Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Paredes de Coura, Dia 3: Sais essenciais


Por: Cátia La-Sallete


Após dois dias de música com pouco sal, Paredes de Coura regressou finalmente à sua essência.

Já lá vai o tempo em que o festival minhoto, nos seus dias de glória, viu passar pelos seus palcos bandas como Queens of the Stone Age, Korn, Arcade Fire, entre tantos outros, capazes de fazer qualquer medricas ansiar pelo seu momento de stage diving. Ainda que não se tenha atingido essa fasquia, a noite de ontem esteve lá muito perto.

Para abrir o palco secundário os portugueses You Can’t Win, Charlie Brown foram os escolhidos, mas sofreram de um problema recorrente: uma assistência minoritária. Mais sorte no palco principal tiveram os The Joy Formidable que terão sido a primeira grande surpresa deste dia. Outra grande novidade, e após o cancelamento dos Jamaica, foram os Summer Camp. A banda norte-americana encarregou-se e bem de animar o publico presente, elogiando a gente bonita em frente ao palco.

De volta ao palco principal os ...Trail of Dead mostraram o seu valor, e trouxeram, finalmente, o verdadeiro rock de volta a Paredes de Coura, onde já fazia falta uma banda do seu calibre para relembrar os bons velhos tempos.

Não havendo tempo a perder, os Battles entraram logo de seguida e sem grandes guerras venceram a batalha. Foram, sem margem para erro, a grande surpresa da noite. Três músicos e dois ecrãs foi tudo o que bastou para acender o rastilho à energia fulminante do público, e no teclista/guitarrista/faz-tudo-na-banda, Jarvis Cocker arranjou um concorrente à altura para melhor bailarino da noite. Ainda houve espaço para aparições digitais em algumas das suas canções, nomeadamente do saudoso Gary Numan.

Pouco depois entravam em palco os Deerhunter, que num concerto sem grandes excitações, diziam que das coisas que mais gostavam do nosso país, especialmente no interior, era das suas longas e quase assombradas estradas.

Com isto, chegamos à banda que mais dividiu opiniões: Kings of Convenience. Se por um lado houve quem amasse, também não foram poucos que se ouviam pelo recinto a declarar mensagens de ódio, questionando o direito ao prime time no festival. O que é, diga-se de passagem, uma excelente pergunta. Quiçá Kings of (In)Convenience.

A banda norueguesa iniciou o concerto apenas com os seus dois membros: cada um com a sua guitarra. A comunicação com o publico foi excelente, mas no final as opiniões foram unânimes: foi um bom concerto mas sonolento.

Prova disso foi o défice de resistentes que ficaram para assistir ao concerto cheio de garra, da agora loira, Marina e os seus Diamonds, até porque outra grande parte da assistência já se concentravam em frente ao palco secundário, prontos para dançar ao som de Metronomy. Sem sorte.

Infelizmente, os Metronomy não resultam, nada bem ao vivo. Talvez por não terem longos anos de experiência, existem ainda muitas falhas técnicas que fazem o som ao vivo ser tão «verde» que nem parecem as mesmas canções dos álbuns.

Para fechar a noite em grande, e até agora na melhor after-hours, Mix Hell provido de uma mesa de som e uma bateria aqueceu a noite, que desta vez ficou cheia até altas horas.

Catiasallete@gmail.com

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D