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Grandes Sons

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Everything Is New aceita devolução dos bilhetes para o concerto dos AC/DC

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A Everything Is New decidiu aceitar a devolução de bilhetes para o concerto dos AC/DC marcado para 7 de Maio no Passeio Marítimo de Algés.

A promotora emitiu um comunicado em que fixa um período para a devolução, motivada pela mudança de vocalista na banda. O concerto de Portugal marca o arranque da digressão europeia com Axl Rose em vez de Brian Johnson. 

«Como é do conhecimento geral, o vocalista dos AC/DC, Brian Johnson, foi proibido, pela sua equipa médica de atuar na 2016 AC/DC Rock or Bust World Tour, por tal facto comprometer, de forma irreversível, qualquer recuperação do seu sistema auditivo, proibição que o artista acatou, também, por estar ciente da sua incapacidade em manter a qualidade habitual da sua actuação.

Perante aquele imprevisto de última hora, os AC/DC optaram por manter os compromissos assumidos no âmbito da 2016 AC/DC Rock or Bust World Tour, substituindo o seu vocalista por Axl Rose, convictos de manter intacta a qualidade artística a que o seu público está habituado.

Não obstante, a Everything is New decidiu fixar um período durante o qual pode ser pedida a devolução do preço dos bilhetes, considerando que o espectáculo é já no próximo dia 07 de maio, decorrerá entre as 10h00 do próximo dia 22 de abril (sexta-feira) e as 19h00 do dia 26 de abril (terça- feira) de 2016, nos respectivos locais de aquisição.

Os bilhetes devolvidos serão disponibilizados, de imediato, para venda», pode ler-se.

AC/DC de Regresso a Lisboa em Maio

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 As datas europeias para a próxima fase da “Rock or Bust World Tour" foram anunciadas hoje. Esta digressão é a continuação das datas americanas já anunciadas, que arrancam em fevereiro. A digressão terá início a 07 de maio em Lisboa, com um concerto único no Passeio Marítimo de Algés e continuará até 12 de junho, onde termina no Ceres Park, na cidade Dinamarquesa Aarhus. A venda de bilhetes para o concerto em Portugal tem início no próximo domingo, dia 20 de dezembro.

Entrada * 65,00 Euros

 

Em 2009 foi assim: AC/DC em Lisboa: O inferno de Alvalade

AC/DC em Lisboa: O inferno de Alvalade


(foto de Rita Carmo , Blitz)

Como ontem fui ao concerto apenas e só como espectador, e não em trabalho como é costume, hoje dou eco da reportagem que o Davide Pinheiro assinou e que está aprovada pelo Grandes Sons:

Fossem todas as noites assim e o Sporting seria campeão por certo. Alvalade recebeu um dos melhores espectáculos da época e com casa cheia.

Eles não enganam ninguém. São assim mesmo. Uma banda de rock à moda antiga cheia de tiques que dificilmente poderão ser reproduzidos pelos filhos. O concerto dos AC/DC em Alvalade foi grandioso ao nível dos decibéis e arrasador na hora de atirar à baliza.

Foi necessário chegar ao fim da época para que finalmente se visse um bom espectáculo em Alvalade e logo perante uma enchente (coisa ainda mais rara durante o biénio 08/09). Os AC/DC foram Liedson, Moutinho, Polga, Derlei, Carriço...ou seja o que de melhor a equipa do Sporting tem.

Ouviu-se tudinho e com o volume no máximo. Os clássicos (basicamente são quatro: «Back In Black», «Thunderstruck», «You Shook Me All Night Long», «Highway To Hell»), as novas canções («Rock`n`roll Train» é candidata ao primeiro lote), os solos, ou seja, tudo aquilo que se poderia esperar dos AC/DC.

Tecnicamente mais que perfeitos, conseguem convencer-nos que ainda há lugar para os tradicionalistas num mundo super-tecnológico. E se por um lado, há pirotecnia, fogo de artifício e vídeo (imagens tão rudimentares que são engraçadas), por outro Angus Young arrisca um strip numa das várias cenas hilariantes do concerto.

É certo que um ouvido desatento pode confundir um Toblerone com um Cardbury`s e isto porque há demasiadas canções dos AC/DC que soam ao mesmo mas os fãs veteranos podem explicar aos que os descobriram via Internet que em tempos até houve outro vocalista (Bon Scott).

Provavelmente, os AC/DC irão pendurar as botas após esta digressão mas o último retrato é o de uma banda em pleno estado de forma. No campeonato dos veteranos, poucos estão tão bem conservados. Ah, e em relação aos mais novos vitória clara de uns Vicious Five agitadores sobre uns Mundo Cão que acusaram a responsabilidade.

in Disco Digital
por Davide Pinheiro

AC/DC - o grupo que se dá bem com crises económicas

Vítor Belanciano
in Público


Hoje cerca de 44 mil pessoas vão encher o Estádio Alvalade XXI para ver o grupo rock

A analogia não é nossa, foi feita pelo crítico Alexis Petridis, do diário britânico "The Guardian", no final do ano transacto: em 35 anos de carreira, sempre que o grupo rock australiano AC/DC chegou aos lugares cimeiros dos tops europeus vivia-se um ambiente generalizado de crise económica.

O grupo formou-se em 1973 em plena crise do petróleo. O seu maior sucesso de sempre, o álbum Back in Black, vendeu 30 milhões e foi lançado em 1980, quando na maior parte dos países da Europa Ocidental a recessão e o desemprego proliferavam. Quando a economia recuperou, a popularidade do grupo diminuiu, culminando na edição, em 1985, de Fly on the Wall, um dos seus álbuns que menos venderam - um milhão de exemplares.

Em 1990, quando os AC/DC voltaram ao activo com o álbum The Razor's Edge, uma recessão europeia era iminente e, no ano passado, depois de oito anos sem lançarem um disco de originais, a maior crise económica financeira das últimas décadas irrompeu. Os AC/DC agradeceram a conjuntura, vendendo de Black Ice, o seu 16.º álbum de estúdio, cinco milhões de exemplares só na semana de lançamento - número notável para o momento conturbado da indústria -, trepando aos primeiros lugares das tabelas de vendas em inúmeros países, o que já não acontecia há duas décadas. Hoje os australianos são o segundo grupo na lista dos que mais álbuns venderam na história da cultura pop, só suplantados pelos míticos Beatles.

Cumprir o esperado

Não espanta que o Estádio Alvalade XXI, em Lisboa, esteja praticamente esgotado para os ver hoje - segundo a produtora Everything Is New, restarão perto de dois mil dos cerca de 45 mil bilhetes postos à venda, entre os 55 e os 60 euros. Será um sinal de que a crise económica já lá vai? Ou apenas mais um indício que confirma que os AC/DC se dão bem com momentos históricos onde prolifera a desordem e o desconhecimento sobre o futuro?

Petridis não o conclui, mas não custa perceber que os AC/DC se dão bem com circunstâncias de incerteza, porque tudo aquilo que projectam - a música, a atitude, a roupa - é precisamente aquilo que é esperado deles. Confortam, não provocam. No meio do desconhecido, deles sabe-se o que esperar. Ao longo de 35 anos sempre fizeram a mesma coisa, o que no caso do guitarrista Angus Young significa também vestir sempre o mesmo uniforme escolar. Nem a morte do vocalista Bon Scott em 1980, substituído por Brian Johnson, desviou o grupo do som e atitude de sempre.

No último álbum, como sempre, apresentam-se enérgicos, praticando um rock pesado que passa o tempo a projectar um imaginário de rebelião, desafio da autoridade, embora permanecendo conservador. A primeira e única vez que tocaram em Portugal foi há 13 anos, no Estádio do Restelo, em Lisboa.

Claro que hoje apresentarão algumas temas novos referentes ao novo disco e o espectáculo cénico, com pirotecnia pelo meio, terá contornos diferentes, mas o que todos quererão confirmar é que Angus Young ainda é capaz de fazer solos de guitarra em Highway to hell, Back in black ou Whole lotta rosie, ou que as letras continuarão a espelhar os chavões ligados ao sexo, às mulheres, à vida do rock & roll. O que todos quererão comprovar é que o mundo, mesmo com crise financeira, não mudou assim tanto. O que todos quererão corroborar é que, apesar das mudanças à nossa volta, há coisas que nunca mudam. Como os AC/DC.

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