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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Sufjan Stevens no Coliseu dos Recreios: Delírios fluorescentes


João Gonçalves


Querem saber o que é um concerto imprevisível, inesperado, surpreendente e realmente diferente do habitual? Então corram atrás de Sufjan Stevens que aos 35 anos abandonou a timidez (e a folk) e reinventou a personagem, a música e o espectáculo. Só visto porque contado nem dá para acreditar.


Quando partimos para um concerto transportamos no subconsciente uma ideia do que poderá vir a acontecer com base naquilo que já conhecemos dos discos ou através de relatos de actuações anteriores. No caso de Sufjan Stevens a antecipação não era nem fácil nem consensual porque sabíamos que tanto é capaz de compor belas canções que atravessam o imaginário folk como de devaneios sonoros experimentalistas como se pôde notar no mais recente disco «The Age of Adz».

Por muitas expectativas que houvesse nunca adivinharíamos o que Sufjan tinha para nos dar numa só noite (excluímos aqui os que estiveram na véspera no Porto, claro).

 

Um palco literalmente cheio de instrumentos e músicos vestidos e pintados de intensas cores fluorescentes. Para quem imaginava Sufjan vestido discretamente com o ar tímido que conhecemos de fotos e vídeos passados a surpresa é enorme. O homem traz um fato colorido próprio de um universo alternativo que ele depois explica ser o seu e aquele palco representar a sua nave espacial que aterrou no Coliseu para nos cantar (e falar muito) de amor, existência, cosmos e afins.

 

A entrada com «Seven Swans» é coreografada a preceito com Sufjan e as duas raparigas dos coros envergando asas de cisnes. A plateia demorou a reagir a todo aquele teatro mas aos poucos foi entrando no contexto do autêntico musical que é este concerto.

Quando o americano disse em entrevistas que não quer vender muitos discos, que não quer ser rico, que vive bem com o que tem porque não gasta muito e que não quer ser uma celebridade, não está a brincar. Em primeira reacção perante tanta excentricidade em palco pensamos que o homem é irónico mas no fim da noite chegamos à conclusão que realmente Sufjan fechou-se no seu próprio cosmos e só o quer sonorizar com estas músicas e exteriorizar desta forma original.

 

Da plateia ainda saem pedidos de canções mas Sufjan nem liga. Ele faz o que quer como quer. Se lhe apetecer dar uma palestra de alguns minutos sobre o seu admirado artista plástico Royal Robertson, ele dá ignorando as palmas e gritos que tentam cortar o discurso. O homem explica o que está ali a fazer quer queiramos ouvir ou não. À medida que o alinhamento avança mais surpresas temos nos intervalos como um ensaio falado sobre yin e yang que só identificámos devido à reacção da parceira do lado.

 

Para explicar o que é musicalmente este concerto agarramos em três exemplos: «I Want To Be Well», «Futile Devices» e «Impossible Soul». O primeiro é tudo aquilo de que é feito «Age of Adz», tema com muita agitação, variantes vocais e sempre em crescendo. A passagem é o choque com o oposto! Ao barulho sucede-se «Futile Devices» só com Sufjan e a sua guitarra em jeito de balada. É como se estivéssemos a ver dois concertos ao mesmo tempo, é como se Sufjan fosse bipolar. E é.

 

Para que não restem dúvidas tudo isto é misturado ao melhor estilo Bimby em «Impossible Soul», o longo tema que fecha o último disco, que em palco ganha vida própria e que durante largos minutos viaja por vários estilos que Sufjan domina explodindo numa espécie de rave com chuva de confetis e subidas às colunas levando a plateia a uma louca dança. Como sempre tudo termina em jeito de balada. Parece incrível mas é mesmo assim.

 

Para o encore, Sufjan regressou como se nada tivesse a ver com o caos que por ali passou e deixou vestígios por todo o palco. Veio calmo de T-shirt e ofereceu «Concerning the UFO Sighting Near Highland, Illinois», «Casimir Pulaski Day» e «Chicago» já com o povo debaixo de uma chuva de centenas de balões coloridos que ninguém vai esquecer.

Nós avisámos que contado ninguém ia acreditar mas um concerto realmente diferente é isto.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

Cut Copy no Coliseu dos Recreios: Luzes e acção

 

Por Davide Pinheiro, Disco Digital

 

Pela primeira vez, os Cut Copy soaram a festival em sala. Do concerto do Coliseu, concluiu-se também que são melhores a alimentar pistas do que a tocar guitarra.

 

De visitas anteriores dos Cut Copy a Portugal ficou uma imagem de libertação em festivais contrastante com a dificuldade em segurar as pontas de um concerto em nome próprio. Foi assim no Lux quando a escassez de matéria-prima condicionou o produto final.

No Coliseu dos Recreios, a história começou a ser reescrita embora as canções do novo «Zonoscope», como «Take Me Over» ou «Need You Now» tenham brilhado menos que as empolgantes «Lights & Music» e «Hearts On Fire». Uma dupla que pôs a sala a dançar com os braços no ar.

 

Ao vivo, os Cut Copy vivem uma espécie de dupla personalidade dividida entre a escola do rock independente australiano e a música para incendiar pistas. É no segundo papel que se sentem melhor; enquanto banda de guitarras são competentes mas raramente ultrapassam a mediania. Quando o palco se transforma num quarto escuro e a música sugere bolas de espelhos em vez de amplificadores, os Cut Copy regressam às raízes electrónicas que progressivamente têm vindo a abandonar.

Por muito que pretendam reduzir a carga electrónica, o hedonismo ainda é a sua maior virtude. E quando simulam remisturas em tempo real, é o delírio...

 

davidevasconcelos@gmail.com

Deolinda avançam para segunda noite no Coliseu dos Recreios

Os Deolinda acrescentaram uma segunda data à estreia no Coliseu dos Recreios.

A notícia é avançada pela Antena 3 que garante que a decisão se deveu à procura de bilhetes para o dia 28 de Janeiro. Assim, o espectáculo repete-se no dia 29.

Uma semana antes, no dia 22, a banda apresenta-se no Coliseu do Porto. Os Deolinda deverão percorrer as canções dos dois álbuns «Canção ao Lado» e «Dois Selos e um Carimbo».

 

in Disco Digital

Sum 41 no Coliseu de Lisboa

O Coliseu de Lisboa vai receber, dia 17 de Fevereiro, os punk rockers canadianos Sum 41, naquele que será o primeiro concerto da banda numa sala portuguesa depois da estreia em Paredes de Coura.

Os Sum 41 devem apresentar o novo álbum com edição prevista para o início de 2011.

Cut Copy no Coliseu em Março

Os Cut Copy preparam-se para editar disco novo e vão fazer uma digressão europeia para o apresentar. Naturalmente, Portugal não podia ficar de fora e recebe os australianos para um concerto único, dia 23 de Março no Coliseu de Lisboa.

 

Em Fevereiro de 2011 vai chegar às lojas o terceiro álbum, Zonoscope, do qual já se conhece uma música, Take me Over, que pode ser ouvida no site oficial da banda.

Dia 23 de Março passam pelo Coliseu de Lisboa para um concerto imperdível.

Fat Freddy`s Drop no Coliseu dos Recreios: Verão total

O Verão ainda aquece as noites da capital e o calor do Coliseu dos Recreios inspirou os Fat Freddy's Drop a assinarem o seu melhor concerto em terras portuguesas perante uma plateia extasiada.


Quando o Verão ameaça partir dando lugar novamente ao trânsito caótico, o regresso às aulas, a mudança de tempo e tudo isso, nada como uma enorme noite na sala mais bonita de Lisboa com uma banda sonora bem veraneante, e uma enorme concentração de corpos bronzeados exibindo ombros, tatuagens, calçado de praia, calções e generosos decotes. Um ambiente que se costuma encontrar no cantinho Positive Vibes, do Festival Sudoeste, só que hoje com a tribo bem mais perfumada e com grande reforço dos betos contemporâneos da linha de Cascais.

 

Plateia completamente lotada pronta a dançar e nem faltaram as bandeiras agitadas nas primeiras filas, uma de Portugal outra da Nova Zelândia, para que a banda se sentisse em casa mesmo estando bem longe. É consensual, mesmo entre fãs, que os Fat Freddy`s Drop ainda não tinham dado um concerto verdadeiramente convincente em Lisboa e por isso a expectativa para os ver numa sala tão imponente como é o Coliseu era grande. Se juntarmos o facto de a banda ter editado um dos melhores discos que 2009 conheceu, então a esperança numa grande noite cresce.

Desta vez os Fat Freddy`s Drop arrasaram e deram o tal concerto que já esperávamos há uns tempos.

 

Os novos temas catapultaram a banda para um ritmo mais intenso e quem começa uma noite com um tema como «The Raft» facilmente agarra o público. Depois há pérolas como, por exemplo, «Boondigga» que só por si já mereciam uma ida ao Coliseu. Ou «Pull the Catch» que ganha nova vida em palco. Aliás, o forte dos Fat Freddy`s Drop é estender e adornar ao vivo o que já conhecemos em disco. Umas vezes resulta muito bem, às vezes perdem-se e chegam a adormecer o entusiasmo que facilmente é recuperado mais à frente com uma das muitas entradas sublimes do trio de sopros. Desse trio há que destacar Joe Lindsay sempre pronto para espalhar a magia do seu volumoso corpo em danças cómicas correndo o palco de ponta a ponta dando o toque mais humorístico da noite.

 

Quase duas horas de concerto onde se celebrou o excelente álbum e se visitou temas de outros tempos. Houve uma música nova que foi facilmente assimilada por todos devido ao balanço bem jamaicano, e no fim uma aula de como bem manusear uma mesa que grava e acumula sons na hora permitindo construir toda uma camada instrumental com cada um dos músicos a ir perto do microfone do vocalista Joe Dukie para que ele gravasse um pouco de cada instrumento fazendo música ao vivo.

Uma grande passagem dos neo-zelandeses por Lisboa a fazer lembrar que o Verão ainda anda por aí mais umas semanas.

João Gonçalves

 

in Disco Digital

Goldfrapp no Coliseu de Lisboa em Setembro

A electrónica sexy do duo britânico Goldfrapp sobe ao palco do Coliseu de Lisboa, dia 22 de Setembro, para apresentar o novo álbum, Head First, editado em Março deste ano.

 

 

BILHETES À VENDA AMANHÃ, 22 DE JULHO, ÀS 10H00

 

PLATEIA EM PÉ * 30,00 EUROS

CAMAROTE 1ª (FRENTE) * 35,00 EUROS

CAMAROTE 1ª (LADO) * 32,00 EUROS

CAMAROTE 2ª (FRENTE) * 32,00 EUROS

CAMAROTE 2ª (LADO) * 30,00 EUROS

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