Os Metallica actuam em Portugal em 2010. O concerto está marcado para 18 de Maio, no Pavilhão Atlântico , em Lisboa. De acordo com a informação divulgada pela própria banda, os bilhetes estarão à venda a 12 de Dezembro.
actualização PLATEIA EM PÉ - 42,00 EUROS BALCÃO 1 - 50,00 EUROS BALCÃO 2 - 35,00 EUROS
Hoje em dia a oferta musical é tão grande, a facilidade no acesso a nova música é tão exagerada, que andamos sempre atrás do novo som que nos vai surpreender e mudar a vida. Uma batida, um acorde, uma banda, a procura nunca acaba. E às vezes tudo o que precisamos para termos um concerto que nos satisfaça na plenitude já está encontrado há muitos anos. Por isso é que o concerto dos Prodigy no Atlântico foi de arromba.
É uma falsa surpresa o facto de o nosso corpo, um minuto depois da entrada dos Prodigy em palco, já esteja a vibrar. Braços no ar, cabeça a abanar, as pernas em movimento s, e a alma a reconhecer toda aquela violência de batidas fortes que saem das colunas. Mais de sete mil pessoas preferiram a liberdade da plateia em pé aos lugares sentados da bancada, por isso a sala apresentava um cenário curioso; plateia esgotada com o palco quase no fundo do Pavilhão e bancadas desertas com excepção para algumas centrais e o topo do balcão 1.
O povo queria dançar, pular, e extravasar, e por isso o espectáculo também passou pela coreografia impressionante de uma enorme mole em agitação continua e furiosa que teve o seu ponto alto em «Smack My Bitch Up», último tema antes do encore, quando Maxim ordenou que todos se baixassem para que quando ele gritasse o nome da canção todos se levantassem ao mesmo tempo criando uma imagem só comparada com os festejos na Luz a um chapéu do Saviola.
Os Prodigy não facilitam e decidiram viver a sua música, e brindar os seus fãs com alinhamentos em formato best of onde encaixam na perfeição as melhores músicas do novo disco. Assim não há descanso para ninguém durante a hora e meia que dura a sessão de saltos, danças, e berraria para acompanhar os refrões de «Firestarter», «Poison», «Voodoo People», «Diesel Power» ou «Out of Space» abençoada por Max Romeo. Tudo clássicos que nunca mais nos largaram desde a década de 90. Vivem connosco mesmo que não nos lembremos deles. Assim que se ouvem as primeiras batidas ressuscitam das entranhas das nossas memórias e incendeiam-nos o corpo em forma de dança selvagem.
É música de dança? Não. É música da boa, daquela que resiste à passagem dos anos e que quando volta a soar continua a provocar a mesma euforia colectiva.
Liam mantém o seu ar provocador, a sua pose desafiante, e a sua dança alucinada que contagia os fãs, Maxim está cada vez mais com pose de líder, mostra quem manda, e comanda toda aquela energia de som e luz que revira o Pavilhão de pernas para o ar.
Excelente prova de vida dos Prodigy, enorme recepção do público lisboeta, num concerto que nos serviu para recordar como são poderosos estes senhores ao vivo.
Na abertura da noite nota positiva para os Enter Shikari que convenceram a sua já numerosa galeria de fãs, e também quem não os conhecia.
Os Prodigy estão de regresso a Lisboa para um concerto no Pavilhão Atlântico, esta segunda-feira. Na primeira parte, os Enter Shikari estreiam-se em Portugal. Os Prodigy vêm mostrar «Invaders Must Die», editado este ano. O início dos concertos está marcado para as 21h00. Os bilhetes variam entre os 30 e os 40 euros.
Um concerto dos Muse é uma experiência visual com uma banda sonora desequilibrada. O cenário, os jogos de luzes, e todo o cuidado gráfico na construção do palco é do mais deslumbrante que o pop/rock tem para oferecer nos dias de hoje. O verdadeiro conceito de banda de massas. Um trio que brilha no meio de um festival de luzes, raios lazer, flashes, e num palco que parece um estúdio de Hollywood onde pontificam três cubos multimédia que com a ajuda de plataformas levadiças transformam os Muse em três personagens, cada um no meio do seu paraleloepipedo, de um videoclip gigante. É o forte da banda, imagens, muitos truques com luzes, os hits que a plateia conhece de trás para a frente e tudo cozinhado de maneira a que cada canção seja um caminho orgásmico sem volta até explodir em cada refrão partilhado com as quase duas dezenas de milhares de fãs no Pavilhão Atlântico. No meio de tantos efeitos especiais o único defeito está mesmo no desequilíbrio musical conhecido da banda. Entre autênticos hinos de todos conhecidos passam temas de outras décadas que não precisavam nada de ser reencarnados. Como espectáculo os Muse estão para os concertos ao vivo como os filmes de StevenSpielberg para o cinema, entretimento puro e muito vistoso.
Não durou as prometidas 3 horas mas foi um concerto arrebatador, o dos Green Day, em que Billie Joe Armstrong brilhou e fez brilhar a juventude portuguesa representada por alguns miúdos que subiram ao palco para o momento das suas vidas. Cai na perfeição o título que os U2 imortalizaram: «Even Better Than The Real Thing»! Foi o que sentiram dois fãs que deram muito boa imagem da nossa gente. Um subiu ao palco para cantar na vez de Billie e mostrou o porquê do sucesso de tanto concurso de imitações nas nossas televisões. Há talento. E ainda mais surpreendente foi a parte final do concerto quando um outro fã aceitou o desafio de tocar a guitarra do líder dos Green Day em «Jesus of Suburbia». Saiu-se lindamente! Foi como jogar o famoso simulador de consolas Rock Band mas em cima de um palco! Inesquecível para estes rapazes, surpreendente para a imensa plateia que lotou o Atlântico.Terão passado pelo palco perto de uma dezena de fãs resgatados pelo vocalista às primeiras filas. Cantaram, e abraçaram o irrequieto Billie que mostrou não ter medo da Gripe A estimulando o contacto físico com os seus fiéis.
Os Green Day começaram em Portugal a digressão europeia apresentando muito boa forma e aparato visual em palco de respeito. Muitas explosões, muita chama quente, cenários graficamente mutantes e um alinhamento em jeito de revisão que mesmo assim não pôde satisfazer todos os fãs ao deixar de fora «When I Come Around», ou «Wake me Up When September Ends», por exemplo.
Teria sido um concerto ainda mais convincente se não tivessem anunciado uma maratona de três horas seguidas de música que afinal foram encurtadas em 45 minutos. Se os longos momentos passados com o público a replicar os famosos «EHHH OOOHHH» vindos do palco contarem como uma espécie de anti-jogo então teremos que dizer que o tempo útil de concerto ficou abaixo das duas horas, e muito longe das três prometidas.
De qualquer maneira foi um bom concerto com momentos musicais marcantes numa sintonia impressionante entre palco e plateia e uma prova de vida de uma banda que atingiu o auge no já distante ano de 1994 mas que soube manter-se perto das franjas mais novas de fãs através de singles em famosos jogos de consolas, ou em bandas sonoras de filmes consumidos por adolescentes, renovando sempre assim a sua base de fãs. Apesar de já estarmos no Outono a noite foi de Verão e as muitas dezenas de fãs que acamparam de véspera nas imediações do Pavilhão agradecem o tempo ameno.
1. Song of the Century 2. 21st Century Breakdown 3. Know Your Enemy 4. East Jesus Nowhere 5. Holiday 6. The Static Age 7. Before The Lobotomy 8. Are We The Waiting 9. St. Jimmy 10. Boulevard of Broken Dreams 11. Hitchin' A Ride 12. Iron Man [Black Sabbath]/Master of Puppets [Metallica]/You Really Got Me [The Kinks] 13. Brain Stew 14. Welcome To Paradise 15. Longview 16. Basket Case 17. She 18. King For A Day/Break On Through (To The Other Side) [The Doors]/(I Can't Get No) Satisfaction [The Rolling Stones]/Shout [The Isley Brothers] 19. 21 Guns 20. Minority
Encore 1 21. American Idiot 22. Jesus of Suburbia
Encore 2 23. Last Night On Earth 24. Good Riddance (Time of Your Life)