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Grandes Sons

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Manu Chao em Cascais: Festa light

João Gonçalves - Disco Digital


Depois de marcantes passagens por Belém, Vilar de Mouros e Zambujeira do Mar, foi preciso esperar cinco anos para voltarmos a ter Manu Chao a sul. Noite bem concorrida no Hipódromo Manuel Possolo em Cascais para celebrar um reencontro que desta vez foi bem menos longo que os anteriores embora com o entusiasmo de sempre.

 

Vimos o concerto no único local onde um espectáculo de Manu Chao tem de ser visto: nas primeiras filas. Incrível a diversidade de fãs presente! Vimos muitos cabelos brancos, verdadeiras cabeleiras de tribos freaks, meninas«bem» de Cascais, camisas de marca, troncos nus, rastas, carecas, tias, e algumas bandeiras a denunciaram significativa presenças espanhola, venezuelana; já agora, também ouvimos falar inglês e alemão. O cheiro no ar não nos pareceu que fosse dos fumos de palco e as muitas cervejas que viajaram naquela zona mostravam que as gargantas secavam com facilidade. É um ambiente atípico mas que explica o poder de atracção da música simples e festiva de Manu Chao.

 

Apesar da banda ter aparecido em versão minimizada, apenas quatro músicos em palco, e o concerto só ter pouco mais de duas horas, mais minuto, menos minuto, a intensidade, emoção e alta pedalada com que se atiram às canções que todos conhecem são as mesmas de sempre criando uma atmosfera de loucura que se pode traduzir pela exibição de uma camisola da Argentina com o número 10 durante «La Vida Tómbola», cartazes com mensagens carinhosas, bandeiras de Portugal, arremesso de copos de cerveja, garrafas de água entre a plateia e até uma tocha de fumo a dar um colorido próprio de uma bancada de adeptos de futebol embalados pelos constantes coros de «oh oh oooh» vindos do palco.

 

Ainda em ambiente futebolístico, um fã das primeiras filas atirou um cachecol que Manu Chao apanhou enquanto cantava e pulava. Depois estendeu-o sobre a bateria e ficou a perceber-se que o emblema era do Benfica para gáudio de muitos seguidores do clube da Luz ali presentes.

O concerto teve o ritmo habitual sem grandes pausas e com algumas canções a desdobrarem-se em duas e sempre identificadas pela audiência. Uma vez que Manu Chao não edita um disco há cincos anos é natural que não haja novidades nem surpresas no alinhamento embora alguns clássicos surjam com arranjos algo diferentes não esquecendo esporádicas passagens pelo legado dos Mano Negra.

 

Curioso o momento de «Politik Kills» cantado convictamente por uma plateia que comandada por Manu Chao mostra uma disponibilidade para criticar quem governa. Pena que nas ruas e nas urnas raramente se veja esta motivação.

Talvez a solução seja  um Manu Chao na frente das manifestações de desagrado social em Portugal. Nem pedimos tanto, ficamo-nos por um mais modesto desejo: que não demore tanto tempo o regresso a Portugal.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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