Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Festival Super Rock Super Bock, Dia 3: Josh, o Homem da noite

 

O melhor ficou guardado para o fim, à terceira noite de festival fez-se história no palco principal com a aparição de uma hora e meia dos Queens of The Stone Age a justificar plenamente a maior enchente desta edição do Meco. Depois disto tudo o resto passou para segundo plano.

O esforço da organização do Festival Super Rock Super Bock em melhorar as condições do recinto e respectivos acessos tinha hoje uma prova de fogo com a presença de uma banda de primeira divisão do rock mundial. Em relação a edições anteriores podemos afirmar que há melhorias à vista tanto no recinto com uma arrumação mais prática na zona em frente ao palco principal, como nos acessos bem concorridos mas sempre fluidos em termos de trânsito. Importantes melhorias que reconquistam a confiança do público que pondera ir ver a sua banda favorita a tão deslocado recinto.

 

Desde cedo que se notou que a última noite ia ser a mais concorrida, não só pelo número alto de T-shirts dos homens que encerravam o palco principal como também pela quantidade de grupos de amigos já sentados ao longo da encosta à espera de acção.

Ao fim de uns dias nesta vida de festivais há a tendência natural para nos desviarmos do óbvio enquanto tentamos apanhar um pouco de tudo o que se passa nos vários palcos e estarmos atentos ao ambiente de cada dia. O óbvio é que há bandas capazes de só por si garantirem o sucesso de uma noite de festival. Os Queens of the Stone Age são uma dessas raras bandas que , pela sua qualidade, conseguem arrastar multidões em busca do riff perfeito.

 

Já estávamos em pleno domingo quando Josh Homme abriu as hostilidades com um arranque que contemplou só «No One Knows» e «My God is The Sun» entre as três primeiras canções. Demolidor

Finalmente vimos a plateia do Meco realmente possuída pelo vírus diabólico do Rock, Josh Homme tinha aqueles milhares todos na mão e todos queriam lhe mostrar carinho e apreço. Uma ligação que resultou num concerto explosivo com a banda em palco a mostrar uma muito boa forma, mesmo que este fosse o último concerto da digressão. As saudades eram muitas de parte a parte, oito anos sem um concerto de Queens of The Stone Age em Portugal até devia ser proibido! O alinhamento foi muito forte e contemplou praticamente  o melhor de cada disco não dando tréguas às incansáveis filas da frente onde , orgulhosamente, assistimos ao concerto.

Josh Homme lidera a sua banda com um carisma cada vez mais raro no rock, tem a pose certa, as falas enquadradas e respira rock por todos os poros e guitarra. Olha para a imensa e mexida plateia com ar satisfeito e parece genuinamente confortável com nova recepção entusiástica do público português.

Não há momentos menos bons no concerto, é tudo óptimo, as canções, as sequências, a entrega, o som e a energia trocada entre palco e plateia fazem deste concerto um dos melhores desta série Super Rock no Meco. Aquela recta final com «I Think I Lost My Headache», «The Lost Art of keeping a secret», «Feel Good Hit of the Summer», «Go With Flow» e «A Song For the Dead» com que se despediram, sem direito a encore, vai ficar na cabeça de muitos milhares de fãs durante muito tempo. O ideal seria trazer o grupo o mais rapidamente possível, não queremos pensar em nova espera de oito anos. De longe o melhor concerto do palco principal desta edição do Super Rock e um dos melhores de sempre ali realizados.

 

Perante tamanho acontecimento torna-se complicado destacar mais concertos desta última noite mas há notas dignas de registo.

Desde logo o surpreendente arranque do Palco EDP ao fim da tarde com os Tara Perdida que gozam de uma vitalidade comovente. Conseguiram a maior enchente destes três dias naquele espaço. Ouvimos o organizador do evento falar em pessoas nas árvores e neste concerto isso aconteceu!

 

Os também portugueses Miss Lava impuseram o seu rock pesado no palco principal e assumiram-me como fãs dos QOTSA enquanto aproveitavam para agarrar a oportunidade de alargar a base de fãs. Outra passagem positiva pelo Festival em português foi da responsabilidade dos Sam Alone and TheGrave Diggers na tenda do palco Antena 3@Meco.

 

Ninguém conseguiu perceber muito bem o que cá vieram fazer os norte irlandeses Ash, mortos e enterrados no séculos passado. O blues de Gary Clark Jr. merece uma nova oportunidade em espaço mais pequeno e em nome próprio, no Meco convenceu mas sofreu da ansiedade instalada em toda a plateia para o concerto seguinte.

 

No palco EDP os We Are Scientists deram um concerto mais divertido do que interessante e os !!! vieram da California para inaugurar aqui a digressão europeia onde vão mostrar o novo disco «Thr!!!er». O vocalista Nic Offer voltou a ser o rei em cuecas, ou calções de banho, conseguindo aguentar um considerável numero de fãs mesmo que nos fique a ideia que o balão criativo e original da banda se esteja a apagar neste novo disco.

 

Como as últimas impressões são aquelas que permanecem mais na memória imediata não há dúvidas em afirmar que o Super Rock Super Bock fechou em grande com o recital dos Queens of The Stone Age. Memorável.

Até para o ano Meco.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D