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Grandes Sons

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Grandes Sons

Festival de Sines, 1º fim-de-semana: Viagem inicial

Foto: FMM Sines
Texto: João Gonçalves - Disco Digital
Primeira etapa do 13º Festival Músicas do Mundo de Sines concluída no palco do Castelo onde decorraram os primeiros quinze concertos da edição deste ano celebrados com o entusiasmo habitual, dentro e fora das muralhas.

 

A edição 2012 do Festival de Músicas do Mundo conta com alguma novidades relevantes no seu figurino. A proposta continua a passar por trazer o mundo a Sines através de concertos tão diferentes entre si, um conceito elogiado pela respeitosa publicação Songlines que destaca este evento como um dos melhores 25 festivais do género em 2012 (já o havia feito em 2010).

 

Após vários anos em que o evento se dividia entre um fim de semana em Porto Covo e os restantes dias em Sines, recentemente toda a acção passou a centrar-se em Sines. Houve mais música para ouvir neste fim de semana com quatro concertos pagos por noite e mais um grátis ao fim da tarde. De 5ª feira até à madrugada de sábado para domingo houve muito para descobrir. A outra novidade tem a ver com a localização do palco da praia que está mais longe da encosta do Castelo, junto à marina; este só abrirá na segunda etapa do FMM.

 

Com bilhetes a 15 euros por noite, não tem havido grandes enchentes no Castelo com muito público a optar por assistir aos concerto nas telas montadas no exterior das muralhas; na noite de 6ª feira as portas até foram abertas a meio da noite para quem quisesse entrar.

A confiança do público na selecção do cartaz leva a que haja sempre interesse da plateia para ouvir qualquer uma das propostas do cartaz sendo a recompensa a vivência de alguns espectáculos inesquecíveis.

 

O destaque desta primeira volta do FMM foi para o clássico blues norte-americano de Otis Taylor e sua banda, para o exótico Narasirato das Ilhas Salomão, para o irrequieto tuaregue Bombino e para todos os que pisaram o palco no sábado à noite!

O encontro entre os nossos Dead Combo e o guitarrista Marc Ribot foi mágico confirmando tudo o que de bom que se ouve desta parceria no excelente «Lisboa Mulata» editado no ano passado. Mais tarde, o guitarrista regressou ao palco com o projecto Los Cubanos Postizos e toda a energia rítmica latina se espalhou pelo Castelo obrigando toda a gente a dançar.

Pelo meio tinha brilhado a cantora Oumou Sangaré, voz maior do Mali, que juntamente com o banjo do norte americano Béla Fleck mostraram o porquê do sucesso do disco conjunto «Throw Down Your Heart Africa Sessions Part 2», vencedor de um Grammy. Entre as raízes de África e o country de Nashville há funk e boa disposição com Oumou a revelar que foi preciso chegarem a Sines para ouvir Fleck comunicar com a plateia. O norte-americano explicou então que a culpa era do nosso vinho verde. Um dos melhores concertos desta edição 2012, seguramente.

 

Tudo tinha começado na 5ª feira com uma pareceria luso-grega entre Amélia Muge e Michales Loukovikas a apresentarem o suave disco «Periplus»; também os portugueses Osso Vaidoso de Ana Deus e Alexandra Soares tiveram honras de abrir a segunda noite do festival, ficando para o fim desta primeira parte o colorido som da Imperial Tiger Orchestra da Suíça com a grande voz vinda da Etiópia de Hamelmal Abate. Os sul-africanos Shangaan Electro fecharam noite numa agitação que ficou a pedir mais. Agora só na 4ª feira regressam os concertos ao Castelo tendo como complemento o chamado palco do Pontal junto ao mar.

 

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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