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Grandes Sons

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Grandes Sons

Super Bock Super Rock, Dia 1: Massive Disclosure

Começou em grande estilo a 20ª edição do Super Bock Super Rock alojado no Meco desde 2010. Há muito para contar deste dia inaugural em que estiveram perto de 30 mil pessoas, números da organização, que assistiram a uma mão cheia de bons concertos, com os novatos Disclosure e os veteranos Massive Attack à cabeça.

 

 

Ao quinto ano de residência no Meco, o SBSR continua a esforçar-se para afastar a imagem de muito trânsito para um acesso a um recinto demasiado poeirento. O esforço é compensado com a ideia geral entre os festivaleiros que as condições melhoraram mesmo muito, não há caos nos acessos e o recinto está bem relvado em frente ao palco principal. Junte-se um cartaz bem interessante logo a abrir a maratona de concertos e só fica a faltar umas noites menos invernosas mas isso ninguém controla.

 

Comecemos pelo palco EDP num simpático canto logo à direita de quem entra no Festival. Fim de tarde perfeito com a presença do nosso bem conhecido Erlend Øye, o norueguês eternamente ligado aos Kings of Convenience, já com historial de respeito no que diz respeito a passgens por Portugal, inclusive já por aqui tinha passado há mais de uma década no formato Hype@Meco. A boa disposição do costume, a facilidade de comunicação e a música ligeiramente misturada do costume.

 

Os australianos The Cat Empire tiveram uma significativa recepção de um público pronto para dançar a sua mescla de ska, funk, reggae e afins retirados de uma discografia já longa com sete álbuns. Festa no areal.  

 

O puto de 20 anos de Nottingham, Jake Bugg, continua o seu seguro caminho algures entre a clássica folk norte americana e britânica. Tal como no Alive no ano passado, Jake Bugg mostra que é precioso embaixador de canções dos dois discos já editados que sabem sempre bem ouvir ao vivo.

 

Já Noah Lennox não teve a mesma sorte com o número de espectadores devido à forte concorrência do palco principal mas não se deixou influenciar e montou a parafernália psicadélica habitual do alter-ego Panda Bear.

 

O palco principal abriu com uma agradável surpresa. Quem viu os Vintage Trouble ficou o resto da noite a passar a palavra aos amigos que vieram mais tarde elogiando o poder do blues rock dos californianos.

 

Muito bom o concerto dos Metronomy pela hora de jantar encantando uma plateia já muito bem composta com o desfilo de canções dos seus quatro discos com natural destaque para «The English Riviera» de 2011. Grandes momentos nas passagens por «I´m Aquarius» «The Upsetter» ou «Love Letters». 

 

Depois o psicadelismo dentro de um rock controlado e demasiado pegado ao que conhecemos do registo de estúdio dos australianos Tame Impala que já no Alive de há um ano nos tinham deixado a ideia de serem mais um delírio pessoal de Kevin Parker do que uma banda coesa e com vida própria em palco. Como os discos são bons, o concerto não pode ser mau. Só peca por ser demasiado previsível.

 

Fizemos contas e este foi o 15º concerto dos Massive Attack em Portugal, testemunhámos agora o décimo e o maior elogio que podemos fazer é que nunca lhes vimos um concerto mau. Depois de uma ausência de quatro anos por terras portuguesas vieram até ao Meco erguer um dos grandes concertos desta edição do SBSR.

Robert Del Naja «3D» e Daddy G, que vimos a passear descontraído pelo recinto de garrafa de cerveja na mão antes de subir ao palco, lideraram uma viagem pelos clássicos com paragens surpreendentes em novas músicas de um disco a editar em breve. O ambiente tenso, narcótico, intenso e hipnótico dos Massive Attack sempre reforçado por fortes mensagens políticas, sociais e desportivas escritas no cenário do palco. Os habituais reforços vocais de Horace Andy e Martina Topley-Bird elevam a experiência para o nível de excelência. Mais um grande concerto, venha o novo disco.

 

A aposta nos irmãos Lawrence para encerrar a primeira noite foi absolutamente acertada, muitos fãs na linha da frente prontos para dançar e celebrar o óptimo «Settle», disco de estreia dos Disclosure. Do palco «terciário» do Alive para figuras principais do SBSR, os ingleses souberam crescer e dimensionar o seu espectáculo que é bem orgânico e convincente mesmo em grande palcos. Único senão foi a falha de som que levou à interrupção abrupta do single «White Noise». Uma contrariedade que cortou o ritmo e nos fez sentir que a noite sem aquela música estava mesmo fria e desagradável. Mérito para os Disclosure que voltaram à carga e levaram o seu alinhamento até ao fim com o mesmo entusiasmo. Grande fim de noite. Grande primeiro dia de SBSR.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

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