Proximo Concerto em Lisboa dia 21 de Janeiro de 2012 no CCB --- APRESENTAÇAO DO DISCO NOVO
Mais uma vez só temos a agradecer por todo o amor que nos deram ao longo de todo o tempo , no sábado foi muito especial para nós e por isso partilhamos aqui com voces o concerto para Download gratuito (LIMITADO).
Seasick Steve Grinderman Anna Calvi Friendly Fires The Chemical Brothers Kaiser Chiefs Orelha Negra WU LYF Digitalism Bloody Beetroots Iggy & The Stooges Foo Fighters Mona
Para a história, a terceira noite da quinta edição da Optimus Alive será sempre a da viga que cedeu mas, ainda assim, valeu a pena esperar pelos Chemical Brothers.
Para se chegar a Marte, 30 segundos não chegaram. Só uma hora e meia depois da hora marcada, a nave espacial comandada por Jared Leto aterrou em Algés sem que tenha chegado verdadeiramente a descolar. Foi um concerto abreviado devido a uma «acidente» lamentou o actor que é todo rock star.
Era por eles que os fãs mais aguardavam. Foi por eles que a ansiedade cresceu quando os primeiros sinais de alarme chegaram. E não fosse a menor projecção mediática de MTV, Pretty Reckless e You Me At Six e poderíamos hoje estar a falar numa catástrofe com diversos níveis de repercussão.
A menor exigência do alinhamento da terceira noite do Palco Optimus acabou por jogar a favor da organização que, pacientemente, resolveu o problema do palco a tempo de proporcionar aos fãs a possibilidade de ver uns 30 Seconds To Mars a despachar serviço e uns Chemical Brothers que trouxeram toda a parafernália possível e imaginárias.
Eles sim descolaram do que é o template de actuação num festival. É verdade que muitas das bases vêm preparadas de casa mas a interacção entre som, luzes e vídeo tornou o espectáculo numa experiência inolvidável em que a tecnologia está realmente ao serviço do homem.
A cabeça aprovou e o corpo reagiu. Fugiram ao compromisso habitual de encerramento de noite em que o formato raver é obrigatório com uma simbiose de êxitos («Hey Boy, Hey Girl»), mash-ups e alguma aberta ao experimentalismo como numa primeira dezena de minutos de trip galopante.
Enquanto isso, e desde a hora do chá, o palco da editora Dim Mak (propriedade de Steve Aoki) servia doses industriais de punk electrónico em que um dos produtores mais requisitados do momento (Afrojack) acabou por escapar a essa «obrigação» com um set mais virado para o clubbing.
No Palco Optimus, as vitórias de Grinderman, Fleet Foxes e Friendly Fires não surpreenderam, assim como o encerramento com a testosterona no máximo dos Digitalism e a descompressão de uns Thievery Corporation profundamente deslocados no cartaz.
Na noite seguinte aos Coldplay terem cumprido os serviços mínimos, os Foo Fighters deram um grande concerto, em todos os sentidos, daqueles a que não estamos habituados em festivais. Obviamente não foi perfeito, mas 140 minutos dão para todos os gostos. Antes deles, Seasick Steve e Primal Scream atestaram o Palco Super Bock.
No dia com o cartaz mais coerente, a prova voltou a ser superada e o público voltou para casa de sorriso nos lábios. Menos confusão à chegada, mantendo-se o elevado número de meninas com calções, mas hoje as t-shirts de bandas substituíam quase na totalidade as camisas da véspera. Bandas essas na maioria com um som mais pesado que as presentes nos cartaz, mas no final da noite tudo fazia sentido: os Foo Fighters são para todos os gostos.
A história do rapaz que avançou da bateria para o microfone tinha tudo para dar errado, mas a verdade é que a banda de Dave Grohl não dá tiros ao lado. Os seus discos são sucessivamente nomeados para o Grammy de melhor álbum rock e vão-se sempre aproveitando mais uns singles para o alinhamento.
Se «Nevermind» faz vinte anos, os Foo Fighters para lá caminham, e ao vê-los hoje percebemos que têm canções reconhecíveis que nunca mais acabam de desfilar. E cantaroláveis, como aconteceu com «Best of You», «Times Like These» ou «Everlong», que encerrou o encore. De cabelos nos olhos, sempre a mascar pastilha e com um sentido de humor a dar para o parvo, no bom sentido, Dave Grohl encheu as medidas a todos, apesar de dois ou três momentos mortos pelo meio.
No palco principal a tarde tinha começado com os Jimmy Eat World, que cumpriram a função de inaugurar o espaço. Com apenas um êxito radiofónico em dezassete anos de carreira, a questão nem é o que estavam ali a fazer, mas sim, para que é que ainda existem?
Seguiram-se os My Chemical Romance, ainda de dia, e com o pior som do festival até agora, tão mau que destruiu «Black Parade» e provavelmente daria direito ao responsável ser despedido com justa causa. «Helena» estava na formação inicial mas foi irreconhecível, salvando-se a prestação de Gerard Way, que nasceu para pisar um palco, mesmo quando a popularidade da banda já teve melhores dias e os obriga a tocar às 19h45.
Do concerto dos Xutos & Pontapés o que fica para a história é o regresso de Zé Pedro ao palco, após um transplante de fígado, há menos de um mês. De resto foi o habitual, com o público algo indiferente aos temas mais recentes, para depois delirar com os clássicos, notando-se sempre que a família Xutos estava feliz por se reumir novamente.
Relativamente ao palco principal só resta falar de Iggy and The Stooges, que cumpriram a quota da terceira idade, depois dos Blondie. Felizmente não houve sinais de decadência, apesar do resto da banda ter ar de jogar às cartas no jardim, mas o público não reagiu. A maioria só deveria conhecer «Lust for Life», graças a «Trainspotting», só que essa é do Iggy Pop a solo e ficou na gaveta.
No Palco Super Bock, Seasick Steve foi o primeiro a entusiasmar o público. Nasceu há setenta anos, tem barba branca, chapéu de camionista e toca blues de taberna. Entre histórias sobre os pais que não conheceu, o avô açoriano que descobriu, ou o dia em que decidiu matar o padrasto que foi cozinheiro na guerra da Coreia, dominou o público e prometeu voltar.
Mais tarde, os Primal Scream percorreram integralmente o álbum «Screamadelica», presença habitual nas listas de melhores discos dos anos noventa, e seguiram por ali fora, num concerto que começou antes e acabou depois do dos Xutos no palco principal.
Já o Optimus Clubbing, hoje a cargo da editora Enchufada, esteve composto ao longo da noite, enchendo com o esperado set DJ/MC dos Buraka Som Sistema. Às três da manhã tinham concorrência no palco ao lado, com os mascarados Bloody Beetroots - Death Crew 77 a iniciarem a última actuação da noite, para uma tenda cheia e aos saltos…
Zé Pedro regressou aos palcos esta noite no Optimus Alive.
O guitarrista cumpriu todo o concerto dos Xutos & Pontapés, embora com mais cometimento do que é habitual. No início do espectáculo, Zé Pedro agradeceu emocionadamente a todos os que o apoiaram.
Mais tarde, Tim dedicou «Perfeito Vazio» ao tempo em que o músico esteve ausente devido a um transplante de fígado. Recorde-se que a intervenção ocorreu há menos de um mês e que Zé Pedro tinha o regresso previsto apenas para o próximo ano.
O Optimus Alive cresceu em todos os sentidos e, graças ao contributo dos Coldplay, ganhou um conceito familiar que até hoje não lhe conheceramos. A banda de Chris Martin deu um concerto à U2 depois de uns Blondie terem embaraçado a própria memória. No palco Super Bock, James Blake e Anna Calvi brilharam.
É no concelho de Oeiras que habitualmente se joga a final da Taça de Portugal. Nem a contestação de dirigentes com influência tem impedido que a «festa rainha» se jogue poucos quilómetros a norte do Passeio Marítimo de Algés mas no arranque da quinta edição, o Optimus Alive lembrou os dias em que o rock ia ao estádio.
Culpa de um cartaz desequilibrado que apresentava nomes absolutamente desconhecidos (Grouplove), erros de casting no espaço maior do recinto (Twilight Singers às 6 da tarde) e uns Blondie decrépitos que, valha a verdade, já se tinham estampado mesmo antes de enfrentarem a multidão.
Das 52 mil pessoas anunciadas pela organização, a grande maioria foi ver os Coldplay e não saiu desiludida com o concerto à U2 da banda de Chris Martin. O desfilar de êxitos foi intercalado com revelações corajosas de canções que irão figurar num novo álbum ainda sem data nem título.
As projecções em câmara lenta repetiram o efeito provocado pelo vídeo de «Viva La Vida», com enxertos cromáticos para nos levar a crer que, nesta altura do campeonato, os Coldplay não são mais a banda que se alimenta do meteorologia agreste.
Foi um concerto sem grandes cometimentos - o maior foi mesmo a estreia de alguns inéditos em Portugal, com o novo single «Every Teardrop Is a Waterfall», mais conhecido popularmente como «Ritmo de la Noche» a ser guardado para o final.
Final feliz para a banda e para o público: ambos encontraram o que procuravam numa hora e meia familiar com muitos beijos, abraços, tentativas de chamadas de telemóvel (a rede não ajudou) e, por consequência, o Optimus Alive a aproximar-se do Rock In Rio em ano de abstinência do festival da Bela Vista.
A eficácia dos Coldplay não deve ser menosprezada, a partir do momento em que, imediatamente antes, os Blondie destruiram toda uma memória - com 30 anos, é certo - numa apresentação embaraçosa em que Debbie Harry mais parecia uma ave rara vinda de outro planeta e aterrada em Algés, sem saber porquê.
A transformação de clássicos como «Call Me» em rock FM do mais vulgar foi uma operação plástica que todos prefeririam não ter assistido. O desastre foi ainda maior quando se atiraram a uma versão embaraçosa de «Fight For Your Right To Party». Que mal fizeram os Beastie Boys para sofrer tamanho ataque?
Na verdade, o falhanço rotundo dos Blondie já era esperado mas os erros de casting não ficaram por aqui: quem são os Grouplove para estarem no palco maior de um festival que tem sido referenciado em guias como os do NME e da Pitchfork? E colocar os Twilight Singers no mesmo espaço às 6 da tarde é como querer fazer de um suplente do Gil Vicente titular da selecção nacional.
Enquanto isso, no Palco Super Bock houve motivos para entusiasmo. Anna Calvi provou que é muito mais do que um hype da imprensa britânica contaminado no resto da Europa. Um concerto seguro com um som elegante mas de risco em que a fleuma do disco se tornou ainda mais intensa.
Tal como em disco, James Blake é meio bicho e fogo. O silêncio instalado respeitou o espaço que a sua música necessita mas há canções difíceis de defender dentro de uma ideia de conspurcação da forma e do sentido. Ainda assim, os perigos que uma estreia num festival em que a algazarra é permanente não se confirmaram e a transição do quarto para o palco não correu nada mal.
A uns prometedores Naked & Famous, uma das revelações da primeira noite, seguiram-se uns desinteressantes Avi Buffalo e uns Mona que não entraram....na mona apesar do rock musculado anunciar outros voos. Patrick Wolf abriu caminho para um final em que Example se deve ter surpreendido com tantos fãs portugueses. Mas eram só os que não queriam abandonar o recinto logo após o ritmo nocturno dos Coldplay.
Palco Super Bock Example - 01h00 Patrick Wolf - 23h40 These New Puritans - 22h20 Anna Calvi - 21h10 James Blake - 20h00 Mona - 18h55 Avi Buffalo - 17h55 Naked & Famous - 17h00
Palco Optimus Clubbing Amor Fúria aos Vivos: AD Rui Pregal da Cunha + AD Os Golpes + AD Gonçalo Mendonça - 00h00 Salto - 23h15 Feromona - 22h30 Os Velhos - 21h45 Smix Smox Smux - 21h00 Os Capitães da Areia - 20h15 Manuel Fúria e os Náufragos - 19h30 Asterisco Cardinal Bomba Caveira - 18h45 O Deserto Branco - 18h00 O Verão Azul - 17h00
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