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Grandes Sons

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Grandes Sons

Iron Maiden na MEO Arena: Aula de história de rock

Regresso arrasador dos ingleses a Portugal. Perante uma sala esgotada desfilaram clássicos atrás de clássicos assinando um concerto perfeito.

Final de tarde ventoso, cinzento, frio e com chuva neste mês de Novembro, perdão, Maio e a romaria nos arredores do MEO Arena não deixava margem para dúvidas: era noite de reunião da tribo metaleira. As roupas pretas, os cabelos compridos, as T-shirts do Eddie e o olhar reprovador de quem está de passagem para o regresso a casa. Era este o ambiente que se vivia. Nas filas para entrar assistimos a vários reencontros, uns emocionados, outros embaraçosos mas sempre dentro da lógica do «pá, já não te via desde o Liceu".

 

Com isto não queremos dizer que os dezoito mil fãs que há muito tempo tinham esgotado a sala eram todos quarentões ou mais velhos. Nada disso. Vimos muitos cabeludos grisalhos, sim, mas em número muito equilibrado com gerações mais recentes com destaque para muitas crianças já entregues à arte do air guitar e do headbangin´ como se viu ao longo da noite.

 

Diga-se que esta tribo, que fora do pavilhão cria desconfiança aos olhares desatentos, é a que forma melhor público, deixando viver o concerto ao máximo. Isto porque o som das guitarras é tão potente que não há cá conversas a meio das canções a incomodar, nem monólogos nos telemóveis ao lado. Até as palmas são batidas com critério e sentido.

 

Isto só é possível num concerto com uma banda que é uma verdadeira instituição na história do rock pesado, heavy metal ou o que lhe queiram chamar. Os Iron Maiden ao vivo representam tudo o que aprendemos e conhecemos do rock das guitarradas nervosas e galopantes. Apresentam-se cientes do peso que têm e justificam a sua importância com um espectáculo arrebatador inspirado no melhor que se viu nos anos 80 mas sem ponta de mofo nem revivalismos bacocos. Está aqui recuperada a famosa digressão de 1988, «Seventh Son Tour: Maiden England», repleta de clássicos que marcaram as quatro décadas de vida da banda em que influenciaram outras tantas gerações de rock mais ou menos pesado.

 

Canções que por si também já tinham ido beber a outros cantos sagrados do rock como Black Sabbath ou Led Zeppelin, tal a imortalidade da voz, bateria e dos muros de guitarras de «Run To The Hills», «Phantom Of The Opera», «Wasted Years», «Seventh Son Of A Seventh Son» ou «Fear Of The Dark». Todos estes clássicos e muitos outros foram interpretados num palco com um cenário personalizado para cada tema. Muitas chamas de fogo, um fundo sempre em formato de capa de vinil , outra imagem de marca da banda, a ilustrar cada canção e o inevitável aparecimento de Eddie The Head, a mascote em vários tamanhos e poses, sempre com jogos de luzes fortes à boa maneira dos anos 80.

Bruce Dickinson e Steve Harris, os dois elementos mais carismáticos, aparentam estar em excelente forma e só são atraiçoados pelo mau som da sala. Começaram com uma pontualidade britânica e durante duas horas desfilaram um alinhamento de sonho que deixou o esgotado MEO Arena a suar. Um encore com «Aces High», «The Evil That Men Do» e  «Running Free» marcou o fim do concerto.

As luzes da sala acenderam-se e a provar que isto é tudo gente de bem está a banda sonora escolhida para a debandada, «Always Look on the Bright Side of Life» dos Monty Python. 

 

Arriscamos que ninguém saíu desiludido deste concerto, até vimos ao nosso lado Tony Carreira e Mickael Carreira a abanarem a cabeça ao som de «The Clairvoyant»!

 Uma aula de história do rock ao vivo e a cores. Memorável.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

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