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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

FMM Sines noite 2 (Porto Covo) Entre Africanos e Ucranianos


The Ukrainians a tocarem «Anarchy in the U.K.», dos Sex Pistols
Fotos: Laura Alves

Na segunda noite de Porto Covo o recinto voltou a encher para receber com entusiasmo os sons quentes de África e a folk irreverente da Ucrânia via Reino Unido.

Foi pela madrugada dentro que o afrobeat aterrou no FMM 2009. A banda de Dele Sosimi trouxe o espírito ritmico de Fela Kuti a Porto Covo, contagiando o povo que dançou sem parar até perto das três da manhã. O projecto Dele Sosimi Afrobeat Orchestra foi aposta forte no programa de sábado à noite e teve o merecido reconhecimento da plateia. Sosimi é figura lendária do afrobeat, foi teclista nos míticos Egypt 80 e companheiro de longa de Fela Kuti. Em Porto Covo mostrou o resultado da junção entre a sua Nigéria e o Reino Unido para onde foi viver em 1995. Ritmo imparável e irresistível, tocado por mais de uma dezena de elementos já contando com as meninas do coro que também se apresentam como voluptuosas dançarinas. As longas versões de cada tema que viajam pelo rico universo sonoro do afrobeat fizeram o público abanar as ancas, entrando ainda num jogo aeróbico desafiado por Dele que pediu várias vezes a sua colaboração.

Peter Solowka foi em tempos o homem dos The Wedding Present. Desde 1991 é o orgulhoso líder dos The Ukrainians, banda do Reino Unido que assume a mistura sonora entre suas raízes ucranianas e o pós punk do Reino Unido. Assim foi com naturalidade que o concerto atingisse o auge numa inspirada versão de «Anarchy in the U.K.», dos Sex Pistols que agitou ainda mais as filas da frente. Os The Ukrainians deixaram forte marca nesta passagem por Porto Covo.

Esta segunda noite arrancou da melhor maneira com a presença de Victor Démé, que está a aproveitar a oportunidade tardia, mas ainda muito a tempo, que a vida lhe deu de divulgar a beleza da sua música onde cruza a tradição mandinga com influências latinas. Só com 46 anos este trovador do Burkina Faso editou o seu homónimo disco de estreia sendo assim natural que só agora faça a sua estreia nestas lides. Encantou e convenceu.

FMM Sines noite 1 (Porto Covo) Começou a Festa

Começou o 11º Festival Músicas do Mundo Sines ao som da Tasca Beat dos portugueses O'Questrada e com enorme afluência de público que encheu o recinto de Porto Covo onde a americana Rupa Marya encantou, e os italianos Circo Abusivo deram música para dançar.

Muito festiva, e dançante, a noite de estreia do FMM em Porto Covo. Recinto praticamente cheio para ouvir as primeiras três propostas do Festival que aqueceram a noite tradicionalmente fresca desta bonita zona do país.

Honras de abertura para os O'Questrada que assinaram um concerto muito bem conseguido mostrando enorme equilíbrio no alinhamento e a provarem que estão prontos para brilharem em eventos como este em que a duração da actuação é forçosamente menor. Adesão pronta da plateia que reconhece já os temas mais destacados do disco de estreia editado recentemente. Aposta ganha da organização e da banda de Almada.

Quem não soubesse a origem de Rupa & The April Fishes dificilmente diria que são norte americanos. Mas é isso que diz a biografia da banda liderada pela bonita Rupa Marya que encantou com a sua voz, simpatia, e uma generosa mini saia. O som é muito latino, e diversificado para serem conotados com a tradicional cultura norte americana. A explicação é que Rupa reside em São Francisco mas tem sangue indiano, é médica e inspira-se nas histórias dos seus pacientes para compor com os olhos mais postos para o México do que para o país onde reside. O resultado é uma música rica em ritmo que inspira prontamente a dança e a boa disposição. Faltou-lhe ali um ingrediente para alastrar a festança a todo o recinto, mas o balanço final é muito positivo. O segundo disco que será editado brevemente terá procura por cá.

A fechar esta primeira noite estiveram os italianos Circo Abusivo. Vinham com créditos que apontavam para os melhores momentos dos Gogol Bordello, Eugene Hütz participa no disco “Valtellazija Revolucija”. Liderados pelo carismático acordeonista e vocalista Alex de Simoni, os Circo Abusivo trouxeram a boa disposição para o público que os recebeu de braços abertos. Mistura de estilos, sempre muito ritmo festivo, mas longe de atingirem a loucura punk que caracteriza os Gogol. Muito acordeão, e sopros, com violinos a condizer mantiveram a assistência sempre bem disposta.
Uma noite de estreia que não podia ter sido mais animada. Bom pronúncio para a 11ª edição do FMM.

Começa a Festa em Sines (e Porto Covo)


Começa hoje o grande Festival das Músicas do Mundo de Sines.
O destaque da imprensa de hoje é natural:
João Bonifácio, no Público, classifica o FMM como “o mais arriscado festival nacional” e, entre os do seu género, “o único com cartaz de nível internacional”. Luís Filipe Rodrigues, no Diário de Notícias, descreve-o como “um verdadeiro fenómeno” que “continua a destacar-se da concorrência”. Luís Figueiredo Silva, no Correio da Manhã, recorre ao objectivo numérico, mas não menos verdadeiro: felizmente há cada vez mais oportunidades de ver grande música do mundo por todo o país, mas o FMM continua a ser o “maior festival de world music em Portugal”.

Logo à noite lá estaremos para acompanhar o arranque do FMM em Porto Covo.

Festival de Músicas do Mundo de Sines começa sexta-feira com os OqueStrada em Porto Covo

O 11º Festival de Músicas do Mundo de Sines arranca esta sexta-feira com um cartaz dominado por estreias de artistas internacionais em Portugal. A abrir o evento, que decorre até 25 de Julho, estão os portugueses OqueStrada.

O grupo de Almada, que editou em Abril o álbum de estreia "TascaBeat: o sonho português", actuará em Porto Covo, junto ao Porto de Pesca, um dos palcos do festival de Sines que se tem consolidado nos últimos anos, dado o alargamento do cartaz e a adesão do público às músicas do mundo.

Até domingo, o festival decorrerá em Porto Covo com um total de nove concertos, seguindo no dia 20 para Sines, repartindo-se aqui entre o castelo, o Centro de Artes e a Avenida Vasco da Gama.

Em Porto Covo estão ainda previstas actuações de nomes como Circo Abusivo (Itália), Victor Démé (Burkina Faso) e Orquesta Típica Fernández Fierro (Argentina).

Carlos Seixas, director artístico do festival, explicou à Lusa que em cada edição a essência do festival é a descoberta e que o objectivo é apresentar o "máximo possível de projectos musicais que se apresentem pela primeira vez em Portugal".

O jamaicano Lee "Scratch" Perry encerrará oficialmente o festival no castelo de Sines a 25 de Julho e é um dos concertos com maior procura de bilhetes, referiu a organização à Lusa.

Entre os OqueStrada e Lee "Scratch" Perry estão previstos cerca de 40 concertos de artistas da Europa África, Médio Oriente, Ásia e América. Todos os anos "é sempre uma tentativa de trazer o mundo a Sines", sublinhou Carlos Seixas.

Destacam-se as presenças dos L´Enfance Rouge (dia 24), do pianista cubano Chucho Valdés, em formato Big Band (dia 23), o percussionista brasileiro Cyro Baptista e os Chicha Libre (EUA), no dia 24.

Depois de várias tentativas falhadas, é este ano que Sines terá uma actuação dos congoleses Kasai All Stars, mistura sónica entre o tradicional africano e a modernidade do rock eléctrico, que marcarão presença a 23 de Julho no castelo de Sines.

Os norte-americanos Chicha libre, desconcertante reinvenção da música dos índios da Amazónia, estreiam-se em Portugal a 24 de Julho na Avenida Vasco da Gama.

De Portugal e do espaço lusófono, sobressaem as presenças do tocador de sitar Paulo Sousa, dos Assobio, novo projecto de César Prata depois do Chuchurumel, e do músico guineense Manecas Costa, que se apresenta em Sines com o projecto Alô Irmão, em parceria com o músico galego Fran Pérez (Narf).

O festival conta anualmente com cerca de 80.000 a 100.000 espectadores e este ano Carlos Seixas espera que a crise não afecte os concertos, até porque o público é "o maior patrocinador".

À margem dos concertos estão previstos encontros com artistas, oficinas de instrumentos e sessões de "djing" de nomes como Bailarico Sofisticado, António Pires e Rui Miguel Abreu

fonte Lusa

Damily (Madagáscar) Na Vez de Ramiro Musotto

Informa a organização do Festival de Sines que está encontrado o substituto de Ramiro Musotto;

Depois do concerto dos Kasaï Allstars no Castelo, o transe induzido pela febre eléctrica africana prolonga-se para o palco da praia.
Tal como no caso dos congoleses, a música do guitarrista Damily é electricidade, mas electricidade ligada à terra. Nascido em 1968, é a grande figura do Tsapiky, o ritmo de dança originário do sudoeste da ilha do Madagáscar, com temperos da África Oriental que os amantes da música moçambicana e sul-africana vão reconhecer.
A guitarra coberta pela poeira de Tulear, a cidade natal de Damily, é o leme de uma música com raízes fundas na vida do povo malgaxe, acompanhando enterros, casamentos, circuncisões e todos os acontecimentos sociais mais importantes.
Gany Gany (voz e dança), Rakapo (baixo e guitarra), Naivo (bateria e “katsa”) e Claude (voz e “langoro”) juntam-se a Damily num espectáculo que tomará como referência o álbum “Tsapiky from Tulear”, lançado este ano pela Helico. Como diriam os naturais de Tulear para desejar boa sorte: “Ravinahisty, Damily!”.

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