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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

NOS Alive, Dia 3: O vento trouxe os grandes concertos

No último dia a má notícia é que o vento apareceu em força e a noite arrefeceu depois de dois dias de verão total. A boa notícia é que chegaram os concertos memoráveis por que esperávamos desde o primeiro dia. Jungle, The War on Drugs, Unknown Mortal Orchestra, Chet Faker e uma curiosidade chamada Gin Party Soundsystem.

 

Chegou o fim de semana a Algés e, curiosamente, o sábado foi o dia em que nos pareceu haver menos festivaleiros no Passeio Marítimo. Depois de duas noites amenas de verão o vento veio para incomodar no último dia e arrefecer a madrugada. 

 

Ao terceiro dia colhemos uma mão cheia de bons concertos, daqueles que vamos falar quando evocarmos a oitava edição do Alive. 

Não foi no palco principal que tivemos as maiores emoções. Se nos dias anteriores os cabeças de cartaz não deslumbraram, neste último dia torna-se até complicado eleger um destaque. Assim sobram alguns momentos que alegraram os respectivos fãs. A saber, os londrinos Bastille além do celebrado single «Pompeii» recorreram a golpes duvidosos como varrer géneros do eurodance - «Rhythm Is a Dancer» aos The XX passando por TLC. Talvez divertido, certamente embaraçoso. 

Os californianos Foster the People vieram mostrar que vida além de «Pumped Up Kicks», até pode haver mas é desinteressante.

 

E o que dizer da ressurreição dos The Libertines? Talvez os cabeças de cartaz com menos público da história do Alive. Muitos ingleses nas filas da frente para recordarem os dois discos lançados até há 10 anos e verem se Pete Doherty tem pedalada para esta reunião. Aguentou, deram um concerto tão normal quanto irrelevante. Já nem os dealers acreditam nesta reunião. 

 

Elogios para os You Can't Win, Charlie Brown que abriram o palco às 18h00 com garra e confiança continuando a trilhar o seu interessante caminho no indie nacional. Também em português aconteceu um final de tarde agradável com a soul dos Black Mamba, interrompida por um corte de som embaraçoso. O espectáculo tinha que continuar e a dança seguiu. Sabem o que fazem. Longe do palco principal, outros portugueses encantaram: os Beautify Junkyards desfilaram o seu belo disco fazendo valer a deslocação ao espaço Raw Coreto. 

 

Mas foi ali perto entre os dois palcos abrigados por tendas aconteceram os concertos que valem a pena recordar.

Cass McCombs tocou e cantou para gente sentada sem forçar e bem recebido. Pelas 20h00 já não havia ninguém sentado na tenda Palco Heineken porque Adam Granduciel comandava os seus War on Drugs num grandioso concerto a transportar com nervo um dos melhores discos deste ano, «Lost in The Dreams», para o palco. A enchente com que foram acolhidos e a maneira como o público reagiu aos épicos 5 minutos de «Red Eyes» servem de prova.

 

A combinação entre o psicadelismo da Nova Zelândia e Estados Unidos da América traduzida em «II» dos Unknown Mortal Orchestra continua a ser hipnótica e a resultar ao vivo como se viu a seguir aos The War on Drugs. Excelente concerto.

 

Depois de mais uma tareia com bateria a dobrar dos portugueses PAUS, muito celebrados, e do regresso dos Daughter a comprovarem o grande culto de fãs que têm por cá, como já se tinha visto no Coliseu em Dezembro, foi a vez de Chet Faker conhecer o doce sabor da consagração. Recinto cheio para celebrar o disco «Built on Glass» assimilado na integra pela pequena multidão em frente ao músico de Melbourne. 

 

O concerto certo na hora certa aconteceu no NOS Clubbing, os Jungle editam o seu disco de estreia na próxima semana mas já são um pequeno fenómeno com os singles editados. Prova disso foi a grande afluência à tenda mais pequena do Alive e a reacção eufórica a «Time» e «Busy Earnin». 2014 passa por aqui, quem viu vai cobrar daqui a uns meses aos amigos que chegarem a estas músicas mais tarde. O hype tem fundamento.

 

Para o fim deixamos a chamada de atenção na introdução desta crónica. O que é Gin Party Soundsystem? É só isso mesmo, malta que celebra música de dança dos anos 90 dançando em palco, bebendo gin e com uma capacidade de atrair muita gente (mesmo às 17h00) para a sua causa que é só uma: diversão. Urge apostar nesta tropa fandanga para fim de festa no palco Heineken.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

NOS Alive, Dia 2: Cumprir sem deslumbrar

Na segunda noite do NOS Alive, repetiu-se o calor de verão mas não a enchente de véspera para receber a consagração dos Black Keys. Ainda assim, o recinto esteve muito bem composto a partir do final da tarde. Não houve concertos memoráveis, apenas expectativas cumpridas e algumas descobertas interessantes nos palcos secundários na noite em que os Buraka Som Sistema saltaram para o palco principal fechando em grande.

 

 

Feitas as contas a este segundo dia de festival não podemos afirmar que tenha acontecido um daqueles concertos para mais tarde recordar. Tudo demasiado previsível e , tal como no primeiro dia, os cabeças de cartaz não tiveram que se esforçar muito para saírem vencedores.

 

Os Black Keys estiveram no MEO Arena em Novembro de 2012 saciando uma enorme vontade ao público português de ouvir as canções de «El Camino». Um ano e meio depois pouco mudou nesta fórmula, Dan Auerbach (guitarra) e Patrick Carney (bateria) têm novo disco «Turn Blue» mas o público que foi a Algés para os ver continua a só dar ouvidos aos singles de «El Camino» e, com algum favor, de «Brothers». Sempre que o alinhamento passou pelos hinos a reacção foi grandiosa; quando o duo revisitava catálogo menos conhecido ou mesmo algo de novo sentia-se indiferença na plateia. Foi pena porque podia ter sido um concerto melhor com menos preguiça do público. Da parte dos Black keys nada a apontar, entrega total que lhes vale o título de melhor da noite.

 

Além de Black Keys não é fácil escolher momentos altos no palco principal. Os Buraka Som Sistema não entram nesta equação, claro. Mesmo longe da euforia que já vimos entre palco e plateia em anos anteriores quando actuavam no palco secundário, os portugueses justificaram plenamente a chamada ao palco principal para fechar em festa esta segunda noite. 

 

Antes o destaque vai para uma aclamada «Kids» dos MGMT que continuam sem convencer em palco enquanto perdem relevância à medida que avançam na discografia. 

Em português fechou e com portugueses abriu o palco NOS Alive, os Vicious Five regressaram para dois concertos finais, o primeiro aconteceu ainda com o sol a pique em Algés e fez-nos lembrar o quão eficientes eram estes rapazes a espalhar rock em festivais. Soube bem.

 

No mundo dos palcos alternativos 

 

No palco Heineken o destaque vai para o excelente concerto dos Parquet Courts, infelizmente ignorados com o espaço só preenchido por alguns fãs ingleses ainda no final da tarde.

 

Sam Smith herdou o legado deixado por cá há um ano pelos Disclosure e deparou-se com casa cheia para vibrar com as conhecidas colaborações de «Lacht» e «La La La», editada com Naughty Boy. Aproveitando a excelente química com o público do Alive ofereceu uma versão de «Do I Wanna Know?»  dos Arctic Monkeys muito bem recebida, claro.

 

As Au Revoir Simone continuam delicadas, bonitinhas e certinhas, mesmo que a nível musical nada de relevante tenha acontecido por ali sabe sempre bem rever as meninas de Brooklyn. 

 

Mais a sério foi a dose que os SBTRKT deram já madrugada dentro. O disco homónimo de 2011 continua a revelar-se valente ao vivo com os londrinos a não deixarem ninguém amolecer após um dia de concertos. Ficou tudo no ponto para a recepção ao canadiano Daniel Victor Snaith, mais conhecido por Caribou que contou com plateia numerosa para lá das 3 da manhã. 

 

Olhando para o palco NOS Clubbing destacamos duas passagens que agitaram as massas de maneiras diferentes. Diplo montou a sua festa e não deixou ninguém virar costas à sua actuação. Mais cedo os D'Alvaforam convincentes na defesa do disco «#batequebate» que se revela agitador quando acelera as batidas e puxa pela bateria.

Alex D’Alva Teixeira saiu como um dos triunfadores de um festival que ainda aguarda por um concerto memorável.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Nos Alive, Dia 1 : Macacos, Dragões e Cadáveres

À oitava edição o Festival Alive muda de tonalidade em Algés, o forte laranja dá lugar ao discreto branco que se espalha pelo recinto em forma de chapéus fruto da mudança do patrocinador que dá nome ao evento. Logo a abrir, houve lotação esgotada no dia (e noite) mais quente de todas as edições que consagrou duas subidas de divisão, Imagine Dragons das salas para um palco principal e dos Arctic Monkeys para o rock de estádio.

 

Cerca de 55 mil pessoas esgotaram o primeiro dia do NOS Alive. Fazendo render o bilhete, chegaram bem cedo a Algés propiciando uma vistosa enchente já ao final da tarde capaz de tornar o trânsito entre os palcos um IC19 pedeste.

Importava saber ao que vinha tanta gente. As T-shirts denunciavam romaria para ver Imagine Dragons e, principalmente, Arctic Monkeys, sendo que aqui com uma interessante variável em relação às várias passagens da banda por cá, a base de fãs renovou-se e é agora muito mais imberbe. Junte-se o facto dos Lumineers terem uma generosa rotação nas rádios mais ouvidas e temos a explicação para tamanha adesão já que o ambiente no recinto era de gerações diferentes em ameno convívio, isto é , pais e filhos. Claro que ainda há que contar com a generosa presença de público estrangeiro, sempre com destaque para os britânicos, que já é uma imagem de marca do festival.

 

Olhando para o palco pincipal não temos dúvidas em eleger os Arctic Monkeys e os Imagine Dragons como grandes vencedores. No sentido inverso deixamos a interrogação sobre a presença dos Interpol por ali. 

 

Ben Howard teve a honra de abrir o palco NOS Alive ainda o sol se bronzeava pelas 18h00. O londrino foi bem recebido e conseguiu entreter com sua folk melódica do disco «Every Kingdom». Cumpriu. 

 

Com um ano de atraso em relação à edição do disco e dos concertos que deram pelos principais festivais europeus, os norte americanos The Lumineers ainda chegaram a tempo a Algés de partilhar o seu êxito «Ho Hey» em estado de graça além de partilharem uma versão bem conseguida de Bob Dylan enquanto percebiam que o seu disco homónimo também foi bem assimilado em Portugal.

 

Ainda com luz natural num final de tarde verdadeiramente de verão chegaram os Imagine Dragons de Las Vegas. Eles que há um ano deixaram o Coliseu dos Recreios em êxtase sobem agora a um nível superior com a imensa plateia do Alive rendida desde o primeiro minuto. Das primeiras filas com jovens fãs mais excitadas até bem longe do palco há adolescentes e adultos sabedores e entregues às canções de «Night Visions» de 2012. Confirma-se que a banda de Dan Reynolds não dá maus concertos, foram convincentes nos elogios aos locais e até se dedicaram ao desporto oficial desta temporada de festivais, também quiseram destroçar a «Song 2» dos Blur. Passa tudo. Até a contemplação em comunhão de um «hino» de uma operadora de telemóveis concorrente da marca patrocinadora do Alive. Vale tudo pelo bem comum e todos pareceram satisfeitos no fim, banda e público. Pelo que vimos noutros festivais europeus era de esperar que os Imagine Dragons soubessem encarar esta subida de escalão em termos de público. Não falharam, mérito para eles. 

 

Os Arctic Monkeys há muito que deixaram de ser a banda britânica de Sheffield para serem um grupo que o mundo associa mais à escalada norte americana, muito por culpa do «padrinho» Josh Homme. Com um passado de seis passagens pelo nosso país antes de chegarem a Algés, podemos afirmar que temos visto os rapazes a crescerem de fenómeno do Youtube a banda de escala mundial. A pose rocker norte americana de Alex Turner é o farol de um grupo que já não mostra o entusiasmo que vimos no ano passado quando atacavam as músicas de «AM», a mais recente edição, e parecem agora mais em piloto automático viajando pelo sua já respeitável discografia de cinco álbuns de onde podem sempre tirar pérolas prontas a contagiar a geração mais velha alternando com temas mais recentes logo identificados pela nova base de fãs. Os Arctic Monkeys têm tudo, boas canções, boa gestão de carreira, bons em palco, líder carismático e vontade de serem tão grandes como os maiores. É «só» isso que lhes falta, conseguirem dar o passo mais difícil que poucas bandas conseguem, subirem de grandes a maiores. Podem lá chegar mas ainda não estão no patamar dimensional de uns Muse ou Coldplay, por exemplo. 

 

Pelo meio perderam-se uns regressados Interpol que insistem em refazer os sucessos de 2002 e 2004. Para quê? Os discos estão gravados e editados, tiveram a sua relevância na altura e podemos ouvi-los quando quisermos. Um concerto dos nova iorquinos em 2014 é só irrelevante e abre uma janela de oportunidade para falarmos de outro palco.

 

Geralmente no Alive o dilema é gerir a presença em vários espaços quando há oferta de concertos simultaneos. Neste primeiro dia a tarefa até foi simples. No Palco Heineken urgia ver Temples, a banda inglesa confirmou as boas indicações de rock «60's LSD» do excelente «Sun Structures». Boa passagem pelo Alive.

 

Os The 1975 vestiram a pele de cordeiro de banda-de-2014-de-quem-ninguém-se-lembrará-daqui-a-um-ano com o single «Chocolate». 

 

Os Elbow foram a salvação à hora dos Interpol. Excelente oportunidade para ouvir as novas canções do óptimo «The Take Off and Landing of Everything», e matar saudades dos cinco discos anteriores. A banda de Guy Garvey há muito que pede concerto em nome próprio por cá.

 

Único dilema do dia aconteceu com Kelis que não conseguiu contrariar a onda Arctic Monkeys e actuou para poucos resistentes. Foi pena porque o novo disco, «Food», é recomendável como se pode perceber pelo single «Jerk Ribs». 

 

A madrugada foi de festa no espaço do palco Heineken com a banda do austríaco Parov Stelar em ambiente easy listening festivo para pular até passarem o testemunho aos Booka Shade.

 

O caos que ainda se vivia pelas 3 da manhã junto da rotunda fora do recinto que da acesso ao túnel de ligação para o centro de Algés diz bem da grande afluência que teve o primeiro dia do novo Alive.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Alive dia 1 - Horários

10 de julho

 

Palco Nos  
Arctic Monkeys 00h15
Interpol 22h30
Imagine Dragons 20h50
The Lumineers 19h20
Ben Howard 18h00

 

Palco Heineken  
Booka Shade 03h00
Parov Stelar Band 01h35
Kelis 00h20
Tiago Bettencourt 22h55
Elbow 21h25
The 1975 20h05
Temples 18h55
Noiserv 17h50
Jacarés 17h00

 

Palco Nos Clubbing  
Jamie XX 02h00
Daphni 22h50
Pearson Sound 21h20
Pantha Du Prince 20h10
Midland 18h20
Tasker 17h00

 

Raw Coreto  
Cpt Lovelace 02h35
Cpt Lovelace 01h10
Sequin 23h55
Manuel Fúria e os Náufragos 22h35
d3o 20h55
The Fishtails 19h45
A Vitória Régia 18h35
A Vitória Régia 17h30

 

Palco Comédia  
Aldo Lima 23h45
Salvador Martinha 22h00
Luís Franco Bastos 20h30
Manuel Marques 19h00
Rui Cruz 18h15
Luísa Barbosa (host)
Miguel Monteiro Rodrigues 17h45
Manuel Machado 17h30
Duarte da Silva 17h20
Juan Pereira 17h10

 

Pórtico Nos
Squareone 20h50
Blackbird Prophet 19h40
Bjacr 18h30
Lcomandante e General 17h20
Michael Yang 16h10
Fil, The Captain 15h00 

PAUS no Alive

Os PAUS são a nova confirmação do Optimus Alive’14. A banda portuguesa irá atuar no Palco Heineken dia 12 de julho. O grupo vai apresentar o novo álbum de originais, "Clarão", com data de lançamento agendada para dia 31 de março.

Elbow no Alive

A banda britânica, Elbow, é a nova confirmação do Optimus Alive’14. O grupo de Manchester vai subir ao Palco Heineken, dia 10 de julho, para apresentar o seu sexto álbum de originais, sucessor de "Build a Rocket Boys!", com edição agendada para o próximo dia 10 de março.

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