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Grandes Sons

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NOS Alive, Dia 2: Cumprir sem deslumbrar

Na segunda noite do NOS Alive, repetiu-se o calor de verão mas não a enchente de véspera para receber a consagração dos Black Keys. Ainda assim, o recinto esteve muito bem composto a partir do final da tarde. Não houve concertos memoráveis, apenas expectativas cumpridas e algumas descobertas interessantes nos palcos secundários na noite em que os Buraka Som Sistema saltaram para o palco principal fechando em grande.

 

 

Feitas as contas a este segundo dia de festival não podemos afirmar que tenha acontecido um daqueles concertos para mais tarde recordar. Tudo demasiado previsível e , tal como no primeiro dia, os cabeças de cartaz não tiveram que se esforçar muito para saírem vencedores.

 

Os Black Keys estiveram no MEO Arena em Novembro de 2012 saciando uma enorme vontade ao público português de ouvir as canções de «El Camino». Um ano e meio depois pouco mudou nesta fórmula, Dan Auerbach (guitarra) e Patrick Carney (bateria) têm novo disco «Turn Blue» mas o público que foi a Algés para os ver continua a só dar ouvidos aos singles de «El Camino» e, com algum favor, de «Brothers». Sempre que o alinhamento passou pelos hinos a reacção foi grandiosa; quando o duo revisitava catálogo menos conhecido ou mesmo algo de novo sentia-se indiferença na plateia. Foi pena porque podia ter sido um concerto melhor com menos preguiça do público. Da parte dos Black keys nada a apontar, entrega total que lhes vale o título de melhor da noite.

 

Além de Black Keys não é fácil escolher momentos altos no palco principal. Os Buraka Som Sistema não entram nesta equação, claro. Mesmo longe da euforia que já vimos entre palco e plateia em anos anteriores quando actuavam no palco secundário, os portugueses justificaram plenamente a chamada ao palco principal para fechar em festa esta segunda noite. 

 

Antes o destaque vai para uma aclamada «Kids» dos MGMT que continuam sem convencer em palco enquanto perdem relevância à medida que avançam na discografia. 

Em português fechou e com portugueses abriu o palco NOS Alive, os Vicious Five regressaram para dois concertos finais, o primeiro aconteceu ainda com o sol a pique em Algés e fez-nos lembrar o quão eficientes eram estes rapazes a espalhar rock em festivais. Soube bem.

 

No mundo dos palcos alternativos 

 

No palco Heineken o destaque vai para o excelente concerto dos Parquet Courts, infelizmente ignorados com o espaço só preenchido por alguns fãs ingleses ainda no final da tarde.

 

Sam Smith herdou o legado deixado por cá há um ano pelos Disclosure e deparou-se com casa cheia para vibrar com as conhecidas colaborações de «Lacht» e «La La La», editada com Naughty Boy. Aproveitando a excelente química com o público do Alive ofereceu uma versão de «Do I Wanna Know?»  dos Arctic Monkeys muito bem recebida, claro.

 

As Au Revoir Simone continuam delicadas, bonitinhas e certinhas, mesmo que a nível musical nada de relevante tenha acontecido por ali sabe sempre bem rever as meninas de Brooklyn. 

 

Mais a sério foi a dose que os SBTRKT deram já madrugada dentro. O disco homónimo de 2011 continua a revelar-se valente ao vivo com os londrinos a não deixarem ninguém amolecer após um dia de concertos. Ficou tudo no ponto para a recepção ao canadiano Daniel Victor Snaith, mais conhecido por Caribou que contou com plateia numerosa para lá das 3 da manhã. 

 

Olhando para o palco NOS Clubbing destacamos duas passagens que agitaram as massas de maneiras diferentes. Diplo montou a sua festa e não deixou ninguém virar costas à sua actuação. Mais cedo os D'Alvaforam convincentes na defesa do disco «#batequebate» que se revela agitador quando acelera as batidas e puxa pela bateria.

Alex D’Alva Teixeira saiu como um dos triunfadores de um festival que ainda aguarda por um concerto memorável.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

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