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Grandes Sons

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Optimus Alive, dia 1: O triunfo dos campos secundários

A sétima edição do Optimus Alive arrancou em ambiente muito britânico, tempo cinzento, noite chuvosa, muitas áreas onde o inglês era a língua dominante e uma mão cheia de grandes concertos entre confirmações, afirmações e revelações espalhadas pelos palcos «secundários». Também foi a noite triunfante dos Green Day.

Este ano o Optimus Alive apostou ainda mais fortemente nas tendas alternativas. A do palco Heineken, no lado oposto ao palco Optimus, já tem um rico historial de grandes concertos ao longo destes anos e hoje pôde acrescentar mais alguns nomes. No meio, perto da entrada principal a tenda do palco Optimus Clubbing produziu alguns dos momentos mais excitantes da noite. O ritmo de concertos interessantes entre as duas foi tão alto que pouco tempo sobrou para estar no palco principal.

 

O recinto repete o figurino dos últimos anos, os pontos de venda de comida repetem-se, os stands de patrocinadores também mas deixamos uma dica para quem quiser um gelado ou pastel de nata: há uma carrinha em forma de banca bem perto do palco principal do lado do rio que merece uma visita.

 

O ambiente é o mais internacional possível. Ao grande contingente inglês, que já se tinha verificado no ano passado, junta-se este ano um grande número de espanhóis denunciados pelo tom de voz e pelas muitas camisolas de clubes da Liga de futebol espanhola que os nossos vizinhos envergam orgulhosamente seja do despromovido Depor(tivo) da Corunha, seja do mediático campeão Barça. Com o clima cinzento e chuvoso como pano de fundo ficámos perto de saber com é estar num festival britânico.

 

Hoje a opção era simples, centrar atenções entre as duas tendas de maneira a não perder três dos nomes mais interessantes a estrear álbuns este ano dentro do género dançável e outros nomes mais consagrados.

Comecemos pelo Optimus Clubbing. Pela hora de jantar, os londrinos AlunaGeorge pela hora de jantar confirmaram em palco todos os dados promissores lançados em estúdio. Aluna Francis tem uma grande presença em palco tal com George Reid que humaniza muito as batidas do grupo. Num concerto sempre a subir as passagens por «White Noise» e «Your Drums, Your Love» foram arrebatadoras. O disco «Body Music» está quase a sair e o regresso dos AlunaGeorge em nome próprio é obrigatório.

Jessie Ware saltou dos coros para SBTRKT para um primeiro conjunto de canções que, ao vivo, defende com segurança e convicção. Os singles são reconhecidos por uma plateia que enche o espaço e Jessie faz-nos recordar com gosto uma Lisa Stansfield revista e modernizada. Voltaria mais tarde para brilhar com os Disclosure mas deixou óptima impressão a solo.

Os Disclosure confirmaram que «Settle» é um dos discos obrigatórios de 2013. Os irmãos Lawrence facilmente agarraram a multidão ávida de dançar e desfilaram com sucesso músicas que parecem já ser do domínio público.

 

No Palco Heineken, as Deap Vally confirmaram a garra provocante que já tinham mostrado no Coliseu há uns meses quando abriram para Mumford & Sons. Lindsey Troy e Julie Edwards mostraram que «Sistrionix» é um disco a ter em conta entre os novos lançamentos de rock e que as suas curtas roupas ajudam a manter a plateia masculina bem perto do palco.

Os Japandroids, outra dupla mas masculina, abriram em Algés a sua nova digressão. Os canadianos revisitaram os dois discos editados de forma bem convincente.

A honra da casa foi defendida de forma superior pelos Dead Combo que acabaram a visitar «Temptation» de Tom Waits no final de uma actuação triunfante.

Os californianos Edward Sharpe and the Magnetic Zeros  foram a revelação da noite num registo festivo e contagiante que deixou a tenda maior em clima de festa durante largos minutos. Naturalmente, «Home» foi das canções mais celebradas da noite e não seria estranho vermos um regresso da banda de AlexEbert em breve.

O grande concerto da noite este a cargo dos Vampire Weekend. Sem surpresa o regresso do grupo de Ezra Koening a este espaço foi o auge deste dia um. Muitos milhares assistiram dentro e fora da tenda ao desfile de sucessos espalhados pelos três discos de todo assimilados pelo público. Arriscamos afirmar que foi o melhor concerto dos nova iorquinos em Portugal.

Os londrinos Crystal Fighters aproveitaram na perfeição a oportunidade para confirmarem a qualidade dos seus dois discos já editados e contaram com tenda cheia para um concerto muito bom. 

Já se sabia que a noite não ia terminar com os Death From Above 1979, cancelaram à última da hora, e a organização optou pelo projecto de Marky Ramone's Blitzkrieg. Sempre um prazer ver um Ramone vivo a atacar pratos ante de abalarmos.

 

No palco principal foi só mais do mesmo. Só interrompemos a nossa estadia entre tendas para espreitar os Green Day. Conservam a frescura que ganharam no pós-grunge com «Dookie», já com vinte anos de distância,  a dar ao mundo êxitos que ainda hoje (co)movem multidões e continuam a fazer render «American Idiot», que há dez anos os levou para este prolongamento de estado de graça sem fim à vista. Mas na primeira noite do Optimus Alive o triunfo celebrou-se nos campos secundários.

 

João Gonçalves

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