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Grandes Sons

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Grandes Sons

Paredes de Coura, Dia 4: Derradeira poeira


Cátia La-Sallete


E quase que à terceira, foi de vez. Foi preciso chegar ao ultimo dia da edição de 2011 do festival para provar que o espírito de Paredes de Coura está vivo e recomenda-se.

Se houvesse uma votação para a frase mais ouvida este ano à chegada ao acampamento, a justa vencedora seria «isto comparado com o Super Bock (Meco) é o paraíso».

A verdade, num balanço final, é que apesar dos poucos patrocínios que o festival minhoto tem, consegue pôr a um canto, com toda a tranquilidade, qualquer um dos outros acampamentos de festivais de verão. Talvez seja também esse o motivo para quem venha uma vez, seja incapaz de não regressar, até porque Paredes de Coura não é um festival de grandes bandas, é acima de tudo um festival de grandes apreciadores de musica, seja lá ela qual for.

Prova disso é a grande afluência registada nesta edição ainda que grande parte das bandas sejam quase desconhecidas para a maioria do público.

Os bracarenses Peixe:Avião foram os primeiros a entrar em palco, sucedidos pelos Linda Martini. A única banda deu início a uma noite com fartura em crowdsurfing. Não menos electrizante foi o concerto de Kurt Vile no palco secundário com passagem por canções como «Baby’s Arms» ou «Ghost Town».

Ainda que muita gente esperasse os Foster the People, foi Maika Makovski quem surgiu. A espanhola, uma contratação de última hora, mostrou uma escala vocal invejável mas os poucos que ficaram para a ouvir eram na sua maioria, igualmente, da terra de nuestros hermanos.

Uma dos concertos que ficará para a história desta edição será o dos Two Door Cinema Club porque afinal como diria José Afonso, «o que faz falta é animar a malta». E não houve um único momento morto. Durante uma hora, a banda irlandesa, foi a primeira capaz de fazer levantar poeira, visível e demasiado respirável, nos terrenos do Taboão. Como um gigante e afinado coro, o publico não se fez de rogado e canções como «I Can Talk» e «What You Know» foram entoadas a plenos pulmões.

Foram muitos os que correram de seguida para continuar a festa com a dupla californiana No Age. Com o seu rock quase cru, ainda conseguiram deliciar algumas centenas de headbangers.

Doze anos depois da sua passagem pelo festival, os Mogwai voltaram para provar, mais que nunca, que qualquer tipo de musica tem lugar aqui. Deram um concerto de sabedoria com o seu pós-rock instrumental em que pouco pode ser muito Na dezena de canções, nem uma falhou, todas valeram a pena. De pé ou sentado, poderia ser o encerramento perfeito para mais uma edição, até terem os Death From Above 1979.

Apenas duas pessoas chegaram para provar que o festival minhoto e os seus fãs assíduos ainda estavam vivos. Longe vai o tempo em que se via tamanho mosh pit, ténis no ar, pernas ao céu, e no glorioso corredor (diga-se grades) a correria de quem tinha acabado de ser puxado pelos seguranças após um excitante crowd surfing. Aliás, poderá isso um dia vir a ser considerado o exercício oficial do festival. Com apenas um álbum, «You’re a Woman, I’m a Machine» e um EP, a dupla canadiana encerrou o cartaz do palco principal com a maior nuvem de poeira desta edição.

Os Orelha Negra fizeram as honras e encerraram o cartaz do palco after-hours, sem grandes surpresas, enquanto uma pequena multidão se concentrava em frente aos televisores para acompanhar o jogo da selecção sub-20, seguidos de Terry Hoolingan vs Rico Tubbs, que estiveram a anos de luz de serem a escolha acertada para a despedida.

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