam até aos espaços radiofónicos mais comerciais. As novas músicas prometem uma continuação à altura mas o povo queria mesmo era cantar o que ouve no Spotify. Os Disclosure justificaram e confirmaram-se como novos cabeças de cartaz de grandes festivais.

 

Feliz também foi a escolha dos Chromeo para fechar a noite no palco Heineken. O ritmo dançável manteve facilmente uma multidão, que se recusava entregar ao cansaço, em festa pela madrugada dentro. Um final de festa a justificar as dezenas de sorrisos em corpos cansados que vimos à saída do recinto.

 

Texto: João Gonçalves

Foto: Arlindo Camacho

in Disco Digital

NOS Alive, Dia 2: Vitória das tendas na guerra dos palcos

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Circulou-se melhor no segundo dia do Alive. O cabeça de cartaz mais apetecido já passou e agora sobra espaço na área do palco maior, ao invés entre as duas tendas do lado oposto o trânsito é mais intenso. A oferta dos palcos alternativos ao principal é muito mais apetecível, entre descobertas recentes, velhos conhecidos e propostas portuguesas há muitos vencedores a anunciar neste dia dois.

Propor os Marmozets pelas sete e meia com o seu rock nu metal inócuo, incomoda mais os ouvidos do que cativa a atenção de alguém. Chegar às nove da noite e ver os australianos Sheppard a tentarem sair do anonimato só ultrapassado quando tocam o êxito radiofónico «Geronimo» dá direito a comentários interessantes como este que ouvimos ao nosso lado: «Geronimo?! Pá, então vão tocar à Festa do Avante».

Só pelas dez e meia da noite se viu uma plateia reunida com foco digno da grandeza do palco NOS. Infelizmente, os Mumford & Sons são já uma saudade de si próprios. Triunfaram neste mesmo evento em 2012 no auge da popularidade do álbum «Babel». Assumiram uma mudança de rumo apresentada no recente disco «Wilder Mind». 

Só eles parecem contentes com a nova estética, o público mostrou-se indiferente às novas músicas e só celebrou os temas que recordaram a outra passagem dos londrinos por ali. Duvidamos que saiam deste labirinto com grande vitalidade.

Assim, foram os veteranos Prodigy a oferecer um concerto digno do grande espaço do NOS Alive. Nunca falham quando são chamados a incendiar com batidas pesadas, rimas agressivas e temas que marcaram os anos 90 e que sobrevivem até hoje. Keith Flint continua possuído em palco, apesar dos quase 46 anos, Maxim Reality não dá descanso a ninguém e a máquina infernal de sons fortes deixam a plateia, ávida de festa e desafio, saciada. 

Em cinco canções no arranque do concerto foram avistadas várias tochas e outro material pirotécnico no meio dos festivaleiros em danças tribais e descontroladas. Foi a melhor resposta aos hinos «Firestarter» ou «Breathe». O novo disco dos Prodigy foi só um pretexto para uma celebração de libertação de adrenalina que ainda não se tinha visto naquele espaço.

Se os pontos de interesse do Palco NOS foram poucos, a tenda Heineken e NOS Clubbing compensaram ao longo do dia. 

Triunfal passagem de alguns dos mais interessantes projectos musicais que Portugal tem para apresentar actualmente. Todos com discos novos, todos com plateia generosa e conhecedora. Moullinex, em banda, contagiou a tenda com o recente «Elsewhere» devidamente aprovado pela plateia dançante ao som «Take a Chance», single irresistível deste ano.

A Batida de Pedro Coquenão está mais viva do que nunca. Quem passava pelo palco Clubbing ficava contagiado com as sonoridades africanas e juntava-se ao público que festejava as propostas mais recentes de «Dois». Os turistas não percebiam as letras mas adoravam o som e o ambiente.

Ao anoitecer o palco Clubbing recebeu uma enorme enchente para ouvir Capicua. Mesmo em dificuldades físicas, Ana Fernandes não deu tréguas e agarrou a multidão do principio ao fim. Valete apareceu como convidado e apelou para que Capicua não se afaste do hip hop nacional. Reiteramos o pedido. A recepção dos festivaleiros fala por si.

O melhor deste segundo dia estava guardado para Palco Heineken. Algo que é muito recorrente ao longo dos últimos anos no Festival de Algés. Desta vez foram os Future Islands a inscrever o seu nome entre os grandes vencedores na rica galeria que esta tenda já guarda.

Concerto incrível de Samuel Herring que comanda a banda norte americana. Entrega total do vocalista em total harmonia com a multidão que mostrou conhecer a obra dos Future Island. Um grande concerto que teve como ponto alto a passagem por «Seasons», tema que abre o excelente disco «Singles» do ano passado. Uma das actuações que marca esta edição do Alive e que fica a pedir regresso em nome próprio.

O efeito surpresa em James Blake já não é grande porque o londrino já conquistou o seu espaço nas preferências do muito público que o descobriu em passagens anteriores por cá e nos seus dois discos editados em 2011 e 2013. A força da sua tranquilidade quase intimista a impôr-se ao caos sonora que soava lá ao fundo no palco dos Prodigy chegou para conquistar uma vasta plateia que não poupou carinho a Blake. Sem dificuldade, um dos melhores momentos musicais do Alive 2015. Uma confirmação que recomenda nova visita mas num concerto só seu.

Para terminar a longa noite na tenda maior, muita expectativa para rever Róisín Marie Murphy. Será a eterna voz dos Moloko apesar da já longínqua e bem sucedida carreira a solo. Talvez por isso mesmo, o resultado final não tenha sido tão efusivo como se esperava. Os festivaleiros queriam mais canções conhecidas dos discos anteriores e não tanto desfile de «Hairless Toys». Nem uma alterada «Pure Pleasure Seeker» elevou os ânimos. Róisín deu o que queria dar e indiferente às expectativas divertiu-se em palco.
 
Texto: João Gonçalves
 
Foto: Arlindo Camacho
 
in Disco Digital

NOS Alive, dia 1: Vitória esmagadora nas urnas dos Muse

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Ao oitavo ano o NOS Alive é já uma instituição no mapa de festivais em Portugal com uma abertura importante para o Reino Unido. Já nos habituámos a conviver com milhares de turistas ingleses no recinto de Algés, o cartaz continua apelativo para os turistas e a fama da boa organização do evento ajuda a enchentes como a deste primeiro dia. A máquina está tão bem oleada que logo após a chegada dos primeiros milhares de festivaleiros a organização já divulgava datas para a edição 2016. Será de 7 a 9 de Julho e os bilhetes já estão à venda.

 

Bilhetes para este primeiro dia eram um bem precioso procurado em desespero às portas do recinto. No inicio desta semana Álvaro Covões tinha explicado à imprensa que actualmente a organização assume que há sempre um concerto mais desejado em todo o festival. Em anos anteriores tinham sido os Radiohead e os Arctic Monkeys ; este ano essa responsabilidade coube aos Muse. A lotação esgotada aprovou a escolha da banda de inglesa.

 

Apesar de ser uma quinta-feira, o recinto lotado precocemente notou-se pela romaria às primeiras filas do palco maior e pelas T-shirts que a maioria estava ali para ver e rever Muse. Muitos ingleses e espanhóis, como é hábito, misturados com outras nacionalidades não tão facilmente identificadas. De ano para ano nota-se cada vez mais que as pessoas vão ao festival para preencher apetites sociais, mais do que absorver tudo o que vem dos palcos - conversas cruzadas que tornam a escuta cada vez mais dificultada da música. 

 

Há uma tendência em crescendo entre os festivaleiros portugueses: eles e elas optam por trazer cachecóis e camisolas dos seus clubes de futebol do coração. Natural destaque para as cores das três equipas com mais adeptos por cá.

Um fenómeno que pôde ser comprovado por quem viu confortavelmente em casa o concerto mais esperado da noite transmitido em directo pela RTP. Uma cobertura que ganha uma nova dimensão este ano aproximando via smartphone quem está no recinto e quem segue em casa.

 

Musicalmente falando, esta não foi uma noite de revelações ou surpresas. O cancelamento de Jessie Ware criou alguma desilusão mas abriu espaço para uma boa aposta nacional, os Capitão Fausto agradeceram a repescagem de última hora e voltaram a triunfar num espaço que já conheciam da edição de 2013.

No palco Heineken ao final da tarde, e antes dos portugueses Capitão Fausto, os escoceses Young Fathers marcaram pontos e viram os singles «Sham» e «Rain or Shine» serem entoados por uma plateia atenta embora ainda longe das enchentes da noite.

Foram os britânicos Metronomy os primeiros desta edição do Alive a encherem as medidas da grande tenda do palco Heineken. Com o disco «Love Letters» ainda a ressoar e uma passagem por vários temas acolhidos em festa, com muitos olhares fixados na baterista Anna Prior. 

Mais tarde os Django Django regressam a um palco onde já foram tão felizes mas já sem a frescura da estreia e a lutarem contra a tentação de muitos festivaleiros abandonarem o recinto depois de Muse. 

Mesmo assim foram muitos os que resistiram até depois das 3 da manhã para dançar ao som do australiano Flume, como se viu na passagem de «Some Minds».

 

As atenções andaram sempre mais viradas para o lado das tendas do recinto porque no palco maior a oferta musical até às 22h30 era pouco mais do que irrelevante. Os The Wombats de Liverpool passaram despercebidos à luz forte do dia embora o single «Greek Tragedy» tenha sido identificado à distância. Depois James Bay já concentrou alguns fãs e muitos curiosos satisfeitos com o sucesso «Hold Back The River». 

Ben Harper & The Innocent Criminals em 2015 no palco principal do Alive é tão irrelevante que nem mesmo um veraneante «Steal My Kisses» justifica tal presença. A indiferença da plateia não mente.

 

Terminemos com as duas apostas para os momentos altos da noite no palco NOS. Quanto aos Muse não havia dúvidas que seriam os reis da noite, e talvez até de todo o festival, arrastando a multidão que cedo esgotou os bilhetes para este dia. 

Já quanto à promoção dos Alt-J para o espaço maior do Alive esteve longe de ser unânime. Recordemos que a banda de Leeds deu um concerto inesquecível na tenda Heineken na altura certa quando o disco de estreia estava entre os melhores de 2012 para a frente. «This is All Yours» seguiu-se em 2014 esteve longe de causar o mesmo impacto. Em palco os Alt-J não parecem confortáveis em tão grandes dimensões e a plateia ansiosa pelos Muse também só acompanha os temas mais conhecidos nas primeiras filas. Teria sido melhor para banda e fãs a repetição no palco Heineken, como aconteceu com os Django Django, mas perante tanto anonimato até aquela hora no palco principal até devem ter ganho alguns fãs menos atentos.

 

Os Muse cumpriram tudo o que prometiam. Desfile de canções que já são hinos espalhados pela sua discografia iniciada em 1999 embora com passagens menos eufóricas pelas novas músicas de «Drones», excepção feita ao arranque épico e em força com «Psycho». 

Uma hora e meia sem grandes exuberâncias cénicas - não se viram drones, por exemplo. A recta final foi a mais efusiva com lançamento de balões gigantes pela plateia e chuva de papelinhos e fitas vermelhas e brancas ao som de «Mercy», «Time is Running Out» ou «Reappers». 

A par de Coldplay e Radiohead, os Muse são das raras bandas da escola dos 90 que podem apontar para mega produções de estádio. Trabalham para grandes multidões e não desiludem. Terão assinado o concerto mais aguardado deste NOS Alive.

 

Texto: João Gonçalves
 
Foto: Arlindo Camacho
 
in Disco Digital

Django Django de Volta ao NOS Alive

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Django Django são a mais recente confirmação do NOS Alive’15. O quarteto britânico irá subir ao Palco Heineken para apresentar o seu mais recente registo de originais, “Born Under Saturn”, com edição agendada para o próximo dia 04 de Maio. A banda irá actuar dia 09 de Julho no mesmo palco dos já anunciados Metronomy, Jessie Ware, Flume e Young Fathers.

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