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Grandes Sons

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Grandes Sons

Rock in Rio, Dia 5: Final feliz

Impressionante enchente no último dia da 10ª edição do Rock in Rio Lisboa. Lotação quase esgotada para a estreia de Justin Timberlake em Portugal e para a despedida da Cidade do Rock.

 

Pela quantidade de crianças que vimos a circular durante a tarde no recinto pensámos que a romaria de hoje, que resultou em lotação esgotada, teria a ver com o pretexto de ser o dia da criança e que mais do que a música as pessoas quiseram ir passar o dia ao Rock in Rio. Desta vez esta teoria não está de todo certa. Bastou sentir a euforia com que os muitos milhares viveram todo o concerto de Timberlake para se perceber que havia mesmo muita gente ansiosa por o ver ao vivo.

 

O Rock in Rio chegou ao fim com Justin Timberlake de joelhos perante a multidão rendida e a fazer repetidas vénias do palco para a plateia. Ainda ecoava a última canção, «Mirrors», e estava resumida a noite naqueles gestos. Público completamente convencido e artista aparentemente surpreendido e agradecido com tamanha recepção.

Já voltamos a Justin.

 

Antes subiu ao palco Jessie J para um concerto surpreendentemente consistente. A inglesa que conquistou o mundo ao som de «Price Tag» apresentou-se impecavelmente despida com um vestido de alças bem curto e umas pernas difíceis de esquecer. No fundo foi só a transposição para palco de uma indumentária que vimos em grande número ao longo de todo o recinto em especial no dia de hoje. E nem foi pelo calor porque estes cinco dias foram sempre frios e ventosos. Jessie J entregou-se e aproveitou a oportunidade para brilhar, simpática, comunicativa, conseguiu pôr toda a gente a dançar, inclusivé a actriz Daniela Ruah que viu o concerto na regie. Único ponto negativo foi ter seguido a onda de Robbie Williams e assassinar também «Wonderwall» dos Oasis, provavelmente a música mais abater por estes dias sem sabermos porquê. Bom aquecimento para Timberlake e muitos pontos ganhos.

 

Do lado oposto do recinto outra música reinava. Os Linda Martini deram seguimento à sua presença no palco principal ontem na homenagem a António Variações e hoje arrancaram para um concerto forte e seguro em nome próprio no palco Vodafone. O único contra foi não terem tido uma plateia maior e mais participativa. Deixaram bem a sua marca.

Coube aos ingleses Bombay Bicycle Club fechar o ciclo de concertos no palco secundário. Com o quarto disco acabado de editar tiveram boa recepção de um público conhecedor. Não chegou a ser tão intenso como na véspera com os Wild Beasts mas foi um bom concerto para encerrar as festividades no palco Vodafone.

 

O palco mundo abriu cedo com Kika a aquecer a plateia já bem composta. Depois João Pedro Pais veio desfilar os seus sucessos conhecidos e bem recebidos pelo público. Jorge Palma juntou-se à festa com canções clássicas e sem arriscarem um milímetro animaram o povo num fim de tarde ventoso mas com o sol a brilhar.

 

À hora de jantar aconteceu Mac Miller no Palco Mundo. Rap reciclado e um concerto que não conseguimos perceber. Aparentemente foi aprovado pelas filas dianteiras. E pensar que chegou a estar previsto um concerto de Nile Rodgers a esta hora...

 

Para fechar a escolha recaíu em Justin Timberlake e foi das opções mais acertadas da organização nestas seis edições de Rock in Rio Lisboa. Aconteceu um casamento perfeito entre público e artista. Este festival vive de concertos destes, cantores que tenham a todo o parque na mão, que faça dançar e cantar a multidão do principio ao fim, que a energia da plateia e que contagie tudo e todos.

O espectáculo que o ex ´N Sync trouxe é algo que encaixa na perfeição no conceito do festival. Uma grande banda, coros, dançarinos, tudo de alto nível e um artista completo a defender muito bem as músicas dos seus três discos. Justin deixou por momentos a carreira de actor para nos voltar a lembrar o quão bom performer é. E não foi só nos grandes êxitos que o povo reagiu. Todas as vinte e três canções foram acompanhadas em coro. 

 

Engraçado o momento em que aproveitou «Until the End of Time» para uns toques na «Dancing in the Dark» de Bruce Springsteen que esteve no recinto a assistir ao concerto. Também lembrou Jay-Z com uma versão de «Holy Grail», passou por Elvis Presley em «Heartbreak Hotel», homenageou Michael Jackson com «Human Nature» e guardou para o fim  «What Goes Around... Comes Around», «Suit & Tie» e já no encore «SexyBack» e «Mirrors».

Um espectáculo grandioso a que só faltou um pouco mais de volume na voz de Timberlake. 

 

Um final de festa perfeito com um dos grandes concertos destes dez anos de Rock in Rio em Lisboa. Daqui a dois anos há mais.

 

in Disco Digital

João Gonçalves

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